Madalena Alves Pereira, candidata à liderença do PS de Setúbal
Defende códigos de conduta ética a que se devem submeter parlamentares e autarcas do distrito


Madalena Alves Pereira, candidata à liderença do PS de Setúbal<br>
Defende códigos de conduta ética a que se devem submeter parlamentares e autarcas do distritoMadalena Alves Pereira, candidata à liderença do PS de Setúbal, na formalizou da sua candidatura, sublinhou a importância de “centrar a discussão e o debate em propostas e ideias que resolvam os problemas das pessoas, e não na discussão pública do Partido, com o prejuízo que tem para as estruturas e para a credibilidade dos políticos.”


Madalena Alves Pereira formaliza candidatura para
Ganhar o Futuro

Perante Vítor Ramalho, Presidente da Comissão Organizadora do Congresso da Federação Distrital de Setúbal do Partido Socialista, Madalena Alves Pereira formalizou a sua candidatura à Presidência da Federação socialista.

Confiante numa expressiva vitória no próximo dia 15 de Junho, Madalena Alves Pereira sublinhou a importância de “centrar a discussão e o debate em propostas e ideias que resolvam os problemas das pessoas, e não na discussão pública do Partido, com o prejuízo que tem para as estruturas e para a credibilidade dos políticos.”

Na apresentação à comunicação social da moção Ganhar o Futuro, a candidata socialista, acompanhada por Torres Couto, Francisco Santos e Acácio Lopes, criticou a gestão autárquica da CDU, evidenciando a rotura financeira da maioria das autarquias geridas pela CDU no distrito de Setúbal; criticou ainda o Governo PSD/CDS-PP por abandonar o distrito de Setúbal, deixando cair projetos como o TGV, a Terceira Travessia do Tejo, o Novo Aeroporto de Lisboa, responsabilizando o Governo de Passos Coelho pelo elevado desemprego verificado na região.

Para Ganhar o Futuro no distrito de Setúbal, Madalena Alves Pereira considera que existem etapas essenciais que têm de ser cumpridas: “o combate à corrupção, valor ético de credibilização e realização do Estado de Direito com os políticos e pelas pessoas; a defesa do Estado Social sinónimo da igualdade de oportunidades; a promoção do emprego, símbolo da realização humana e garante de progresso; o incremento da participação cidadã e política; a definição de uma marca identitária das políticas socialistas no Distrito de Setúbal, o estabelecer novos desafios para a governação local. Para as concretizarmos precisamos de modernizar a nossa estrutura partidária e definir também o papel que queremos atribuir à nossa Federação Distrital.”.

A advogada barreirense propõe um conjunto de medidas concretas na moção Ganhar o Futuro. Entre várias propostas, defende a elaboração, subscrição e divulgação de códigos de conduta ética a que se devem submeter os parlamentares e autarcas do distrito de Setúbal; propõe a criação de uma Agenda Regional para o Emprego no distrito de Setúbal, através de uma plataforma de entendimento transversal a todos os partidos, entre deputados, autarcas, empresários, representantes dos trabalhadores e das organizações sociais com vista a encontrar denominadores comuns para promoção do emprego; no sentido de potenciar a participação dos cidadãos na vida pública e partidária, propõe a implementação do Observatório de Ideias e Práticas Inovadoras do PS; propõe a elaboração de um manifesto autárquico para o distrito, suporte das políticas locais para o distrito com marca PS, a marca que irá diferenciar das opções conservadoras quer à direita, quer à esquerda no distrito.

Setúbal, 29 de Maio de 2012

A Candidatura,
Ganhar o Futuro
Consta-se para aí, que as coisas estão feias, lá para os lado do edifício de janelas de vidro que custam uma pipa de massa para serem limpos. Para os mais distraídos, refiro-me à "equipa" que usurpa a Câmara do meu Município, já lá vai mais que uma geração. O Paulo Silva e outras aves canoras poderão dizer ou papaguear... que se eles lá estão é porque o povo os elegeu. E poderá, também, dizer que se eles lá estão é porque as oposições não têm sido alternativa. Quanto à primeira constatação, de que o Povo os elegeu, o materialismo dialéctico devia ensinar-lhes que a história tem destas coisas: Adolf Hitler também chegou ao poder pelas eleições. Portanto o argumento é bastante frágil por parte do argumentário político. Quanto à debilidade das oposições, cem por cento de acordo. Mas, também, cem por cento de acordo que o PCP e a CDU, tipo dois em um, vão perder as próximas eleições, se chegarem até lá, e sabem porquê, porque a Equipa Socialista no Seixal imprimiu uma tal dinâmica, que ao PCP e, já agora também à CDU, não resta outra alternativa senão demitirem-se ou mudarem de Município.
Para quem é bacalhau basta
Por José Assis

Para quem é bacalhau basta <br>
Por José Assis<br>
SeixalEste governo mandou parar o arco ribeirinho sul, a terceira travessia do tejo, equipamentos como o Hospital do Seixal, e não sabe como lidar com o Porto de Sines. Como rebuçado quer agora um consenso entre os partidos para a construção de um apenso à BA do Montijo, em modo "low-cost". Uma visão pequenina para uma base aeroportuária pequenina. A visão do dinheiro guardado no colchão e do miserabilismo do antigamente.

1. Depois de assumir que os investimentos públicos no distrito parariam, usando e abusando da "cassete troika" este governo vem apresentar um aeroporto "low-cost" que serviria de apenso à BA do Montijo. Um síntese perfeita do que este governo pensa para o país e para o distrito de Setúbal. Um infraestrutura de baixo preço em apenso a uma que já existe. Resta que o governo escreva na proposta : "e é se quiserem pois para quem é bacalhau basta."

A atitude de tratar, de modo menor , as populações avoluma com as propostas deste governo. Uma atitude que está no seu ADN. Coisas austeras, pequeninas, pouco ou nada social democratas, pouco ou nada democratas cristãs.

A execução, dessa infraestrutura, implicaria um sinal de renuncia aos investimentos públicos que o distrito merece e um baixar de braços de resignação a que este governo já nos habituou. Traria, para esta margem do rio, o registo do estigma periférico que, ao longo de décadas, se foi cultivando ou tentando cultivar e que é tempo de virar. Este governo mandou parar o arco ribeirinho sul, a terceira travessia do tejo, equipamentos como o Hospital do Seixal, e não sabe como lidar com o Porto de Sines. Como rebuçado quer agora um consenso entre os partidos para a construção de um apenso à BA do Montijo, em modo "low-cost". Uma visão pequenina para uma base aeroportuária pequenina. A visão do dinheiro guardado no colchão e do miserabilismo do antigamente.

Silva Lopes, pasme-se ou não, disse que a insistência germanica na austeridade será o caminho da desgraça. Stiglitz assumiu que se a europa continuar neste caminho de austeridade será o seu suicídio . Martin Schulz diz confiar que a UE mude de estratégia rumo ao crescimento e ao emprego. Cavaco Silva já percebeu que o ciclo é novo. Os franceses já deram um sinal de mudança nas eleições francesas, na primeira volta. Só o governo português parece não querer entender que o ciclo já mudou e teme-se que os últimos guardiões do ultraliberalismo "merkeliano " com propostas pequeninas e sem ambição sejam os governantes portugueses.

2. Cavaco Silva escolheu a "imagem de Portugal no mundo e na Europa" como tema da sua intervenção comemorativa do 25 de Abril. Com esse tema regressou ( entenda-se regrediu) 30 anos no discurso e na atitude. Cavaco parece-se ter-se esquecido que aquela velha ideia dos portugueses pequeninos face aos outros europeus já morreu. Hoje as gerações, incluindo a do presidente, sentem-se tão europeias como quaisquer outras nacionais de outros países da UE. Cavaco deu assim um ar muito triste e enganador do que se passa em Portugal. E quis incutir a depressão e o complexo numa conversa enganadora de esperança. É tempo de dizer ao presidente que os anos da sua governação e da sua presidência permitem e são mais do que suficientes para nós o conhecermos. Cavaco exibiu, mais uma vez, os seus complexos de provinciano. Mas deu o ar que marca o governo actual.

A contrapor Sarkozy disse uma coisa extraordinária: a comunidade portuguesa não deve ter receio das medidas contra a imigração em França pois não afectarão os portugueses. Sarkozy, hungaro de descendência, não vê os portugueses como cidadãos da UE de pleno direito e para com eles tem um ar paternalista de excepção dessas medidas. Em Portugal as autoridades não protestaram face à atitude retardada, no tempo, de Sarkozy. Da presidência da república nem uma palavra, o silêncio foi total e nem o entusiasmo do discurso do presidente sobre a nossa posição no mundo e na Europa o embalou para uma reacção à provocação de Sarkozy. Mais uma vez a música do Sérgio Godinho. "Para quem é bacalhau basta ".

José Assis
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