Pérolas do Boletim Municipal

Na última edição do BM dá-se destaque a uma sessão de esclarecimento(?), realizada no Seixal, sobre os projectos que vão dinamizar o núcleo antigo.
A palavra esclarecimento devia ser trocada por propaganda, já para não dizer que se trata duma sessão de enganos, senão vejamos:
A coordenadora do projecto Municipal de valorização da Baía do Seixal questionada "como se vai conseguir a recuperação do edificado deste núcleo esclarece(?): Um dos projectos que também está a ser desenvolvido é o Projecto Resposta, que prevê uma regeneração urbana profunda. Este projecto pretende .../... recuperar todos os edíficios degradados no núcleo antigo."
Sugiro pois que consultem esta página onde poderão constatar que o orçamento deste projecto são 192.500€...
Ora dizer que se vai recuperar todo o edificado degradado do núcleo antigo do Seixal com 192.500€ não é esclarecer é mentir descaradamente.

Daniel Cohn-Bendit (legendado português) sobre ajuda econômica a Grécia



Para os mais distraidos este foi o homem que liderou os protestos estudantis, em França, em Maio de 1968. Agora é deputado europeu, eleito pela Alemanha, pelo partido ecologista.

Do Seixal a Gondomar

No último post referi que o concelho mais semelhante ao Seixal é Gondomar.
Tal realidade afere-se através dos mais diferentes indicadores socioeconómicos mas também através da constatação histórica que ambos os concelhos se situam na segunda linha de periferia em relação à “grande cidade” de que são, naturalmente ou talvez não, subúrbios.
Acresce a isto que ambos os concelhos têm um proletariado “forte” no caso de Gondomar ligado à exploração mineira.
Dito isto resulta evidente que o orçamento municipal é o mesmo para resolver o mesmo tipo de problemas.
Como já vimos em matéria de habitação social Valentim Loureiro (independente recorde-se), e para utilizar a sua linguagem, dá dez zero a Alfredo Monteiro.
Vejamos por exemplo o que se passa com a educação ao nível do 1.º ciclo, responsabilidade municipal: Ambos os concelhos recorrem ao turno duplo (aulas só de manhã ou só de tarde -prática desaconselhada pelo Ministério da Educação) mas em Gondomar as actividades de enriquecimento curricular, vulgo AECs (informática, inglês e educação musical – actividades financiadas pelo ME) desenvolvem-se na própria escola (na sua maioria) porque a autarquia criou condições nesse sentido. Já no Seixal a autarquia tenta boicotar as AECs de toda a forma e feitio não participando mesmo em nada. Conduta que prova que para o PCP o que interessa não são as crianças mas a contestação ao Governo e a agitação permanente.
E agora a cereja em cima do bolo: Todas as crianças de Gondomar ao terminar o 4.º ano recebem uma viagem a Lisboa de avião para visitar locais de interesse cultural e o Jardim Zoológico.
Claro que no Seixal nunca nenhuma iniciativa que visasse premiar as crianças que ultrapassam com sucesso esta meta foi equacionada… Se perguntarem ao executivo comunista de certeza que não vão assumir a sua responsabilidade, mas antes afirmar que a culpa é do Governo e dos cortes orçamentais, só que, neste caso, os orçamentos são os mesmos, a diferença é que uns sabem como os gerir e outros não.

Os políticos não são todos iguais

O estio propicia a reflexão por nos permitir termos mais tempo para nós…
No meu caso leva-me inevitavelmente a que reflita sobre a nossa terra, o Seixal.
Comparando os vários indicadores noto que o concelho que mais se assemelha ao nosso é Gondomar, a terra do Major!
Mas deixemos os indicadores e debrucemo-nos sobre a obra feita, até porque Valentim Loureiro foi eleito já o edil Seixalense Alfredo Monteiro era autarca.
Sabe por exemplo quantos fogos de habitação social foram construídos no Seixal desde que Valentim Loureiro foi eleito em Gondomar?
164

E em Gondomar, quantos fogos foram construídos, com as mesmas características?
3.000

Continua…

Comunismo - Uma lição prática


Um professor de economia da universidade Texas Tech disse que raramente chumbava um aluno, mas tinha chumbado, uma vez, uma turma inteira.
Esta turma em particular tinha insistido que o socialismo realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e "justo".
O professor então disse, "Ok, vamos fazer uma experiência socialista nesta turma. Ao invés de dinheiro, usaremos as vossas notas dos exames."
Todas as notas seriam concedidas com base na média da turma e, portanto seriam "justas". Isto quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que significou que ninguém chumbaria.
Isso também quis dizer, claro, que ninguém receberia 20 valores...
Logo que a média dos primeiros exames foi calculada, todos receberam 12 valores.
Quem estudou com dedicação ficou indignado, pois achou que merecia mais, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado!
Quando o segundo teste foi aplicado, os preguiçosos estudaram ainda menos - eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que também eles se deviam aproveitar da média das notas. Portanto, agindo contra os seus princípios, eles copiaram os hábitos dos preguiçosos.
O resultado, a segunda média dos testes foi 10. Ninguém gostou.
Depois do terceiro teste, a média geral foi um 5.
As notas nunca mais voltaram a patamares mais altos, mas as desavenças entre os alunos, procura de culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela turma.
A busca por 'justiça' dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma. No fim de contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar os outros. Portanto, todos os alunos chumbaram... Para sua total surpresa.
O professor explicou que a experiência socialista tinha falhado porque ela era baseada no menor esforço possível da parte de seus participantes. Preguiça e mágoas foi o seu resultado.
Sempre haveria fracasso na situação a partir da qual a experiência tinha começado.
"Quando a recompensa é grande", disse, o professor, "o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós. Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros sem o seu consentimento para dar a outros que não lutaram por elas, então o fracasso é inevitável."

O pensamento abaixo foi escrito em 1931.
"É impossível levar o pobre à prosperidade através de leis que punem os ricos pela sua prosperidade. Por cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa tem de trabalhar recebendo menos.
O governo só pode dar a alguém aquilo que tira de outro alguém. Quando metade da população descobre de que não precisa de trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação. É impossível multiplicar riqueza dividindo-a." Adrian Rogers, 1931

Ah pronto assim estou mais descansado...


Recentemente o estádio do Bravo (o estádio do Seixal Futebol Clube) foi a hasta pública em virtude das dividas fiscais do Clube.
A hasta pública ficou deserta e logo, diligentemente, a CMS, pela voz do Vereador Joaquim Santos, veio anunciar o facto como se tivesse algum mérito nisso. Não tem, aconteceu assim, a conjuntura económica não é favorável e ninguém quis investir no local, nada mais - ganha o Seixal perde o estado que não consegue reaver o que lhe é devido, tão simples quanto isso.
O que já é extraordinário são as declarações de Joaquim Santos, Vice-presidente da autarquia à Lusa,diz ele: O Seixal Futebol Clube atravessa «uma
fase boa em termos da formação de atletas mas vive uma situação complicada a nível patrimonial. Foi uma situação originada por direcções anteriores do clube que conduziram a esta situação difícil.»
Até aqui tudo bem não fora o responsável (presidente) dessas direcções anteriores, que o Vice-Presidente da Câmara acusa de má gestão, aliás acusação corroborada pela actual direcção, ser justamente o director financeiro do município.
Haja decoro, como se atreve o sr. Vice-presidente da Câmara a acusar o Dr. Leonardo Carvalho de não saber gerir, depois do ter escolhido para responsável financeiro da autarquia. É que assim de repente pôs-lhe nas mãos a módica quantia de cem milhões de euros!

Guerra de gangs espalha terror


Esta notícia não é de hoje, a de hoje era que um emigrante agrediu um polícia na estação da Fertagus na Cruz de Pau mas serve para ilustrar aquilo que venho dizendo à longo tempo: o principal problema do Seixal, neste momento, é a falta de segurança. Mas a insegurança não acontece por acaso, a sua causa profunda é uma errada política de ordenamento do território que cria movimentos de exclusão, movimentos esses esses perpetuadas por incorrectas políticas sociais.


"Dois grupos rivais armados com facas decidiram ajustar contas enquanto decorriam as festas de S. Pedro, ontem de madrugada, no Seixal.

Várias pessoas, incluindo crianças, foram apanhadas no meio da confusão, tendo sido empurradas, e alguns carros foram atingidos com pedras. Os gangs, por um lado, do bairro do Jamaica e, por outro, da Quinta da Princesa, envolveram-se posteriormente com a polícia. Equipas cinotécnicas da PSP, bem como o Corpo de Intervenção, ambos duas forças da Unidade Especial de Polícia, foram accionados para repor a ordem.
No recinto da festa estavam milhares de pessoas, que começaram a fugir mal se iniciaram os desacatos. Numa fase inicial, os dois grupos contabilizavam cerca de 20 pessoas, mas rapidamente chegaram aos mais de 50, segundo assegurou ao CM fonte policial. "Mal os agentes tentaram acalmar os ânimos, foram recebidos com garrafas de vidro e com pedras da calçada. Por sorte ninguém ficou ferido com gravidade", assegurou a mesma fonte policial.
Os incidentes deram-se por volta da 01h00. Ninguém foi detido porque os agressores se puseram em fuga. De referir que foi ainda encontrada uma faca no recinto. A PSP já tem os dois grupos referenciados. Muitos dos elementos já estiveram envolvidos em crimes com armas de fogo e violência contra as forças de autoridade."

Concurso para arquitectos?

Uma coisa boa de ser Vereador no Seixal (das poucas) é que não paro de me surpreender...
Desta vez o motivo chega-me via o insuspeito Diário da República, 2.ª série de 14 de Junho. A Câmara abriu concurso para admitir 5 arquitectos, no âmbito do processo concursal há que prestar provas que, naturalmente, assentam numa bibliografia, ora vejam lá esta pérola... Aposto que se quisessem contratar advogados era-lhes pedido para fazer um desenho.

"Referência n.º 04/PCC/2010 — 5 Postos de Trabalho para Técnico
Superior (Arquitecto):
Bibliografia: Lei n.º 60/2007, de 4 de Setembro, que alterou e republicou
o Decreto -Lei n.º 555/99, de 16 de Dezembro; Portaria n.º 232/2008,
de 11 de Março; Decreto -Lei n.º 163/2006, de 8 de Agosto; Decreto -Lei
n.º 38 382, de 7 Agosto de 1951, com a redacção actualizada; Decreto-
-Lei n.º 220/2008, de 12 Novembro; Portaria n.º 1 532/2008, de 29
Dezembro; Portaria n.º 64/2009, de 22 Janeiro; Decreto -Lei n.º 234/2007,
de 19 Junho; Decreto -Lei n.º 259/2007, de 17 de Julho; Decreto -Lei
n.º 329 -C/2000, de 22 de Dezembro; Decreto -Lei n.º 105/96, de 31 de
Julho; Decreto -Lei n.º 106/96, de 31 de Julho; Decreto -Lei n.º 39/2001,
de 9 de Fevereiro; Código Civil (Secção IV — Construções e edificações);
Plano Director Municipal do Seixal — ratificado pela Resolução
do Conselho de Ministros n.º 65/93, publicada em 11 de Novembro, no
32520 Diário da República, 2.ª série — N.º 113 — 14 de Junho de 2010
Diário da República, 1.ª série B, n.º 264, pode ser consultado no site da
Câmara Municipal do Seixal — http://www.cm -seixal.pt; Plano Regional
de Ordenamento do Território da Área Metropolitana de Lisboa (PROT-
-AML) — aprovado pela Resolução do Conselho de Ministro n.º 68/02,
publicada em 8 de Abril, no Diário da República, 1.ª série B, n.º 82,
processo de alteração aprovado pela Resolução do Conselho de Ministro
n.º 92/08, publicada em 5 de Junho, no Diário da República, 1.ª série,
n.º 108; Lei n.º 48/98, de 11 de Agosto, alterada pela Lei n.º 54/2007,
de 31 de Agosto; Decreto -Lei n.º 380/99, de 22 de Setembro, republicado
pelo Decreto -Lei n.º 46/2009, de 20 de Fevereiro; “Servidões e
Restrições de Utilidade Pública” — publicação da Direcção -Geral do
Ordenamento do Território e Desenvolvimento Urbano (DGOTDU),
4.ª edição; Plano Estratégico para o Desenvolvimento da Península de
Setúbal (PEDEPES), pode ser consultado no site http://www.pedepes.
com; “Seixal em Números”, “Seixal Boletim Municipal” e “Agenda
Municipal” podem ser consultados na Biblioteca Municipal do Seixal
ou em qualquer um dos Pólos e pontos de acesso da mesma, assim como
no site da Câmara Municipal do Seixal — http://www.cm -seixal.pt."


P.S: Requinte de malvadez: o exame é feito sem consulta.

Reinvente-se a justiça

Como declaração prévia de interesses diga-se que não aprecio por aí além a figura videirinha de Jardim Gonçalves, ao passo que simpatizo com o estilo trapalhão de Joe Berardo.
Acontece que na semana passada foi sobejamente noticiado o arquivamento da queixa crime, por prática do crime de difamação, de Jardim Gonçalves contra Berardo. Disse este último que Jardim “roubou bollions” quando se encontrava à frente do BCP.
Lembro-me da à altura dos factos ter pensado que existia uma justiça de ricos e outra de pobres, Berardo não podia fazer aquelas afirmações, seria multado mas com a sua fortuna nem cócegas o facto lhe faria.
A decisão de arquivamento é mais surpreendente confirmando no entanto a minha teoria. Recordo agora um cliente que despediu um trabalhador que era toxicodependente, porque este tinha subtraído dinheiro da caixa.
Meses mais tarde foi o meu cliente citado numa acção de trabalho intentada pelo trabalhador despedido, movido pela indignação dirigiu-se a casa deste e numa acesa troca de acusações chamou-lhe drogado.
Ganhámos a acção de trabalho mas perdemos o processo crime, entendeu a meritíssima juiz que era crime chamar drogado mesmo a quem, como era o caso, efectivamente o fosse.
Ou seja, dê lá para onde der, o que vale a pena é estar do lado dos billions!

I love...


Não foi Edward Koch que criou o slogan "I love NY" mas ficou-lhe colado à pele como se tivesse sido. Isto porque o divulgou ao mesmo tempo que reerguia uma cidade desencontrada consigo própria. Na realidade a Nova York de 1977 pouco tinha a ver com a grande metrópele que é hoje.
O seu centro tinha sido abandonado pelos residentes e ocupado por escritórios.
A violência tinha tomado conta das ruas.
Os turistas fugiram da Big Apple.

Vejamos o que fez este homem, judeu de esquerda (tal como é possível entender este conceito nos Estados Unidos) e ponhamos os olhos nisso.
Primeiro conceito: Lei e ordem. O pequeno desvio leva ao grande delito, ficou célebre a sua guerra aos graffiti.
Segundo: As cidades devem providenciar duas coisas, um sítio para se viver e postos de trabalho. Desenvolveu um ambicioso programa de construção de habitação e depois de "limpa" a cidade chamou os turistas.
Terceiro: Organizar as finanças do município e devolver o orgulho aos seus habitantes.

Ed sabia para onde ia, com ideias simples tornou NY a maior metrópele do mundo.

Partido Socialista - Eleições Federativas

Partido Socialista - Eleições Federativas
Google