Segurança no Seixal - como a avalia?

Hoje deixo-vos para comentar uma notícia que revela duas faces de uma mesma moeda, por estarem interligadas: a) Insegurança no Seixal; b) Falta de efectivos policiais em número suficiente para ganharem estas "batalhas".

Além disso gostava também que, de forma ponderada, me dissessem - de 0 a 20 - como avaliam o nível de Segurança existente no Concelho do Seixal.

Poderá comentar aqui ou no blog Revolta das Laranjas. Os seus comentários poderão ser publicados no jornal «Comércio do Seixal e Sesimbra».

«Seixal: Cadastrado por tráfico foi perseguido a alta velocidade na EN10 e quase atropelou o próprio pai.

Fuga à GNR em contramão:
O desespero na fuga à GNR, ao final da tarde de anteontem, fez com que um cadastrado de etnia cigana quase atropelasse o próprio pai, quando este se meteu no meio da rua para tentar parar o carro. O homem, de 32 anos, que já cumpriu oito anos de prisão por tráfico de droga, conduziu ainda vários quilómetros em contramão na EN10, em Paio Pires, Seixal, conseguindo não chocar de frente contra os muitos camiões que ali circulam constantemente. Fugiu para o bairro da Cucena, onde mora, e ganhou avanço sobre os três carros da polícia. Está a monte.

Para complicar, a GNR foi recebida à pedrada no bairro do suspeito, com um dos veículos a sofrer várias mossas e a ficar com um vidro estilhaçado. A perseguição começou em plena EN10, quando o suspeito, perante uma operação Stop, fez inversão de marcha.

Os vários militares no local encetaram de imediato uma perseguição a alta velocidade. E o cadastrado, apesar de a estrada ter dois sentidos, decidiu seguir em contramão para tentar despistar os polícias, conseguindo escapar sempre a eventuais embates frontais.

Já no bairro da Cucena, e depois de quase atropelar o próprio pai, o cadastrado em fuga viu-se encurralado pelos três carros da GNR que empreenderam a perseguição. Decidiu subir um passeio, ganhando com isso alguma vantagem sobre a polícia – e mais uma vez conseguiu fugir. O suspeito continuava ontem à tarde a monte e desconheciam-se as razões para ter decidido fugir.

PORMENORES:

- PERÍCIA AO VOLANTE
Apesar dos vários quilómetros em contramão, o fugitivo mostrou grande perícia ao volante do seu carro, da marca Renault. Por várias vezes evitou colisões frontais.

- CRIMES VIOLENTOS
Ao homem, de 32 anos, não é conhecida qualquer profissão. Toxicodependente, suspeita-se que o cadastrado por tráfico esteja associado a crimes violentos.

- OPERAÇÃO STOP
De modo a tentar localizar o suspeito, a GNR fez uma operação Stop de madrugada. Oito pessoas acabaram detidas por conduzirem embriagadas.

[Miguel Curado / João Tavares]»

21 comentários:

Anónimo disse...

Naturalmente que a falta de efectivos policiais e a má política de gestão urbanística e social, permitem a criação de alguns "pontos negros" no Concelho criando por vezes uma imagem de total insegurança.
No entanto, e muito graças ao desempenho das forças policiais daria um 11 em relação à insegurança no Seixal.

Hserejo

Anónimo disse...

A segurança deve ser analizada, tambem, em outros indicadores:
- Numero de assaltos junto ás escolas a estudantes;
- Falta de cumprimento do código de estrada (exemplo carros mal estacionados, excessos de velocidade, etc);
- Passeios cheios de carros obrigando os utentes a circular pela estrada;
- Etc, Etc, Etc
A segurança no Seixal é minima e a prova é o numero de assaltos violentos que tem surgido na margem sul, o numero de bandos, etc.
Nota negativa sem duvida

Anónimo disse...

(in)segurança, mais um trabalhador morre soterrado na abertura de uma vala de esgoto na rua 25 de abril qta laranjeiras fernão ferro. Segurança no trabalho por vezes não existe, obras não fiscalizadas convenientemente pelos responsáveis camarários., embora a obra seja adestrita a outrém. os serviços camarários teem responsabilidade do seu acompanhameto, pelo menos para se certificarem das condiçoes de segurança.
Neste campo 20 negativos.

J.S. Teixeira disse...

Creio que me sinto muito mais seguro hoje, no concelho do Seixal, do que me sentia há 10 anos atrás. Isto ao contrário, da forma como me sinto, visitando outras cidades do nosso país, nomeadamente Lisboa e Porto.

Creio que a política de inclusão desenvolvida pelo sector de Acção Social da C.M.Seixal tem-se mostrado eficaz com o passar do tempo. Se ainda se vê alguma criminalidade associada a alguns bairros "sociais" do nosso concelho e mesmo do nosso distrito, deve-se, sem dúvida, a uma política discriminatória desenvolvida pelos sucessivos governos do PS e do PSD.

Ainda existem, sim, muitas pessoas com falta de civismo nas mais diversas áreas.

De resto, considero que a C.M.Seixal está de parabéns pela sua intervenção contra a criminalidade, embora pouco possa fazer relativamente a isso.

Nota: 18

ETS disse...

Calculo que o autor deste último comentario não conheça a Cucena, o bairro da Jamaica, Santa Marta de Corroios e podia dar tantos outros exemplos... Ao dar nota 18, enganou-se. Nesses bairros a segurança é nota 20, se é que me faço entender.

Anónimo disse...

De forma ponderada daria um 9, para a Segurança ir à Oral. Mas como tenho receio de que não haja efectivos disponíveis para ir à Oral e nesse tempo o Concelho continuar seguro, dou um 10.

Mas é pena tanta falta de emprego e necessitar-se de efectivos na Polícia...

J.S. Teixeira disse...

ETS, conheço sim e muito melhor do que aquilo que julga. Portanto abstenha-se de calcular aquilo que seja, ou sujeita-se a cair no ridículo.

Rogério R. disse...

Quando alguém escreve que se sente mais seguro hoje do que há 10 anos atrás, das duas uma, ou é "ceguinho/faz-se de ceguinho" ou então está entrevado desde há 10anos para cá e não sai de casa. Estado de saúde que lamento profundamente.
O Senhor J.S.Teixeira crê que a política de inclusão desenvolvida pela C.M.Seixal tem-se mostrado eficaz com o passar do tempo.
Pergunto eu - Onde e desde quando?
Nem a C.M. Seixal, nem a maioria das autarquias deste país têm uma política local de inclusão social satisfatória!
É verdade que os sucessivos governos também não têm tido políticas nacionais satisfatórias quanto a esta temática, mas não são estes os culpados das más gestões camarárias a este nível.
O Senhor não conhece a realidade, porque se conhece-se o que se vive neste bairros ou perto deles não escrevia a barbaridade que escreveu.
Dou-lhe exemplos para quando puder visitá-los a título pessoal: Cucena em Paio Pires; Jamaica no Fogueteiro e zona da Boa Hora em Arrentela entre outros.
Cumprimentos.

J.S. Teixeira disse...

Volto a referir que...conheço os bairros que vocês mencionam melhor do que julgam já que, por ocupação voluntária, frequento-os muito mais vezes do que VV.Ex.as, doutos arautos da moral e da verdade que provavelmente têm tanto medo das pessoas que lá moram que nem têm coragem de por lá passar e ver o que realmente se passa.

João Castanheira disse...

Pela ordem de ideias deixem ver se percebi.

Hoje no CM vieram publicadas duas notícias relativas a crimes violentes (no caso, homicídios).

1. Um homem de 35 anos que matou a mãe, esquartejou e manteve o cadáver durante 10 meses.
Local: Albergaria dos Doze, Pombal
Força política no poder: PPD/PSD

2. Jovem de 21 anos esfaqueia 8 vezes um de 22.
Local: Outeiro Jusão, Chaves
Força política no poder: PPD/PSD

Conclusão segundo os moldes deste blogue: Não vão morar para municípios cuja força política é o PPD/PSD, ainda acabam mortos.

Acertei?

Acho que sim.

Anónimo disse...

Meu caro J.S.Teixeira está compreendida a sua dificuldade na análise, é que quando se analisa a segurança não é do ponto de vista meramente pessoal mas sim dos cidadãos em geral esses que, como o sr. tão eloquentemente referiu, " provavelmente têm tanto medo das pessoas que lá moram que nem têm coragem de por lá passar e ver o que realmente se passa."

De facto esse é o problema da tal magnífica política de inclusão social/habitação social/realojamento/acção social, que foi criando esse sentimento, que o sr. tão bem identificou, de forma generalizada.

Naturalmente se fazemos serviços de voluntariado, se temos amigos ou família, ou até se somos clientes de alguns serviços que lá se prestam não sentimos essa insegurança que o comum cidadão sente, aliás como V. Exa. transcreve de forma elegante e objectiva no seu post.

Hserejo

Anónimo disse...

Se quiser um exemplo de ignorância, leia o João Castanheira.

João Castanheira disse...

Anónimo das 15h46,

Se não consegue alcançar a acepção da sátira (vd. dicionário) que faço à postagem sobre a "Segurança no Seixal" deverá ser, você mesmo, um exemplo de ignorância. Portanto, remeta-se ao silêncio que faz melhor figura.

Rogério R. disse...

Caro Senhor J.S.Teixeira,

Vivi durante 21 anos na Boa Hora. Fui dos primeiros habitantes da hoje enorme Boa Hora onde os meus pais ainda vivem a muitos poucos metros de dois dos bairros que no post anterior mencionei. Tive a felicidade de ainda conhecer a Arrentela em que naquela zona apenas existiam quintas. Por conseguinte, vi nascerem todos os bairros sociais em Arrentela.
Infelizmente vivi e vivo a destruição da Arrentela por parte da C.M.Seixal com a sua política de inclusão social.
Muitos dos meus amigos de infância e conhecidos viveram nesses mesmos bairros e alguns deles ainda vivem. Como tal, não é o Senhor Teixeira, mesmo que por ocupação voluntária, sabe mais que eu sobre os graves problemas de (in)segurança que as pessoas de bem enfrentam nesses mesmos bairros e na vizinhança destes.
Cumprimentos

J.S. Teixeira disse...

HSerejo,

Pelo contrário, é exactamente por estar em contacto com a comunidade que posso afirmar que o medo generalizado que as pessoas têm destes bairros são infundados.

Ao Rogério R.

A sério? Tem receio de visitar a Quinta do Cabral? Oh meu amigo, ou as pessoas que por lá conhece têm algo contra si, ou então, não compreendo de facto qual o problema.

Mais uma vez reafirmo que o medo é fruto do desconhecimento.

E se por acaso existem incivilidades associadas aos bairros, a única e exclusiva culpa é da segregação social que os governos anteriores (PS e PSD) têm operacionalizado contra as minorias no nosso país.

Se alguma dúvida tiver daquilo que digo, por favor tenha a amabilidade de procurar um texto de Almeida & Castro (2002) intitulado "Realojamento: Satisfação residencial e identidade local".

Contra este tipo de factos não há argumentos.

Rogério R. disse...

Senhor Teixeira,
Não tenho medo de ir á quinta do cabral nem a outro bairro qualquer e sabe porquê porque os conheço como a palma da minha mão, algumas pessoas que lá vivem como o informei anteriormente e que saiba, não existe lá ninguém que tenha algo contra mim até porque nunca fiz mal a ninguém nem faço intenções de tal.
A conclusão a que chego é que o senhor não quer realmente ver a realidade. Roubos para si não existem! Drogas e armas também não!
Violência também não! Enfim, estes bairros não são focos de problemas nenhuns. Está bem! Viva o seu mundo á vontade tipo Alice no país das maravilhas! Que os cá do burgo não o levam a sério, nem podem depois de lerem o que escreve.
Cumprimentos

Anónimo disse...

Sr. Teixeira
De facto torna-se dificil a discussão consigo porque temos algum entrave de linguagem, claro que exactamente por o sr. conhecer considera que " que o medo generalizado que as pessoas têm destes bairros são infundados."

Ora esse é exactamente o problema, senão vejamos:

xenofobia- fobia=medo xenos=desconhecido/estranho

logo se é estranho ou desconhecido não se pode considerar incluso= dentro/junto com.

Portanto, em jeito de conclusão,a "política de inclusão desenvolvida pelo sector de Acção Social da C.M.Seixal" não foi eficaz, não incluiu, pelo contrário fechou sobre si próprias algumas destas comunidades, excluindo-as da restante comunidade e tornando-as desconhecidas da restante população, criando ao invés de um fenómeno de inclusão social num fenómeno por vezes xenófobo!

Claro que quem não conhece tem medo,pois isso acontece exactamente porque não se conhece!!!!!!!!!!!

Hserejo

J.S. Teixeira disse...

Ao Rogério R.,

Existe droga, existem armas, existe violência como em TODO o lado, infelizmente e por culpa de quem? Eu digo-lhe de quem é a culpa numa linha e justifico. É, em parte, do Governo PS que, por exemplo, extirpou o nosso código penal, permitindo que os criminoso de pequenos delitos fossem libertados.

Eu moro numa zona razoavelmente pacata e continuo a ver tráfico de droga, já vi pessoas a perseguirem outras aos tiros e já vi muito conflitos que chegaram mesmo a acabar com feridos graves. E esses fenómenos nem são únicos do nosso concelho. Acontecem nos sítios menos prováveis. As afirmações que está a fazer são, por isso, completamente redutoras e demonstrativas de uma pequenhez asfixiante.

Eu não vivo num mundo cor de rosa mas o senhor de certeza que vive para achar que este tipo de despolidez existe apenas nos bairros que tem vindo a mencionar.

Já agora, se não liga àquilo que escrevo porque é que tanto o incomoda?

J.S. Teixeira disse...

Hserejo,

Em primeiro lugar, se existe exclusão, a culpa será sem dúvida de uma diversidade de entidades, principalmente dos governos que ordenam a sua construção aquando dos realojamentos.

Relativamente à política de inclusão da C.M. Seixal deixe que lhe lembre alguns nomes de instituições que, em parceria com os serviços sociais da Câmara, ajudam a promover a inclusão dos diversos grupos do nosso concelho:

- Criar-t;
- Kapaz;
- Várias culturas;
- Dá-me a tua mão;
- Cooperativa Pelo Sonho é que Vamos;
- AMUCIP;
- Etc.

Creio que desta forma fica bem patente que aquilo que disse não é verdade e que o executivo da C.M. Seixal muito tem feito para que "estas comunidades" se sintam inclusas.

Tenho dito.

Anónimo disse...

Caro Teixeira

Apraz-me verificar esse profundo conhecimento das Ong's e associações diversas que são financiadas pelo executivo camarário, mas o que eu digo é que a política de inclusão e realojamento social não foram nem são eficazes.

E vou mais longe, de facto, a necessidade de existência dessas entidades( e do meritoso trabalho que fazem) apenas revelam isso mesmo, ou seja, más políticas locais quanto ao realojamento e acção social a montante.

Acabo ainda dizendo que subsidiar não é, nem nunca será, criar políticas e intervir através das mesmas.

Hserejo

Anónimo disse...

Ó sr. Teixeira falta ainda dizer que "se existe exclusão, a culpa será sem dúvida de uma diversidade de entidades, principalmente dos governos que ordenam a sua construção aquando dos realojamentos" é parcialmente verdade porque todo o projecto de realojamento social é controlado, direcionado, produzido e até por vezes criado pelas autarquias, da parte do executivo nacional vem apenas alguma subvenção estatal e a verificação se legalmente tudo está em conformidade.

Hserejo

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