Os pais dos alunos das escolas do 1.º Ciclo do Ensino Básico do concelho do Seixal estão descontentes com o corte do apoio da câmara (CDU) aos almoços das crianças na escola fora do período letivo.

A câmara lembra que esse apoio não é obrigatório, mas os pais argumentam que o aumento do custo das refeições das crianças para quase o dobro tem um peso muito significativo nos orçamentos familiares.


Em declarações à agência Lusa, Vítor Ramos, da direção da associação de pais da Escola Básica do 1.º Ciclo Quinta do Campo, afirmou que embora os pais não ponham em causa a legitimidade da câmara para tomar essa decisão, contavam com esse apoio.

O preço de cada refeição praticamente duplicou. Um almoço que custava, com o apoio da câmara, 1,46 euros, passou a custar 2,99 euros.

Vítor Ramos fez as contas por alto: “Se pensarmos numa família com três filhos, que não é um cenário invulgar aqui, vemos que a despesa com os almoços das crianças passa de 87 para 180 euros por mês”.

Esta decisão da autarquia indigna os pais também porque, dizem, receberam a notícia através da empresa que fornece as refeições às escolas e não pela câmara.

Agora, desde que as aulas terminaram, conta o representante, “há pais que vêm buscar as crianças à hora de almoço e outros que até pediram à associação para voltar ao velho sistema da marmita”.

Em declarações à agência Lusa, o gabinete de relações públicas da câmara do Seixal afirmou que, “apesar de não ser da sua competência, a autarquia tem comparticipado as refeições nas pausas letivas,

nomeadamente de Natal e Páscoa, assumindo os encargos daí decorrentes e também os que caberiam ao Ministério da Educação, que não as comparticipa, ao contrário do que sucede durante o período letivo”.

A autarquia acrescentou ainda que, “a título excecional, comparticipou as refeições escolares até ao fim do mês de junho”, e que “em julho e início de setembro, enquanto não se iniciar o ano letivo, continuará a suportar todos os encargos em termos de água, eletricidade, gás e comunicações”.

Segundo dados da câmara, durante o ano letivo de 2010/2011, 1.950 alunos foram abrangidos pelo escalão A (refeições comparticipadas a 100 por cento) e 1.065 alunos foram abrangidos pelo escalão B (metade do valor das refeições comparticipado).

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