No Seixal não se vive a democracia. Luta-se por ela.

Haverá porventura leitores que entendam o título deste artigo demasiado forte, até porque vivemos num concelho gerido pelo partido comunista, um dos baluartes da luta antifascista no anterior regime.
Saúdo a memória de todos aqueles que no anterior regime lutaram pelos valores da liberdade e da democracia, independentemente da sua filiação partidária. Saúdo fundamentalmente aqueles que após o 25 de Abril abraçaram esses valores não se aproveitando da liberdade para reescreverem o conceito da democracia, transformando-a num instrumento de poder, umas vezes pessoal, outras de grupo. A história universal, da mais recente à mais antiga, dá-nos muitos exemplos de lutadores pela democracia que se transformaram em odiosos ditadores, razão porque o cidadão anónimo é tão descrente na vida politica.

Seria suposto o concelho do Seixal ser um exemplo de vivência democrática e de respeito pela divergência de pensamento e acção politica, mas reconhecidamente não é o caso. O Partido Comunista no concelho do Seixal é bem o exemplo de metamorfose que se opera com a chegada da liberdade.

Estranho, dirão alguns. Impossível, dirão outros; mas a realidade quotidiana confirma o indesejável.

Tenho um amigo que muito me confidência o desgosto dos seus amigos de infância, nascidos neste concelho, que acreditaram na bandeira política do partido comunista, mas hoje, passados mais de 30 anos de poder do seu partido no concelho, lamentam-se de o ver transformado num lobby de poder autárquico ao serviço de poucos a quem não reconhecem espírito democrático.

Se já há uns anos sentíamos essa realidade no exercício do mandato de Deputado Municipal, nos últimos dois anos, enquanto Vereadores eleitos assistimos a realidades que nos deixam incrédulos.

Ter que recorrer a decisões judiciais para que a maioria comunista respeite o nosso estatuto de Vereadores sem Pelouro, passando por ter que recusar a consulta de processos fora dos nossos gabinetes, de tudo nos tem acontecido um pouco; mas, diga-se em abono da verdade, temos sentido que a nossa luta não tem sido em vão. De passo em passo, sentimos que o contributo dos Vereadores Socialistas está a ser fundamental para que a democracia politica se vá instalando no nosso concelho, ainda que a contra gosto dos responsáveis da gestão municipal.

Como corolário da nossa luta a Entidade Reguladora para a Comunicação Social acabou de emitir uma decisão, na qual …” Insta a Câmara Municipal do Seixal a pugnar por uma maior abertura às diferentes forças políticas que intervêm na vida pública da autarquia, promovendo o pluralismo através da participação daquelas sensibilidades políticas nos meios de comunicação autárquicos, designadamente no Boletim Municipal.”

Afinal a oposição tinha razão quando ao longo destes anos denunciava a falta de democracia no concelho do Seixal, em que o Boletim Municipal era um espelho.

E agora Senhor Presidente? Vai cumprir a recomendação e deixa que os jornalistas de Boletim Municipal cumpram o seu dever deontológico de informar com independência ou vai continuar a tratá-los como servidores da sua causa?

Cá estaremos para ver.  



Fonseca Gil

Vereador Socialista na Câmara Municipal do Seixal.

 
Publicado no Jornal Comércio do Seixal e Sesimbra

Os tuites de Passos Coelho

Conta de Twitter de Passos Coelho

(@passoscoelho), iniciada a 6 de Março de 2010.

Os tuites aqui transcritos foram publicados entre Março de 2010 e Junho de 2011


1- "Estas medidas põem o país a pão e água. Não se põe um país a pão e água por precaução."

2- "Estamos disponíveis para soluções positivas, não para penhorar futuro tapando com impostos o que não se corta na despesa."

3- "Aceitarei reduções nas deduções no dia em que o Governo anunciar que vai reduzir a carga fiscal às famílias."

4- "Sabemos hoje que o Governo fez de conta. Disse que ia cortar e não cortou."

5- "Nas despesas correntes do Estado, há 10% a 15% de despesas que podem ser reduzidas."

6- "O pior que pode acontecer a Portugal neste momento é que todas as situações financeiras não venham para cima da mesa."

7-"Aqueles que são responsáveis pelo resvalar da despesa têm de ser civil e criminalmente responsáveis pelos seus actos."

8- "Vamos ter de cortar em gorduras e de poupar. O Estado vai ter de fazer austeridade, basta de aplicá-la só aos cidadãos."

9- "Ninguém nos verá impor sacrifícios aos que mais precisam. Os que têm mais terão que ajudar os que têm menos."

10- "Queremos transferir parte dos sacrifícios que se exigem às famílias e às empresas para o Estado."

11- "Já estamos fartos de um Governo que nunca sabe o que diz e nunca sabe o que assina em nome de Portugal."

12- "O Governo está-se a refugiar em desculpas para não dizer como é que tenciona concretizar a baixa da TSU com que se comprometeu no memorando."

13- "Para salvaguardar a coesão social prefiro onerar escalões mais elevados de IRS de modo a desonerar a classe média e baixa."

14-"Se vier a ser necessário algum ajustamento fiscal, será canalizado para o consumo e não para o rendimento das pessoas."

15-"Se formos Governo, posso garantir que não será necessário despedir pessoas nem cortar mais salários para sanear o sistema português."

16- "A ideia que se foi gerando de que o PSD vai aumentar o IVA não tem fundamento."

17- "A pior coisa é ter um Governo fraco. Um Governo mais forte imporá menos sacrifícios aos contribuintes e aos cidadãos."

18- "Não aceitaremos chantagens de estabilidade, não aceitamos o clima emocional de que quem não está caladinho não é patriota"

19- "O PSD chumbou o PEC 4 porque tem de se dizer basta: a austeridade não pode incidir sempre no aumento de impostos e no corte de rendimento."



20- "Já ouvi o primeiro-ministro dizer que o PSD quer acabar com o 13.º mês, mas nós nunca falámos disso e é um disparate."

21- "Como é possível manter um governo em que um primeiro-ministro mente?"


Assumam a verdade. - Não têm dinheiro.

A Câmara Municipal do Seixal celebra anualmente contratos programa com as associações desportivas do concelho ao abrigo dos quais transfere para estas uma parte das suas responsabilidades no desenvolvimento da actividade desportiva e, em contrapartida, obriga-se a comparticipar financeiramente, o que faz com três transferências anuais. Uma medida de gestão dos dinheiros públicos correcta e a qual apoiamos.
Acontece que, há dias, fui informado por dirigentes associativos que a Câmara Municipal do Seixal ainda não tinha pago às colectividades a última tranche do ano de 2010, que abrange o período de Setembro a Dezembro, assim como não cumpriu com as suas obrigações relativamente aos compromissos assumidos para 2011. Há cerca de um ano que não paga nada.

Na reunião de Câmara da semana passada interpelei o Senhor Vereador responsável do Pelouro que reconheceu a falta de pagamento mas, curiosamente, disse que tal se devia ao facto de muitas colectividades ainda não terem apresentado os relatórios a que estão obrigadas; ou seja, transferiu o ónus da situação e do atraso no pagamento para as direcções das associações que, segundo aquele, não estariam a cumprir com os seus deveres.

Esta resposta deixou-me perplexo. Como é possível descartar uma responsabilidade com esta facilidade? Afinal as direcções das colectividades do Concelho do Seixal poderiam ser assim tão irresponsáveis, ao ponto de desperdiçarem as transferências financeiras, só porque não se esforçavam para apresentar os relatórios de actividade exigíveis?

Obviamente que nem precisava de me esclarecer junto de quem me deu conhecimento desta situação, por tão evidente mentira justificativa de cerca de ano de atraso no pagamento.

O pagamento ainda não foi efectuado porque a Câmara Municipal do Seixal não tem dinheiro.

Esta é a verdade nua e crua, mas há quem prefira transferir o odioso da situação para quem, com toda a legitimidade, exige que a Câmara Municipal cumpra com o seu dever. Os dirigentes associativos cumpriram com o seu ao proporcionarem às populações as melhores condições para a prática desportiva. Este incumprimento da Câmara Municipal do Seixal assume uma dupla vertente. Deve às colectividades porque não cumpre as responsabilidades assumidas contratualmente, deve à população do Concelho do Seixal porque não cumpre as suas atribuições.

Fonseca Gil

Vereador Socialista na Câmara Municipal do Seixal

Publicado no Jornal Comércio do Seixal e Sesimbra

Ideias inovadoras comó'alto do mastro

           É unânime entre as diferentes forças políticas do concelho do Seixal que o desenvolvimento do município passa, em grande medida, pela aposta na sua Baía, nomeadamente em termos turísticos; e é também hoje pacífico entre os diferentes actores políticos que essa aposta se deve centrar na náutica de recreio.

Uma evidência portanto mas uma evolução também. É que até há pouco tempo os responsáveis da CM Seixal entendiam (escudados num estudo da Universidade de Aveiro que pagaram a peso de ouro) que a dinamização turística do concelho se deveria fazer através de.

- Percursos interpretativos ecológicos, com especial incidência na observação de aves.

- Percursos museológicos descentralizados ligados ao trabalho com especial enfoque no antigo alto-forno da Siderurgia Nacional.

- Turismo cultural com base nos eventos culturais realizados pelo município e eventualmente com destaque para a festa do Avante.

Ora tirando o facto duma responsável da autarquia, mais ao menos na mesma altura em que foi realizado o estudo, frequentar a universidade de Aveiro, fácil é ver que nenhum mérito existe neste documento.

Observar aves ou praticar qualquer outra actividade ligada à ecologia no meio duma urbe com mais de 150.000 habitantes só podia lembrar mesmo a um pato bravo, visitar fábricas abandonadas só passará pela cabeça dum comunista que parou no tempo do Elvis e finalmente considerar que a oferta cultural do Seixal justifica a visita de turistas não lembra mesmo a ninguém!

Pelo que até mesmo a aliança comunistas/patos bravos que vem governado o Seixal nas últimas décadas abandonou a ideia, trocando-a desta vez pela tese peregrina de pequenos portos de abrigo espalhados por toda a baía…

O objectivo é evidente, a autarquia não gasta um chavo (que aliás não tem) e passa a responsabilidade da construção das infra-estruturas necessárias para os particulares.

Só que quem idealizou este modelo certamente não sabe distinguir bombordo de estibordo e ainda não percebeu o título desta crónica.

Vejamos, para se ter uma marina ou cais de acostagem o primeiro requisito necessário é que o local seja navegável, digamos que é um mínimo; e já agora que seja navegável em qualquer fase da maré. Ora não é isso que acontece, a maioria dos locais propostos para a instalação de portos de abrigo apenas são acessíveis através dum canal e quando a maré está cheia ou próximo disso. Imagine que é dono dum barco sai de casa de manhã com a sua família para dar um passeio na sua embarcação e ao chegar à mesma percebe que o poderá fazer sim, mas dali a quatro horas! O que fará procura uma marina onde possa usufruir do seu barco sempre que queira não é?

Evidente e esta é a primeira razão pela qual este projecto não será viável.

A segunda razão pela qual o projecto não é adequado é que pequenas marinas não são viáveis do ponto de vista económico para utilização turística (presumo que a ideia não será apenas guardar os barcos dos pescadores - mas sim através do turismo dinamizar o tecido empresarial da região), e não são viáveis porque não basta ter o cais de acostagem, é necessário criar infra-estruturas de acolhimento, quem já fez uma viagem de barco sabe que ao acostar anseia-se por uma casa de banho onde se possa tomar banho por exemplo, quem não tem dinheiro para criar uma destas infra-estruturas vai criar meia dúzia?

Mas mais estes serviços necessitam de ser geridos, tem de existir um funcionário que é contactado via rádio a quem se pergunta se tem lugar para nós na marina, se sim qual é esse lugar, com quem se faz o check-in, de quem se recebe as chaves do ancoradouro e a quem, naturalmente, se paga o serviço prestado. Virão assim tantos nautas ao Seixal que permitam rentabilizar dúzia e meia destes postos de trabalho?

Claro que não!

P.S: Se quem pensa estas coisas soubesse que o ponto mais alto do mastro dum barco à vela se chama caralhete, certamente não cometeria estes erros.

As listas de Metterling

Woody Allen inicia o seu livro “Para acabar de vez com a cultura” com uma análise filosófica do rol de lavandaria de Metterling, presumido eminente escritor, de quem se estuda a importância de mandar para a lavandaria umas meias e não umas cuecas…
Agora que completamos metade do mandato autárquico, proponho, à semelhança, um exercício não menos surrealista mas seguramente não tão divertido, que é elencar o rol das promessas eleitorais não cumpridas da CDU no Seixal:

1.      Criação do Cartão do Munícipe

2.      Alargar a Rede de Lojas do Munícipe

3.      Instalação dos Bombeiros Mistos do Seixal em Fernão Ferro

4.      Remodelar os Mercados Municipais da Cruz de Pau e Corroios.

5.      Ampliar o Canil/Gatil Municipal

6.      Criação de um Parque de Actividades Económicas e Centro de Exposições na área da ex Siderurgia Nacional.

7.      Criação de um núcleo empresarial ligado às tecnologias de informação e comunicação nos núcleos urbanos antigos.

8.      Promover as Rotas Turísticas da Ecologia e Faina do Tejo, da Arqueologia Industrial e a do Seixal Cultural.

9.      Beneficiar as estruturas náuticas em Arrentela.

10.  Desenvolver um Pólo de Náutica de Recreio em Paio Pires.

11.  Instalação de um porto de recreio na Venamar.

12.  Criação do Parque Municipal de Auto-caravanas do Seixal.

13.  Apoiar a instalação de novas unidades hoteleiras no concelho.

14.  Plano de Pormenor da zona Ribeirinha da Amora.

15.  Plano de Recuperação dos edifícios da Companhia de Lanifícios da Arrentela.

16.  Construção das Escolas Básicas com Jardim de Infância da Quinta do Batateiro, Redondos, Santa Marta do Pinhal, São Nicolau e Paio Pires.

17.  Construção dos Jardins de Infância do Monte Sião, Quinta de Cima, Vale de Milhaços e Fogueteiro.

18.  Instalação da Escola Superior de Novas Tecnologias na ex Siderurgia Nacional.

19.  Instalação em novas instalações da Quinta Pedagógica da CRIAR-T.

20.  Construção da Casa Municipal da Juventude.

21.  Criação do Cartão Jovem Municipal.

22.  Promoção de habitação a Custos Controlados.

23.  Instalação dum Conservatório.

24.  Construção dum Parque Temático na Fábrica da Pólvora de Vale de Milhaços.

25.  Criação do Museu do Alto Forno.

26.  Implantação duma Escola Náutica de Recreio e de Artes navais.

27.  Musealização dos espaços da Mundet e da Quinta da Trindade.

28.  Concretizar o protocolo com o SLB (utilização pelas crianças do concelho do Centro de Estágios).

29.  Construção da piscina municipal de Paio Pires.

30.  Instalação dum circuito de manutenção e dum Skate Park na Quinta da Marialva.

31.  Apoio à construção dum complexo desportivo em Casal do Marco.

32.  Construção do Parque desportivo da Marisol.

33.  Criação do Parque Aventura da Verdizela.

34.  Construção de dois novos Parques desportivos da Medideira e do Seixal FC.

35.  Edificação do Pavilhão Municipal de Vale de Gatos em Amora.

36.  Construção dum campo de futebol de 11 em Fernão Ferro.

37.  Instalação dum Polidesportivo para desporto adaptado.

38.  Instalação dum espaço promotor de Saúde e bem-estar em Amora.

39.  Construção de habitação social para alojar as famílias da Jamaica e Santa Marta.

40.  Implantação da estratégia Municipal para redução de gases com efeito de estufa.

41.  Aumentar as áreas verdes, nomeadamente criando o Parque Urbano da ex SN, com 80ha.

42.  Edificação do Parque D. Ana – Mundet Seixal.

43.  Implantação do Parque 25 de Abril com 6 há na Quinta de São João.

44.  Desenvolver o projecto do Parque Natural do Brasileiro/Rouxinol.

45.  Instalação do Centro Municipal de Educação Ambiental no Parque Multiusos dos Almeirões – Paio Pires.

46.  Completar o percurso pedonal e ciclável ao longo do passeio ribeirinho de Amora.

47.  Concretizar o Plano da Rede Ciclável municipal.

48.  Criar o Centro de Interpretação da Baía do Seixal na Amora.

49.  Instalação dum observatório da Natureza na Amora.

50.  Criar zonas 30 – vias com acalmia de velocidade.

51.  Iniciar as obras de saneamento na Verdizela.

52.  Concretizar o alargamento da ponte da fraternidade.

53.  Criação dum parque municipal de pesados.



Apesar de tudo se teve a coragem de chegar até aqui, diga lá que não se riu já?

Comunicado da CPC do PS Sesimbra

O Secretariado da Comissão Política Concelhia de Sesimbra do PS, na sequência da reunião desta última ocorrida no dia 4 de Outubro de 2011 e, após discussão da temática sobre a saúde, tomou a posição abaixo, relativa às questões da política de saúde que afectam a população do nosso Município, remetendo-a aos OCS locais, bem como aos órgãos distritais e nacionais do PS.

Enquanto questão prévia, importa afirmar com clareza que as questões relacionadas com a saúde, pela sua particularidade e especial sensibilidade social, não devem ser objecto de afirmações e posições demagógicas, antes deve ser um assunto que exige uma discussão com elevação e grande sentido de responsabilidade.

1. Fecho do serviço de atendimento permanente a funcionar na vila de Sesimbra

Esta é para nós uma questão indissociável da discussão mais lata sobre a Qualidade na prestação de cuidados de saúde primários à população, a qual, como é sabido, incumbe aos respectivos Centros de Saúde.

Sobre a anunciada redução do horário e posterior eventual encerramento do SAP (Serviço de Atendimento Permanente) de Sesimbra, estas realidades são geradoras de grande apreensão, se outra solução não for encontrada que satisfaça as necessidades da população do concelho e visitantes, designadamente a eventual criação de um SUB (Serviço de Urgência Básica) na Vila de Sesimbra, por nós sempre defendida.

Por outro lado, hoje todos os utentes inscritos em Sesimbra têm médico de família e mesmo que se verifique a impossibilidade de ser criada a USF (Unidade de Saúde Familiar) de Sesimbra, em bom rigor a única forma correcta de se poder ambicionar a um serviço de saúde de proximidade com a qualidade desejável, entendemos que, até pelo impacto negativo em termos dos seus custos nesta época de forte crise que o país atravessa, será uma melhor solução para os utentes residentes, como para os que nos visitam, este serviço, dito de "emergência", ser garantido com recurso a unidades móveis com os recursos adequados à realização do diagnóstico e indicação ao encaminhamento adequado para cada situação em concreto.

2. Unidade de Saúde da Quinta do Conde

Acompanhamos com especial atenção a fase de conclusão desta obra, da iniciativa do anterior governo, a qual sofreu algumas vicissitudes nesta fase final mas que, tudo indica, foram ultrapassadas e perspectivam a sua inauguração até ao final do corrente ano.

Seguir-se-á a fase de dotação dos recursos humanos adequados para que todos os utentes possam estar inscritos e ter o seu médico de família, o que, também esperamos, possa ser concretizado nos tempos mais próximos, bem como perspectivar a possibilidade de criação de uma USF.



3. Construção do Hospital Seixal - Sesimbra





A construção do Hospital Seixal - Sesimbra é outra das matérias que reputamos de extrema importância, desde logo, pela racionalização de custos inerente, para além de melhor qualidade de serviço que irá disponibilizar às populações de Sesimbra e de melhor acessibilidade àquela unidade, bem como por ser uma forma complementar de resposta às estruturas locais de cuidados de saúde primários, designadamente Centros de Saúde e/ou USF.

Quanto a esta questão aguardamos expectantes a decisão do avançar em definitivo com a obra, esperando que a sua construção seja uma realidade a curto prazo.

Posto isso, deveremos ter bem presente que o actual modelo de prestação de cuidados de saúde, com décadas de existência tem de ser reestruturado, constituindo obrigação de todos nós, ir ao encontro de soluções, em vez de continuar a defender o indefensável ou a exigir o impossível.

Em conclusão e nestas circunstâncias, nas matérias de interesse local, manteremos a nossa posição de responsabilidade, de especial vigilância e acompanhamento da sua evolução, na defesa dos legítimos interesses das populações, procurando as melhores soluções junto das entidades competentes e exigindo o melhor para o concelho de Sesimbra.

É o que cumpre informar em nome da verdade dos factos e do rigoroso esclarecimento da população.

Sesimbra, 04 de Outubro de 2011

O Secretariado da Comissão Política Concelhia de Sesimbra

Não se apoia o que não se conhece

Há perto de dois anos, quando se começaram a delinear com bastante profundidade os sinais de crise generalizada, os Vereadores Socialistas na Câmara Municipal do Seixal quiseram inteirar-se do que estava a ser feito pela Câmara Municipal para ajudar o tecido empresarial local, tendo para o efeito solicitado ao Senhor Presidente uma reunião com o Gabinete de Apoio ao Empresário; reunião que nunca foi conseguida, por recusa do Senhor Presidente.

Na última reunião de Câmara, no âmbito da apresentação de relatórios de actividades a Divisão de Desenvolvimento Económico e Promoção do Turismo, que assumiu competências do extinto Gabinete de Apoio aos Empresários, informava que esta Divisão estava a elaborar procedimentos relativos à obtenção de instrumentos de apoio para levantamento, classificação e conhecimento do tecido empresarial local”.

Esta informação veio por a nu uma realidade já suspeitada pelos Vereadores Socialistas. A Câmara do Seixal não conhece o tecido empresarial local, mas também nada tem feito para o conhecer ao longo destes trinta e tal anos de poder.

A gestão comunista da Câmara do Seixal tem vivido ao longo destes anos, de tempos de vacas gordas, com receitas abundantes provenientes de sectores de actividade muito específicos e, pouco se tem preocupado em saber qual era a realidade empresarial do nosso concelho, até porque ideologicamente, falar-se da necessidade de apoiar o tecido empresarial local podia ser interpretado como uma negação da luta de classes tão cara à ortodoxia comunista.

Mesmo depois de se criar um gabinete de apoio ao empresário, nada foi feito de relevante no sentido de encontrar uma estratégia com vista ao conhecimento da realidade empresarial local como instrumento fundamental para aquilatar das necessidades, de qual ou quais os sectores de actividade que poderiam e deveriam merecer apoios específicos da parte do município, na defesa de criação ou manutenção de mais postos de trabalho, criando riqueza, mais valia e valor acrescentado no concelho e, daí poder resultar mais e melhor segurança para as famílias, mais e melhor receita municipal, através da derrama e outras taxas e, por último, poder contribuir para a riqueza nacional.

Não se peça vontade politica de contribuir para a melhoria da riqueza nacional e local a quem ao longo destes anos se tem limitado a uma postura de reivindicação. Nesse aspecto, o poder político comunista na Câmara do Seixal, mais não tem feito do que reivindicar; sem contribuir, nem vontade de o fazer, para a melhoria do tecido empresarial local que, quer se queira ou não, terá que ser um dos motores da sustentabilidade da economia local, através da criação e manutenção de postos de trabalho e criação de riqueza capaz de suportar tributação contributiva para a criação de receita pública local e nacional.

Esta situação é mais um exemplo do que tem sido a má gestão comunista na Câmara Municipal do Seixal, desperdiçando recursos financeiros com recursos humanos a quem nunca se exigiram resultados.

Percebe agora o leitor das razões porque os Vereadores Socialistas nunca foram autorizados a reunir com o responsável do gabinete? 

Por Fonseca Gil
Publicado no Diário da Região

O que faz falta é animar a malta

Escrevi num recente texto que um dos actuais problemas da CM Seixal é a falta de dinheiro. Por esta ser uma situação (infelizmente) recorrente nos dias que vivemos, carece de ser concretizada, até para se poder avaliar o tamanho do “buraco”.
A CM Seixal iniciou o ano de 2011 com uma dívida de 68 milhões e quatrocentos mil euros, divididos entre 43 milhões à banca e 25 milhões de euros a fornecedores.

Valor preocupante em especial se tivermos em conta que o orçamento de 2010 foi de 81 milhões de euros, ou seja o endividamento da CM Seixal era, no início do ano, equivalente a 84% do seu orçamento anual.

Qualquer gestor diligente, atento a estes números e à conhecida realidade do abrandamento da actividade económica do sector imobiliário (principal financiadora do município), teria iniciado medidas drásticas de contenção da despesa.

Que fez a Câmara Municipal do Seixal?

Aprovou a criação dum novo mapa de pessoal, no qual criou 52 (cinquenta e duas) novas chefias, com ordenados bem acima da média nacional e portasse como se nada se passasse, adquirindo por exemplo esculturas, sem qualquer utilidade, por vários milhares de Euros, para guardar no acervo (nome pomposo dum armazém na cave).

Pelo caminho pediu um empréstimo de mais quatro milhões de euros (o que esgotou a capacidade de endividamento do município no curto prazo – já que a capacidade de endividamento de médio e longo prazo já se encontrava excedida), e aumentou a dívida a fornecedores em mais de dez milhões de Euros!

Assim, no final do mês de Agosto, a situação financeira da CM Seixal era a seguinte: 48 (quarenta e oito milhões de Euros recebidos), o que indica que a execução orçamental deste ano dificilmente chegará aos 70 (setenta) milhões de Euros, ou seja, o valor recebido total em 2011 será idêntico à divida que transitou do ano anterior - 68 (sessenta e oito milhões de euros).

A despesa com o pessoal foi até ao final no 2.º quadrimestre de 25 milhões de euros, o que corresponderá a uma despesa total de 37,5 (trinta e sete milhões e meio de euros), uma quantia superior a 50% do orçamento, valor incompreensível dado o tipo de serviços prestados pelo município.

Em suma:

A CM Seixal em 2011 terá uma receita de 70 milhões de Euros, 15% abaixo do ano anterior.

Gastará 37,5 milhões de Euros com o pessoal, mais de 50% do seu orçamento.

E acabará o ano a dever mais de 45 milhões à banca e mais de 35 milhões a fornecedores, num total de 80 milhões de Euros.

Pelo que no final de 2011 o nível de endividamento da CM Seixal será de 115% (cento e quinze por cento), para termos uma ideia mais clara do que falamos refira-se que o mesmo indicador aplicado ao país regista um nível de endividamento na ordem dos 90%...

Publicado no Jornal Comércio do Seixal e Sesimbra
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