Combater a Abstenção em 2013.

Abril de 1974 trouxe á sociedade portuguesa uma mudança de paradigma e a legitima conquista da autonomia do Poder Local.
As contribuições dos municípios nesta conquista foram por demais evidentes para fazer de Portugal um país moderno, investindo especialmente em infra-estruturas indispensáveis ao melhoramento da qualidade de vida, da educação e do bem-estar social e cultural.

Durante várias décadas, e fruto de uma cooperação Poder Local /Poder Central a população sentiu esse desenvolvimento social, educativo, desportivo, cultural e os ganhos civilizacionais que, por via do investimento autárquico (50% do investimento publico foi (em tempos) efetuado pelo Poder Local), acrescentaram qualidade de vida às suas regiões. A população reviu-se nos seus autarcas e reconheceu o seu trabalho.
Hoje em dia e fruto dum crescente amorfismo os eleitores têm-se esquecido de participar na vida pública máxime de eleger os seus legítimos representantes.
Tal, tem levado a que nos últimos 35 anos, no Concelho do Seixal, tenhamos vindo a ser governados ininterruptamente por Executivos CDU, actualmente cheio de vícios na tomada de decisão, que à democracia conquistada com o 25 de Abril, nada devem, antes pelo contrario, encontramos hoje “Camuflado e com pele de cordeiro” um Executivo tendencioso e simplesmente preocupado em vencer as próximas eleições á custa de esconder a verdade da real situação económica e social da Câmara do Seixal que na verdade se encontra em falência técnica.
Paralelamente à falta de democracia na condução dos destinos da Câmara do Seixal, revela-se também a falta de capacidade técnica na gestão do município, vertida na enorme dívida do Município do Seixal e no incumprimento dos compromissos com todos os parceiros comerciais e fornecedores de matéria prima e ou serviços, o que faz com que, de forma preocupante, o Município e os Munícipes percam gradualmente qualidade de vida.
Esta politica do Executivo CDU desvaloriza o município e ignora as populações, as dinâmicas e empresas locais, o associativismo e até a escola pública. Em contrapartida beneficia processos desastrosos tais como o aluguer das instalações da Câmara num valor megalómano de 6 milhões de euros anuais.
Esta politica, autentico vendaval antiautárquico, arrasará tudo e todos.

 O Partido Socialista do Seixal tem tentado incessantemente participar na reconstrução da solidez económica do Município do Seixal, disponibilizando-se para a participação ativa, mas, lamentavelmente, tal não tem sido possível, ao invés e de forma casuística, sincopada e sem rigor somos todos os dias confrontados com alterações avulsas nas opções de gestão onde falta claramente um rumo.
Sendo certo que nos encontramos sob um Programa de Auxílio Financeiro Externo, que exige racionalização dos meios e escolhas ponderadas em termos de investimento, certo é também que a Câmara do Seixal ao longo do ultimo ano, e especialmente se analisarmos o Orçamento de 2013, tem vindo a revelar crescentes e graves dificuldades em assegurar os seus compromissos mais básicos, como sejam o pagamento à ADSE, as refeições escolares, os transportes ao movimento associativo, intervir junto dos mais vulneráveis e dos idosos em particular, asfaltar vias, apoiar financeiramente o associativismo, cuidar do espaço público, da limpeza urbana ou fazer os acessos e arranjos exteriores para obras a cargo do poder central, porque, manifestamente não tem receita nem sequer para fazer face ás despesas correntes inadiáveis, nem soluções que possam equilibrar a falência técnica em que a Câmara do Seixal se encontra.

Entendemos no entanto que há outro caminho. A inversão da abstenção eleitoral no Concelho é a oportunidade de alternar o poder político, e esse passo cabe simplesmente á população invertendo o imobilismo e fazendo eleger outra força politica que conduza o Seixal a um Novo Futuro.

Eduardo Rodrigues
Vereador do Partido Socialista na Câmara do Seixal

Sem comentários:

Google