Aprovado na anterior legislatura pela maioria PS, PSD e CDS, o Conselho Municipal de Junventude é uma instância de caríz municipal de coordenação e consulta que emite pareceres relevantes sobre a política de juventude de cada município.

Para que as políticas de juventude se revelem eficazes, é imperativo saber quais os anseios, aspirações, necessidades e reivindicações dos jovens. Como tal, o CMJ é constituído na sua maioria por jovens representantes de associações de estudantes e associações juvenis de cada concelho, bem como, membros da Assembleia Municipal e do Governo Municipal.

As principais competências deste órgão são a emissão de pareceres sobre a política municipal de juventude; o establecimento de contactos, com conselhos da mesma natureza, que promovam a troca de ideias e opiniões; o desenvolvimento de estudos e de pesquisas sobre a juventude que permitam conhecer verdadeiramente o tipo e a magnitude das necessidades dos jovens de cada concelho.

Como sabem, uma das bandeiras da Juventude Socialista foi a implementação desta estrutura municipal, objectivo cumprido na anterior legislatura. No entanto, como sempre, e apesar do CMJ já estar implementado na grande maioria dos concelhos e distritos do país, no Seixal, a direcção do PCP resiste em tomar medidas e em dar um passo em frente na criação desta instância.

Parece-me realmente importante que este projecto avance e seja implementado aqui no Seixal. Julgo que seria uma medida capaz de progressos reais e decisivos nas vidas e no bem estar em geral dos jovens do concelho do Seixal. Não me parece que esta seja uma estrutura que imporá algum tipo de "burocracia juvenil", acho que aquando a sua implementação no nosso concelho, será para ele uma útil e activa mais valia.

Esperemos que este tema não caia em esquecimento e esperemos também que o PCP-Seixal não continue a ignorar uma lei aprovada na Assembleia da República.


Rafael Pacheco

O céu é o limite

Aproximando-se o fim do ano, aproxima-se a época de balanços...
De 1 de Janeiro a 30 de Novembro de 2010 a CMS recebeu 74 milhões de Euros.
No mesmo período gastou (cabimentou) 112 milhões!
Já para o próximo ano a CMS aprovou um orçamento de 120 milhões...
O Presidente da Câmara tem alguma desculpa, pois sendo professor de trabalhos manuais, não é obrigado a saber fazer contas complicadas mas não haverá ninguém com capacidade das fazer, numa organização com cerca de 2000 colaboradores?
É caso para dizer TuTuTu.

POBRES DOS NOSSOS RICOS



A maior desgraça de uma nação pobre é que em vez de produzir riqueza, produz ricos.
 
Mas ricos sem riqueza.

Na realidade, melhor seria chamá-los não de ricos mas de endinheirados.

Rico é quem possui meios de produção.

Rico é quem gera dinheiro e dá emprego.

Endinheirado é quem simplesmente tem dinheiro, ou que pensa que tem. Porque, na realidade, o dinheiro é que o tem a ele.


A verdade é esta: são demasiados pobres os nossos "ricos".


Aquilo que têm, não detêm.

Pior: aquilo que exibem como seu, é propriedade de outros.

É produto de roubo e de negociatas.

Não podem, porém, estes nossos endinheirados usufruir em tranquilidade de tudo quanto roubaram.

Vivem na obsessão de poderem ser roubados.

Necessitavam de forças policiais à altura.

Mas forças policiais à altura acabariam por lançá-los a eles próprios na cadeia.

Necessitavam de uma ordem social em que houvesse poucas razões para a criminalidade.

Mas se eles enriqueceram foi graças a essa mesma desordem ...
 
MIA COUTO ( Poeta moçambicano )

Alteração do Plano Regional de Ordenamento do Território da Área Metropolitana de Lisboa em discussão pública


Mafra - Seixal - Lisboa<br>
Alteração do Plano Regional de Ordenamento do Território da Área Metropolitana de Lisboa em discussão públicaSeixal - 15 de Dezembro, 18 horas, Auditório dos Serviços Centrais da Câmara Municipal

A alteração do Plano Regional de Ordenamento do Território da Área Metropolitana de Lisboa (PROTAML), encontra-se em período de discussão pública, de 22 de Novembro de 2010 prolongando-se até 31 de Janeiro de 2011.

Neste âmbito estão programadas sessões públicas para apresentação do Plano Regional de Ordenamento do Território da Área Metropolitana de Lisboa, nos seguintes locais:

- Mafra - 25 de Novembro, 18 horas, Auditório Municipal Beatriz Costa;
- Seixal - 15 de Dezembro, 18 horas, Auditório dos Serviços Centrais da Câmara Municipal;
- Lisboa - 11 de Janeiro de 2011, 18.00 horas, Teatro Municipal de São Luiz – Jardim de Inverno.

A proposta de alteração do PROTAML, o Relatório Ambiental do Plano e o Parecer Final da Comissão Consultiva, estão disponíveis para consulta dos interessados todos os dias úteis, das 9.30 às 12.30 e das 14.30 às 16.30 horas nos seguintes locais:
- Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo;
- Divisão de Documentação e Recursos Informáticos - Centro de Documentação e Informação
Rua Artilharia Um, n.º 33, 1269-145 Lisboa;
- delegação Sub-regional da Península de Setúbal
(Av. D. João II, n.º 46 – B, 2910-549 Setúbal.

A documentação poderá também ser consultada através do endereço http://consulta-protaml.inescporto.pt.
Durante o período de discussão pública os interessados podem enviar as suas observações e sugestões, na forma escrita, através do preenchimento da ficha de participação, para as moradas postais referidas ou através do formulário disponível no endereço: http://consulta-protaml.inescporto.pt. Os contributos podem ser apresentados a título individual ou em representação de uma entidade ou pessoa colectiva, neste caso, por quem tenha poderes para tal.

Dos mails do fds


O litro gasóleo PARA OS IATES   vende-se a 80 cêntimos!...

Agora, todos ficam a saber :  quem tem iates e embarcações de recreio beneficia de gasóleo ao preço do que pagam os armadores e os pescadores, por aplicação do Artº 29º do Cap. II da Portaria 117-A de 8 de Fevereiro de 2008.

Assim todos os portugueses são iguais perante a Lei, desde que tenham iates...

É da mais elementar justiça que os trabalhadores e as empresas que tenham carro a gasóleo o paguem a 1,18 ¤, e os banqueiros e empresários do 'Compromisso Portugal' o paguem a 0,80¤, e é justo, porque estes não têm culpa que os trabalhadores não comprem iates!!!  

 

 




Acerca das folhas soltas que inundam as ruas do nosso Concelho

Olho para as ruas do nosso Concelho e digo para mim mesmo: porque não escrever sobre as folhas soltas, enquanto as brigadas de limpeza da Câmara, não as recolhem, inevitavelmente aos sábados, para justificarem horas extras para os funcionários eleitos como a aristocracia operária dos tempos do PREC !
Mas, deixemos estes horários dúbios para os Vereadores da Oposição!
E a primeira folha solta que recolho do chão remete-me para a candidatura ( ou será, tão somente, uma propositura) candidatura essa do PCP, logo, o Francisco Lopes, electricista, aliás, profissão digna e de alto risco e de alta voltagem.
O Electrificante Francisco define a sua candidatura como Patriótica. Até aqui tudo bem: candidata-se a Presidente da República, logo da Pátria, logo Patriótica. Mas no meu cérebro fez-se um curto-circuito: então as outras candidaturas não são patrióticas?
Então porquê a evocação e a tónica no Patriotismo do Francisco Lopes?
Eu tenho uma explicação para isto: estamos perante um pleonasmo e um acto falhado! Passo a explicar: pleonasmo é aquilo que é supérfluo, aquilo que é redundante, do género "parece-me a mim; entrar para dentro". Acto falhado é uma expressão freudiana referida no livro "Sobre a Psicopatologia do Quotidiano". Significa que, inconscientemente, isto é, através do acto falhado, o desejo do inconsciente é realizado. Isto explica o facto de que nenhum gesto, pensamento ou palavra acontece acidentalmente. Os actos falhados consistem em revelar o que o íntimo oculta. No caso concreto, o facto do PCP se definir como um Partido Internacionalista, saudosista das Internacionais Comunistas do Princípio do Século XX.
Este axioma marxista leninista de que o Comunismo não se confina a um só País, daí ser necessário exportar a Revolução, vem demonstrar à evidência que o PCP está em contra ponto e com profunda angústia perante Presidências da República, Democracias Parlamentares e outras manifestações de burguesias nacionalistas. Portanto, é preciso afirmar e vender aquilo que não se sente: o Patriotismo! ( diga-se em abono da verdade que o Slogan "Uma Candidatura Patriótica e de Esquerda", para além de fracota, revela falta de criatividade.).
Finalizaria esta prosa em torno de uma folha caída, citando, pasme-se, Nicolau Breyner: "É melhor ser Alegre que ser triste"
Fim de citação.

José Geraldes

Crónica do dia por José Geraldes

Para combater a insónia há quem conte carneiros. Eu pus-me a contar os caracteres do último Boletim Municipal do Seixal e contei 2 milhões, setecentos e vinte e cinco mil caracteres e foi aí que, ao fazer a análise de conteúdo, me voltou a insónia:
No meio de tantos caracteres, no meio de tanta prosa, não existe uma única referência a palavras como oposição, outras forças políticas, votos contra, abtenções, declarações de voto, referências aos nomes de outros vereadores e autarcas municipais que não sejam os da manhosa maioria comunista, enfim, a realidade ultrapassa a ficção: como é possível a existência de um pasquim como este num Portugal Democrático! Como é possível esta exaltação patológica dos feitos e glória do poder autárquico comunista na terra onde eu vivo! Como é possível a existência de uma redacção com aprendizes de informação, capazes de tanta ocultação e manipulação! Então andámos a lutar, tantos anos, pelo direito à liberdade de expressão e estes fulanos, agora, voltam ao antigamente!
Desculpem lá, vou voltar a contar os caracteres do boletim municipal, para ver se não me enganei.
Boa Noite!

Abaixo o prémio Nobel

Ainda na senda da análise do que se passou na última Assembleia Municipal, uma verdadeira pérola da CDU/PCP.
A história conta-se em três penadas: o grupo municipal do CDS apresentou uma saudação relativa à atribuição do prémio Nobel da Paz a Liu Xiaobo. Como podem ver na ligação aqui feita à Wikipedia o prémio foi atribuído "pela sua longa e não-violenta luta pelos direitos humanos fundamentais na China." Fundamentação insuspeita para qualquer democrata, sabem como votou o PCP?
Contra claro.
Acreditem que passados mais de vinte anos sobre a falência do modelo comunista me pergunto como é que pessoas, supostamente inteligentes, podem continuar a defender tal coisa...

Complexo de Édipo?

Na senda do post anterior, aqui fica mais uma demonstração da falácia e da fraqueza dos argumentos do PCP. Normalmente as Câmaras querem mais competências e, por isso, reclamam uma maior descentralização de competências. A Câmara do Seixal também alinha neste discurso e, quanto a mim, bem. Aliás a reclamação de mais competências é apenas, a revindicação do cumprimento dum dos princípios do enquadramento jurídico do poder local, o princípio da subsidiaridade.
Vem isto a propósito duma moção apresentada pelo Grupo Municipal da CDU na última Assembleia Municipal exigindo que o Governo revogasse o Decreto-Lei que permite às Câmaras Municipais restringir livremente os horários das grandes superfícies comerciais.
O Governo face às opiniões divergentes na sociedade portuguesa acerca da abertura dos hiper-mercados ao Domingo, veio legislar no sentido de dizer, cada uma das Câmaras Municipais, como melhor conhecedora da realidade local, deve decidir se os hiper-mercados no seu concelho devem, ou não, abrir aos Domingos à tarde.
Posição da CDU/PCP no Seixal que, por inerência, é a posição da Câmara Municipal: Aprova uma moção a dizer: Srs. do Governo por favor não nos deixem decidir, revoguem já essa Lei.
Aliás esta posição por parte da CMS já não é inédita, vejam o que se passa com as estradas do nosso concelho no post anterior ou com as actividades de enriquecimento curricular...
Eu acho que o slogan da CMS deveria passar a ser:
Fazer Não. Dizer mal do governo Sim!

O Seixal como bolsa de descontentamento do PCP

Já várias vezes o escrevi e hoje reafirmo, apresentando mais um exemplo prático, que o Partido Comunista instalado na Câmara Municipal do Seixal se preocupa menos em resolver os problemas das populações e mais em alimentar uma bolsa de descontentamento contra o Governo (qualquer que ele seja). Vem isto a propósito do caso da desclassificação das estradas.
A estradas de Portugal ciente que as vias:
Corroios/Casal do Marco EN 10
Sobreda/Corroios EN 10-1
Cucena/Siderurgia/Torre da Marinha EN 10-2
Paio Pires/Seixal EN 378-1
Não são mais vias com características de estradas nacionais mas antes correspondem a vias de traçado urbano, procedeu e bem, à sua desclassificação.
Tendo, naturalmente, e em consequência desta desclassificação as Estradas de Portugal encetado conversações com a Câmara Municipal no sentido de lhe entregar a gestão destas vias. O acordo era simples a Estradas de Portugal propôs entregar ao município 125.000€ (cento e vinte e cinco mil euros) à cabeça por cada via, mais 5.000€ ano por cada Km.
Com uma gestão eficaz é evidente que era um bom negócio para a CMS mas claro esta não aceitou, é sempre preferível ter no concelho uma estrada pouco cuidada e culpar disso o Governo, do que assumirmos as nossas responsabilidades e com isso melhor a qualidade de vida de quem habita o concelho do Seixal.

Vereadores do PS Seixal exigem aprovação do Plano de Prevenção da Corrupção

Tendo sido amplamente noticiada a detenção pela Polícia Judiciária (PJ) dum fiscal da autarquia do Seixal, alegadamente em flagrante delito, na prática dum crime de corrupção, os vereadores socialistas do município vêm:
1. Reafirmar que este facto vem dar razão às constantes queixas dos munícipes, levantadas reiteradamente em sessão pública da autarquia.
2. Alertar que, num curto espaço de tempo, esta é a segunda vez que a Câmara Municipal do Seixal (CMS) é visitada pela PJ.
3. Exigir que sobre estes assuntos seja dado cabal esclarecimento aos eleitos da oposição.
4. Mais uma vez insistir junto do Presidente da Câmara para que, rapidamente, faça aprovar o Plano de Gestão de Riscos de Corrupção e Infracções Conexas, documento esse que deveria estar aprovado desde, pelo menos, o final do ano transacto e inexplicavelmente o Sr. Presidente sempre tem adiado.

Diário da República 05/11/2010

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E MUNICÍPIO DO SEIXAL
Acordo n.º 12/2010

Acordo de colaboração para a requalificação da EB 2,3
de Corroios, construção do pavilhão desportivo escolar e arranjos
de espaços exteriores no espaço envolvente
A Direcção Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo (DRELVT),
representada pelo director regional de Educação de Lisboa e Vale do
Tejo, José Joaquim Leitão, e a Câmara Municipal do Seixal (CMS),
representada pelo seu presidente, Alfredo Monteiro da Costa, ao abrigo
do artigo 17.º do Decreto -Lei n.º 384/87, de 24 de Dezembro, celebram
entre si o presente acordo de colaboração, nos seguintes termos:
1.º
Objectivo
O presente acordo de colaboração tem por objectivo a construção
de um pavilhão desportivo escolar, a implantar no terreno onde esteve
localizada a extinta Escola Secundária Moinho de Maré e a execução
dos arranjos do espaço.
2.º
Competências da DRELVT
À DRELVT compete:
1 — Assegurar a elaboração dos projectos do pavilhão desportivo
escolar (tipologia com bancada) e respectivos arranjos exteriores.
2 — Garantir o financiamento do empreendimento, nas condições
estabelecidas na cláusula 4.ª
3 — Prestar o apoio técnico que lhe for solicitado pela Câmara Municipal
do Seixal.
4 — Promover o registo das instalações desportivas em favor da
Câmara Municipal do Seixal.
3.º
Competências da Câmara Municipal
À Câmara Municipal do Seixal compete:
1 — Assumir a posição de dono da obra, lançando o concurso, adjudicando
e garantindo a fiscalização e coordenação da empreitada.
2 — Assegurar a realização da empreitada, englobando construção
civil, instalação eléctrica, redes de água, esgotos, gás e telefone.
3 — Executar, a expensas próprias, os acessos e infra -estruturas urbanísticas
necessárias de suporte ao funcionamento do pavilhão desportivo
escolar.
4 — Garantir o financiamento da construção, nos termos da cláusula 4.ª
4.º
Repartição de encargos
O custo da construção estima -se em € 1 400 000, incluindo IVA a
6 %, e será suportado nas seguintes condições:
1 — Os pagamentos da DRELVT, no valor de € 700 000, incluindo
IVA a 6 %, correspondem € 400 000 à comparticipação para o pavilhão
desportivo escolar e € 300 000 para os arranjos de espaços exteriores,
processar -se -ão por transferência para a Câmara Municipal do Seixal,
ao abrigo do presente acordo de colaboração, processando -se do seguinte
modo:
a) 30 %, com a adjudicação;
b) 70 %, mediante a apresentação de autos de medição dos trabalhos;
c) O pagamento do último auto de medição processar -se -á após a
entrega do auto de recepção da obra.
2 — A Câmara Municipal do Seixal suportará o restante valor, cujo
montante será definido com a elaboração do projecto de execução,
relativo à construção do pavilhão desportivo escolar.
3 — Eventuais alterações ao valor de adjudicação que impliquem
acréscimo ao custo final do empreendimento não implicam alterações
no valor da comparticipação da DRELVT.
5.º
Disposições gerais
A construção das instalações desportivas e arranjos de espaços exteriores
referidos deverá iniciar -se no prazo máximo de cinco meses.
14 de Julho de 2010. — Pela Direcção Regional de Lisboa e Vale do
Tejo, o Director Regional, José Leitão. — Pela Câmara Municipal do
Seixal, o Presidente, Alfredo Monteiro da Costa.
Homologo.
O Secretário de Estado da Educação, João José Trocado da Mata.
203873861
Maria Custódia Baptista Coelho — 17,00 valores
Maria do Carmo da Silva Coelho Pinóia — 13,00 valores
Homologada em 28 de Outubro de 2010.
Cercal do Alentejo, 28 de Outubro de 2010. — O Director, Tiago
Manuel Gonçalves Canhoto.
203874866

Obrigado Aníbal e António pela dívida geracional

"Muitas parcerias foram vendidas como se custassem zero ao Estado, para no final se revelarem buracos de centenas de milhões de euros.
Existem os calotes, o malparado, as dívidas de curto, de médio e de longo prazo. Existe a dívida pública, a estrutural e agora temos também a dívida geracional.

Em 2049, ou seja daqui a 39 anos, o meu filho Rodrigo que agora tem quatro anos ainda vai estar a pagar todas as SCUT, o plano nacional rodoviário e as parcerias público-privadas lançadas até hoje.

Daqui a 39 anos Aníbal Cavaco Silva será mais do que uma nota de rodapé na política portuguesa. Se justiça for feita não será só por ter sido primeiro-ministro e Presidente da República, mas por ter sido com ele que se inaugurou na política portuguesa esta galinha dos ovos de ouro de políticos e para empresas.

Nada como fazer obra hoje e deixar para a próxima fornada de políticos a tarefa de aumentar os impostos para a poder pagar. Nada como impor a quem ainda nem nasceu o trabalho de pagar a obra de quem resolveu fazer um brilharete. Nada como garantir a faturação de empresas privadas durante anos à custa dos nossos impostos.

Hoje, se contarmos com o TGV, a dívida geracional tem um impacto direto de 48,3 mil milhões de euros, um terço do PIB português. Indiretamente é muito superior, pois estas dívidas castram a economia e comprometem crescimentos futuros. E por muitos avisos que façamos a estupidez megalómana dos políticos mantém-se. Qualquer um que se sente na cadeira do poder, principalmente na de primeiro-ministro e na de ministro das Obras Públicas, começa a pensar em deixar o seu nome associado a uma qualquer obra, como se isso o fosse eternizar num estilo 'Duarte Pacheco'. E de facto essas obras eternizam, não o nome deles, mas as dívidas que deixam aos nossos filhos para que uma fita vermelha possa ser cortada e uns votos ganhos.

Muitas destas parcerias foram mal avaliadas, vendidas como se custassem zero ao Estado ou como se dessem mesmo lucro, para que no final se revelassem buracos de centenas de milhões de euros, como o caso da Lusoponte ou da Fertagus. E estas más decisões tomadas por Ferreira do Amaral, democratizadas por João Cravinho com as SCUT, e apoiadas por Cavaco Silva e António Guterres infelizmente nunca foram, nem serão, punidas. Hoje, vistos como grandes políticos e homens sérios da política são afinal eles os principais responsáveis por este aumento brutal de impostos que nos espera para os próximos anos. Se tiver de apontar o dedo a alguém comece por eles."


Texto de João Vieira Pereira publicado no caderno de economia do Expresso de 16 de Outubro de 2010

Eu tenho 37 anos e não podia estar mais de acordo.

Como dizia o Eng. "É a vida"

Não resisto a trazer aqui uma história relatada no Expresso do passado dia 16. A peça era sobre a feitura do orçamento de estado e entrevistava várias personalidades envolvidas na sua realização no passado.
Bagão Félix relatou um episódio desarmante pela sua autenticidade e, porque não dizê-lo, sinceridade.
Aquando da mudança do Governo de Durão Barroso para o de Santana Lopes, Bagão Félix transitou directamente do Ministério do Trabalho e da Segurança Social para as Finanças.
No novo posto, como é da praxe, iniciou a auscultação dos seus colegas Ministros para elaborar o novo orçamento de Estado.
Fernando Negrão,o novo Ministro do Trabalho e da Segurança Social, foi ouvindo com grande serenidade todas as criticas (algumas bastante severas)que Bagão Félix formulou ao documento por si apresentado. Mas perante uma critica mais feroz não se conteve e disse: "Vai-me perdoar, senhor Ministro, mas permita-me que lhe recorde que eu não alterei uma única linha ao documento que o senhor mesmo escreveu quando estava neste agora meu ministério, para elaborar o orçamento".
Segundo Bagão Félix foi uma lição de vida: "Mostra como as coisas mudam, consoante a perspectiva que temos delas".

Revelador.
A notícia é do Jornal de Notícias e pode ser consultada aqui.
Em suma a autarquia diz que vai investir no turismo náutico e a Associação Náutica do Seixal diz que não está a ver nada...
Sintomático numa autarquia que se diz ao lado do movimento associativo...
Uma intervenção deste tipo NUNCA pode ser efectuada de costas voltadas para os parceiros locais. Isto é o que acontece quando se trabalha não para um fim comum mas para os holofotes.

Rui Veloso em entrevista ao I


Porque saiu do Porto?

"Porque não havia hipótese em qualquer outra zona do país. Lisboa é Lisboa e o resto é paisagem. Hoje ainda é assim mas na altura ainda era mais. Por isso os lisboetas conhecem mal Portugal. Nem conhecem o que está à volta de Lisboa. A maior parte dos lisboetas nem conhece Loures. Lisboeta conhece Cascais, a Linha... e o que está à volta? Zero. Nem nada na Margem Sul, Seixal, Fogueteiro, são terras que estão cheias de boa gente, onde já dei grandes concertos. E mulheres giras. De onde é que vêm as misses todas? Do Seixal, daquelas terras ali à volta."

Eu confesso que sou fã do Rui Veloso, gosto da música mas admiro especialmente a forma descontraída e verdadeira como encara a vida, se quiserem ler a entrevista toda este é o link.
E já agora eu compartilho da opinião dele=)

Respeito não significa silêncio

Entrevista de Fonseca Gil ao Notícias do Seixal

Dadas as frequentes “picardias” entre a bancada socialista e os eleitos da CDU, especialmente nas sessões públicas da autarquia, o Notícias do Seixal tentou saber algo mais junto do vereador Fonseca Gil que pronta e gentilmente nos recebeu.
Durante a conversa, o autarca socialista considerou que um vereador sem pelouro, não vinculado à gestão da maioria, «deve ser porta voz dentro da Câmara Municipal, dos anseios e modos de pensar legítimos dos munícipes discordantes ou prejudicados
com a gestão da maioria», e ainda que, os seus objectivos políticos «consistem em dar a conhecer à população do Seixal, as verdades que o Partido Comunista não quer que sejam conhecidas da população, assim como o exercício crítico, construtivo e responsável da gestão comunista».

Notícias do Seixal - Que ligações tem ao concelho de Seixal?
Fonseca Gil – Sou natural do concelho de Pinhel mas resido neste concelho há trinta anos; primeiro em Vale de Milhaços, depois no Alto do Moinho e desde 2000 em Fernão Ferro. Tendo sido Inspector de Trabalho da Autoridade para as Condições de Trabalho, contactei de perto com a realidade sócio laboral das empresas estabelecidas no concelho. Hoje, como Advogado, convivo de perto com as mais diversas realidades
sociais do concelho.
NS - Quais são os principais objectivos do partido socialista nos próximos anos para o concelho do Seixal?
FG - Não tendo ganho as eleições autárquicas de há um ano atrás, que nos teria permitido inverter o modelo de gestão municipal, naturalmente, que os nossos principais objectivos políticos para este mandato, consistem em dar a conhecer
à população do Seixal, as verdades que o Partido Comunista não quer que sejam conhecidas, assim como o exercício crítico, construtivo e responsável da gestão
comunista.
NS - O que, na sua opinião, a população espera de um vereador?
FG - Há que distinguir entre um Vereador com Pelouro atribuído que deve exercer o seu mandato, inserido numa equipa que está obrigada a gerir de forma transparente
o erário municipal, com vista à satisfação das necessidades e anseios legítimos de melhoria de qualidade de vida dos munícipes e o Vereador sem Pelouro, não vinculado à gestão da maioria, que deve ser porta voz dentro da Câmara Municipal, dos anseios e modos de pensar legítimos dos munícipes discordantes ou prejudicados com a gestão da
maioria.
Os vereadores Socialistas da Câmara Municipal do Seixal, estão sempre disponíveis para ouvir a população, e denunciarão sempre as situações que no seu entender, não defendam os seus interesses.
NS – Considera que o Governo, na atribuição de verbas e apoios, “descrimina” os concelhos do País em virtude da sua cor política?
FG - Não tenho, em concreto, nenhum conhecimento de causa, que justifique que deva pensar desse modo; no entanto, admito que por vezes haja governantes que se deixem cair nessa tentação…
NS – Como se justifica por exemplo, a questão da construção do hospital que era a 3ª prioridade?
FG - A calendarização assumida pelo governo para a construção do hospital no Seixal mantém-se, e não conheço qualquer situação pela qual se possa dizer, que a sua
construção tenha sido relegada ou inviabilizada para dar lugar à construção noutro concelho de outro hospital.
NS – Sem o Centro de Saúde de Corroios a funcionar, a situação piorou para todos os utentes da freguesia. O Governo quer contenção de despesas mas, estas obras na área da saúde, sob o seu ponto de vista, não seriam prioritárias, em relação a tantas
outras, a que o Governo quer dar continuidade e ou avançar?

FG - Agradeço a sua pergunta, até porque me permite uma resposta pela qual a população pode saber que os Vereadores Socialistas na Câmara do Seixal, não estão na
política amordaçados, contrariamente aos comunistas que não têm coragem de criticar os erros de gestão dos seus camaradas.
Digo o que penso e falo sempre que os interesses da população o exijam.
Enquanto Vereador da Câmara Municipal do Seixal e munícipe preocupado com os problemas da população, não posso deixar de estar em desacordo com a decisão do Governo em fazer obras no Centro de Saúde de Corroios. O que a população local precisa, é de um novo Centro de Saúde construído de raiz e não que se façam obras com vista a perpetuar o que nasceu mal e mal continuará.
NS - Quais os projetos que destacaria no momento?
FG- Embora as obras para a construção de equipamentos na saúde e na àrea da mobilidade sejam ambas de responsabilidade governamental, a forma de os financiar
e os impactos que produzem nas contas públicas e na economia em geral, não são necessariamente da mesma natureza. Continuo a acreditar que os grandes projectos da
construção do aeroporto e do TGV com ligação a Madrid, além de serem estruturantes, são também um contributo público à criação de emprego e riqueza tributável, que poderá ajudar a evitar uma recessão económica mais gravosa.
Se o equilibrio das contas públicas e o controlo do déficit, se não puder fazer em dois anos que se faça num período de tempo mais alargado, mas não se pode paralizar o
país.
NS - Se considerarmos que o turismo é um dos produtos mais importantes que o País tem para oferecer, no Seixal não há uma unidade hoteleira, quem o visita não tem onde ficar. Não acha que seria uma fonte de desenvolvimento turística e de emprego?
FG- Aqui está mais um exemplo da má governação comunista no nosso concelho. Estamos entre os 10 maiores concelhos do País. Estou convencido que somos o único concelho do País, onde não há uma unidade hoteleira digna desse nome e, não há, porque a gestão comunista, nunca se preocupou em dotar o concelho de projectos capazes de dinamizar
um sector económico tão importante como este. Até se compreende.
A ideologia comunista não contempla no seu ideário políticoesta forma de criação de riqueza. O problema é que com esta forma de pensar comunista, quem se lixa são os seixalenses, que não tiram proveito dos recursos endógenos que possuem ou que já deveriam ter sido criados.
NS - Se tivesse que eleger um projecto ou obra no concelho, qual elegia?
FG - Elegia a remodelação da Escola Secundária da Amora, obra inserida num vasto programa de modernização de escolas levado a cabo pelo Governo, que permite que hoje, cerca de 1 700 crianças que a frequentam tenham melhores condições de aprendizagem.
Referencio, também, o novo edifício dos Serviços Centrais da Câmara, um investimento privado, mas envolto numa nuvem de falta de transparência.
NS – Assim sendo, concorda plenamente com a sua construção…
FG - Concordo com a sua construção, mas como já tive oportunidade de denunciar desde a primeira hora, ainda em 2007 quando era Deputado Municipal, a fórmula encontrada para a sua construção, não podia ser mais ruinosa para o erário do município.
NS – Nas Sessões de Câmara é evidente o desacordo da bancada PS quanto ao modelo de contrato estabelecido, quer explicar-nos?
FG - É fácil de explicar. O Presidente da Câmara mente à população quando diz que este edifício representa um investimento de trinta milhões de euros, como se
de um investimento municipal se tratasse. O custo da construção do edifício, só é conhecido da empresa que o construiu e estou seguro, que não terá chegado aos vinte milhões de euros. Coisa bem diferente seria se a Câmara Municipal, quisesse comprar actualmente o edifício, e aí teria de pagar um valor, que neste momento, já ultrapassaria os trinta e seis milhões de euros.
O imóvel é da empresa Assimec, grupo A. Silva e Silva, e não do município que não passa de arrendatário, e paga por mês um valor próximo dos 250.000,00 euros. O
valor da renda foi negociado tendo em conta um valor atribuído ao edifício; ora, não
tendo sido consultada nenhuma empresa concorrente que se disponibilizasse para construir o edifício em terreno cedido pela Câmara, o Grupo A.Silva e Silva, impôs o valor que bem quis, pois sabia que nenhuma outra empresa iria concorrer com ele. Os comunistas que falam tanto contra o capital limitaram-se, conscientemente, a favorecer esse capital.
O contrato de arrendamento prevê que a Câmara Municipal no futuro possa vir a comprar o edifício. Mas a que preço?
A um preço ruinoso como passo a explicar. O contrato prevê que o edifício se vá
valorizando anualmente em função do valor anual da inflação, sem que tenha em conta a sua desvalorização com o decorrer dos anos. Dou um exemplo, se a Câmara Municipal quiser ou puder comprar o edifício daqui a cinquenta anos, o seu custo será encontrado multiplicando-se o seu preço calculado em 2006, pelo valor da inflação entretanto ocorrida durante cinquenta anos, ou seja, compra-se como sendo novo
um edifício que terá já cinquenta anos. Onde se viu isto? Só com o Partido Comunista a gerir, se encontram soluções desta natureza.
Na defesa dos interesses dos Seixalenses, é urgente renegociar o clausulado deste contrato delapidador dos recursos financeiros do nosso município.
Os seixalenses devem tomar consciência de que estamos descarada e abertamente, a ser “roubados” com a gestão comunista.
NS – Recentemente, numa das últimas sessões falou que a Câmara isentou a empresa de construção do edifício (ASSIMEC) do pagamento de IMI. O Presidente disse que não é verdade, que a “Câmara não pode isentar”. Poderá esclarecer…
FG- Pois é. O Senhor Presidente da Câmara bem sabe o que está fazer. Sabe que não pode isentar a Assimec do pagamento do IMI, mas na prática, é o que está a fazer; prevê-se no contrato de arrendamento, que o município pague mensalmente à Assimec,
além do valor da renda calculado na base do valor do edifício, um duodécimo mensal do valor do IMI pago pela Assimec anualmente à Câmara. Mais grave e bem demonstrativo
da fraude fiscal praticada, é que o valor pago à Assimec variará no futuro, em função das alterações que venha a sofrer a taxa do IMI, extinguindo-se a obrigação do seu pagamento se, em tese, se viesse a extinguir o referido imposto. Que mais se poderá dizer para todos perceberem que estamos perante um negócio simulado, pelo qual a Câmara Municipal do Seixal, está a isentar de forma ilegal uma empresa de pagar os seus impostos tal como o pagam os outros proprietários deste concelho? Estamos perante a concessão de um benefício fiscal não tipificado na lei.
Chama-se a esta prática favorecimento, e deve revoltar todos os proprietários de imóveis do nosso concelho; o Senhor Presidente da Câmara tem consciência do que está a fazer e por isso, deverá ser responsabilizado financeiramente pelos prejuízos que esta prática gera nos cofres do município.
NS – Sendo a greve um direito dos trabalhadores, porque é que os vereadores do PS, tanto se manifestam sempre que acontece uma greve?
FG – Enquanto não houver liberdade na Câmara Municipal do Seixal, e continuemos a ter conhecimento de práticas de coação sobre os trabalhadores que querem trabalhar, ninguém nos calará. Enquanto membros da Administração da Câmara, temos a obrigação
de procurar garantir, em igualdade, o direito à greve e o direito a trabalhar. Não temos dúvidas nenhumas, que na greve do dia 20 de Setembro houve “lock out” praticado pelos comunistas, que não permitiram que alguns trabalhadores pudessem livremente
ter trabalhado. As comunicações que o sindicato faz ao Presidente da Câmara, onde “pidescamente” informa que trabalhadores fizeram ou quiseram fazer greve, é uma das provas dessa perseguição. Não é por acaso, que anonimamente chegam às mãos dos Vereadores da oposição esses documentos. Não é tolerável ouvir trabalhadores a dizem-nos, terem medo de serem vistos a falar com os Vereadores Socialistas com receio
de sofrerem represálias. A democracia, tarda em chegar aos órgãos autárquicos do Seixal, mas, tudo faremos, para que sejam desmascarados os que se dizem democratas e defensores dos trabalhadores, que continuam a ter práticas ditatoriais tão características dos regimes comunistas. Alguém acredita que façam greve mais de 99% dos trabalhadores do município? Das duas uma, ou há coação, ou há compadrio nas admissões. Direi mesmo que se podem conjugar as duas situações.
Não se admite, que dezenas de trabalhadores gastem dias de férias ou compensações para não irem ao serviço nos dias de greve, e depois, venha o sindicato contabilizá-
los como grevistas, assim como são contabilizados como grevistas os que se encontram
ausentes por doença. Quem faz greve deve ser respeitado, quem não deseja fazer greve, merece o mesmo respeito. Chegámos ao cúmulo, de ouvir um Vereador comunista dizer que os autocarros da Câmara foram cedidos ao sindicato para transportarem funcionários
para manifestações e continuarão a ser cedidos, não sabendo o Senhor Vereador, que
quem gere os bens públicos, se deve comportar de forma equidistante, para que não se diga, que os sindicatos servem os interesses partidários e não os dos trabalhadores.
Olhem para o conceito de liberdade sindical destes senhores, e digam-me se estamos em
Portugal ou em Cuba, para não dizer na Coreia do Norte.
NS - Tem algum comentário a fazer sobre a maneira como o presidente Alfredo Monteiro, dirige os trabalhos nas sessões de Câmara e ou, o modo como trata os munícipes?
FG – O Presidente quando lhe são ditas verdades que lhe são inconvenientes, mostra alguns laivos de “pequeno ditador”. Nada com que os Vereadores Socialistas não estejam já habituados. Quando se apercebeu que comunicávamos com os trabalhadores da Câmara e estes, estavam melhor esclarecidos sobre práticas condenáveis que existiam e existem dentro desta, retirou-nos a conta de email.
Esqueceu-se, que essa medida só foi demonstrativa das suas atitudes antidemocráticas mas, não conseguiu os seus intentos, porque os Vereadores Socialistas, por muito que lhe doa, continuam a comunicar com os trabalhadores e muitos sentem agora, que estamos a seu lado no respeito dos seus direitos. Relativamente à forma como são tratados os munícipes que vão às reuniões públicas da Câmara expor problemas, nem
sempre são correctamente atendidos.
Os comunistas, julgam-se sabedores de verdades absolutas e não convivem bem com quem
tem a ousadia de pensar diferente. Mas isso é um problema do comunismo e não do Presidente em particular.
NS - Acha que ele é o presidente de todos os Seixalenses?
FG - Institucionalmente sim. Mas obviamente, não tenho dúvidas que a maioria da população não se revê nas suas práticas e muito menos na sua ideologia.
NS - O que gostaria de esclarecer e que não foi questionado?
FG – Esclareço, que embora na minha qualidade de político e Vereador seja muito crítico relativamente à gestão comunista no nosso concelho, a título pessoal,
todas as pessoas merecem o meu respeito, mas respeito não significa silêncio.

ASAE investiga listeriose no Seixal

Um caso a seguir com muita atenção, até agora já morreram 13 pessoas e pensa-se que a origem da doença pode estar no nosso concelho, veja a notícia completa aqui.

A Baía do Seixal - 86 anos depois...

Por ocasião das comemorações do centenário da Republica, António Palaio publicou um notavel livro sob o título: O Seixal e os Compadres Republicanos que, muito justamente, evoca as figuras de Alfredo dos Reis Silveira e Joaquim dos Santos Boga, ambos várias vezes Presidentes da Câmara.
Na citada obra, a dado momento, é transcrita uma entrevista do primeiro ao jornal "O Seixalense" em 1924, que não resisto a transcrever:
"- Deseja então ver o futuro do Seixal muito melhorado?
- Naturalmente. sendo filho desta terra, tenho por ela bastante amor, e (vá um pouco de bairrismo) reconheço que tem uma óptima situação, podendo vir a ser uma grande vila no futuro. Tem uma excelente baía obra da natureza, que a ter de se fazer pela mão do homem, custaria milhares de contos. Infelizmente está pouco aproveitada, e muito mal tratada, como o vosso jornal já noutra entrevista tratou."

Podia ser de hoje esta entrevista.

Um concelho eternamente adiado

Acabo de receber este texto que consta da newsletter municipal:

Seixal marca presença no Salão Imobiliário de Lisboa
"Divulgar o projecto da Valorização das Frentes Ribeirinhas é o objectivo da participação do Seixal no SIL 2010 – Salão Imobiliário de Lisboa, que acontece entre 21 e 24 de Outubro, na Feira Internacional de Lisboa – Parque das Nações. Além de ficar a conhecer o Seixal, os visitantes do stande da autarquia vão poder saber mais acerca das intervenções no âmbito das frentes ribeirinhas. A presença nesta edição é também uma forma de promover o desenvolvimento económico do concelho, através da captação de investimento, sobretudo na área do turismo, restauração, hotelaria e comércio local."

Agora comparem lá com esta notícia do Boletim Municipal há exactamente quatro anos: Ligação

Parecido não é?

A verdade é que a recuperação da Baía consta dos programas eleitorais da CDU/PCP desde os anos 80 e ainda nada foi feito (nem vai ser).

É fartar vilanagem

Felizmente há cada vez mais cidadãos atentos ao que se passa no concelho do Seixal e a internet é um poderoso meio de divulgação dos desmandos da maioria comunista na Câmara.
Desta vez é o estranho caso dum parque de estacionamento, na verdade trata-se apenas do arranjo duma esquina abandonada onde foram construídos 32 lugares de estacionamento. Alcatrão e tinta incluída (suponho) a obra custou ao erário público a módica quantia de 60.863,43€ ou seja 1.901€ por cada lugar de estacionamento.
Mais aqui.

ASAE investiga listeriose no Seixal

Um caso a seguir com muita atenção, até agora já morreram 13 pessoas e pensa-se que a origem da doença pode estar no nosso concelho, veja a notícia completa aqui.

Demagogia feita à maneira é como queijo numa ratoeira


A Câmara Municipal do Seixal (CMS) aprovou uma taxa de derrama de 1% para as empresas com um volume de negócios até aos 150.000€.
Naturalmente esta proposta contou com os votos favoráveis dos eleitos Socialistas, até porque tínhamos apresentado uma proposta em tudo idêntica no ano passado, sendo nós apenas um pouco mais ambiciosos, tendo proposto uma taxa reduzida de 75%.
Até aqui tudo bem não fora a atitude dos eleitos comunistas que depois de no ano passado terem apelidado a proposta Socialista de demagógica vêm este ano apresentar a mesma proposta votando-a a favor.
Mas melhor foi o que se passou com o IMI. Também sobre esta matéria os eleitos Socialistas apresentaram uma proposta o ano transacto que visava reduzir em 30% o valor de imposto a pagar pelos imóveis situados nos cascos antigos de Amora, Arrentela, Paio Pires e Seixal. Esta proposta tinha como objectivo incentivar a recuperação e repovoamento destas zonas.
Também com o objectivo de incentivar o mercado de arrendamento e estímulo aos jovens casais e famílias carenciadas propôs o PS a redução em 20% da taxa de IMI praticada no concelho.
Sobre estas questões afirmou o presidente da Câmara que: “reduzir cinquenta ou cem euros não seria a solução e chamando a atenção para o facto de se tratarem de prédios cujo valor patrimonial era muito reduzido, mesmo depois de actualizado.”
Ora nada demagogicamente vem este ano o Sr. presidente da Câmara propor um abaixamento da taxa de IMI de, calculem, 5 milésimas!
Ou seja, cinquenta ou cem euros o ano passado não tinham qualquer importância para o Sr. presidente da Câmara mas já este ano estes dois ou três Euros, estou certo, vão ser apresentados pela propaganda municipal, ao serviço do Partido Comunista, como uma grande ajuda às famílias…
É pois caso para afirmar, tal como na canção: Demagogia feita à maneira é como queijo na ratoeira.
Já vi um ciclo político acabar assim...
Realizou-se mais um Seixal Grafitti a palhaçada custou-nos 6.000€.
Já para os fardamentos de todas as Bandas do concelho este ano só há 4.000€!
São as opções comunistas...

Esta gente é perigosa


No âmbito das comemorações da Revolução Republicana promoveu a Câmara Municipal do Seixal (CMS) uma palestra sobre o tema.
À falta de interessados (o que não admira tendo em conta o que vou descrever a seguir) foram “arrastados” para o local várias centenas de alunos das escolas do concelho.
O primeiro orador foi Aurélio Santos da União dos Resistentes Antifascistas Portugueses, eu devia ter desconfiado que este não era propriamente um especialista na Revolução do 5 de Outubro mas com o meu infinito optimismo dei o benefício da dúvida…
Em má hora o fiz, o chorrilho de disparates foi tanto e de tal quilate que já não ouvi mais ninguém e certamente teriam coisas bem mais interessantes e de certeza mais acertadas para dizer.
Ora vamos lá a ver a coisa foi mais ao menos assim, segundo o Sr. Santos:
O 5 de Outubro não teve a intervenção de ninguém a não ser do Povo anónimo, Maçonaria e Carbonária nem uma palavra, Partidos uma bagunça e os militares fugiram todos.
Aliás aquilo nem era uma República porque as mulheres não podiam votar e os analfabetos também não, ou seja, contextualização histórica – zero.
Mas o melhor ainda estava para vir: a teoria do iceberg. O que deu verdadeiramente cabo da 1.ª República, sempre segundo o Sr. Santos, foi o grande capital (sempre ele) que comunado com as forças da reacção (a ponta do iceberg) conspirou para o derrube do regime e o arrastou para a 1.ª Guerra para dividir entre si os despojos das colónias.
Continuou o Sr. Santos o seu delírio afirmando que tal como a Alemanha também Portugal teve os seus campos de concentração, com a única diferença que por cá ao invés de câmaras de gás existiam uns mosquitos que faziam o trabalho ao picar as pessoas, vindo estas, posteriormente, a morrer (não nos esqueçamos que se falava para crianças entre 12 e 16 anos). Eu conheço o Tarrafal e conheço Auschvitz-Binkernau comparar as duas coisas é grosseiro!
Terminou o ilustre orador afirmando que não se deveria comemorar o centenário da República, pois esta tinha estado interrompida durante a longa noite do fascismo…
E termino eu perguntando quem é que se lembrou de convidar um orador para comemorar o centenário da República que não sabe a diferença entre República e Democracia?
Discreta mas eficazmente os eleitos do PS na Assembleia de Freguesia de Amora têm vindo a realizar um excelente trabalho, conheça os pormenores no Blog: Eleito por Amora.

Bandeira Verde

A Associação Nacional de Famílias Numerosas instituiu um prémio que visa distinguir os municípios que mais se distinguem na ajuda às famílias.
Naturalmente o Seixal não constava desta lista, já que não tomou nenhuma medida que visasse ajudar este tipo de famílias.
Alias do Distrito de Setúbal, apenas a Câmara do Montijo (de maioria Socialista) foi distinguida com o galardão.

Carta aberta aos colaboradores da CMS

Caro(a) Colaborador(a) da CMS,

No passado dia 13 a CMS deu um passo decisivo na sua modernização, transferindo todos os seus serviços centrais para um único e moderno edifício.
É conhecida a nossa oposição ao modelo de negócio encontrado para construir este imóvel que, sem acautelar as mais básicas regras da concorrência, nos condena a pagar uma renda mensal que ultrapassa os 200.000€ (duzentos mil euros).
No entanto, neste momento esta é uma realidade consolidada pelo que aguardamos que, ultrapassados alguns exageros iniciais, se encontre o ponto de equilíbrio necessário para que todos possam circular e sentir-se confortáveis no seu novo local de trabalho.
Desejamos também que o esforço financeiro realizado com a construção não inviabilize o investimento necessário na criação de condições de trabalho para todos vós, nomeadamente no que respeita à higiene e segurança no trabalho, meios de comunicação e equipamentos informáticos.
Por último esperamos que esta modernização se estenda uniformemente por todos, e em especial às suas mentalidades, que o novo edifício traga um claro clima de fraternidade e igualdade, com uma maior liberdade, acompanhando os sinais do tempo.
É que uma das condições do sucesso duma organização é que todos possam exprimir-se livremente, e que a informação flua rápida e naturalmente horizontal e verticalmente.
Porque está marcada uma greve para a próxima segunda-feira, e a greve é um direito, não uma obrigação, esperamos que o tempo da intimidação e do abuso dos selos nas portas tenha também terminado.
A bem da verdade e do rigor se desejar trabalhar saiba que é tão responsável pelas instalações como em qualquer outro dia e que ninguém o pode importunar se for esse o seu desejo, a única função do piquete é informar, desejamos que a cumpra.
Obrigado pela atenção dispensada e à sua disposição para o que entender, somos os,

Vereadores Socialistas na CMS

A arte de dizer uma coisa e o seu contrário sem que os outros percebam não é política

Como já é publico apoio o candidato Luís Ferreira para presidente da federação distrital de Setúbal do PS, esta é a minha declaração de interesses.
Tal decisão muito se deve a pensar que a politica deve ser rejuvenescia, de caras, porque não? Mas principalmente no modo da fazer.
Vem isto a propósito da entrevista que, o também candidato Vítor Ramalho, dá esta semana ao jornal do Seixal e que pode consultar aqui.
Diz, a determinado momento, Vítor Ramalho enaltecendo os investimentos do Governo no distrito : “O projecto do arco ribeirinho Sul, que é uma obra de grande envergadura e que irá permitir requalificar a zona ribeirinha de vários concelhos.”
Até aqui tudo bem, não fora mais à frente, na mesma entrevista, afirmar também Vítor Ramalho: “Agora há uma quebra significativa na procura na construção, há casas a mais, ninguém compra, por isso queixam-se. Foi por isso que eu me opus a que fossem desafectados à Siderurgia Nacional mais uma vasta área para a construção no Seixal. Muita gente criticou-me na altura mas agora – tarde – reconhecem que tinha razão.”
A este propósito impõem-se dois esclarecimentos, primeiro que dos 7 eleitos do PS que votaram a favor do projecto ainda nenhum assumiu, que me conste, que mudou de opinião. Quanto aos três que votaram na altura contra já o mesmo não se pode dizer.
Segundo, e mais importante, relembre-se que o projecto do Arco Ribeirinho Sul e o projecto da Siderurgia são, no que ao Seixal diz respeito, exactamente a mesma coisa!
Ora é justamente contra esta forma, ultrapassada e que tanta má imagem tem trazido aos políticos que me rebelo, como é possível numa mesma entrevista, afirmar uma coisa e o seu contrário?
Ou o projecto do Arco Ribeirinho Sul é bom ou não é. Agora não podemos é pelo simples facto de lhe mudar o nome mudar também a nossa opinião.
Por fim gostava de deixar uma questão em aberto, na área da siderurgia nacional 20% do território destina-se a habitação, estando previstos para o local prédios de três andares no máximo. Os restantes 80% do território ocupado pela ex-siderurgia nacional destinam-se à ocupação industrial. Algumas vozes Socialistas, poucas, mostram-se contra este projecto. Já para o espaço da antiga Lisnave está previsto uma ocupação a 100% com habitação e serviços, em construção em altura e ainda não ouvi uma única voz em sentido contrário…

11 de Setembro

Chega com quase uma semana de atraso mas ainda não é tarde para aqui transcrever o sms que mão amiga me enviou no passado dia 11.

"Faz hoje anos que o Quarto Cavaleiro do Apocalipse saiu à rua cavalgando desabridamente a ignominia. Primeiro em Santiago do Chile (chove sempre em Santiago a 11 de Setembro) quando os que se diziam paladinos da democracia a mataram, quando “mataram” Allende e muitos, muitos mais cuja culpa era existirem. Depois (que ironia) em Nova Iorque quando a besta louca do fanatismo falou mais alto (deus me livre dos que matam em seu nome) e mudou o mundo para pior, matando em nome de um deus (necessariamente menor) que, estou certo, é, na sua essência, bom…
Hoje, 11 de Setembro, chove sempre em Santiago e Nova Iorque."

Uns fazem outros falam…

Já muitas vezes afirmei que a Câmara Municipal do Seixal (CMS) faz do embuste a sua arma de combate político. Na realidade, através duma aprimorada (e cara) máquina de propaganda a CMS quer-nos fazer crer que tudo o que de bom se faz no Seixal é da sua responsabilidade e que tudo o que falta fazer é da responsabilidade do Governo Central.
Vem isto a propósito do último número da revista Metrópoles (revista da área metropolitana de Lisboa) que escolheu como tema de capa: Mobilidade e Transportes na Área Metropolitana de Lisboa.
Vários municípios foram convidados a participar, a Câmara Municipal de Almada fala-nos do novo Flexibus (miniautocarros eléctricos destinados a circular nas áreas antigas) que foram inaugurados com um mês de utilização gratuita. A Câmara do Barreiro traz-nos sete projectos diferentes na área da mobilidade de que destaco a rede de percursos cicláveis e o projecto linha Azul (uma espécie de táxi colectivo mas com horário e percurso fixos).
A Câmara de Lisboa mostra-nos os projectos Lisboa porta-a-porta (transporte gratuito para pessoas com deficiência e crianças) e o projecto Pedibus, que cria percursos pedonais de acesso às escolas.
A Câmara de Loures por sua vez destaca o projecto rodinhas (mini-bus que fazem a articulação intermodal e asseguram as deslocações de proximidade) e também o projecto a pé para a escola.
Também com as características de servir as populações sénior e jovem nas suas deslocações, em especial nas zonas antigas (retirando daí o automóvel) e assegurar o acesso aos equipamentos de utilização colectiva surge-nos o projecto linha azul da Câmara de Odivelas.
Já com o objectivo expresso de complementar a oferta de transporte colectivo existente foi criado em Oeiras o Oeiras Combus, projecto que a Câmara de Oeiras destaca.
Por fim a Câmara do Seixal, pela voz do seu Vereador Joaquim Santos, não nos fala de nenhum projecto (até porque não os tem), mas brinda-nos com a sua foto (caso único na revista) e um artigo sob o título: O passe social deve ser alargado a todos os operadores da AML e não limitar-se às deslocações pendulares casa/trabalho.

SOBRE A INAUGURAÇÃO DO NOVO EDÍFICIO DOS SERVIÇOS CENTRAIS DA CÂMARA MUNICIPAL DO SEIXAL

Nos últimos dias, têm vindo a ser publicadas na imprensa, várias notícias acerca da futura inauguração do novo edifício dos serviços centrais da Câmara Municipal do Seixal.
Para além do destaque à inegável melhoria do serviço público prestado, que acontece com pelo menos 20 anos de atraso, cumpre efectuar algumas precisões ao que tem vindo a ser escrito, a bem da verdade dos factos.
Na realidade o investimento efectuado é da ordem dos trinta milhões de euros mas efectuado pela sociedade privada que construiu o imóvel, ou seja, de investimento público neste projecto existe zero!
Na realidade neste momento se a CMS desejasse adquirir o edifício teria de pagar não trinta mas sim trinta e seis milhões de Euros!
Quanto ao valor da renda a pagar relembre-se que aquando da aprovação deste projecto se falava em 150.000€ mensais mas que neste momento esse valor já ascende a mais de 200.000€ mês.
Mas mais, ao contrário do que já foi escrito este contrato incluiu uma opção de compra sim, mas sem que o valor das rendas já pagas seja deduzido ao valor de aquisição, o que como se sabe contraria a prática comum.
É por isso aliás que o PS tem vindo a afirmar que este contrato põe em causa o princípio de solidariedade inter-geracional que deve presidir à boa gestão das finanças públicas.
E é também pela grandeza dos números envolvidos que o PS estranha que não tenha existido um concurso público internacional para a construção deste edifício, antes se optando pela negociação directa com uma única entidade.
Registe-se ainda que é lamentável que por erro do projecto inicial, que não previa estacionamento no local, se tenha posteriormente optado pela construção dum parque de estacionamento nas traseiras do edifício, o que obrigará os utentes do mesmo ao um longo “passeio” à volta do mesmo, sem que disponham de qualquer abrigo.
Uma última palavra para o Sr. Presidente da Câmara, que afirmou que este não é um edifício luxuoso mas sim sóbrio e bonito, não deixa de ser irónica, e diria até afrontosa tendo o momento de crise que se vive, a aquisição duma única tapeçaria, por mais de cem mil euros, para decorar o salão nobre.

Luís Ferreira no Seixal, Quinta-feira, 21h, Pavilhão do Alto do Moinho

Estimado(a) camarada,

No próximo mês de Outubro, os militantes socialistas do distrito vão ser chamados a escolher os dirigentes federativos para o próximo biénio, numa decisão que assume uma particular importância devido à conjuntura política e social que nos encontramos a atravessar. Face aos resultados globalmente decepcionantes registados nas últimas autárquicas, estas eleições internas representam, de igual modo, uma oportunidade única para começarmos a inverter o ciclo de hegemonia do PCP que, ao longo das últimas décadas, se tem revelado prejudicial para as aspirações desta região.
Candidato-me a Presidente da Federação com um programa que visa a modernização do Partido, suportado por uma equipa que nos dá garantias sólidas de sucesso no trabalho que pretendemos desenvolver. Acreditamos que é possível mudar de rumo e imprimir uma nova dinâmica que, a médio prazo, nos afirme como a principal força partidária do Distrito.
Para que tal aconteça, é indispensável que se comece a construir um modelo de desenvolvimento económico e social que nos permita contrariar a tendência que tem transformado muitas das nossas cidades em subúrbios indiferenciados. No domínio do ordenamento do território, da democracia participativa ou da criação de novos pólos de investimento, o PS tem que ser capaz de apresentar propostas alternativas e inovadoras.
No caso concreto do Seixal, a Federação deve também procurar contribuir para a resolução de muitos dos problemas que têm vindo a dificultar a afirmação do projecto do PS. Neste domínio, temos que ser claros. A escolha dos candidatos às últimas legislativas foi altamente prejudicial para as expectativas da população residente naquele que já o maior concelho da Península de Setúbal. Não é compreensível que se tenha instalado no Seixal um défice de representatividade que, em matérias tão importantes como a construção do novo hospital ou a estruturação da rede viária, não permite que os reais interesses dos seus habitantes sejam devidamente acautelados. Connosco, esta situação vai ter mesmo que mudar.
No dia 9 de Setembro, pelas 21h30, vou estar no Pavilhão Municipal do Alto do Moinho, em Corroios, para apresentar, conjuntamente com o mandatário da candidatura José Manuel Torres Couto e o camarada Samuel Cruz, a moção “Afirmar o Futuro”.
Juntos, vamos voltar a acreditar na vitória.
Aceite as minhas saudações socialistas,

Luís Ferreira

Os trabalhos do operário Lula

Lula, que não entende de sociologia, levou 32 milhões de miseráveis e pobres à condição de consumidores; que não entende de economia, pagou as contas de FHC, zerou a dívida com o FMI e ainda empresta algum aos ricos.

Lula, o "analfabeto", que não entende de educação, criou mais escolas e universidades que seus antecessores juntos, e ainda criou o PRÓ-UNI, que leva o filho do pobre à universidade.
Lula, que não entende de finanças nem de contas públicas, elevou o salário mínimo de 64 para mais de 200 dólares e não quebrou a previdência como queria FHC.
Lula, que não entende de psicologia, levantou o moral da nação e disse que o Brasil está melhor que o mundo.
Embora o PIG - Partido da Imprensa Golpista, que entende de tudo, diga que não.
Lula, que não entende de engenharia, nem de mecânica, nem de nada, reabilitou o Proálcool, acreditou no biodiesel e levou o país à liderança mundial de combustíveis renováveis.
Lula, que não entende de política, mudou os paradigmas mundiais e colocou o Brasil na liderança dos países emergentes, passou a ser respeitado e enterrou o G-8.
Lula, que não entende de política externa nem de conciliação, pois foi sindicalista brucutu, mandou às favas a ALCA, olhou para os parceiros do sul, especialmente para os vizinhos da América Latina, onde exerce liderança absoluta sem ser imperialista.. Tem fácil trânsito junto a Chaves, Fidel, Obama, Evo etc. Bobo que é, cedeu a tudo e a todos .
Lula, que não entende de mulher nem de negro,
colocou o primeiro negro no Supremo (desmoralizado por brancos), uma mulher no cargo de primeira ministra, e pode fazê-la sua sucessora.
Lula, que não entende de etiqueta, sentou - se ao lado da rainha e afrontou nossa fidalguia branca de lentes azuis.
Lula, que não entende de desenvolvimento, nunca ouviu falar de Keynes, criou o PAC, antes mesmo que o mundo inteiro dissesse que é hora de o Estado investir, e hoje o PAC é um amortecedor da crise.
Lula, que não entende de crise, mandou baixar o IPI e levou a indústria automobilística a bater recorde no trimestre.
Lula, que não entende de português nem de outra língua, tem fluência entre os líderes mundiais, é respeitado e citado entre as pessoas mais poderosas e influentes no mundo atual.
Lula, que não entende de respeito a seus pares, pois é um brucutu, já tinha empatia e relação dire C ta com Bush - notada até pela imprensa americana - e agora tem a mesma empatia com Obama.
Lula, que não entende nada de sindicato, pois era apenas um agitador, é amigo do tal John Sweeny e entra na Casa Branca com credencial de negociador, lá, nos "States".
Lula, que não entende de geografia, pois não sabe interpretar um mapa, é ator da mudança geopolítica das Américas.
Lula, que não entende nada de diplomacia internacional, pois nunca estará preparado, age com sabedoria em todas as frentes e se torna interlocutor universal.
Lula, que não entende nada de história, pois é apenas um locutor de bravatas, faz história e será lembrado por um grande legado, dentro e fora do Brasil.
Lula, que não entende nada de conflitos armados nem de guerra, pois é um pacifista ingênuo, já é cotado pelos palestinos para dialogar com Israel.
Lula, que não entende nada de nada, é melhor que todos os outros.
Alem de receber o premio de estadista GLOBAL

As contas que o Presidente da CMS não sabe fazer

Repetidas vezes os responsáveis da CMS afirmam que no Seixal e em Setúbal não existe investimento do Governo. Esta afirmação só se pode dever a um desconhecimento crasso ou a notória má-fé. Aqui fica um exemplo:

EP (Estradas de Portugal) Investe 11 milhões na conservação da Rede Rodoviária do distrito de Setúbal

A Estradas de Portugal assinou no passado dia 4 de Agosto com a empresa INTEVIAL, S.A., o Contrato de Conservação Corrente para o triénio 2010 – 2013 no valor de 11 milhões de euros.
Este contrato visa a realização de trabalhos de manutenção e conservação dos cerca de 800 quilómetros de vias e das 332 pontes, viadutos e outras travessias que constituem a rede rodoviária a cargo da Estradas de Portugal no distrito de Setúbal

Uma mentira repetida muitas vezes

Uma mentira repetida muitas vezes torna-se verdade, diz o Povo e com razão.
Vem isto a propósito de ter ouvido várias vezes nos últimos tempos, dizer que o Estado cortou 25% nas receitas das autarquias.
Uma dessas vezes o dislate foi mesmo proferido por um funcionário da JF da Arrentela, perante uma utente que reclamava por pagar uma certidão que antes não se pagava, tentando justificar o facto.
Outra vez foi uma colega minha Vereadora que o "sussurrou" durante a reunião de Câmara.
Confesso que lido mal com a mentira e perante tal insistência e convicção dos boateiros, supus mesmo que me tivesse passado algum facto ao lado!
Aproveitei então a presença do responsável financeiro do município na sessão de Câmara para o questionar, que sim, no âmbito do PEC existiram cortes no orçamento municipal, cortes esses que não chegam ao um por cento.
Ora de menos de um por cento para 25% vai uma diferença de 24 pontos, só me ocorre dizer uma coisa:
QUE GRANDES MENTIROSOS!

Regresso de férias

Regresso de férias, passagem de olhos pelo clipping, primeira notícia do Seixal:
Ferido grave em guerra de gangues, leia aqui.
A outra notícia era do Benfica...
Percebem porque é que me indigno quando responsáveis políticos, e não só, dizem que a insegurança não é um problema no concelho?
Mais, no espaço de um mês assisti, da janela do meu escritório, a dois roubos por esticão, a idosos.
O Seixal é um sítio seguro apenas para burocratas que não saem dos seus gabinetes e nos condenam a viver assim!

Discursso de apresentação de Luís Ferreira a Presidente da Federação Distrital de Setúbal

Consulte em www.luisferreira2010.net

- Boa noite camaradas. Quero começar por agradecer a vossa presença, numa noite que se reveste de uma importância muito especial para o nosso Partido, no Distrito de Setúbal.
- Esta é a altura decisiva em que temos que nos unir em torno do objectivo comum de salvaguardar os valores essenciais que constituem o nosso património histórico. Espero, sinceramente, que a campanha que agora se inicia seja esclarecedora, e que o debate seja proveitoso para todos.
- Perante tantos rostos amigos e solidários não posso, nem quero, individualizar ninguém em particular. No entanto, faço questão de deixar aqui o testemunho público de agradecimento a tanta gente
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que, ao longo dos últimos anos, nos tem ajudado a levar o partido para a frente e a voltarmos a ter esperança no futuro.
- Ontem, tive uma reunião com uma das Secções do Distrito, e um dos aspectos que mais foi salientado pelos nossos camaradas foi precisamente esta carga afectiva e fraterna que não podemos deixar desaparecer do nosso seio. É aqui, nesta casa, que tenho muitos dos meus amigos e companheiros de tantas batalhas. Gente solidária até aos ossos. Que não trai, que não vira a cara à luta e que acredita que é possível melhorar a vida de quem nos rodeia, sem pedir nada em troca.
- Este é o momento em que começo a pagar a dívida de gratidão que tenho para com tantos de vós. Como devem calcular, não podia recusar o desafio que me foi lançado por centenas de militantes de todo o distrito, e estou aqui, nesta noite, para apresentar a minha candidatura à Federação Distrital de Setúbal.
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- Quero que fique muito claro, desde já, que esta candidatura reúne todas as condições para ser claramente ganhadora. Para aqueles que me conhecem, não há aqui jogos tácticos, não há aqui cedências no domínio dos princípios ou qualquer desejo de protagonismo.
- Acredito que vamos sair vencedores das eleições do próximo mês de Outubro, porque temos um projecto claro para o Partido e uma equipa dinâmica para o afirmar. Vamos ganhar porque temos razão. Mas não só. Vamos ganhar porque todos sabemos que o futuro não pode continuar a ser permanentemente adiado.
- Ao longo das últimas semanas, tenho vindo a contactar com centenas de militantes socialistas, e é para todos evidente a existência de um forte desejo de mudança nas pessoas que contactámos. Espero estar à altura da confiança que em mim foi depositada para representar aqueles que acham que o PS tem que, rapidamente, conseguir afirmar-se como a principal referência de
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esquerda nas autarquias da região. Já o afirmei na carta que enviei aos militantes, e quero aqui voltar a reiterar o meu compromisso público: acredito ser possível fazer com que a maioria das nossas Câmaras passem a ser governadas pelo PS.
- Podia refugiar-me na crítica fácil ao estado em que o Partido se encontra no Distrito, mas entendo que todos temos um dever de solidariedade e de respeito para com os nossos camaradas da direcção federativa que, ao longo dos últimos quatro anos, deram o seu melhor para que o PS conseguisse alcançar as vitórias que há tanto tempo ambicionamos. No entanto, os resultados eleitorais não enganam, e todos reconhecemos que este é o momento em que precisamos de abrir novos horizontes e novas janelas de esperança.
- Pela minha parte, quero que saibam que tudo farei para que consigamos inverter este panorama pouco animador e voltar a merecer a confiança dos nossos concidadãos. Até ao limite das
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minhas forças e energias, lutarei para afirmar os princípios e valores que nos levaram, a todos, a aderir ao Partido Socialista. Sei que posso contar com a vossa ajuda e apoio para conseguirmos vencer os enormes desafios que temos pela frente.
- Este é também o momento em que o PS tem que mudar de rumo no Distrito de Setúbal. Não é aceitável que o coração do nosso Partido, as Secções e as Concelhias, continuem por muito mais tempo sem receberem os apoios indispensáveis à sua actividade quotidiana. Quem percorre o Distrito de uma ponta à outra encontra muitos dos nossos camaradas desmotivados, porque não dispõem dos meios adequados para travar um combate directo com o PCP, que canaliza para aqui, para este Distrito, muitos dos seus recursos financeiros e humanos.
- Acredito que o Distrito de Setúbal não está condenado a ser governado pelo PCP, mas sei que para que isso não continue a
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acontecer temos que reestruturar profundamente os nossos métodos de trabalho e organização.
- É fundamental estabelecermos um modelo de financiamento que assegure às estruturas locais um patamar mínimo de funcionamento. Enquanto fui Presidente da Concelhia do Barreiro, conseguimos criar um conjunto de mecanismos de financiamento que nos permitem, ainda hoje, ter um orçamento anual de algumas dezenas de milhares de euros. E isto foi também conseguido através da responsabilização dos nossos camaradas que são eleitos para cargos autárquicos, ou de âmbito nacional, e que têm a responsabilidade, evidente, de ajudar o nosso Partido a progredir em cada Concelho.
- No entanto, quero que todos reflictamos sobre a forma como a estrutura do Largo do Rato tem acabado por tratar as Concelhias e as Secções. Não me parece viável que continuemos com uma forma de intervenção política que investe milhões de euros nos
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períodos das campanhas eleitorais, muitas das vezes com resultados altamente questionáveis, e que não olha, com a devida atenção, para que o se está a passar ao nível da militância de base. Não podemos perder aquele que deve ser o centro da acção partidária, dado que esta é a única forma através da qual acredito ser possível promovermos uma maior aproximação dos nossos concidadãos.
- Entre uma campanha de outdoors ou um spot televisivo a que ninguém dá grande atenção, e uma aposta séria na requalificação das nossas sedes e no seu apetrechamento informático, não tenho grandes dúvidas sobre o caminho que devemos trilhar. Não faz grande sentido que, neste Distrito, em treze Concelhias, apenas quatro tenham um site em funcionamento, quando seria muito fácil ao Partido disponibilizar uma plataforma que gerasse automaticamente uma rede de sites. Aliás, isso já acontece na Juventude Socialista, e não vejo por que razão continuamos com este problema básico, à espera de uma solução básica.
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- Entendo que cabe ao Presidente da Federação, e ao seu Secretariado, um papel essencial na reforma do funcionamento do Partido a nível local. Mais do que discutirmos a metafísica da globalização, ou os valores da esquerda moderna, cabe-nos, enquanto dirigentes partidários, o dever de apresentar, junto da direcção nacional, aquelas que são as enormes dificuldades por que passam muitas das nossas estruturas locais.
- Se queremos atrair novos militantes e formar novos quadros políticos, temos que lhes dar as condições mínimas para trabalhar. Há uns anos atrás, lembro-me de ter que reunir com os nossos autarcas num café, uma vez que nem sede tínhamos para realizar esse tipo de reuniões. Isto é inconcebível e inaceitável.
- Por outro lado, não me resigno a que não se invista seriamente na formação política dos nossos autarcas e jovens militantes. Nos últimos quatro anos, penso que foram feitas duas ou três acções
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deste género em todo o Distrito, enquanto que, em apenas dois anos, no Barreiro, fizemos mais de 10 sessões de formação autárquica, que obedeciam a uma estratégia clara, e abarcavam as mais diversas áreas. Temos que colocar um ponto final nesta perversão, que faz com que muitos dos nossos autarcas, após as eleições, acabem por ser quase que abandonados à sua sorte. Temos que ser solidários com quem trabalha e, sobretudo, devemos apostar na continuidade das equipas eleitas.
- Não devemos continuar a desperdiçar o enorme capital humano que temos ao nosso dispor, em todos os Concelhos do Distrito. É praticamente uma inevitabilidade que todas as moções de orientação estratégica venham a incluir um ponto relativo à formação de uma rede de gabinetes de estudo, que faça incidir a sua acção sobre um conjunto de áreas específicas. Porém, o problema que temos pela frente não passa apenas pela criação destas estruturas no papel. Há que dar aos nossos camaradas condições para trabalharem, e evitar que, em muitos dos casos, se
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faça apenas uma reunião de trabalho, sem que se dê continuidade aos trabalhos iniciados.
- Como alguns de vocês sabem, gosto de apresentar moções de orientação bastante detalhadas. Faço isso porque quero que a minha acção, no decurso de cada mandato, seja devidamente escrutinada por todos os militantes. Prestar contas não se resume ao auto-elogio em torno de um trabalho que não se fez. Cada ponto da moção que vamos apresentar vai ter uma correspondência directa com a realidade do trabalho que vamos desenvolver. Caso contrário, tirarei daí as devidas ilações e, se vier a ser eleito Presidente da Federação, considerarei que não tenho condições para me recandidatar.
- Nós sempre defendemos um partido de proximidade e a assumpção clara de compromissos. E, já agora, a esse propósito, quero desde já assumir que sou um acérrimo defensor das primárias como método de escolha dos candidatos a todas as
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eleições. São os militantes do Distrito, e de cada Concelho, que sabem quem são aqueles que estão em melhores condições para nos representar junto das populações. Não aceitarei que estas escolhas sejam feitas em círculo fechado e, frequentemente, ao arrepio daqueles que são os patamares mínimos de bom senso. Custa-me a perceber que o Concelho do Seixal, ou o Litoral Alentejano, não tenham tido, nas últimas legislativas, um lugar nos dez primeiros das listas que apresentámos. Não entendo e não aceito estas opções.
- Nesses locais, temos pessoas com imensa capacidade, e a própria realidade de todos esses Concelhos exigia um outro tipo de comportamento e atitude. Caso seja eleito Presidente da Federação, também aqui as coisas vão ter que mudar.
- Não podemos acusar a CDU de falta de participação da população nas escolhas decisivas de cada Concelho, sem internamente mudarmos o nosso modo de actuação. A esse
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respeito, defendo há alguns anos que temos que ter a capacidade de reinventar a democracia, introduzindo novos mecanismos de participação, como os referendos locais ou os orçamentos participativos. A Federação de Setúbal tem que ter, a este respeito, uma posição que não suscite qualquer tipo de dúvidas.
- E é também por isso que me parece ser essencial definirmos um projecto autárquico que, respeitando as diferenças próprias de cada um dos concelhos, constitua a nossa imagem de marca no Distrito. A este respeito, entendo que não tem sido feita a devida divulgação do trabalho que tem sido desenvolvido nas câmaras em que lideramos os executivos municipais, como é o caso do Montijo, Alcácer ou Grândola. Ainda muito recentemente, desloquei-me ao Montijo e, ao dar um simples passeio pela sua zona ribeirinha, voltei a constatar o excelente trabalho que está a ser desenvolvido pela camarada Amélia Antunes.
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- No distrito de Setúbal, temos obra para apresentar, e fazemos muito diferente, para melhor, do que a CDU. Provavelmente, não temos tido é a capacidade para divulgar este trabalho e afirmar um projecto de clara diferença com o desgoverno que tem caracterizado a actuação de muitas das câmaras lideradas pelo PCP.
- Para ganharmos de forma evidente as próximas autárquicas temos que começar, desde já, a debater conceitos tão importantes como a participação, as políticas sociais, o carácter estratégico da cultura, o modelo de desenvolvimento económico e o próprio ordenamento do território.
- Todos temos consciência dos problemas graves que se vivem em várias zonas do Distrito. Nas últimas décadas, sofremos um processo de desindustrialização acelerado, sem que tivesse existido a capacidade de criar mais emprego ou fixar novas empresas no Distrito.
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- Esse é um dos dramas que temos pela frente. Grande parte das pessoas que residem na Península de Setúbal trabalha em Lisboa e consome uma parte considerável das suas vidas nas filas de trânsito para chegar ao seu local de trabalho. E isto cria um fenómeno de desenraizamento que nos tem criado múltiplos problemas no modelo de desenvolvimento da própria Área Metropolitana de Lisboa.
- É por isso que os investimentos públicos que se encontram previstos pelo Governo assumem um carácter de tão grande importância. E, já agora, deixem-me sublinhar que, ao contrário do que alguns dizem, este não é um favor que nos estão a fazer. Este Distrito contribuiu, durante várias décadas, para a criação de riqueza a nível nacional, tendo como retribuição, muitas das vezes, graves problemas ambientais e sociais que ainda estão por resolver em toda a sua dimensão.
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- Como é evidente, estamos conscientes do contexto de crise económica em que vivemos e das fortes restrições financeiras que existem. No entanto, que ninguém espere que deixemos de defender a construção do novo Aeroporto de Lisboa, da Terceira Travessia do Tejo ou da Plataforma Logística do Poceirão. Até porque estes são investimentos essenciais para a própria recuperação económica do País e têm um impacto muito positivo, não só na criação de empregos, mas também na própria revitalização do tecido empresarial.
- O que não podemos continuar a ter é esta maldição que se abateu sobre todos nós e que faz com que muitas das Câmaras comunistas tenham como único objectivo dar vazão à especulação imobiliária. Quem visita algumas das freguesias e bairros do Distrito rapidamente percebe do que estamos a falar.
- Que qualidade de vida pode ter quem não tem ao seu redor um único espaço verde e em que a altura dos prédios e a exiguidade
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das ruas chega a tapar a luz do sul? Não podemos continuar por este caminho suicida. O nosso parque habitacional é manifestamente superior à procura existente. Estamos saturados de edifícios sem qualquer qualidade arquitectónica e em que as habitações são exíguas.
- Enquanto isto se passa, grande parte dos nossos centros históricos e zonas ribeirinhas continua por reabilitar e explorar. Tenho este defeito de fabrico de insistir em ter esperança no futuro e vejo com muito agrado o projecto que está a ser desenvolvido pelo camarada Fonseca Ferreira à frente do Arco Ribeirinho. O caminho que devemos trilhar é precisamente esse. Temos que assegurar que, nos espaços urbanos, convivam múltiplas valências, como a habitação, o emprego e as áreas de lazer. Temos que aproveitar esta oportunidade para começar a dar a volta a isto, e a Federação deve iniciar um debate sério em torno destas matérias.
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- Às vezes, acabamos por nos esquecer do que está verdadeiramente em causa na política e na actividade partidária. Mais do que os jogos de bastidores ou os interesses pessoais, o que verdadeiramente está importa é conseguirmos transformar a realidade que nos rodeia, é termos a capacidade de dar resposta aos problemas das populações. Para nós, esse é o único objectivo que nos move: servir o interesse público, dar esperança a quem desespera, ajudar quem sofre a superar as suas dificuldades.
- Neste momento de crise económica e social, quero também aproveitar esta oportunidade para fazer uma referência a todos aqueles que sofrem a tormenta do desemprego e que vivem sobre o espectro inquietante da pobreza. Doa a quem doer, eu não me conformo com a existência de 150 mil pessoas no Distrito a viverem no limiar da pobreza. Não contem comigo para ocultar esta realidade e deixar de estender a mão a muitos destes cidadãos que não têm voz e não têm quem os defenda.
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- Todos reconhecemos os progressos que, neste domínio, foram feitos no Governo liderado pelo nosso camarada José Sócrates, mas temos também a consciência de que vivemos tempos difíceis para muita gente, pessoas a quem não devemos, nem podemos, virar as costas.
- Era o que faltava vir agora o PSD dar-nos lições de modernidade e colocar em causa muitos dos nossos direitos fundamentais. Ser-se moderno não é caucionar a miséria, a precariedade no emprego, ou negar aos portugueses o acesso à saúde. Não contem com o Partido Socialista para fazer regressar o País à realidade social que marcou grande parte do século XX. Nós sabemos que a exclusão social é boa para alguns fazerem uns negócios. Mas sabemos também que os portugueses não se vão deixar enganar por quem assim pensa.
- Ao longo desta campanha eleitoral, não deixarei de fazer referência - e de alertar - para o aumento preocupante que se tem
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registado nos números do desemprego na região, ou para a forma como a exclusão social está a atingir os grupos sociais mais frágeis, como os idosos e as crianças.
- Se me permitem uma nota mais pessoal, tenho ainda presente o dia em que decidi entrar para o Partido Socialista. Há quase 20 anos atrás, lembro-me de estar em casa a ler um livro e ter sido atingido por uma frase que, provavelmente, terá mudado a minha vida. A propósito da felicidade, um autor que infelizmente anda um pouco esquecido, Albert Camus, escreveu que “a miséria impediu-me de acreditar que tudo está bem debaixo do sol e na história”. Camaradas, não podemos perder a nossa alma. O centro da acção política tem que estar no combate à exclusão social e à pobreza.
- As coisas aqui são simples. Felizmente, não há muito que enganar. Os campos nesta área estão delimitados há muito. Vejam só este exemplo paradigmático: bastou que o PSD começasse a
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subir nas sondagens, para que se sentisse de novo à vontade para insistir na ortodoxia neoliberal que nos levou ao desastre que estamos a viver.
- Todos temos consciência de que se avizinham tempos muito difíceis. A médio prazo, o País pode vir a ser confrontado com um cenário de instabilidade política que, se assim for, agravará, ainda mais, a crise que estamos a atravessar. Nesse sentido, é essencial termos a consciência de que o combate das Presidenciais é fundamental para a consolidação do nosso projecto. Em caso de reeleição do actual Presidente da República, já todos percebemos que a situação política se vai complicar consideravelmente.
- Eu percebo e aceito que, num partido democrático, se coloquem objecções às escolhas que são feitas. Isso é saudável e é aí que radica a liberdade individual. O que não me parece ser aceitável é que dirigentes, com enormes responsabilidades na estrutura do
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partido, queiram transformar estas eleições num ajuste de contas com o passado.
- Para que seja evidente aquilo que estou a dizer, o nosso apoio ao camarada Manuel Alegre será inequívoco. Nós, socialistas, não abandonamos, a meio de um combate, quem dá a cara por nós. Isto chama-se solidariedade. Como alguém refere muitas vezes, e pratica muito pouco, este é que é o verdadeiro sentimento de pertença ao Partido.
- Ainda todos nos lembramos do desastre que foi - e está a ser - o cavaquismo em Portugal. Tenho ainda muito presente as cargas policiais que atingiram todos aqueles que se queriam manifestar nas décadas de 80 e 90. Já alguém se esqueceu dos milhões de euros que foram desperdiçados em detrimento do desenvolvimento económico do País? Nós temos memória. E, mesmo que isso possa não agradar a alguns, vamos marcar presença na campanha das próximas presidenciais. Aqui, ninguém vira a cara à luta.
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- Sei que há traços que são comuns a muitas das pessoas que nos apoiam em todo o distrito: A determinação. A coragem de mudar. O desejo de melhorar a vida daqueles que sofrem. A solidariedade de quem apoia, sem esperar nada em troca.
- Perguntem-me agora se eu acho que vamos ganhar. E eu respondo-vos que temos que ganhar as próximas eleições para a Federação. É fundamental recuperarmos rapidamente os cinquenta mil votos que perdemos nas últimas legislativas. O Distrito precisa que nos afirmemos como principal força autárquica na região.
- Acredito que é possível mudar. Estou certo de que o futuro começou hoje, aqui. Não tenho uma única dúvida de que, em Outubro próximo, vamos ter uma boa surpresa.
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- No entanto, todos sabemos que não existem homens isolados ou providenciais. Nesta sala, começámos a recuperar a esperança. Estou certo de que me acompanharão numa vitória que será de todos nós.
Vamos ganhar, camaradas!
Setúbal, 27 de Julho de 2010
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