Seixal: Empresa de limpeza suspende serviço à câmara por mais de duas semanas por falta de pagamento

A empresa que presta serviços de limpeza à Câmara do Seixal deu ordem aos funcionários, durante mais de duas semanas, para que permanecessem no local de trabalho sem executar qualquer função, para contestar os atrasos da autarquia no pagamento.

Carlos Trindade, do Sindicato dos Trabalhadores de Atividades Diversas/CGTP, contou à agência Lusa que entre 01 e 18 de julho os mais de 80 funcionários que a Interlimpe tem afetos à limpeza de instalações camarárias compareceram ao trabalho, fardaram-se, mas, por ordem da empresa, não executaram qualquer tarefa.

O sindicalista explicou que, “de acordo com as indicações dadas aos trabalhadores pela empresa, a câmara tem uma dívida muito grande de faturação e esta medida pretendia pressioná-la a elaborar um plano de pagamentos”.

À agência Lusa o gabinete de imprensa da Câmara do Seixal confirmou que “existiu um constrangimento pontual com a referida empresa”, assegurando, no entanto, que “a situação está resolvida e ultrapassada” e acrescentando que “a empresa se encontra a prestar o serviço regularmente”.

Carlos Trindade disse ainda que o sindicato tentou debater este problema com a autarquia, mas que a câmara se recusou a receber os representantes dos trabalhadores. À Lusa, o gabinete de imprensa disse, a este respeito, que, “como habitualmente, a câmara está disponível, no quadro das suas relações com os parceiros sociais, para receber qualquer entidade que solicite ser recebida”.

A empresa assegurou aos trabalhadores e ao sindicato que os funcionários seriam remunerados normalmente por este período de tempo, desde que comparecessem ao serviço.

Contactada pela agência Lusa, a administração da Interlimpe entendeu não ser oportuno prestar declarações a respeito deste episódio.

Na passada quarta-feira a autarquia aprovou a abertura de um concurso público para “aquisição de serviços de limpeza para diversas instalações da Câmara Municipal do Seixal”, atendendo, entre outros, ao facto de “não existirem recursos humanos suficientes para assegurar em administração direta as ações de limpeza e higienização necessárias à manutenção dos 85 locais envolvidos”.

@Lusa

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