Moção PS Amora


Moção
FREGUESIA DE AMORA
Com cerca de 27Km2 e 42 mil eleitores, a Junta de Freguesia de Amora tem um orçamento de pouco mais de 1 milhão, 250 mil euros. É desde sempre gerida pelo PCP através das suas coligações de oportunidade e nem mesmo, com um orçamento avultado para uma das maiores freguesias do país, tem permitido aos sucessivos executivos escolares da política centralista, a nível municipal, da autarquia do Seixal, a execução das promessas eleitoralistas anunciadas.
Banhada por dois braços do rio Tejo, terra de operários e pescadores, perdeu capacidade reivindicativa e tem visto a qualidade dos serviços disponíveis estagnar.
Assente em promessas que são, em si mesmas, da responsabilidade do poder municipal e central, o PCP tem mantido uma política de mão firme com os governos e fraca com o executivo municipal que há muito deveria ouvir as necessidades da população, necessidades essas que o PS reafirma através desta moção.
Necessidade já histórica e que envolve falhas graves de segurança pública é o Mercado da Cruz de Pau. Muito utilizado pelas populações, este espaço funciona na lógica dos anos 70. O mercado tem um pequeno edifício sucessivamente remendado, com custos anualmente avultados em reparações e adequações à lei. Cá fora, as bancas a céu aberto favorecem o toldo em vez da bancada, favorecem a desorganização da venda em vez da facilidade de acesso do Amorense ao espaço. Pior é mesmo a segurança, enfiado entre uma malha habitacional fechada, apenas com dois pontos de acesso por baixo de dois prédios, onde nunca caberá um meio de emergência que não uma ambulância ou carro de emergência pequenos, o mercado da Cruz de Pau é hoje em dia um sorvedouro de verbas que nunca vão resolver o problema.
O PS há anos que pede a construção de um novo mercado, a maioria autárquica já promoveu a promessa autárquica de um novo mercado (2001 e 2005) tendo renovado a promessa, embora ao nível da recuperação, em 2009. Até agora nada foi feito. Urge meter mãos a obra e procurar um novo espaço, digno e capaz de servir as populações.
Um pouco mais à frente a zona de Belverde e Fanqueiro, são as zonas mais afastadas da freguesia. Com um obstáculo pelo meio chamado A2, para estas zonas tem o PS exigido a deslocalização de um serviço de atendimento da Junta de Freguesia, uma promessa que até tem sido corroborada pela maioria autárquica, mas cuja concretização tarde em aparecer, em desfavor do acesso fácil das populações ao serviço público e ao atendimento municipal.
Além do referido e mesmo sem ser uma obra ou decisão local, tem o PS alertado para a necessidade de exigir junto do poder central e da empresa em causa, a instalação de um posto de GNR que sirva esta área incluindo a zona de Verdizela e Aroeira, bem como a instalação de um posto de CTT em zona que sirva o mesmo perímetro habitacional.
Em Amora continuamos fechados no mesmo que era a freguesia no ano 2000. Sem obra nova, sem trabalho que não seja a manutenção, o executivo da Junta de Freguesia e a administração municipal tardam em dar resposta a várias preocupações do PS. Ao contrário das greves anti governo, qualquer ele seja, os executivos locais têm tido total incapacidade de mobilização para exigir a continuidade do troço do Metro Sul do Tejo até à nossa freguesia, pouco mais de um km de linha faria chegar o MST até à estação de comboios de Foros de Amora e, com isso, a possibilidade de uso deste transporte a mais uns milhares de pessoas.
Em paralelo a EN10 a via alternativa também parou em Corroios. Incapaz de fazer obra desta dimensão sem a ajuda dos tão odiados capitalistas do comércio de grande superfície ou do construtor abastado, o executivo municipal tarda em avançar com esta via, que possibilitaria o acesso a Almada e ao nó da A2 no Centro Sul, de forma rápida, para além de descongestionar a EN10.
O tão falado Pavilhão Gimnodesportivo e a nova biblioteca da cidade de Amora também tardam em sair do papel, várias vezes alvo de questões do PS nos órgão locais, estes dois equipamentos já tiveram verba nas GOP municipais em 2010 e 2011, mas que se saiba não chegaram a sair do âmbito das ideias.
Mais uma vez, o PS tem de relembrar a necessidade destes dois equipamentos para as populações, um investimento que apoiaria as coletividades locais, mas também as pessoas que não se identificam no atual espaço de biblioteca, uma solução para as suas necessidades culturais. Urge exigir o seu avanço.
Também a conservação dos edifícios históricos deixa muito a desejar. Barricado atrás do facto de serem edifícios privados a autarquia e a junta de freguesia têm deixado que os particulares mantenham os edifícios sem qualquer tipo de obra de recuperação ou uso. Atravessar a Marginal Silva Gomes é hoje ver um misto de casa emparedada e degradada. Não há aqui uma política concreta de recuperações destes imóveis, tendo já o PS identificado a necessidade de criar taxas de IMI diferenciadas para estes espaços abandonados, taxas suficientemente elevadas que obrigassem estes proprietários pensar duas vezes e optar pela sua recuperação e colocação no mercado de arrendamento ou venda, em vez de serem um espelho do abandono.
Abandonada também parece a zona pedonal da marginal, que terminou em frente ao dono de obra, ou seja, o supermercado E.Leclerc. A não urbanização da Quinta da Vinha Grande/Maria Pires na sua totalidade parece ter inviabilizado os desejos municipais de completar a via até à Ponte da Fraternidade e isso tem jogado a desfavor das populações que continuam a utilizar fortemente esta zona tendo de usar parte dela em terra batida, sem condições efetivas de bom uso, e de circulação em segurança.
A autarquia tem de ser capaz, pelos seus meios próprios, sem esperar contrapartidas de supermercados ou construtores, de avançar com esta obra tendo o PS exigido, e continuar a exigir o avanço da mesma o seu complemento até à Ponte da Fraternidade, ela mesmo a necessitar de obras e de um alargamento.
Por tudo o que esta moção reafirma o Partido Socialista exige Ação efetiva ao executivo municipal e da junta de freguesia na resolução dos problemas que afetam a freguesia. Muito mais fica por exigir ou por pedir, nomeadamente a nível social e manutenção do espaço público, mas acreditamos que ao lembrar a necessidade de execução destas obras e destas promessas eleitorais, o Partido Socialista está a exigir melhorias para o nível de vida das populações locais da nossa freguesia.


Amora, 30 de Janeiro de 2013
O Secretariado do Partido Socialista de Amora

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