A avaliação dos portugueses é diferente da que faz a Troica

No último ano os trabalhadores, do público e do privado, e os reformados ficaram sem metade do subsídio de Natal.
Os funcionários públicos e os reformados ficam sem dois salários e pensões este ano.
O IVA da restauração aumentou para a taxa máxima.
Os portugueses pagam mais pelo gás, pela energia, pelos transportes e pelas taxas moderadoras.
Os empresários ficaram com menos acesso ao crédito para realizarem investimentos e manterem a sua atividade.
E o que tem agora o PM para dizer aos portugueses?
Que são necessários mais sacrifícios.
Mas os portugueses têm uma pergunta para fazer ao PM.
De que valeram os nossos sacrifícios se nem o défice de 4,5%, acordado com a troica foi alcançado?
Os portugueses que ficaram desempregados;
Os jovens que não conseguem emprego;
Os portugueses, entre os quais os idosos, que pagam mais pelas taxas moderadoras;
Os empresários que não têm acesso ao crédito para as suas empresas;
Os donos dos restaurantes que perderam clientes ou encerraram os seus estabelecimentos por causa do brutal aumento do IVA;
Os reformados que ficaram sem subsídio de férias e de Natal;
Os funcionários públicos que perderam os subsídios de férias e Natal;
Os portugueses que pagam mais impostos, que pagam mais caro os transportes públicos, o gás e a energia.
Os professores que ficaram sem colocação.
Todos eles perguntam ao PM: para que serviram tantos sacrifícios?
Para quê tanto sofrimento, tanta dor e tanta angustia se o Governo falhou na execução do seu orçamento e não atingiu as metas contratadas com a troica?
Sim, infelizmente é verdade: O Governo falhou a meta do défice orçamental em nome da qual exigiu e exige tantos sacrifícios aos portugueses.
Os portugueses cumpriram.
O Governo é que falhou.
O primeiro-ministro tem de explicar porque os portugueses cumpriram o que lhes foi pedido e, no entanto, os objetivos não estão a ser alcançados.
Tem de explicar porque, a dívida pública, prevista para 2013 irá aumentar 3 pontos percentuais, isto é mais 5000 milhões de euros do que o previsto, atingindo 118,6% do PIB.
Tem de explicar porque não cumpriu o défice de 4,5%, e criou outro problema ao país, com a derrapagem orçamental, em cerca de mais 5 mil milhões de euros.
Sobre este seu enorme falhanço, o PM não diz uma palavra.
Mas devia.

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