DISSOLUÇÃO DA CDR-COOPERAÇÃO E DESENVOLVIMENTO REGIONAL, S.A., AGÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE SETÚBAL, UM BOM EXEMPLO DA MÁ GESTÃO COMUNISTA NA NOSSA REGIÃO.

Para quem não sabe esta empresa foi criada em 1992 e tinha por objecto o apoio e realização do aproveitamento das potencialidades endógenas da região, por sua iniciativa ou através de parcerias com entidades públicas ou privadas. Em 2002 entra no seu capital a Associação de Municípios da Região de Setúbal, tendo a partir desse período, na sua formação accionista, cerca de 90% de capital proveniente da Associação de Municípios e Câmara Municipais geridas pelos comunistas na região - Seixal, Setúbal, Palmela, Moita e Barreiro, o que equivale a dizer que a administração da empresa sempre foi da sua responsabilidade exclusiva.
Se inicialmente algum trabalho de mérito foi desenvolvido à custa da entrada de fundos da comunidade; a tal comunidade europeia que os comunistas só conhecem para lhes exigir dinheiro mas que não querem desenvolver, a partir de 2004 a empresa entrou em agonia, tendo sido injectados suprimentos em 2004 e 2007. Em 2007 a empresa estava com salários em atraso e os accionistas resolveram reforçar os suprimentos e, para tanto, era necessário que as assembleias municipais deliberassem positivamente a entrada desses suprimentos; na altura, na minha qualidade de membro da Assembleia Municipal do Seixal, eleito pelo partido socialista, tive oportunidade de dizer ao senhor Presidente da Câmara do Seixal que se fosse pedir a aprovação da entrada de suprimentos numa empresa privada sem que fosse apresentado aos accionistas um plano estratégico justificativo com vista à sua viabilização, o mínimo que lhe poderia acontecer era ser imediatamente despedido; mas poderia estar descansado que as maiorias dóceis que o partido comunista tinha nas Assembleias Municipais tudo aprovariam sem necessidade de lhe ser dada qualquer explicação e, de facto assim foi.  As câmaras comunistas tudo aprovaram com vista ao esbanjamento de capitais públicos, mas como era bom de ver e fácil de prever, o regabofe gestionário não poderia durar sempre e num desnorte completo sobre o que fazer lá vieram neste ano de 2011, reconhecer que não havia outra alternativa ao encerramento desta sociedade paralisada, mas que continuava a sugar dinheiros públicos; neste momento com um passivo de cerca de 1.500.000,00. Curiosamente, ou talvez nem tanto, a sociedade não tem qualquer activo ou crédito a receber. Vejam bem onde se chegou, primeiro esgotaram todos os activos da sociedade e só depois deliberam a sua dissolução; o que indicia bem a gestão ruinosa desta empresa até ao último momento, quando teria sido mais vantajoso para o erário público, logo que fosse reconhecida a inviabilidade da empresa se decidisse o seu imediato encerramento, equilibrando-se o seu passivo a liquidar com alguns activos que ainda existiriam.

Mas com essa forma de gerir, transparente e digna, não se poderiam sustentar os boys comunistas que por aqui proliferam, ou será que não é visível essa realidade na região de Setúbal?

É tempo da população da região  tomar consciência do verdadeiro atraso no desenvolvimento a que estamos votados com a gestão autárquica comunista incapaz de promover uma simbiose saudável entre o interesse privado e público, que se reflectiu na incompetência em manter  viva e dinâmica uma empresa a quem incumbia a promoção do desenvolvimento económico da região.

Fonseca Gil
Vereador Socialista na Câmara Municipal do Seixal

1 comentário:

Anónimo disse...

Isto ninguem comenta,tal como ninguem comenta o quase um ano que a CMSeixal tem em atraso em relação à empresa que faz a limpeza nas instalações camarárias. Os funcionários dessa firma não fazem a limpeza das instalações desde sexta feira passada.

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