O cancelamento de troços rodoviários do Baixo Tejo e a extinção do Arco Ribeirinho Sul.

Vários órgãos da Comunicação Social noticiaram no dia 20 do corrente o propósito do Governo em cancelar o investimento na subconcessão de vários troços do Baixo Tejo, com o fundamento que assim se poupariam 270 milhões de euros.
A notícia não precisava quais os troços rodoviários que seriam objecto da projectada medida, limitando-se o Governo mais tarde a confirmar esse propósito.

Esta forma de actuação política do Governo, deixando cair na Comunicação Social notícias genéricas, enquadradas num propósito que parece traduzir a paralisação da actividade produtiva, a pretexto da crise que se vive, justificada apenas numa lógica restritiva e economicista, está a fazer infelizmente escola, com a agravante de revelar total desrespeito do dever de informação aos cidadãos.

Recentemente o Governo já havia anunciado também “a extinção” (sic) do Arco Ribeirinho Sul, ficando-se sem se saber se a dita extinção respeita à empresa ou também ao projecto que lhe está subjacente envolvendo esse projecto interesses legítimos dos seis concelhos do Arco Ribeirinho da península de Setúbal e que mereceu sempre um amplo consenso.

Por esta razão – e bem – o Grupo Parlamentar do Partido Socialista através dos deputados eleitos pelo círculo eleitoral de Setúbal deliberou chamar para esclarecimentos sobre estas duas questões a Senhora Ministra da Agricultura, Ambiente, Mar e Ordenamento do Território e o Senhor Secretário de Estado das Obras Públicas.

No mesmo sentido os secretariados da federação do distrito de Setúbal e das concelhias do PS do arco ribeirinho (Alcochete, Almada, Barreiro, Moita, Montijo e Seixal) não podem deixar de tomar posição e de protestar quanto à forma e quanto ao conteúdo das intervenções governamentais neste domínio.
Todos os cidadãos portugueses têm consciência da crise até porque sentem as consequências no seu dia-a-dia.
O que está em causa com estes exemplos é porém o facto de o Governo não ter uma perspectiva minimamente consistente da natureza do desenvolvimento que o país deve apostar e particularmente num distrito laborioso, de centralidade e essencial a uma estratégia de futuro, como é o distrito de Setúbal. Afectar-lhe a mobilidade rodoviária, condicioná-la de forma grave, como parece resultar do cancelamento do investimento de troços não especificados do Baixo Tejo e afectar também de forma tendencialmente definitiva a perspectiva da realização de investimentos indispensáveis aos concelhos do arco ribeirinho e tão necessárias à área da chamada Grande Lisboa, não é um caminho adequado ao desenvolvimento económico e humano. Por outro lado cortam-se assim os horizontes do futuro do distrito e dos seus cidadãos, o que não se aceita.

Pelos Secretariados da Federação e das Concelhias do Arco Ribeirinho Sul (Alcochete, Almada, Barreiro, Moita, Montijo e Seixal),





Presidente da Federação Distrital de Setúbal

 Vitor Ramalho

1 comentário:

Rogério Roque disse...

Eh lá! Um sinal de vida do PS!

Pensei que ainda estvessem todos a banhos!

Cumprimentos

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