PS 2005-2009: Os estudantes do ensino superior podem contrair empréstimos para pagar os seus estudos.

O empréstimo para realizar estudos superiores aplica-se em qualquer ciclo de estudos: licenciatura, mestrado ou doutoramento, e em programas de mobilidade internacional. O empréstimo pode chegar aos 25 mil euros, não exige aval ou garantia patrimonial, e é reembolsável entre 6 e 10 anos após a conclusão do curso, com pelo menos um ano adicional de carência de capital. Requer aproveitamento escolar, e os estudantes com boas classificações beneficiam de redução adicional de juros. Até Maio de 2009, já tinham obtido este empréstimo cerca de 6.500 estudantes.

2 comentários:

Pedro Lopes disse...

Os estudantes universitários têm de pedir empréstimos porque este governo e a sua bela adaptação ao tratado de Bolonha fazem com que os alunos do 2º ciclo de estudos (e.g., Mestrado Integrado, antiga Licenciatura) percam o direito por completo às bolsas de estudo. Ainda é mais grave quando um aluno quer ter um Júri externo na sua defesa da tese (por excelência de algum Doutorado em determinado matéria) e as faculdades não têm verbas para pagar as deslocações desse professor (nem mesmo quando a viagem é de Lisboa ao Porto!!!) porque o Governo do PS cortou na totalidade (100%) este tipo de comparticipação. Não admira que os estudantes tenham que pedir empréstimos. Cada vez mais cedo, obrigam as pessoas a contraírem dívidas mesmo para ESTUDAR (vejam bem o ridículo desta questão) enquanto que o ensino devia ser gratuito. mas não, o ensino superior público é cada vez mais para as elites, e um estudante, mesmo que excelente corre o risco de não puder concluir o seu curso superior porque não tem dinheiro. ISTO É RIDÍCULO!!!

Obrigado sr. Samuel por me dar oportunidade de contribuir para o debate acerca deste tema.

Anónimo disse...

Caro Pedro Lopes

O financiamento do Ensino Superior é uma questão antiga e que não deve ser misturada com o tratado de Bolonha.

Este tratado visa harmonizar as políticas de educação referentes ao Ensino Superior no espaço comunitário, naturalmente criando algumas discrepãncias inicialmente, e por vezes evidenciando algumas falhas dos variados sistemas de ensino nos parceiros comunitários.

No entanto o objectivo final é alargar, verdadeiramente, o espaço comunitário quer ao nível da educação, quer da formação, quer do emprego não permitindo que as diferenciações entre as várias academias permitissem o bloqueamento ao acesso a carreiras superiores.

HSerejo

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