O MOMENTO ACTUAL, O PRESENTE E O FUTURO

Os portugueses estão confrontados com as consequências da queda do governo.

Os efeitos da grave crise internacional são conhecidos, como conhecida é a escassa margem política de manobra de Portugal para superar a prazo dificuldades, cada vez mais sentidas sobretudo por quem trabalha e depende do trabalho.

Para essa superação é decisiva a articulação das nossas politicas públicas com a U.E., resultado das obrigações internacionais que neste quadro voluntariamente contraímos – e bem.

A queda do Governo ocorreu no dia anterior ao mais importante Conselho Europeu dos últimos anos.

A agenda deste é de enorme importância indo desde o reforço do euro, passando pelas politicas financeiras de apoio aos países que mais carecem, nos quais se incluem Portugal, até à dinamização do emprego.

É assim ilógico, senão mesmo absurdo e por via disto irresponsável, que a totalidade da oposição parlamentar entendesse que nessa Cimeira Portugal e os portugueses fossem representados por um Primeiro-Ministro demissionário, logo com representação enfraquecida.

Factos são factos e a evidência impõe-se por si.

As oposições no parlamento entenderam que era mais importante enfraquecer Portugal junto do Conselho Europeu, dificultar o apoio ao país e de seguida responsabilizar o Governo por isso.

Que candura! Que elevação! Que sofreguidão pelo poder! Que sentido das responsabilidades! Como se no mínimo, concedendo-se sem transigir a queda do Governo não pudesse aguardar uns dias!..

O PS e o Governo fizeram até agora tudo perfeito? Obviamente que não. Cometeram-se erros? Seguramente que sim.

O PS é um partido livre de homens e mulheres livres e por isso mesmo o próprio signatário, enquanto presidente de uma das maiores federações do país nunca se coibiu, como era e é sua obrigação, de apontar nos locais próprios e responsavelmente o que entendia dever ser em seu entender corrigido.

Não é isso o que agora está em causa. Em política, quando estão em causa os superiores interesses de um país não podemos nem devemos olhar para trás ou seguir por duas estradas. Há momentos em que só há uma escolha. 

As oposições seguiram por uma estrada errada perante a também difícil compreensão da passividade do Presidente da República que podia e devia contribuir para evitar a situação a que chegámos.

Muitos, incluindo modestamente e em tempo oportuno o próprio signatário pronunciaram-se publicamente com soluções que a todos salvasse a face e que atendesse aos interesses do país.

O momento é por isso muito complexo. Exactamente por sê-lo tenho a consciência plena que os militantes e simpatizantes do PS no distrito de Setúbal saberão mais uma vez mobilizarem-se com a seriedade tranquila de quem tem a razão do seu lado.

Com os olhos postos exclusivamente nos interesses superiores do país, olhando com confiança o futuro e contribuindo para a recriação da esperança. Em unidade forjada nos princípios e valores das nobres causas do socialismo democrático.

O Presidente e o Secretariado da Federação tudo farão para em conjunto com os militantes respondermos aos desafios do futuro. Não duvido que com o povo português, Portugal saberá mais uma vez ganhá-lo.


                                                                        Vítor Ramalho

1 comentário:

Anónimo disse...

Este tambem tem cá uma labia.Digo eu que até sou militante do PS!

Google