"Que fazer?" título de um livro do Vladimir Ilitch Ulianov (vulgo Lenine)

O Cantona sugeriu que todos os franceses fossem levantar o dinheiro aos bancos, para meter em respeito os banqueiros franceses.
Eu estou preocupado em resolver o problema do pasquim camarário. Quando olho para o caixote do lixo do meu prédio, ao lado das caixas de correio dos meus condóminos e vejo o boletim amarfanhado na cubicagem do caixote, penso: que desperdício!
Sugiro um movimento de brainstorming (tempestade de ideias) sobre o que fazer com aquelas folhas mal paridas.

Algumas sugestões: rasgá-las aos bocadinhos nas ruas do Concelho para criar mais postos de trabalho aos serviços de limpeza da Câmara; queimar os pasquins nas ruas do Concelho para os bombeiros estagiários treinarem a destreza das mangueiras e extintores; fazer passadeiras de ponto cruz para forrar o chão, quando o Freddie Monteiro e sus muchachos vão fazer inaugurações; fazer fliers para inundar os céus do Concelho, para atrair ao Seixal a Red Bull Air Race; fazer uma fogueira numa praça do Seixal, quando se comemora o Dia da Liberdade; criar uma micro empresa para produzir papel higiénico à base das folhas do pasquim camarário.

Vá lá cambada, puxem pela cabeça: a imaginação de braços dados com a indignação para poupar os milhares de euros que custa aquela aberração de pseudo jornal.

Como diria Mário Soares: vamos materializar o direito à indignação!



José Geraldes

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