Hospital Seixal/Sesimbra - é importante recuperar a sua construção.

É importante que o processo de construção do Hospital Seixal/Sesimbra seja retomado e que o próximo governo o retome no estado em que se encontrava quando foi interrompido por este governo. 

O investimento público na área da saúde é bom porque cria emprego e o seu resultado serve os cidadãos. O que não é bom é o investimento dos politicos neles próprios só para ficarem no poder em especial quando isso em nada beneficia os eleitores.


O processo de construção do hospital Seixal/Sesimbra foi interrompido, pelo actual governo, com os fundamentos de austeridade e de politica errada que todos infelizmente conhecemos.

Após uma fase inicial em que foi necessario contrariar um estudo de um Instituto de Gestão do Porto, onde se projectava, erradamente, como a melhor solução a ampliação do Hospital Garcia de Orta em Almada, seguiu-se a contestação da população e o apoio inequivoco desta para a causa justa da construção de um novo hospital no Seixal. O anterior governo ouviu e decidiu a construção do Hospital Seixal/Sesimbra servindo assim uma população de meio milhão de pessoas. O estudo inicial foi cabalmente contrariado por um bem mais profundo e que continha os aspectos importantes das necessidades de cuidados de saúde atempados elaborado pela ARS/LVT no tempo de António Guterres como primeiro ministro. Foi preciso avivar a memória dos decisores para que se assinasse o protocolo que permitiu a construção do Hospital, então já com Ana Jorge como ministra da saúde. Escrevo os nomes porque a politica deve ter rostos e esse rosto exige-se que seja humano e muito claro.

Já o processo ia no debate sobre o melhor modelo para o Hospital, com a discussão participada sobre as suas valências, e este governo optou pela sua não construção. Razões economicistas radicais levaram a essa má opção politica.

Não deixa de ser curiosa a noticia de 16/02/2013 na revista VISÃO, intitulada "A promessa de Passos" , que nos conta como o actual primeiro ministro, contrariando tudo e todos, incluindo pareceres das entidades, insiste em construir uma barragem na Covilhã que custará 30 milhões de euros . A equipa multidisciplinar que estudou o caso afirma : "pela não existência de fundamentos respeitantes à necessidade de construção desta infraestrutura para resolver problemas de qualidade da água". A teimosia do primeiro ministro assenta numa promessa que fez a um militante do PSD que é autarca na Câmara Municipal da Covilhã e que serviu de propaganda, aliás expressa, por parte desse Edil, que não escondeu a conversa tida com Passos Coelho de onde terá resultado a promessa.

Dois exemplos em que a coesão social e territorial, a equidade e a justiça social podem estar em causa e em perigo porque o livre e total arbitrio do decisor ficou tolhido por razões exteriores ao interesse da população. Basta uma teimosia, incluindo também a teimosia na politica errada, para que as populações eleitoras e contribuintes fiquem prejudicadas. Podem existir muitos estudos e planos mas se não houver vontade nada se transforma.

É importante que o processo de construção do Hospital Seixal/Sesimbra seja retomado e que o próximo governo o retome no estado em que se encontrava quando foi interrompido por este governo.

O investimento público na área da saúde é bom porque cria emprego e o seu resultado serve os cidadãos. O que não é bom é o investimento dos politicos neles próprios só para ficarem no poder em especial quando isso em nada beneficia os eleitores

José Assis 

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