Elefante Branco

O ou um Elefante Branco é, em Português de Portugal, uma expressão idiomática, que designa algo dispendioso e de pouco valor, da qual o possuidor dificilmente se livrará tendo de arcar com um custo de manutenção desproporcional face à utilidade da coisa.
Em política designa-se por Elefante Branco uma obra pública sem utilidade ou de pouca utilidade face ao seu custo de construção e, em especial, de manutenção.

O termo tem, historicamente, a sua origem nos elefantes albinos mantidos pelos monarcas do sudoeste asiático que os consideravam sagrados e contém em si uma subtil, ou nem tanto, ironia ligada a um estabelecimento comercial, situado na Rua Lisboeta com o nome dum deputado regenerador eleito pelo círculo de Mogadouro e acérrimo defensor do mapa cor-de-rosa.

Vem isto a propósito do novo, caro e pouco utilizado edifício da Câmara Municipal do Seixal que reúne justamente todas as características para ser considerado o Elefante Branco de Alfredo Monteiro. Na realidade o novo edifício dos Serviços Centrais da Câmara Municipal do Seixal tem um custo de manutenção desproporcional à sua utilidade, senão atente-se em apenas dois curtos mas ilustrativos exemplos:

- A renda é na ordem dos trezentos mil Euros/mês – pagando, apenas o parque de estacionamento (construído nas traseiras do edifício e sem acesso directo ao mesmo para os utentes) cinquenta mil Euros mensais de renda.

- Já no que toca à adequação do edifício às reais necessidades da autarquia atente-se neste número, segundo o relatório do mês de Maio elaborado pela Divisão de Administração Geral do município a taxa de ocupação de salas foi de 17,50% (dezassete e meio por cento)!

Face ao exposto é bem caso para dizer, Sr. Presidente mais valia que tivesse gasto o dinheiro em…

Enfim, em algo mais útil à população que paga impostos neste concelho.

1 comentário:

José Geraldes disse...

Sócrates, perdoa-lhes que eles não sabem o que dizem.
Para além disso, este anónimo tem parcialmente razão: não é se calhar, é que este comentário está mesmo encalhado como um espinho na garganta dos desgovernantes e mandantes comunistas da CMS.
E já agora quando é que o Alfredo Monteiro começa a respeitar o Estatuto de Oposição.

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