Espero muito do próximo Conselho Europeu

António José Seguro criticou ontem, na Figueira da Foz, a União Europeia por não ter “sabido resolver o problema da Grécia” e afirmou que o último Conselho Europeu, decorrido em Junho, “demonstrou as fragilidades da Europa e a falência da maneira como tem lidado com os problemas da crise”.
De acordo com o candidato à liderança do Partido Socialista, a União Europeia “não resolve os problemas, prefere lindas palavras e apenas reage em vez de agir”. 

Neste sentido, Seguro espera que no próximo Conselho Europeu extraordinário, agendado para a próxima quinta-feira, dia 21 de Julho, se tomem decisões concretas. “É necessária uma acção concertada que responda eficazmente e dote a UE de instrumentos para que a política económica ajude a contrariar esta política de receita única”, defendeu.

 “O governo português tem de se preparar e tem de agir e uma das primeiras coisas que tem de fazer é fundamentar muito bem a sua proposta de negociação das perspectivas financeiras para o período 2014/2020”, disse.

A Europa tem sido “negligente e, em alguns casos, incompetente, na maneira como tem lidado com a crise”. “Temos de parar de andar a correr atrás do prejuízo”, exclamou, sublinhando que “é preciso passar das palavras aos actos”.

De acordo com Seguro, deveria proceder-se à emissão conjunta de dívida pública, bem como à criação de uma agencia de ‘rating’ europeia independente. O candidato defendeu ainda uma maior dotação do orçamento europeu que permita “criar um maior desenvolvimento do ponto de vista europeu, uma maior coesão territorial e social e, ao mesmo tempo, poder fazê-lo com a correcção dos desequilíbrios económicos”.

  

“Primeiro-Ministro justifica-se com passado que não consegue provar”

António José Seguro criticou, ontem à noite em Faro, o Primeiro-Ministro por justificar a sobretaxa extraordinária sobre o IRS com “um passado que não consegue provar”. Seguro reagia às declarações de Passos Coelho sobre o "desvio" de cerca de "dois mil milhões de euros" encontrados nas contas públicas. Antes em Oeiras, já afirmara que “As medidas incluídas no programa de assistência visam, no essencial, o restabelecimento das condições de financiamento da economia portuguesa no prazo do programa. No entanto, a sustentabilidade da economia portuguesa no médio e longo prazo, isto é, após o fim do programa de assistência financeira, exige a manutenção de um crescimento económico sustentado, que permita n&a! tilde;o apenas fazer face ao reembolso do empréstimo concedido ao abrigo daquele programa, como também assegurar o reinício do processo de convergência real da economia portuguesa no seio da área do euro.”.

Durante a sessão de debate do Novo Ciclo, que decorreu em Faro, o candidato à liderança do PS acusou o Governo de quebrar as promessas eleitorais: “enquanto líder da oposição, Passos Coelho disse que seria um disparate um corte no subsídio de férias e de Natal , mas essa foi a primeira medida apresentada aos portugueses”. “Este é um imposto socialmente injusto, porque apenas taxa rendimentos do trabalho, deixando de fora todos os outros rendimentos”, salientou.

Seguro sublinhou ainda que o fraco crescimento económico é o principal problema do país, criticando o actual executivo por não ter “no seu programa de governo uma proposta credível alternativa que potencie este crescimento de forma sustentável”, acrescentando que no programa constam apenas “algumas medidas desgarradas”.

O candidato socialista reafirmou a necessidade de uma resposta comum e concertada para os problemas económicos dos países europeus, apelando à União Europeia para a urgência da tomada de medidas concretas. “ Tenho grandes expectativas que os líderes europeus tomem decisões claras no próximo Conselho Europeu extraordinário”, que se realizará no dia 21 de Julho.


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