Levanta-se o réu (parte II)

Ao contrario do Senhor Vereador Paulo Cunha, a Assembleia Municipal do Seixal para mim não é, nem tão pouco se assemelha a um programa de humor televisivo.
            Sou deputado municipal e membro da Comissão de Protecção Civil. O meu nome José Carlos Chora, tem sido a minha identidade sempre. Nunca senti a necessidade de recorrer à colagem de outras personalidades.
            Sei que não é o Sr. Vereador que convoca as reuniões da Comissão mas sim, a Presidente da mesma, que por sinal é do seu partido. Também sei que o Senhor, se quiser e achar relevante, pode sugerir as mesmas, sempre que considere que haja interesse que a mesma reúna.  
            Os dois eventos a que o Senhor se refere e passo a citá-lo “em Dezembro todos os membros da Comissão foram convidados para participar em dois eventos de enorme importância (...)”. Tal como disse, ou melhor escreveu, se tais eventos eram de tamanha importância, e de facto eram, porque não sugeriu à Presidente da Comissão da Protecção Civil uma reunião?
            Acusa-me de não ter comparecido a qualquer dos eventos e de não ter justificado a minha ausência. Ora, não poderei justificar a minha falta a um convite que não recebi ou de eventos que desconhecia. Tomei apenas conhecimento à posteriori através da pena do “Sr. Jornalista” Paulo Cunha.
            Regista com muito agrado que eu acompanho o seu trabalho na comunicação social. É verdade. Porque infelizmente só lendo as crónicas do “Sr. Jornalista” é que adquiro conhecimento do trabalho da Vereação da Protecção Civil, responsabilidade do Sr. Vereador Paulo Cunha. 
            Amigo Paulo Cunha, tem razão. Sou conhecido por ser um homem justo, e por ser verdade, como bem sabe, não posso corroborar o que o Senhor escreveu.

                                                           José Calos Chora
(Deputado Municipal do Seixal
Membro da Comissão Politica do Seixal)

Carta aberta aos trabalhadores da Câmara Municipal do Seixal,

Foi recentemente aprovada a reestruturação dos serviços desta Câmara Municipal.
Tal facto resulta da Lei 305/2009 que estabelece o regime jurídico da organização dos serviços das autarquias locais, e cujo objectivo fundamental foi o ajuste às novas realidades do poder local, substituindo uma lei já com 25 anos.
Esta alteração legislativa teve como principais objectivos “a diminuição das estruturas e níveis decisórios, evitando a dispersão de funções ou competências por pequenas unidades orgânicas, e no recurso a modelos flexíveis de funcionamento, em função dos objectivos, do pessoal e das tecnologias disponíveis; na simplificação, racionalização e reengenharia de procedimentos administrativos, conferindo eficiência, eficácia, qualidade e agilidade ao desempenho das suas funções e, numa lógica de racionalização dos serviços e do estabelecimento de metodologias de trabalho transversal, a agregação e partilha de serviços que satisfaçam necessidades comuns a várias unidades orgânicas.”
Apesar dos objectivos meritórios da iniciativa legislativa a maioria política na CMS conseguiu com a presente reorganização dos serviços quase duplicar o nível de chefias, criando diversas unidades flexíveis que pelo seu conteúdo funcional se sobrepõem, o que, naturalmente, em nada contribuirá para o incremento da qualidade de desempenho dos diferentes serviços.
Tal facto só é compreensível pela necessidade de satisfazer interesses que, do nosso ponto de vista, nada têm a ver com a boa gestão dos recursos públicos.
Entendemos também que não foi aproveitada uma excelente oportunidade de integrar no quadro de pessoal, mais duma centena de prestadores de serviços que, na realidade, prestam a sua actividade no regime de subordinação, sendo por isso falsos prestadores de serviços.
Por outro lado brevemente este novo quadro será ocupado pelas novas chefias que serão nomeadas interinamente e com carácter provisório, até à abertura dos respectivos concursos públicos.
Os Vereadores que subscrevem este documento, esperam que este processo seja transparente e obedeça ao único objectivo de colocar no lugar certo a pessoa certa.
Subscrevemo-nos, disponíveis para o que entender necessário e com as mais cordiais saudações,

Seixal - um paraíso desaproveitado à beira-rio plantado...

A "Vila" Cidade do Seixal parece estar parada no tempo... Não que seja adepto de progressos desmedidos e sem sentido, numa vila que, por si só, já é bela e pitoresca No entanto, há muitas coisas que estão mal aproveitadas e, muitas outras há, que podiam ser feitas e não são.
O Seixal tem um enorme potencial turístico e esse potencial deveria ser explorado, nem que fosse para o bel-prazer dos “turistas” que residem no Concelho, ou seja, para aquelas centenas de pessoas que, aos primeiros raios de sol, invadem a marginal para actividades de lazer.
Começando por aqui e, depois de passear pela nossa marginal de bicicleta, nota-se logo que não há segurança para quem ali corre ou anda de bicicleta, pois não há nenhuma barreira, corrimão, vedação, chamem-lhe o que quiserem, que nos separe das rochas e do rio. Acidentes acontecem e mais vale prevenir do que remediar.
Outra questão, que qualquer cidadão nota, é a ausência de esplanadas para aproveitar o sol e a vista que a baía nos oferece. São dezenas, ou centenas, as pessoas que ficam sem poder usufruir destes espaços, ao fim-de-semana, simplesmente porque não há oferta suficiente. Por falar nesta falta de esplanadas, na área de restauração do Mercado Municipal há uma das melhores vistas fluviais, senão a melhor, que tenho conhecimento, não só no Seixal, como em todo o Concelho. Até acho que deve ser o Mercado com melhor vista do País! Esta zona a que me refiro parece estar devotada ao abandono, apesar de ainda lá estar escondido um restaurante, e este, quase sem vista nenhuma. É um dever do Município investir na valorização destes espaços, seja facilitando o seu arrendamento, ou patrocinando a sua aquisição e,  ao mesmo tempo, publicitando a sua existência. A área do Mercado Municipal actualmente até mete medo, é uma zona degradada, que não inspira confiança a ninguém... Os terrenos traseiros e laterais estão abandonados e estou mesmo a ver que, qualquer dia, lá vão nascer mais uns prédios (receita fácil para a Câmara) como um que já se ergue ao pé dos CTT e que fica completamente desenquadrado ali. Se a C.M.S. investir no Concelho também os moradores vão investir. Quando precisamos de uma esplanada com uma vista espectacular como a que poderia haver no Mercado, não temos. Quando as pessoas que vêm da Amora chegam ali ao pé da esplanada do, já alcunhado aquário, e vêem a multidão que está à espera de mesa, assustam-se e voltam para trás, porque para a frente, já sabem que a oferta é escassa. Já nem sequer avançam para a parte mais bonita que é o centro histórico do Seixal, centro histórico esse, que cada vez mais, está também ao abandono, especialmente depois da centralização dos Serviços Centrais, no novo edifício megalómano que foi arrendado a peso de ouro pela C.M.S.

Alexandre Fachada

Membro do Secretariado
PS Seixal/Arrentela

O concelho do Seixal é inseguro


O concelho do Seixal é inseguro e bem pode o Presidente da Câmara dizer o contrário que só prova que desconhece a realidade.
Numa só noite, a do passado Sábado, registaram-se duas ocorrências com feridos em locais de diversão nocturna, confira aqui e aqui.

A língua Portuguesa é estupenda e presta-se a estas coisas:

Se o Mário Mata , a Florbela Espanca , o Jaime Gama e o Jorge Palma , o que
é que a Rosa Lobato Faria?
E, já agora: alguém acredita que a Zita Se abra para o António Peres
Metello?

Vocês sabem a diferença entre o tratamento por tu e por você? Vocês pensam
que sabem, mas vejam abaixo. Um pequeno exemplo, que ilustra bem a
diferença:

O Diretor Geral de um Banco, estava preocupado com um jovem e brilhante
diretor, que depois de ter trabalhado durante algum tempo com ele, sem parar
nem para almoçar, começou a ausentar-se ao meio-dia. Então o Diretor Geral
do Banco chamou um detetive e disse-lhe:
- Siga o Dr. Mendes durante uma semana, durante a hora do almoço.
O detetive, após cumprir o que lhe havia sido pedido, voltou e informou:
- O Dr. Mendes sai normalmente ao meio-dia, pega no seu carro, vai a sua
casa almoçar, faz amor com a sua mulher, fuma um dos seus excelentes cubanos
e regressa ao trabalho.
Responde o Diretor Geral:
- Ah, bom, antes assim. Não há nada de mal nisso.
O detetive pergunta-lhe:
- Desculpe. Posso tratá-lo por tu?
- 'Sim, claro' respondeu o Diretor surpreendido!
- Então vou repetir : o Dr. Mendes sai normalmente ao meio-dia, pega no teu
carro, vai a tua casa almoçar, faz amor com a tua mulher, fuma um dos teus
excelentes cubanos e regressa ao trabalho.

A língua Portuguesa é mesmo fascinante!

Flor da Mata e a nova doença dos Pinheiros

Quando no domingo passado fui visitar as obras do IC 32 na zona da For da Mata, não fazia ideia do que iria encontrar, embora já muito se tenha escrito sobre o tema e a zona.
Pois encontrei um autêntico atentado ambiental, ainda tenho retido na memória a noticia difundida pela C.M.do Seixal no respectivo boletim Municipal nº 542, pag.18, sob o título “Abate de Árvores na Flor da Mata e Pinhal de Frades” informando o seguinte: a Autoridade Florestal Nacional autorizou o abate de árvores no espaço canal do IC 32.
Só que essa informação não corresponde à realidade, o que está a acontecer, é o abate de pinheiros e de carvalhos (lembro-me de em Novembro visualizar cinco na área dos abates) a cerca de 350 metros das obras, ou seja, já não estão na zona canal do IC 32, mas sim na zona onde a câmara queria (quer) construir um bairro social, e eu não acredito em coincidências.
Mas não fica só por aqui, encontram-se dezenas de pinheiros já marcados para abate, na zona norte à N.378, o que me leva a pensar que isto não passa de uma estratégia consertada, por vários protagonistas, tendo como finalidade a alteração do uso dos solos naquele local.
Os proprietários dos terrenos, investidores imobiliários, e a própria C.M.Seixal, a mesma há vários anos que tenta impor um plano de pormenor, para que toda aquela zona deixe de ser zona protegida, e agora tenta outra estratégia que passa pelo novo PDM, na desclassificação dos solos, deixando a mesma de ser área florestal protegida para área urbanizável, ou seja, de construção.
A câmara é a responsável pelo cumprimento do PDM em todo o concelho, se não fiscaliza é porque não quer, para se abaterem os pinheiros nesta zona protegida, tem que existir autorização e razão para tal, como por exemplo pinheiros queimados ou doentes, e quando ocorrem estes abates os proprietários são obrigados por lei, a reflorestar a zona do abate, o que não tem vindo a acontecer na zona, nomeadamente em zonas onde já ocorreram  abates há alguns anos atrás.
Os pinheiros que abateram não estavam queimados, e doenças, a única que visualizei foi uma nova doença, causada por terem nascido e crescido numa zona de especulação imobiliária senão promovida, pelo menos protegida pela C.M. do Seixal.
Assim sou forçado a concluir que os protestos da população tem razão de ser e acontecem, porque a Câmara não protege a coisa pública, de acordo com as regras do PDM, porque o seu executivo tem interesse na especulação imobiliária, interesse esse que corresponde ao financiamento da autarquia e de quem a governa.
Utilizando palavras da vereadora Coralia Loureiro, na última reunião do executivo, este executivo comunista que desgoverna o nosso concelho há quarenta anos, merece uma PUNIÇÃO PUBLICA.

José Carlos Pereira
Eleito pelo Partido Socialista na Assembleia de Freguesia da Arrentela
Coordenador da Secção do PS Seixal/Arrentela
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