O novo ciclo para cumprir Portugal

Por António José Seguro, no jornal "Público"
 
Debate Que mudanças programáticas tem que fazer o Partido Socialista?




Um Novo Ciclo. Este é o meu objectivo para o Partido Socialista. Um projecto que pretendo liderar no PS, em permanente ligação com os militantes e também com as pessoas, movimentos sociais e organizações que não optaram pela militância partidária, mas que têm opinião e querem colaborar na elaboração de uma proposta política alternativa à actual maioria de direita.

O Novo Ciclo dirige-se a todas as pessoas e representa uma nova forma de fazer política no PS e em Portugal. Uma política formulada com as pessoas e para as pessoas. As pessoas são o centro da nossa acção política. Política com ética e transparência que saiba reconquistar a confiança dos portugueses através do exemplo e do exercício das virtudes republicanas.

Promoverei um amplo debate nacional (de Setembro a Março, próximos) sobre a melhor forma de organização e funcionamento do PS. Ambiciono um PS renovado, moderno, de modo a beneficiar da inteligência e das capacidades de cada um dos seus militantes e que, ao mesmo tempo, se abra aos cidadãos que se identificam com os valores e o ideário da esquerda democrática. O PS é o espaço natural da esquerda democrática. Mas não ficaremos à espera que as pessoas venham até nós. Queremos fazer política junto das pessoas, ouvindo a suas preocupações. Essa é uma das principais funções de um partido de esquerda, em particular em momentos de crise social como a que actualmente atravessamos. Ouvir os militantes e alargar os seus direitos (opini&! atilde;o e escolha dos candidatos a cargos públicos) de participação das decisões da vida interna do PS é uma das prioridades do Novo Ciclo.

O Novo Ciclo pretende alterar métodos, conceitos e, também, protagonistas da mudança. Uma das reflexões, seguramente das mais importantes, é no quadro programático. Há um núcleo de valores que considero imutável e que tem a ver com a nossa matriz fundacional: liberdade, igualdade de oportunidades, justiça social e solidariedade.

Inspirados, e em coerência com estes valores, devemos procurar, sem complexos nem tabus, novas soluções para os nossos principais problemas, nomeadamente: elevado desemprego, fraco crescimento económico, financiamento sustentável do Estado de bem-estar (educação, saúde, investimento e protecção social) e desigualdades sociais.

A busca destas novas soluções exige, também, um olhar diferente sobre a Europa. O PS tem que estar na primeira linha do debate sobre a construção europeia. Deve trabalhar para pôr fim à ambiguidade que a tem caracterizado e proceder a uma clarificação sobre a natureza do seu projecto. Esse projecto só será viável se dotarmos a Europa de uma governação política e económica. Disse-o e repito: se assim não proceder, a Europa definhará.

O socialismo democrático deve saber afirmar-se com coerência num mundo globalizado. Considero que há, aliás, duas constatações que devem servir de ponto de reflexão à nossa acção: a actual crise originou milhões de pobres e desempregados e é unânime a apreciação de que a responsabilidade dessa crise é dos mercados, sem regulação. Mas, quando os vários países escolhem os governantes, optam pelos defensores do neoliberalismo, os apóstolos do sistema de mercado. Porquê? Quais os motivos por que a social-democracia perde peso para os populismos (de esquerda e direita) e para os liberais? Afinal, após o desencadear da crise, não foi para o Estado que as sociedades olharam como tábua de salvaçã! ;o?

Segunda constatação: a social-democracia aposta numa sociedade mais justa e coesa. Os políticos liberais apostam no individualismo, no cada um por si. Será que há uma profunda mutação nos valores das sociedades mais desenvolvidas, onde valores como solidariedade e justiça social exigem uma nova conceptualização? Ou, na verdade, apesar de se afirmarem como sociais-democratas, muitos governos terminaram os seus mandatos com mais desigualdade social?

Como se percebe, não vai ser tarefa fácil a descoberta deste caminho programático. No entanto, é meu desejo que se faça de forma aberta e sem dogmas.

Uma outra alteração que está na génese do Novo Ciclo é o papel da sociedade. É urgente terminar com o conformismo. As pessoas têm de ser mais intervenientes, participativas e libertarem-se de tutelas ou receios. Liberdade de pensar, criar e agir. Na política, nas empresas, nas universidades... Libertar energia para quebrar uma cultura seguidista, conformada e que oscila entre a euforia e o derrotismo.

Com o desencadear das eleições internas no PS, tenho lido muitas reflexões de militantes e simpatizantes nas redes sociais e nos blogues. Opiniões interessantes e, algumas delas, polémicas, com troca permanente de comentários. É neste espírito, de forma dinâmica e com o respeito pela diferença, que, espero, o PS se transforme, também ele, numa plataforma aberta, congregadora de debates, reflexões e propostas. De todos e para todos.

PS Barreiro saúda trabalho de José Sócrates

 
Nas legislativas do passado dia 5 de Junho, um número muito significativo de eleitores decidiu iniciar um novo ciclo político, concedendo ao PSD uma maioria clara para governar o país nos tempos complexos que nos encontramos a atravessar. Com o elevado sentido democrático e patriótico que desde sempre caracterizou os militantes socialistas, saudamos respeitosamente o primeiro-ministro recém indigitado e formulamos o desejo de que, no fim da legislatura que agora se inicia, consigamos olhar para o futuro com uma renovada esperança e confiança em Portugal. Pela nossa parte, encontramo-nos convictos de que o PS saberá desempenhar o papel de uma oposição responsável e construtiva, evitando as querelas estéreis e os jogos tácticos que tanto penalizaram os portugueses num passado ainda muito recente.

A enorme determinação com que o nosso camarada José Sócrates enfrentou uma campanha que decorreu em circunstâncias muito difíceis e a forma digna como encarou os resultados eleitorais representam o símbolo máximo de um partido que, durante seis anos, respondeu com tenacidade a um contexto internacional e económico que nos foi completamente adverso. Embora ninguém deva ignorar ou secundarizar os erros que cometemos ao longo deste período de tempo, encontramo-nos convictos de que a grande maioria da população saberá reconhecer o muito que foi alcançado pelos governos do PS ao longo de dois mandatos consecutivos. Em domínios tão diversos como as energias renováveis, a investigação científica ou através do Programa Novas Oportunidades e da criação do Complemento Solidário para Idosos contribuímos, de forma decisiva, para a concretização de um novo modelo de desenvolvimento económico e para o combate efectivos às desigualdades sociais.

Também no Distrito de Setúbal se fez sentir a marca e a acção dos Governos liderados por José Sócrates. Pela primeira vez em décadas, foi delineada para a região uma estratégia que, caso se reúnam as condições indispensáveis à sua concretização, nos permitirá romper com o ciclo de estagnação e empobrecimento em que mergulhámos, com o fim das indústrias pesadas e poluentes que aqui se vieram localizar ao longo do século XX. O novo Aeroporto de Lisboa, a Terceira Travessia do Tejo, a Plataforma Logística do Poceirão ou o projecto Arco Ribeirinho Sul configuram uma oportunidade única para todo o Distrito, e incube-nos a responsabilidade de continuarmos a empunhar essas bandeiras, logo que a situação económica e financeira do país o permita.

Os resultados eleitorais registados no Barreiro constituem a expressão evidente de que os barreirenses souberam reconhecer a importância vital destes projectos e que, em simultâneo, pretenderam valorizar os avultados investimentos canalizados pelo PS para o concelho. A construção da ETAR, a requalificação do parque escolar, o alargamento da rede de equipamentos sociais através do programa PARES ou o início do processo de descontaminação dos solos da Quimiparque representaram marcos decisivos na consolidação da relação de confiança e proximidade que sempre existiu entre o nosso partido e a cidade.

Assim, a Comissão Política Concelhia do PS, reunida a 15 de Junho de 2011, na freguesia de Coina, delibera a aprovar os seguintes pontos:

- Saudar publicamente o trabalho altamente meritório desenvolvido pelo nosso camarada José Sócrates em prol do país e da região em que nos encontramos inseridos.
- Reiterar a nossa determinação em contribuir para que o Barreiro e o Distrito de Setúbal possam continuar no rumo de progresso e desenvolvimento iniciado nas duas últimas legislaturas por intermédio dos Governos liderados pelo PS.

A Comissão Política Concelhia do PS-Barreiro
Todos temos consciência do momento difícil que o país atravessa e o trabalho que o PS terá de desenvolver como maior partido e líder da oposição. Esta deverá ser a maior motivação para todos aqueles que se candidatam à liderança do PS.


Confesso, que ainda não tomei qualquer decisão quanto ao sentido do meu voto e apenas a tomarei depois de conhecer aprofundadamente os seus projectos para o futuro do PS.



Portugal e o Partido Socialista confrontam-se com desafios que exigem determinação e um projecto de valores, causas, convicções e de mudança, diria mesmo de uma grande mudança.



Vontade de mudar políticas e métodos, mudar a relação entre os partidos e a sociedade civil. A militância e a participação política não se podem esgotar em eleições. O PS terá que voltar a abrir-se à sociedade. É preciso que o partido volte a ouvir os anseios e preocupações da sociedade civil. Tudo se conquistará numa restruturação, modernização e reorganização interna e com um projecto capaz de se apresentar como alternativa ao próprio passado recente e àquilo que a direita apresentou a sufrágio recentemente.



Urge um novo ciclo de credibilidade e transparência, de compromisso e responsabilidade, de solidariedade e justiça social, de ética e de esperança face à descrença dos portugueses relativamente à classe política. Importa desenvolver um diálogo franco e aberto, como método eficaz para se encontrarem novas orientações e melhores caminhos.



Quando a realidade, nua e crua nos mostra que os partidos políticos transformaram-se em agências de emprego, onde domina a lógica bolsista, da bajulação e da sobrevivência e onde já não há lugar para idealismos, torna-se inadiável alterar as regras dum jogo altamente viciado e que compromete o Estado Social e o nosso futuro, enquanto povo livre e independente.



O país carece de um tratamento de choque, reconduzindo a prática política às suas nobres origens. Carece de um PS a pensar nos portugueses, que estude e debata as opções governativas e que combata o despesismo e as influências.



Para além da crise económica e financeira, vivemos sobretudo uma crise de valores e de entidade transversal a todos os partidos, grande parte das nossas Instituições e na sociedade em geral. Para a superarmos, necessárias se tornam medidas drásticas que a esmagadora maioria dos portugueses há muito exigem: redução do número de eleitos a todos os níveis, extinção dos governos civis e suas extensões, fixação estreita dos cargos de nomeação política e das assessorias, fim de mordomias e integração de fundações, empresas mistas e autárquicas, parcerias e Institutos, na Administração.



Só um tratamento de choque pode reconquistar a credibilidade da classe política e relançar a esperança. O PS tem de voltar a tocar o coração dos portugueses, que estão preocupados com a ineficiência duma Administração que olha o cidadão como suspeito, com o caos instalado na Justiça, com a fome e o desemprego que alastram, com a desmotivação dos educadores, com a sustentabilidade da Segurança Social e do Sistema Nacional de Saúde e com o silêncio do partido, face a fraudes gigantescas como as do BPN. Os portugueses exigem uma mudança política na forma e nos métodos usados no passado recente pelo PS, bem como o emagrecimento da classe política face aos sacrifícios e aos desafios a que também estão sujeitos.



Também o sistema eleitoral deverá merecer uma profunda reflexão. Transcrevo um texto sobre o tema do Camarada Samuel Cruz, com o qual concordo na íntegra publicado no seu blog pessoal, Rumo a Bombordo, e que se intitula – Deputados – datado de Abril 21, 2011.



“…Aproximam-se eleições legislativas, está na hora de escolhermos os nossos deputados…



Impõe-se pois uma reflexão sobre o tema.



O mundo mudou!



Já não me revejo no actual sistema de listas que permite que nulidades cheguem ao Parlamento, sem que tenham antes dado provas do quer que seja.



Impõe-se que cada cidadão passe a ter a oportunidade de eleger individualmente os candidatos que, na sua apreciação, melhor perfil cívico, político e profissional têm para o exercício da função.



Em primeiro lugar é primordial que se dê voz aos militantes nos partidos e que estes através dum sistema de primárias escolham aquele que de entre os seus pares se destacou.



Em segundo é necessário que se institua um sistema uninominal, mitigado por um círculo nacional onde os pequenos partidos possam ser representados para que quem vota saiba em quem vota.



Os que desejarem apresentar-se como candidatos têm, no mínimo, de – além de currículo capaz – expor uma visão para o mandato, uma declaração formal de incompatibilidades, uma lista com o património actualizada e a descrição de compromissos concretos que se propõem executar no mandato.



Por fim anualmente deverão existir convenções locais onde os deputados apresentem obrigatoriamente o plano das acções executadas e das a executar.



Esta “contabilidade cívica” é essencial para aferir do grau de compromisso e de eficiência do eleito perante quem o elegeu.



Passam a existir rostos concretos a quem pedir responsabilidades.



Não tenho dúvidas que o futuro passa por aqui, até lá resta-nos a consolação da Democracia ser o pior de todos os sistemas políticos, à excepção de todos os outros…”

O PS e o futuro Secretário-Geral têm o dever e a obrigação de se apresentarem na primeira linha deste combate.



Aquele candidato que na minha opinião responder melhor aos meus anseios ganhará a minha confiança, o meu apoio e o meu voto.



Rogério Roque

Militante do Partido Socialista n.º 29382

Secção Seixal / Arrentela

Começar de novo

Como diz Eduardo Cabrita, hoje no Correio da Manhã, é hora de "começar de novo". Na politica é assim. É sempre tempo de começar e de renovar porque a história de um povo não se resume à história de umas quantas pessoas por mais iluminadas que sejam. Acreditei desde a primeira ho...ra em José Socrates, mas também há já muito tempo que tinha deixado de acreditar. Nunca fui sectário e muito menos seguidista e o conhecimento da realidade levou-me à reflexão. Alguns camaradas ficaram descontentes com a minha posição pública a seguir às eleições. Quero lembrar a esses camaradas do Seixal que fui, conjuntamente com outra camarada, os únicos delegados do Seixal ao último congresso que não apoiaram a moção de José Socrates. Era por demais evidente que o tempo de José Socrates se tinha esgotado. Infelizmente para Portugal, a grande maioria dos socialistas não tinha ou não queria percebir isso e daí resultou a vitória estrondosa da direita; mas felizmente para o Partido Socialista essa falta de visão acaba por ser positiva. Sócrates finalmente percebeu que o seu tempo tinha passado. Lamento que outros não tenham percebido o mesmo. Mas o processo de renovação está em curso e o Partido Socialista, a muito curto prazo, estará à altura da sua responsabilidade; basta que para isso se dê confinça e estimulo a quem quer um Partido Socialista agregador e defensor de verdadeiras pliticas de esquerda. Se isso aconteçer o Bloco de Esquerda deixará de aspirar a ser um partido para ser uma amálgama sectária sem representatividade significativa. Estou certo que vamos ter um futuro Secretário Geral capaz de protagonizar essa visão estratégica, a bem do futuro dos portugueses.

Vitor Ramalho devia demitir-se já.

Vitor Ramalho classifica no Setúbal na Rede o resultado do PS no Distrito como uma vitória "excepcional".
Vitor Ramalho devia demitir-se já, herdou da Maria Amélia Antunes um partido com 186 mil votantes e oito deputados, quando já perdeu 3 deputados e 72 mil votos ainda fala em Vitória? Claro só perdeu 38% dos votantes, grande vitória! É só rir.

Resposta aos comentadores do post anterior

Caros,

Para a mim a política não é uma carreira mas sim o cumprimento duma obrigação cívica, por isso não me sinto obrigado a ser politicamente correcto mas antes a defender a verdade e a ética na coisa pública. Espero que entendam que esta era a única forma que tinha de defender a verdade perante os eleitores, ainda assim sem causar grandes danos ao meu partido, a alternativa seria fazê-lo uma semana antes num jornal.
Ninguém disse que o que eu escrevi era mentira ou o rebateu minimamente, questionou-se apenas a oportunidade, fico contente por isso e peço que façam estas reflexões:
- É mau o Samuel escrever o que escreveu ou é mau o PS apresentar-se ao eleitorado mentindo sobre coisas tão elementares como as ocupações profissionais dos seus candidatos?
- Se esta ocupação em concreto não tem nenhum mal porque é que os responsáveis optaram pela mentira, ao invés de assumir a verdade?
Naturalmente a questão não é a ocupação de ninguém que está em causa mas antes a falta de preparação politica, é que desta candidata eunão conheço uma única linha escrita nem nunca ouvi um discurso (a menos que entendamos que um discurso se resume a pegar no microfone para dizer: o jantar de Sábado custa dez Euros ou o veículo com a matricula 15-23-xx está a bloquear a saída pede-se ao proprietário que o retire por favor).
Naturalmente que este tipo de militância é necessária  num partido, não o contesto minimamemnte, tenho é dúvidas da sua utilidade na Assembleia da República.
Para finalizar quero frisar que gosto de discutir política e não pessoas, aqui discutiu-se uma opção do PS e para mim essa opção tem apenas um responsável, e toda a critica aqui contida dirige-se apenas a ele, chama-se: Vitor Ramalho e auto intitula-se "o grande defensor da ética Repúblicana"...

Reflexões do último dia da campanha eleitoral.

Sou militante do PS, membro da Comissão Política Nacional, fui o candidato do PS e represento o meu partido enquanto Vereador na 7.ª maior Câmara do Pais, a do Seixal.
Naturalmente votarei PS no próximo Domingo, direi mesmo que é uma obrigação.

Há no entanto uma coisa que ninguém no meu partido que me conseguiu explicar até este momento em relação a estas eleições, questão que me deixa triste e me leva a questionar a bondade do nosso sistema eleitoral e da necessidade da sua reforma, através da implementação de círculos uninominais.

Assim como me faz reflectir do estado a que o PS chegou, mas isso é lá mais para a frente…

Resido em Corroios, uma freguesia com mais de 50.000 (cinquenta mil) habitantes e que conta com uma das maiores secções socialistas do Distrito.

Aqui militam médicos, advogados e advogadas, empresários, professoras e professores, oficiais superiores das forças armadas (na reforma ou reserva), gestores públicos, funcionários públicos, jovens licenciados de grande mérito e toda uma vasta miríade de outros profissionais de talentos reconhecidos, que seria fastidioso elencar.

Naturalmente também há quem se encontre involuntariamente desempregado e até existem desocupados de vário tipo. Como diria o Eng.: É a vida!

E há ainda domésticas, classe que não se enquadra exactamente em nenhuma das anteriores.

Ora é esta a causa da minha perplexidade: Porque é que numa freguesia com mais de 50.000 eleitores, com várias centenas de militantes Socialistas e vários milhares de simpatizantes, o meu partido escolheu justamente para o representar uma doméstica?

É certo que na informação que me foi enviada esta cidadã aparece como exercendo a profissão de Técnica Oficial de Contas, ocupação que não tem, nem me consta que alguma vez tenha tido, o que como é evidente ao invés de ajudar, apenas pode aumentar a indignação de qualquer cidadão que paute a sua conduta pelos valores mais elementares da ética republicana.

Ainda restam algumas horas de campanha eleitoral, pode ser que alguém ainda me dê alguma justificação plausível, agradecido, aqui fica o apelo.
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