Deputados do Partido Socialista eleitos pelo Distrito de Setúbal requerem a presença da Ministra do Ambiente e do Secretário de Estado das Obras Públicas na Assembleia da República

Os Deputados do Grupo Parlamentar do Partido Socialista eleitos pelo Distrito de Setúbal requereram a presença da Ministra do Ambiente e do Secretário de Estado das Obras Públicas na Assembleia da República, na Comissão de Ambiente e Poder Local e na Comissão de Economia e Obras Públicas, respectivamente, a fim de lhes serem prestados esclarecimentos sobre a suspensão de um conjunto de investimentos em projectos rodoviários e de reconversão ambiental do território.

Em causa estão, concretamente, as declarações públicas da Ministra da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território no que diz respeito à intenção de extinguir a sociedade Arco Ribeirinho Sul o que põe em causa o maior programa de reabilitação urbana em curso no País. A suspensão do Projecto do Arco Ribeirinho Sul, por terra a reconversão e a requalificação dos terrenos da Quimiparque, da Siderurgia Nacional e da Margueira, com recurso a capitais privados e a desenvolver até 2028 de acordo com o plano aprovado após longo debate público. A dinamização da faixa ribeirinha entre Almada e Alcochete é um grande plano de acção decisivo para a competitividade e a criação de emprego na Área Metropolitana de Lisboa que não se compadece com suspensões precipitadas por falta de ambição nem com soluções casuísticas sem visão estratégica.

Por outro lado, o Governo veio também ameaçar com a possibilidade do cancelamento dos investimentos na subconcessão de seis dos dez troços do Baixo Tejo. No que concerne a este assunto, é alegada uma poupança de cerca de 270 milhões de euros (estão em causa não só a continuação da construção do lanço de auto-estrada do IC32 – Circular Interna da Península de Setúbal – entre o Funchalinho e Coina, mas, também, a construção da ER 377-2 entre a Costa de Caparica e a Fonte da Telha, bem como a manutenção de vias já em serviço).

Importa, no presente momento, recordar que já existem obras em curso e que o referido investimento está validado do ponto de vista económico e social, justificando-se inteiramente pela necessidade de dar respostas aos custos sociais do congestionamento territorial. ~

E se uma estrada não é só um caminho para chegar mais rápido ao seu destino: é uma ponte entre pessoas, uma via aberta para o progresso e para o desenvolvimento de uma região, também o Projecto do Arco Ribeirinho Sul não era uma simples operação de cosmética, antes consubstanciando uma verdadeira revolução na melhoria ambiental daquela importante faixa territorial da Área Metropolitana de Lisboa.

Para os Deputados do Partido Socialista, tal opção põe em causa, em concreto, o futuro do Distrito de Setúbal, que apresenta um dos maiores passivos ambientais do nosso país, que o anterior Governo tinha considerado de resolução prioritária.

Estas decisões vêm, infelizmente, juntar-se a outras como a intenção de suspender a construção do Hospital do Seixal, de suspender as ligações de alta velocidade ou a construção do novo aeroporto.

A região, que durante décadas reivindicou estes investimentos e que agora os acompanhava com grande expectativa, vê, agora, o seu futuro comprometido, e a afirmação no contexto nacional e europeu ameaçada, e é por essa razão que os Deputados do Grupo Parlamentar do Partido Socialista estão preocupados com as opções do actual Governo para este Distrito, porquanto as mesmas poderão contribuir para o retrocesso da região, pretendendo por isso ouvir os responsáveis governamentais em audição, nas Comissões de Ambiente, Ordenamento do Território e Poder Local e Economia e Obras Públicas.

Os requerimentos a solicitar a presença dos governantes na Assembleia da República foram hoje entregues e serão discutidos e votados nas reuniões das Comissões Permanentes da próxima semana.

24 de Agosto de 2011

1 comentário:

Anónimo disse...

Estou de acordo, embora tenha de manifestar o meu completo desacordo.
Nem tudo o que parece é, e muito menos quando os contextos são primordiais para a avaliação das situações.
Previligiaria o contexto em especial no caso vertente, e diria que este se reveste de especial importância.
Nos últimos trinta e tal anos de governança local pela CDU/PCP, poderá constatar em especial no Seixal todas as consequência de uma prática ultra liberal, no que de pior o ultracapitalismo capitalismo selvagem poderia impor, gerada pelas práticas politicas das maiorias comunistas que nos impuseram no poder local.
Relevemos pelos sintomas bem visíveis da captura do património público pelos patos bravos que hoje dominam os eleitos da edilidade, colocados na posição de “cabeças de turco” desses poderes ocultos, o que se nos apresenta como realidade:

-as oficinas municipais do Fogueteiro, eram património municipal...é agora de quem são?
-os terrenos dos actuais serviços municipais eram “nossos”, ....e agora somos inquilinos!!!!!!
-As terrenos do actual “CMS” eram “nossos”...novamente transformados em inquilinos...e nas condições que eles impuseram!!!!!!
-“A Mundete já é nossa”....será que ainda é??????

Volto a colocar a questão-Será que um dia destes TEREMOS DE PAGAR PORTAGENS por circular nas “nossas” ESTRADAS MUNICIPAIS ??????

Até poderei estar de acordo com todos esses projectos, mas sabendo que pela “governança comunista” teremos mais uma situação de alavancagem para a o esbulho do dinheiro dos contribuintes, e da transferência dos activos para os “patrões do capital locais”, a troco de umas migalhas de contribuição para as offshores do PCP, veria nesta situação uma boa ocasião para:

-ocorrer um teste de “Stress” no status local, onde se poderá verificar se o castelo de cartas se aguenta ou se pelo contrário esta montagem financeira artificial, esta rapina de dinheiro dos contribuintes encapotada por um “comunismo caviar/mafioso”” se desmorona.

-se verificar se, todo este “esquema” que se manterem à tona da água em imagem de progresso aparente de se sustentarem em mancha de óleo, para proveito de alguns muito poucos, mas com o elevado preço de pobreza que se constata resultar na maioria da população, é ou não a realidade em que vivemos e nos subjuga.

Estou certo que vai tudo abaixo...e depois talvez se possa renegociar....isto é:
- devolver aos contribuintes o que é seu e que a mafia comunista entregou aos patos bravos a troco de migalhas.
-Desenvolver projectos que sirvam a população, e não que não sejam desenhados para ter como destino o esbulho dos dinheiros dos contribuintes pelos pato bravos, com os caciques do PCP ao serviço da ganância sem limites do capitalismo selvagem que os tem como seus executores.
Um Presidente de uma Câmara “livre”, numa situação destas, já se teria demitido, mas....

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