Não te mexas…


Com as eleições passadas, e finda a natural azáfama própria dos períodos eleitorais, vive-se um (merecido) período de acalmia nos escribas cá do burgo. Para a semana, com a instalação dos diferentes órgãos autárquicos o corrupio irá, naturalmente, recomeçar.
Até lá há tempo para as coisas mais mundanas da vida, discutindo-se na blogosfera local, por exemplo, se quem assina, nos espaços reservados aos comentários dos Blogues, HSerejo sou eu ou não.
Já tive oportunidade de esclarecer que por uma questão de princípio não me escondo em qualquer tipo de anonimato ou pseudónimo, penso que o próprio Blogue e os temas tratados são prova suficiente disso mas, além do mais, o Hugo Serejo (HSerejo) foi candidato efectivo à Assembleia Municipal nas listas do PS e as mesmas são públicas, pelo que persistir no erro apenas pode ser atribuído à má fé de quem assim age.
Será, porventura, a mesma má-fé com que agem alguns dos meus adversários quando, esses sim, comentam e escrevem nos blogues a coberto do anonimato: É que somos todos pessoas inteligentes, e sabemos que determinado nível de profundidade de análise só está acessível a quem, não só está devidamente documentado (documentos esses que na sua maioria não estão disponíveis para livre consulta), como também investiu boa parte do seu tempo no estudo dessas matérias, duas condições que imediatamente excluem qualquer cidadão não eleito, ou funcionário municipal, da discussão.
Ora o que não entende quem assim age, porque as suas motivações radicam apenas na manutenção dum status-quo existente (e decadente atrevo-me a acrescentar) são os valores da defesa dum ideal e, acima de tudo da amizade. A este propósito permito-me contar uma história que se passou connosco.
Ambos estudámos na Universidade Moderna (apesar de eu não me ter licenciado lá), quando rebentou o escândalo que envolveu esta Universidade o Hugo já se tinha licenciado e eu era Presidente da Federação Nacional das Associações de Estudantes do Ensino Superior Particular e Cooperativo. De entre as várias peripécias deste caso houve um dia em que nas notícias se repetiram os pedidos de demissão, Reitor; Vice-Reitor, demais membros dos órgão académicos e membros da direcção da cooperativa que titulava a Universidade. A Associação de Estudantes, com grande coragem, tendo em conta os contornos da situação, tomou a medida que julgou ser correcta, e que a meu ver, ainda hoje, se impunha, fechou a cadeado a Universidade até que alguém assumisse o poder, já que, como um grande professor de Direito disse noutra ocasião, o Poder não pode cair na rua.
E esta história continua mais ao menos um ano depois com a chegada dum postal da Polícia Judiciária - Direcção Central de Combate ao Banditismo, pasme-se, para o Rui Pedro se dirigir lá, era arguido e a acusação usurpação de imóvel!
E logo o Rui que até estava comigo em Leiria quando as correntes foram postas disse que tinha sido ele quem as tinha colocado, é que não interessava quem tinha sido, o importante é que ele concordava com o que tinha sido feito.
Depois disto cerca de duas dezenas de jovens foram voluntariamente (não havia notificações quem prestava declarações combinava com a inspectora quem era o próximo) a ir à Gomes Freire - eu fui o último. E foi a própria Inspectora que me confidenciou nunca ter visto nada igual, é que quem se senta naquelas cadeiras faz de tudo para sair de lá testemunha e não arguido, e nesta situação era exactamente ao contrário, todos queriam ser arguidos.
Mas o melhor ainda estava para vir, é que o Hugo Serejo por sua auto-recriação foi bater à porta da Policia Judiciária, literalmente, a pedir para ser arguido, era verdade que ele nem tinha estado lá mas também concordava com o que tinha sido feito, e por isso entendia que se os amigos fossem considerados culpados de alguma coisa ele também deveria ser…
É pois natural que quem não saiba o que é ser Homem, porque não sabe o que é lutar pôr convicções e pôr acima destas apenas o nobre valor da amizade, não compreenda o Hugo, mas olha Hugo: Perdoa-lhes, eles não sabem o que dizem.

P.S: O título pode não parecer mas é sobre politica e cabe nesta história, a sua explicação fica para uma próxima, até lá…

Este post pode ser comentado para o Jornal Comércio do Seixal e Sesimbra, aqui ou no Blog Revolta das Laranjas de Paulo Edson Cunha,

Arco Ribeirinho Sul


Um passo decisivo no desenvolvimento da grande cidade da Margem Sul foi dado pelo Governo, ao aprovar o projecto do Arco Ribeirinho Sul. Esta é uma oportunidade única para a reconversão das grandes zonas industriais na região – Margueira/Lisnave, Siderurgia Nacional e Quimiparque. Mas é também uma oportunidade para interligar as cidades envolvidas, aproximando Almada, Barreiro e Seixal num futuro comum, que lhes permita potenciar os efeitos positivos dos investimentos do Governo de José Sócrates. Falo da terceira travessia do Tejo (a ponte rodo-ferroviária Chelas-Barreiro) – incluindo a ponte Seixal-Barreiro, bem como do futuro aeroporto internacional de Lisboa, que se situará no concelho do Montijo.
No projecto aprovado definem-se um conjunto de opções estratégicas necessárias para estes territórios, associadas a cinco eixos prioritários de intervenção:

1) Actividades económicas – deslocalização de algumas actividades económicas existentes, manutenção das actividades com maior potencial de desenvolvimento e instalação de outras compatíveis com as novas vocações destes territórios e geradoras de emprego qualificado, designadamente de apoio ao novo aeroporto, à plataforma do Poceirão e ligadas ao rio/mar e ao turismo/lazer;

2) Equipamento – dotação de equipamentos-âncora, e a instalação de equipamentos colectivos nos domínios fundamentais, quer da educação, da saúde, do desporto e da cultura;

3) Mobilidade e acessibilidades – estabelecimento de uma nova rede de acessibilidades, implementação de soluções de transporte colectivo, criação de condições de circulação com prioridade à circulação pedonal e ciclável, assim como a adaptação do espaço público que assegure a facilidade de deslocação a cidadãos com mobilidade reduzida;

4) Ambiente e paisagem – requalificação da frente ribeirinha e valorização da relação com o rio Tejo e desenvolvimento de uma estrutura verde que se integre num grande corredor ecológico do Arco Ribeirinho Sul;

5) Identidade e valores socioculturais – instalação de serviços ou equipamentos que assinalem e contribuam para a preservação da memória sobre o papel destes territórios e desenvolvimento de um plano de marketing territorial que promova a sua valorização.

Também aprovado pelo Conselho de Ministros, foi a constituição da sociedade Arco Ribeirinho Sul, S. A., sociedade anónima de capitais exclusivamente públicos, com um capital social de 5.000.000 de euros, que tem por objecto a coordenação global do Projecto do Arco Ribeirinho Sul e a execução do investimento a realizar naquele âmbito, nas áreas e nos termos definidos no respectivo Plano Estratégico.
Para execução das operações de requalificação urbanística e valorização que integram o Projecto do Arco Ribeirinho Sul, a Arco Ribeirinho Sul, S. A., constituirá sociedades executoras locais, em parceria entre a sociedade gestora do Projecto global, com uma participação no capital social correspondente a 60%, e cada município directamente envolvido na respectiva área de intervenção, com uma participação correspondente a 40%.
Esta era, sem dúvida, a medida que faltava para desenvolver estes territórios duma forma integrada, algo que as três autarquias envolvidas, apesar de lideradas pela mesma força política (CDU), nunca foram capazes de fazer, pois nunca iniciaram o necessário diálogo.
Está pois dado o primeiro passo Rumo ao Seixal do Futuro!

Depois do interregno motivado pelo período eleitoral, retomo com este post a colaboração com o Jornal Comércio do Seixal e Sesimbra, pelo que poderá comentar o que aqui foi escrito, sendo os comentários escolhidos pelo jornal posteriormente publicados na edição em papel.
Como sempre esta rubrica é feita em colaboração com o Blog Revolta das Laranjas do agora também Vereador Paulo Edson Cunha.

Análise do resultado eleitoral: Autárquicas 2009 - Seixal


Quando se participa no jogo democrático ganha-se, perde-se e, às vezes, pode-se empatar…
As eleições autárquicas no Seixal têm um vencedor, a CDU, que oportunamente felicitei na pessoa de Alfredo Monteiro.
O PS reforçou-se como principal partido da oposição, apesar de ter perdido mandatos em quatro das seis freguesias, o que permitiu à CDU recuperar duas maiorias absolutas (nas outras já as detinha).
Destaque pela positiva merece-nos a freguesia de Arrentela onde, em contra-ciclo, o PS vê o seu resultado subir.
Na Assembleia Municipal a correlação de forças manter-se-á inalterada, apesar do PSD e BE perderem cada um, um deputado municipal em favor do CDS/PP. Partido que acaba por ser o grande vencedor da noite (de entre os derrotados) registando uma subida global de 3,49%.
Também na Câmara Municipal a correlação de forças se manterá, com uma maioria absoluta da CDU, apesar do PSD perder um Vereador para o Bloco. Registe-se que este Vereador, a não haver recontagem, foi obtido registando-se um empate entre PSD e BE, pelo que de acordo com as regras do Método de Hondt, se privilegiará o Partido menos votado.
Este resultado eleitoral, pouco esperado pelos analistas diga-se, resulta do facto do BE ter percentualmente descido em relação às eleições de há quatro anos, do PSD ter perdido 874 votos e do PS ter obtido globalmente mais 140 votos.
Registe-se também que o resultado obtido pelo PS se encontra em linha com os resultados obtidos pelo Partido nos concelhos limítrofes: Almada, Sesimbra e Barreiro, sendo mesmo no Seixal onde se regista a menor descida do PS.
Uma última nota negativa para a elevada taxa de abstenção registada, 53,87%, bastante superior à taxa de abstenção registada a nível Distrital e Nacional.
Posto isto resta ao PS no Seixal reflectir sobre os resultados obtidos, arregaçar as mangas e reiniciar já hoje um profundo trabalho de esclarecimento e contacto com a população, pois, como costumamos dizer, o caminho faz-se caminhando e o primeiro passo já foi dado.

Caro Municipe,

A campanha eleitoral para as autarquias locais termina hoje.
O Partido Socialista percorreu centenas de quilómetros e falou com milhares de pessoas.
O sentimento que temos é que a mudança é possível. Muitas foram as vozes que se fizeram ouvir nesse sentido e bons são os prenúncios que advêm do facto de termos ganho, folgadamente, as últimas eleições legislativas no concelho.
Por outro lado cerca de dez mil novos eleitores, em relação às últimas eleições autárquicas, podem ser o factor catalizador da desejada mudança.
A CDU nada de novo apresenta, e as obras que anuncia são maioritariamente participadas pelo Governo: é assim nos sectores da educação, acessibilidades, saúde, segurança e apoio social.
As nossas diferenças são evidentes, onde a CDU quer betão, nós queremos mais verde. Onde a CDU reenvindica, nós fazemos.
Numa palavra a escolha é entre a modernidade e o passado, a modernidade de opções e a modernidade na actuação.
Porque o mundo mudou muito nos últimos 35 anos e o Seixal também merece a mudança que lhe peço:

DIA 11 VOTE PS

Um dos mails recebidos na minha caixa de correio durante esta campanha

Boa noite,

Para além de pertinente é cómico, aliás seria cómico se não fosse ridículo.

Passo a citar:

Funcionários da CMS estiveram esta semana numa azafama a colocar placas de identificação em diversos pontos na Cruz de Pau. Após algumas semanas de terem sido feitos buracos no chão e colocadas as respectivas fitinhas de perigo a proteger os mesmos, era curiosidade de todos saber o que ali se iria colocar, pois é aconteceu na rua do Minho junto á frutaria, ninguém percebeu muito bem o que de relevante haveria ali para identificar pois é uma rua traseira, pequena sem nada…. Eis que finalmente a placa surgiu e o que dizia era….. “Farmácia”, gargalhada geral , a farmácia Fonseca mudou de local há 6 meses para a Rua dos Foros de Amora, apressaram-se a telefonar a alguém que os mandou retirar tudo, obviamente . Isto é que é trabalhar nas semanas que antecedem ás eleições.

Cumprimentos e boa sorte,

Maria João

Seixal com denominador comum

São quase 200 mil os habitantes que vivem no concelho do Seixal. Da esquerda à direita, todos acreditam na mudança.

À batalha ganha para um novo hospital, segue-se a luta comum a todos os candidatos contra um inimigo comum: a forte abstenção. Paulo Edson Cunha, do PSD, diz que esta batalha tem de ser ganha.

Cada candidato, sua bandeira e a do CDS-PP vai para as pessoas: é preciso valorizar o lado humano para chegar mais longe. Alfredo Monteiro, da CDU, recandidato e actual presidente da Câmara, não desalinha muito e refere que já estão em curso reformas e apoios na área social, como creches e lares.

Para Samuel Cruz, candidato do PS, a segurança é a prioridade.

O Seixal tem 92 quilómetros quadrados de superfície e seis freguesias. É, desde o século XV, um ponto estratégico e importante na economia da península de Setúbal e da região de Lisboa, fruto das unidades fabris que ali se instalaram.

Neste século XXI, o concelho quer marcar a diferença: ser um município de referência no desenvolvimento sustentável, no ordenamento de actividades económicas e na protecção dos valores patrimoniais e culturais.


[Fonte: Rádio Renascença]

Caio Roque - Mandatário da Candidatura



[Vídeo e Edição: Nelson Filipe Patriarca]

Alto de Dona Ana e o usufruto da Mundet



[Vídeo e Edição: Nelson Filipe Patriarca]
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