Partido Social Democrata Seixal - Estranha encerramento do correio electrónico dos vereadores eleitos pelo PS

Notícia Rostos

"Solidariedade com os vereadores eleitos pelo Partido Socialista

A Comissão Política do Partido Social Democrata do Seixal refere que – “não pode deixar de estranhar a posição assumida pela Câmara Municipal do Seixal, ao encerrar o correio electrónico dos vereadores eleitos pelo PS”.
“Esta não foi seguramente, a primeira vez que os meios da CMS foram utilizados para fins político-partidários” – sublinha, por essa razão – “se solidariza, nesta matéria, com os vereadores eleitos pelo Partido Socialista”.

“A Comissão Política do Partido Social Democrata do Seixal (CPS/PSD/Seixal), não pode deixar de estranhar a posição assumida pela Câmara Municipal do Seixal (CMS), ao encerrar o correio electrónico dos vereadores eleitos pelo PS, na referida Câmara a pretexto de estes terem alegadamente utilizado os mails institucionais para distribuir um comunicado aos trabalhadores.” – refere em comunicado a Comissão Politica PSD do Seixal

CMS anda de mão dada com iniciativas político-partidárias

“Esta não foi seguramente, a primeira vez que os meios da CMS foram utilizados para fins político-partidários. Ao longo dos anos habituámo-nos a observar que a CMS anda de mão dada com iniciativas político-partidárias, como a Festa do Avante, e sempre isso pareceu inteiramente justificável aos olhos dos responsáveis desta Câmara de maioria PCP mesmo quando se trata de disponibilizar meios humanos e materiais para a organização e/ou divulgação da mesma.” – acrecenta a nota do PSD.

Solidariedade com os vereadores eleitos pelo Partido Socialista

“Assim, a CPS/PSD/Seixal não pode deixar de notar que se trata de um claro caso de “dois pesos e duas medidas” pelo que se solidariza, nesta matéria, com os vereadores eleitos pelo Partido Socialista” – refere a finalizar a Presidente da Comissão Politica PSD do Seixal."



Agradecendo naturalmente a solidariedade demonstrada, os Vereadores desejam apenas clarificar um ponto: não foram, pela nossa parte, usados meios municipais para qualquer fim politico-partidário. Os Vereadores eleitos pelo PS limitaram-se a utilizar os seus mails (sem qualquer custo para a autarquia) para comunicar com os trabalhadores municipais. As nossas opiniões, aí versadas, eram naturalmente criticas para com o executivo municipal comunista e, particularmente para com o seu presidente.
No entanto tal não pode ser classificado como politica partidária pois trata-se duma acção institucional dos vereadores do PS e apenas sua.
Se é politica?
Naturalmente que é, não fomos eleitos para fazer outra coisa, nem os meios que nos são postos à disposição se destinam a fazer outra coisa.

6 comentários:

Conde Distrikt disse...

Se o Estado português entender que a mereço»,
justificar-se-ia, «agradeço-a e aceito-a.
Mas pedi-la, não. Nunca!»
O silêncio caído sobre o gesto de Eanes (deveria,
pelo seu simbolismo, ter aberto telejornais e
primeiras páginas de periódicos) explica-se pela
nossa recalcada má consciência que não suporta,
de tão hipócrita, o espelho de semelhantes comportamentos.
“A política tem de ser feita respeitando uma
moral, a moral da responsabilidade e, se possível,
a moral da convicção”, dirá. Torna-se indispensável
“preservar alguns dos valores de outrora, das
utopias de outrora”.
Quem o conhece não se surpreende com a sua
decisão, pois as questões da honra, da integridade,
foram-lhe sempre inamovíveis. Por elas, solitário
e inteiro, se empenha, se joga, se acrescenta
- acrescentando os outros.
“Senti a marginalização e tentei viver”, confidenciará,
“fora dela. Reagi como tímido, liderando”.
O acto do antigo Presidente («cujo carácter e
probidade sobrelevam a calamidade moral que
por aí se tornou comum», como escreveu numa
das suas notáveis crónicas Baptista-Bastos)
ganha repercussões salvíficas da nossa corrompida,
pervertida ética.
Com a sua atitude, Eanes (que recusara já o
bastão de Marechal) preservou um nível de di -
gnidade decisivo para continuarmos a respeitar-
-nos, a acreditar-nos - condição imprescindível
ao futuro dos que persistem em ser decentes.

Conde Distrikt disse...

O texto impedia que o vencimento do
Chefe do Estado fosse «acumulado
com quaisquer pensões de reforma
ou de sobrevivência» públicas que
viesse a receber.
Sem hesitar, o visado promulgou-o, impedindo-
se de auferir a aposentação de militar para a
qual descontara durante toda a carreira.
O desconforto de tamanha injustiça levou-o,
mais tarde, a entregar o caso aos tribunais que, há
pouco, se pronunciaram a seu favor.
Como consequência, foram-lhe disponibilizadas
as importâncias não pagas durante catorze
anos, com retroactivos, num total de um milhão
e trezentos mil euros.
Sem de novo hesitar, o beneficiado decidiu,
porém, prescindir do benefício, que o não era
pois tratava-se do cumprimento de direitos escamoteados
- e não aceitou o dinheiro.
Num país dobrado à pedincha, ao suborno, à
corrupção, ao embuste, à traficância, à ganância,
Ramalho Eanes ergueu-se e, altivo, desferiu uma
esplendorosa bofetada de luva branca no videirismo,
no arranjismo que o imergem, nos imergem
por todos os lados.
As pessoas de bem logo o olharam empolgadas:
o seu gesto era-lhes uma luz de conforto, de
ânimo em altura de extrema pungência cívica, de
dolorosíssimo abandono social.
Antes dele só Natália Correia havia tido comportamento
afim, quando se negou a subscrever
um pedido de pensão por mérito intelectual que
a secretaria da Cultura (sob a responsabilidade de
Pedro Santana Lopes) acordara, ante a difícil situ -
ação económica da escritora, atribuir-lhe. «Não,
não peço.

Conde Distrikt disse...

Gostaria de partilhar com todos os leitores um momento de meditação.

Para o efeiti cito uma crónica de
Fernando Dacosta

"Seres decentes
Quando cumpria o seu segundo
mandato, Ramalho Eanes viu serlhe
apresentada pelo Governo uma
lei especialmente congeminada
contra si."

Anónimo disse...

Não é para desviar a "conversa", mas, é interessante:

"João Cravinho critica PS por ter entrado “numa deriva à direita” com o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC). O ex-ministro das Obras Públicas do governo de António Guterres salienta que até o líder do CDS, Paulo Portas, está a “dar lições de esquerda” ao primeiro-ministro, José Sócrates.

João Cravinho não gostou do PEC e disse-o claramente ontem no seu espaço de opinião na Rádio Renascença (RR) – “Edição da noite”, emitido às quartas-feiras- “O PS entrou numa deriva à direita que vai ser muito difícil fazê-la regressar sem que haja grandes alterações na própria direcção do PS”, afirmou ex-ministro das Obras Públicas, salientando que apenas “grandes alterações” na actual direcção socialista poderão acabar com a “a deriva à direita”.

Para João Cravinho, “neste PEC o PS caiu numa armadilha terrível”, pois “deixou cair” bandeiras de esquerda às quais ainda há dois meses dava “grande relevo”. “Portas diz que certas privatizações só se podem fazer quando houver um regulador forte ou quando isso não criar situações monopolistas ainda mais grave. O Portas a dar lições de esquerda a Sócrates”, lamentou, citado pelo site da RR.

Cravinho considera que o PS vai sair prejudicado junto do seu eleitorado “com as medidas que acaba de tomar” e alerta para o facto de a futura liderança do PSD ter “um ano e tal para se projectar”"

DN (18.03.10)

Anónimo disse...

também não é para "desviar" a conversa, mas:

"Narciso Miranda acusa o PS de estar a seguir práticas «estalinistas» quando expulsa militantes que não apoiaram os candidatos do partido nas últimas eleições autárquicas. Em declarações à «TSF», o socialista sublinha que a «atitude» do PS é «muito pior» do que a chamada «lei da rolha» aprovada pelo PSD.

«O que há no PS é muito pior do que a lei da rolha. É limpar dezenas de pessoas dos cadernos porque vai haver eleições internas. São estas atitudes, de autêntica purga, são estalinistas. Condena-se primeiro e depois diz-se: agora defenda-se», criticou.

Narciso Miranda sublinhou também que o PS ainda não concretizou a sua expulsão do partido porque tem «medo» das reacções.

«Até este momento, eu ainda não recebi carta nenhuma, mas os meus apoiantes receberam. Isso acontece, talvez porque tenham medo de se instalar um processo e daquilo que eu tenho para dizer», sugeriu."

Diário IOL (18.03.10)

Anónimo disse...

Seria interessante os Vereadores do PS publicarem nos blogues o teor do ou dos mail's enviados aos trabalhadores.

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