Um distrito parado é um distrito sem futuro - Por José Assis

Ora, no distrito de Setúbal de hoje o investimento público parou. Desde 2005 até 2011 o governo português olhou para o nosso distrito como uma terra onde o investimento público tem um lugar alavancador da economia. Investimento em infraestruturas físicas e em formação. Hoje o imobilismo substitui a vontade empreendedora.

Completados quase nove meses da tomada de posse deste governo, uma das marcas que já o caracteriza é a sua força paralisadora.

Respaldado ( mal) no memorando de entendimento com as entidades internacionais, assinado pelo anterior governo, este executivo do "custe o que custar" no cumprimento desse memorando, interpretando-o sempre de modo restrito, focado nas finanças e no estrangulamento das economias individuais e do Estado e nunca com uma visão de progresso e de crescimento económico, paralisou o investimento público, elegendo-o mesmo como o grande mal da vida colectiva.

Agarrada ao sacrifício penitente, igualado a uma dependência fisica sem cura diferente da sangria dos fracos, mais além do que a adição, e de espiritualidade cuidadora do mercado como o sacro-santo segredo da vida, esta maioria chicoteia-se com o reflexo do chicote nos mais fracos e promove a ascensão dos poderosos do dinheiro. Paradigma do paradigma da espiritualidade do dinheiro a entrevista de Paulo Teixeira Pinto ao Jornal de Negócios a 9 de Março de 2012 intitulada "Nunca como agora o dinheiro teve tanto poder".

Ora, no distrito de Setúbal de hoje o investimento público parou. Desde 2005 até 2011 o governo português olhou para o nosso distrito como uma terra onde o investimento público tem um lugar alavancador da economia. Investimento em infraestruturas físicas e em formação. Hoje o imobilismo substitui a vontade empreendedora.

O aeroporto internacional, o arco ribeirinho sul, a travessia do Tejo, a ponte Seixal/ Barreiro, o Itinerário Complementar 32, a plataforma logística do Poceirão, O TGV , a execução do programa PARES, o hospital do Seixal, o porto de Sines são exemplos do empreendimento público numa área do país estrategicamente, localizada como plataforma virada para todos os cantos do mundo, que estão no fim prematuro da linha.

Setúbal, enquanto distrito, parou. Todos estes projectos pararam. Necessariamente as terras e as gentes do distrito vão começar a parar.

Quem parou Setúbal? Todas as forças que em uníssono, num determinado dia, chumbaram um PEC. Não se quis um PEC hoje tem-se um grande sinal de STOP . A paragem do progresso está a passar por aqui. É preciso mudar.

José Assis

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