Flor da Mata e a nova doença dos Pinheiros

Quando no domingo passado fui visitar as obras do IC 32 na zona da For da Mata, não fazia ideia do que iria encontrar, embora já muito se tenha escrito sobre o tema e a zona.
Pois encontrei um autêntico atentado ambiental, ainda tenho retido na memória a noticia difundida pela C.M.do Seixal no respectivo boletim Municipal nº 542, pag.18, sob o título “Abate de Árvores na Flor da Mata e Pinhal de Frades” informando o seguinte: a Autoridade Florestal Nacional autorizou o abate de árvores no espaço canal do IC 32.
Só que essa informação não corresponde à realidade, o que está a acontecer, é o abate de pinheiros e de carvalhos (lembro-me de em Novembro visualizar cinco na área dos abates) a cerca de 350 metros das obras, ou seja, já não estão na zona canal do IC 32, mas sim na zona onde a câmara queria (quer) construir um bairro social, e eu não acredito em coincidências.
Mas não fica só por aqui, encontram-se dezenas de pinheiros já marcados para abate, na zona norte à N.378, o que me leva a pensar que isto não passa de uma estratégia consertada, por vários protagonistas, tendo como finalidade a alteração do uso dos solos naquele local.
Os proprietários dos terrenos, investidores imobiliários, e a própria C.M.Seixal, a mesma há vários anos que tenta impor um plano de pormenor, para que toda aquela zona deixe de ser zona protegida, e agora tenta outra estratégia que passa pelo novo PDM, na desclassificação dos solos, deixando a mesma de ser área florestal protegida para área urbanizável, ou seja, de construção.
A câmara é a responsável pelo cumprimento do PDM em todo o concelho, se não fiscaliza é porque não quer, para se abaterem os pinheiros nesta zona protegida, tem que existir autorização e razão para tal, como por exemplo pinheiros queimados ou doentes, e quando ocorrem estes abates os proprietários são obrigados por lei, a reflorestar a zona do abate, o que não tem vindo a acontecer na zona, nomeadamente em zonas onde já ocorreram  abates há alguns anos atrás.
Os pinheiros que abateram não estavam queimados, e doenças, a única que visualizei foi uma nova doença, causada por terem nascido e crescido numa zona de especulação imobiliária senão promovida, pelo menos protegida pela C.M. do Seixal.
Assim sou forçado a concluir que os protestos da população tem razão de ser e acontecem, porque a Câmara não protege a coisa pública, de acordo com as regras do PDM, porque o seu executivo tem interesse na especulação imobiliária, interesse esse que corresponde ao financiamento da autarquia e de quem a governa.
Utilizando palavras da vereadora Coralia Loureiro, na última reunião do executivo, este executivo comunista que desgoverna o nosso concelho há quarenta anos, merece uma PUNIÇÃO PUBLICA.

José Carlos Pereira
Eleito pelo Partido Socialista na Assembleia de Freguesia da Arrentela
Coordenador da Secção do PS Seixal/Arrentela

3 comentários:

Anónimo disse...

OBRIGADO por haver algu'em que diz a verdade. BEM HAJA

Anónimo disse...

Isto só revela que os comunistas vendem-se aos privados para se financiar a si próprios.
Quer a nível pessoal, como ao financiamento do partido através do exercício publico.
Corruptos e ladroes.

Ponto Verde disse...

Agradeço, na qualidade de mais um dos quem tem denunciado esta ilegalidade, o facto de corroborar o que o que os cidadãos de Pinhal dos Frades e Flor da Mata alegam, não se trata de uma esquizofrenia colectiva , mas que tal é o levantar do "legítimo direito à indignaçãp" face à pretpotência e à defesa da ilegalidade demonstrada pela Câmara Municipal do Seixal.

Nos últimos três dias a situação de abate total continuou ostensivamente e a ritmo acelerado possívelmente tendo em conta a lentidão cumplice que há em actuar por parte de quem de direito.

Esperemos que este, já considerado um case study pela Drª Luísa Shmidt tenha uma exemplar aplicação da lei em que a natureza e o bem comum que a lei pretende preservar saia vencedora dos interesses obscuros que além de não regulados são manipuladores da verdade , o que urge denunciar.

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