Deputados

Aproximam-se eleições legislativas, esta na hora de escolhermos os nossos deputados…
Impõe-se pois uma reflexão sobre o tema.

O mundo mudou!

Já não me revejo no actual sistema de listas que permite que nulidades cheguem ao Parlamento, sem que tenham antes dado provas do que quer que seja.

Impõe-se que cada cidadão passe a ter a oportunidade de eleger individualmente os candidatos que, na sua apreciação, melhor perfil cívico, político e profissional têm para o exercício da função.

Em primeiro lugar é primordial que se dê voz aos militantes nos partidos e que estes através dum sistema de primárias escolham aquele que de entre os seus pares se destacou.

Em segundo é necessário que se institua um sistema uninominal, mitigado por um círculo nacional onde os pequenos partidos possam ser representados, para que quem vota saiba em quem vota.

Os que desejarem apresentar-se como candidatos têm, no mínimo, de – além de currículo capaz – expor uma visão para o mandato, uma declaração formal de incompatibilidades, uma lista com o património actualizada e a descrição de compromissos concretos que se propõem executar no mandato.

Por fim anualmente deverão existir convenções locais onde os deputados apresentam obrigatoriamente o plano das acções executadas e das a executar.

Esta “contabilidade cívica” é essencial para aferir do grau de compromisso e de eficiência do eleito perante quem o elegeu.

Passam a existir rostos concretos a quem pedir responsabilidades.

Não tenho dúvidas que o futuro passa por aqui, até lá resta-nos a consolação da Democracia ser o pior de todos os sistemas políticos, à excepção de todos os outros.
 

Samuel Cruz

1 comentário:

Rogério Roque disse...

Meu querido amigo Samuel.

Não podia estar mais de acordo contigo!
Há muito que o defendo, aliás, isto e muito mais no que se refere ao sistema político vigente no nosso país. Esta realidade serve apenas e somente para promover os "tachistas, a boyzada e os amiguinhos" dos partidos sem excepção uma vez que se trata de um problema transversal a todos os partidos.
Dou-te o exemplo das quotas da nacional em todos os círculos. Isto é vergonhoso e insultuoso para os militantes e população em geral.
Com estas regras, a representatividade é nula! Eu assumo como militante socialista que não me revejo minimamente no cabeça de lista do PS por Setúbal e muito pouco no resto da mesma.
Defendo a representatividade, mesmo que proporcionalmente, de todos os concelhos. Onde está a do Seixal que representa normalmente em n.º de votos a eleição directa de 1 deputado?
Quem escolheu o Nuno Tavares como representante do Seixal para as listas?

Isto não faz sentido nenhum!

Grande abraço e vamos á luta! Interna e externa!

Rogério Roque
Militante n.º 29.382 (Com quotas pagas do meu bolso!)

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