(In)segurança no Seixal

Seixal: Cadastrado por tráfico foi perseguido a alta velocidade na N10 e quase atropelou o próprio pai

Fuga à GNR em contramão
O desespero na fuga à GNR, ao final da tarde de anteontem, fez com que um cadastrado de etnia cigana quase atropelasse o próprio pai, quando este se meteu no meio da rua para tentar parar o carro. O homem, de 32 anos, que já cumpriu oito anos de prisão por tráfico de droga, conduziu ainda vários quilómetros em contramão na N10, em Paio Pires, Seixal, conseguindo não chocar de frente contra os muitos camiões que ali circulam constantemente. Fugiu para o bairro da Cocena, onde mora, e ganhou avanço sobre os três carros da polícia. Está a monte.

Para complicar, a GNR foi recebida à pedrada no bairro do suspeito, com um dos veículos a sofrer várias mossas e a ficar com um vidro estilhaçado. A perseguição começou em plena N10, quando o suspeito, perante uma operação Stop, fez inversão de marcha.

Os vários militares no local encetaram de imediato uma perseguição a alta velocidade. E o cadastrado, apesar de a estrada ter dois sentidos, decidiu seguir em contramão para tentar despistar os polícias, conseguindo escapar sempre a eventuais embates frontais.

Já no bairro da Cocena, e depois de quase atropelar o próprio pai, o cadastrado em fuga viu-se encurralado pelos três carros da GNR que empreenderam a perseguição. Decidiu subir um passeio, ganhando com isso alguma vantagem sobre a polícia – e mais uma vez conseguiu fugir. O suspeito continuava ontem à tarde a monte e desconheciam-se as razões para ter decidido fugir.

PORMENORES

PERÍCIA AO VOLANTE

Apesar dos vários quilómetros em contramão, o fugitivo mostrou grande perícia ao volante do seu carro, da marca Renault. Por várias vezes evitou colisões frontais.

CRIMES VIOLENTOS

Ao homem, de 32 anos, não é conhecida qualquer profissão. Toxicodependente, suspeita-se que o cadastrado por tráfico esteja associado a crimes violentos.

OPERAÇÃO STOP

De modo a tentar localizar o suspeito, a GNR fez uma operação Stop de madrugada. Oito pessoas acabaram detidas por conduzirem embriagadas.

Miguel Curado / João Tavares

Notícia Correio da Manhã

P.S: Resta-me acrescentar que este bairro é várias vezes apresentado na Câmara como um caso exemplar de inclusão. Nota-se...
Aliás só nã vê quem não quer que a Cucena é um bairro social com todas as caracteristicas de gueto, mas como o pior cego é aquele não quer ver, deixemos a CDU pensar que fez ali uma grande coisa, quer dizer o grupo A.Silva&Silva mas se calhar é a mesma coisa...

A prova de que para ganhar eleições apenas é necessária a motivação certa ;)

Três blocos, nenhum central

Com os partidos representativos da extrema esquerda impreparados para assumir a responsabilidade governativa, em especial com o BE a poder crescer, mas a revelar que a esse eventual crescimento corresponderá o aumento da sua irresponsabilidade, o cenário de escolha útil e eficaz é de fácil leitura. O bloco dos partidos da extrema esquerda, com o seu bota-abaixismo, em nada acrescenta à construção de uma sociedade mais livre e mais democrática.

Na política, como na vida, torna-se, cada vez mais, dificil prever o que nos reserva o futuro. A incerteza e o ritmo com que as transformações operam não permite perspectivar, a médio prazo ou, por vezes, mesmo a curto, as circuntâncias históricas que nos esperam. O mundo feito de mudança não é somente uma expressão poética, que recordará, em especial, os bons tempos de intensa mudança no após 25 de Abril, que abriu as portas ao regime democrático. Contudo, a incerteza não é sinónimo de instabilidade, pelo menos necessáriamente e deve ser um estímulo à condição humana e à saida democrática da crise.

A minha opinião é a de que, com a vitória socialista nas próximas eleições, a começar já com as que se vão realizar para o Parlamento Europeu, fosse essa vitória de maioria relativa, em especial nas legislativas, o desafio do regime democrático seria um desafio tremendo ao seu bom funcionamento, mas não será nenhum drama. Eu bem sei que com a maioria absoluta a tarefa de governação estável, com vista à plena aplicação do programa eleitoral, fica mais próxima, mais exequível e mais segura. No entanto, a democracia não está concebida e muito menos imediatamente arquitectada, para governos de maioria absoluta, pelo menos é essa a minha interpretação, já que pressupõe que seja desenvolvida por pessoas com boa vontade e bom senso. Assenta, assim, a força do regime democrático, na maioria, em respeito pelas minorias, num quadro de que cada um deve assumir as suas responsabilidades, seja a força maioritária, sejam as demais forças representadas.

Este teste de governo, de maioria relativa, não seria um teste à força que ganhasse as eleições. Não. Seria um teste à maturidade democrática.

Por isso sou dos que pensa que o PS - partido político onde sou militante e através do qual fui eleito, já por duas vezes, Autarca - se ganhar as eleições, sem maioria absoluta, não deve fazer qualquer tipo de acordo de governo, nem aliança de mandato com o PSD.

Desde logo, porque o PSD actual nada tem a ver com os ideais da social democracia moderna e progressista. É um partido refugiado na sua história, com uma direcção cuja marca não pode estar desacompanhada de um registo cinzento, triste e pouco esprançoso, à imagem do seu cartaz onde, inclusivamente, faz um apelo ao uso de uma linha telefónica, dramatizando de morte a vida dos Portugueses,comportamento só entendível num país onde as suas gentes, destinatárias dessa mensagem,não são maduras e inteligentes, o que não é, obviamente, o caso dos nossos concidadãos.

O PSD vê neste momento as pessoas como sendo um problema, e mesmo em cada uma das soluções encontradas, pelo governo ou pelos próprios Portugueses, continua a ver um problema, e, por isso, destina aos seus concidadãos uma linha telefónica, desmobilizando-os e apelando a um "sem futuro" pretensamente manipulador das potencialidades de todos.

As pessoas são a solução para este país, apesar da crise e das dificuldades e, para isso, cabe aos partidos incentivar o seu trabalho, a sua auto estima e à sua afirmação, em Portugal, na Europa e no mundo, como factor de mudança positiva. Acreditar nas pessoas é, mais que nunca, importante, numa sociedade que se quer efectivamente inclusiva e solidária.

O denominado bloco central, nos termos em que está o PSD e na conjuntura actual seria um erro, não iria ao encontro de uma respiração saudável do regime democrático e tornaria a democracia "pouco democrática". Ao alegado princípio da estabilidade, em caso de maioria simples, devem sobrepor-se os princípios da genuinidade democrática e da responsabilidade nacional, inspirados na vontade popular que quer a democracia a funcionar.

Com os partidos representativos da extrema esquerda impreparados para assumir a responsabilidade governativa, em especial com o BE a poder crescer, mas a revelar que a esse eventual crescimento corresponderá o aumento da sua irresponsabilidade, o cenário de escolha útil e eficaz é de fácil leitura. O bloco dos partidos da extrema esquerda, com o seu bota-abaixismo, em nada acrescenta à construção de uma sociedade mais livre e mais democrática.

Não será pelo método da exclusão de partes que a governação irá prosseguir o seu rumo, mas sim com a inclusão de todos, cada um assumindo a sua responsabilidade. O bloco que se quer é o bloco dos Portugueses que sempre souberam o melhor para o seu país. Não tenho dúvidas que esse bloco de pessoas será o verdadeiro ganhador neste ano de 2009, triplamente eleitoral. Ao contrário do que alguns aparentam crer, os Portugueses dão grandes lições de democracia.

José Assis

Serviço de Marinheiro no Seixal

"O Seixal conta com o Serviço de Marinheiro que permite transportar os nautas entre terra e a sua embarcação. A novidade foi dada a conhecer, durante o 3.º Seminário Internacional de Náutica de Recreio e Desenvolvimento Local.

Os nautas que se desloquem ao Seixal têm agora possibilidade de deixar os seus barcos ancorados na Baía e serem transportados para terra através de uma embarcação da Câmara Municipal do Seixal, que fará também o regresso dos passageiros. Os interessados podem requisitar este serviço através da frequência rádio – Canal VHS 9.

Foi também hoje apresentado o Plano de Valorização e Regeneração da Frente Ribeirinha do Seixal, que inclui diversos projectos, alguns dos quais já em andamento.

São exemplo o Museu-Oficina de Artes Manuel Cargaleiro, cuja empreitada começa ainda este ano, ou o Centro Internacional de Medalha Contemporânea. Estes dois equipamentos ficam instalados na Quinta da Fidalga e espera-se que recebam cerca de 200 mil visitantes por ano.

São também exemplo o Centro Integrado de Actividades Culturais; a Escola Conde Ferreira, um espaço de cultura e educação e o CINARTE – Centro de Integração pela Arte.

No espaço da antiga Fábrica Mundet surgirá o Parque Urbano Don’Ana. Também os passeios ribeirinhos serão recuperados. Prevê-se que estes dois projectos fiquem finalizados até 2011.

A recuperação de embarcações tradicionais faz também parte da Valorização e Regeneração da Frente Ribeirinha. A autarquia do Seixal conta com três embarcações. Neste momento está a navegar o Bote de Fragata Baía do Seixal e até final do ano conta-se com a presença do Varino Amoroso. Até 2011 espera-se que o Bote de Fragata Gaivotas volte às águas da Baía.

Neste momento está também em estudo prévio o projecto para o antigo cais da Transtejo e para o Cais de Pedra no Seixal. A Náutica de Recreio faz também parte dos projectos, enquanto produto âncora para a regeneração das Frentes Ribeirinhas.

Todos estes projectos contam com o apoio de um estudo sobre a caracterização da Baía do Seixal, que dá conta por exemplo da caracterização dos sedimentos, das comunidades biológicas, ou das características químicas das águas. Desta forma, os projectos serão desenvolvidos preservando os corredores ecológicos da Baía."

[Notícia: Jornal Rostos]

Serve esta notícia para aplaudir a primeira medida - o serviço de vai-vem na Baía é de facto uma necessidade. Quanto às outras medidas, pago para ver. É que, a avaliar pelo grau de incumprimento dos programas eleitorais da CDU no concelho, nada vai ser feito. Mas em breve voltaremos a esse tema, seguramente.

Adiantamentos do QREN beneficiam Municípios

O Governo vai acelerar a execução de projectos promovidos por municípios, concedendo adiantamentos financeiros às autarquias, como contributo do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) para o relançamento da economia.

Segundo o Governo, na base desta decisão está o “actual estado da economia portuguesa e a contribuição que os municípios portugueses podem dar, através das políticas promovidas pelo QREN, para sustentar o emprego e relançar o investimento”. Esta medida permite ainda às pequenas e médias empresas antecipar trabalhos e receber mais cedo os pagamentos.

O adiantamento terá o valor de 30% do financiamento do FEDER. No caso da requalificação urbana, será concedido às candidaturas de operações integradas em Programas de Acção aprovados pelos Programas Operacionais Regionais do Continente (POR), no âmbito das Parcerias para a Regeneração Urbana e das Redes Urbanas para a Competitividade e a Inovação.

No caso das Estratégias de Eficiência Colectiva (EEC), o adiantamento será concedido às candidaturas municipais integradas em Programas de Acção que venham a obter o reconhecimento formal como Estratégia de Eficiência Colectiva.

Em troca destes adiantamentos, os municípios devem iniciar a execução física dos projectos de investimento até 31 de Dezembro de 2009 e concluir a execução financeira até 30 de Abril de 2011.

Lambe-botismo no Boletim Municipal

A criação do Parque Industrial do Seixal, que já se encontra na sua terceira fase - PIS III - teve o seu alvará suspenso na penúltima reunião da Câmara. Essa suspensão deu-se em resposta ao Tribunal Administrativo de Almada, após queixas da Inspecção-Geral das Finanças que, por sua vez, produziu a queixa após uma inspecção realizada à Urbindustria. As dúvidas quanto à legalidade da emissão de alvará já haviam sido levantadas há algum tempo pelos vereadores do PS, concretamente aquando da sua emissão em 2005, mas apenas o passar dos anos (quatro) vieram dar razão àquilo que já na altura era por nós defendido.
Estranho é, que o Boletim Municipal não saiba de todo este processo e, tenha saído com uma notícia completamente deturpada da realidade. Uma vez mais aqui se prova o lambe-botismo de palavras (que não notícias) para agradar ao aparelho comunista.
Ora, o Boletim Municipal ao mesmo tempo em que na Câmara foi suspenso o alvará da terceira fase do parque industrial, anuncia com pompa que a revitalização da área da Siderurgia promoverá criação de emprego. Pois, talvez, mas apenas quando o alvará for expurgado das ilegalidades detectadas e isso não sabemos quando vai acontecer, entretanto está suspenso e naturalmente a criação de empregos também.
A acrescer a tudo isto, também no passado mês foi conhecido que o processo que opõe António Xavier de Lima à Urbindústria, no que concerne à propriedade dos terrenos da 2.ª fase do parque industrial, voltou à estaca zero, isto é, à 1.ª instância, e é sabido que este facto impede a instalação de empresas no local (por inviabilizar o recurso ao crédito bancário), e também aqui, com a não instalação de empresas não existe criação de empregos.
Isto já não se tratam de critérios editoriais, mas da constatação que - O BOLETIM MUNICIPAL, MENTE!

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A Luta na festa do Avante...



... Bem a luta na festa do Avante acaba quando a segurança da própria festa confisca (rouba) a Câmara da Luta!
Ora digam lá comigo:

ASSIM SE VÊ A DEMOCRACIA DO PC

E o Povo, pá?

A propósito da manifestação de ontem do PCP e independentemente dos motivos (com os quais não concordo - naturalmente) não acham que a forma está um bocadinho ultrapassada?
O Povo já não quer disso, Pá...

Mais valia estarem quietos!

Esta Câmara CDU é esbanjadora e ainda por cima a sua inabilidade e incompetência é atroz. Se estivessem quietos ganhavam mais, pois não gastariam rios de dinheiro com os sucessivos erros que cometem.
Nas modificações hoje feitas às Grandes Opções do Plano (GOP) constam duas verbas que, além de elevadas, seriam úteis para realizar tantas necessidades do povo, mas que foram desleixadamente gastas em duas indemnizações evitáveis.
Falo em primeiro lugar de uma indemnização que a Câmara irá ter de pagar devido à suspensão dos trabalhos e arranjos exteriores à vala das Galeguinhas e envolventes à piscina das Galeguinhas, na Amora. Pois bem, aqui a Câmara CDU, por ter mandado parar a obra por tempo indefinido, em virtude das deficiências do projecto, vai ter de pagar uma indemnização ao empreiteiro no valor de 45.713,00€ (mais de nove mil contos antigos). Mas esta até é a indemnização menor de que vos falo. Uma outra indemnização que a Câmara terá de fazer, de montante superior em mais do dobro à anterior, é devido à suspensão dos trabalhos dos arranjos exteriores na Rua Nicolau Tolentino e Alda Lara na Freguesia de Corroios. Aqui a indemnização chega a ultrapassar os 24 mil contos antigos - 121.277,00€ mais precisamente.
A justificação para o pagamento desta indemnização é hilariante, a Cãmara iniciou a obra, os moradores protestaram, a Câmara suspendeu a obra e passados dois anos a Câmara retomou a obra da mesmíssima maneira. Resultado?
A obra (mal ou bem não se discute agora) realizada com dois anos de atraso e com um custo de mais 121.000 Euros. Isto é um escândalo! Em especial se tivermos em conta que estamos apenas a falar da reorganização do estacionamento e dos jardins de duas pequenas artérias.
A má planificação, a incompetência, o trabalhar em cima do joelho, vê-se nas pequenas coisas, imagine-se o PCP a gerir grandes projectos - é o terror.
Terror que vivem por exemplo os moradores da Torre da Marinha com as obras que se desenrolam na Av. Movimento das Forças Armadas, aí o prazo inicialmente previsto para a conclusão das obras já expirou há muito mas estas ainda não se encontram concluídas, com evidente prejuízo para moradores e comerciantes.
Estas são verbas de alguma grandiosidade que teriam a maior das necessidades para outras áreas mais carenciadas do Concelho do Seixal.
Mas não ficamos por aqui. Para a reunião de Câmara desta quarta-feira consta da Ordem de Trabalhos, no ponto 13º - e passo a transcrever - "Concurso público para a execução da empreitada Edificio Alentejo - Instalação de Serviços. Processo nº 11.16.01/01. Indemnização."
Ora, acontece que este eficício, há tanto tempo adquirido e sem nenhuma utilização até à data, se destinava a ser a sede da Assembleia Municipal, sem que tal nunca até hoje se tenha concretizado. Contudo, agora, vá-se lá saber por alma de quem, esta Câmara CDU resolveu que ali se deveria antes instalar os serviços de uma Loja do Cidadão, vai daí, há que indemnizar o consórcio a quem já tinham sido adjudicas ao obras para adaptação do edifício a sede da Assembleia Municipal. A isto chama-se deitar dinheiro fora! E tão caro que ele está...
A história conta-se assim: a empreitada tinha sido adjudicada ao consórcio ASN/Socijoba por um valor de 563.937,16€ + IVA e um prazo de execução de 120 dias. Perante a intenção da Câmara Municipal do Seixal de proceder a anulação do concurso público, e tendo o consórcio adjudicatório sido notificado da anulação, foi entendido pagar uma indemnização compensatória correspondente a 10% da adjudicação, que até tinha sido recente - Novembro de 2008.
Assim, uma vez mais, a Câmara CDU acordou pagar uma indemnização de 70.327,76€ acrescido de IVA, para que desse modo fosse anulado um contrato que havia sido firmado há apenas 5 meses atrás. Isto é ou não é má gestão? Não me digam que sou eu que sou implicativo...
Desta forma o consórcio ASN/Socijoba empocha quase vinte mil contos, pagos pela Câmara Municipal do Seixal para simplesmente não fazer nada!
Aliás esta última empresa (Socijoba) parece ter-se especializado neste item: Receber da CMS para não fazer nada, de facto já neste mandato esta empresa tinha ganho um concurso para remodelação da frente ribeirinha junto à Mundet, mas em virtude do executivo municipal ter achado que afinal já não queria fazer a obra que tinha adjudicado pagou nessa altura cerca de cinquenta mil euros (dez mil contos).
Perante os factos resta-me terminar com as primeiras palavras da última música dos Xutos:
"Anda tudo do avesso
Nesta rua que atravesso
Dão milhões a quem os tem
Aos outros um passou - bem..."


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Boletim Municipal até vê o que não há

Além dos critérios editoriais duvidosos, o Boletim Municipal continua com a sua habitual dose de independência (a chamada independência dependente) na análise de todas as situações que possam, de algum modo, beliscar a gestão PCP da Câmara.
Mais um exemplo disso é a descrição que é feita no seu nº 503, acerca da festa nocturna de comemoração do 25 de Abril. Acerca do fogo de artifício que não funcionou (de tal forma que o próprio Presidente diz que não o vai pagar), o Boletim Municipal pelos vistos parece não ter encontrado nada de errado nisso, descrevendo o fogo de artifício como tendo sido parte da festa. Provavelmente apenas abrilhantou as cabeças dos que escrevem no Boletim Municipal...
Senhor Presidente, quando lhe pedirem o pagamento e o senhor alegar a não-existência de fogo de artifício, veja lá se a empresa responsável não tem um Boletim Municipal na mão para fazer prova de que tudo correu às mil maravilhas.

CONVITE

As Mulheres Socialistas de Setúbal e o Candidato a Euro-Deputado Joel Hasse Ferreira, convidam para uma Sessão Pública subordinada ao tema "As Candidatas do PS a Euro-Deputadas respondem...", dia 21 de Maio às 21.30h, no IPJ em Setúbal.

Estão confirmadas as presenças das candidatas - Ana Gomes, Jamila Madeira e Sónia Fertuzinhos

A moderação estará a cargo da Candidata à Câmara de Setúbal, Teresa Almeida, e na sessão de abertura estará o Candidato a Euro-Deputado, Joel Hasse Ferreira, o Presidente da Federação, Vítor Ramalho e a Presidente das Mulheres Socialistas de Setúbal, Catarina Marcelino.

VENHA PERGUNTAR
AS CANDIDATAS RESPONDEM

PARTICIPE!

NÓS EUROPEUS


Dia 20 de Maio – Hotel Orion – 21h15m

No âmbito da pré-Campanha para as Eleições Europeias realiza-se no próximo dia 20 de Maio (4ª feira), um debate sobre a "Europa e as Eleições Europeias", iniciativa para a qual temos o prazer de o(a) convidar com a participação de: Vítor Ramalho, Presidente da Federação, Joel Hasse Ferreira, Eurodeputado e Candidato e de Ana Gomes também Eurodeputada e Candidata ao Parlamento Europeu.

Esta iniciativa realiza-se no Hotel Orion em Fernão Ferro – Seixal e tem início às 21h30m.

Contamos com a sua participação, passe a mensagem,

Bela Vista, um problema profundo gerado pelo PCP

Depois de uma semana atribulada em Setúbal, convirá analisar o que se passou na Bela Vista, começando por citar Jerónimo de Sousa e as suas declarações sobre os incidentes na Bela Vista:
“Jerónimo de Sousa diz que solução tem de ser social e não de forma repressiva. Num dia em que a tarde, segundo a agência Lusa, voltou a ser atribulada com tiros e explosões escutadas no bairro da Bela Vista , em Setúbal, o líder do PCP referiu que a questão não é um problema policial, mas sim social. … Com o agravar da crise, a situação social tende também a piorar e a originar esta tensão neste tipo de bairros.”
Jerónimo Sousa vem finalmente reconhecer o falhanço do modelo de gestão do PCP no distrito de Setúbal, juntando-se inconscientemente à voz da oposição no reconhecimento do problema social e urbanístico grave criado no distrito ao longo de três décadas de gestão comunista no poder autárquico.
Analisando o problema de fundo, não se trata obviamente de um problema policial, mas sim de organização urbana, social e, sobretudo, político!
No caso da Bela Vista, o Ministério da Administração Interna tomou uma posição séria e responsável, devolvendo a serenidade à população. Será que o PCP desejava o contrário? Será que não queria uma intervenção policial, mantendo um ambiente propício ao crime e à insegurança? Por acreditar que não, resta-nos entender que estas declarações se tratam de demagogia e irresponsabilidade política.
O problema de fundo, no entanto, é uma situação vezes demais denunciada pela Juventude Socialista. Os executivos CDU/PCP são os responsáveis directos pela criação de inúmeros bairros sociais problemáticos, em moldes esvaziados de qualquer
política inclusiva e integradora das minorias, muitas vezes, sem condições básicas e dignas. Vejamos o que aconteceu com a Quinta da Princesa, o bairro da Cucena, a Arrentela, o que se deixou fazer no Bairro de Santa Marta de Corroios, em Vale de Chícharros (Jamaica) e, por fim, o que se preparam para fazer na Flor da Mata e Pinhal de Frades.
A pergunta é, portanto, muito simples. Queremos mais desta dita esquerda que tem transformado, irresponsavelmente, a região de Setúbal numa bomba relógio, pronta a rebentar a qualquer momento? Queremos mais bairros sociais isolados, fonte de discriminação e sem uma orientação política de integração na sociedade?
Se queremos é fácil! Bastará votar nos mesmos de há 30 anos, nos mesmos que nos trouxeram até este estado de conflito social, de insegurança, de injustiça desigualdade social. Essa (ir-)responsabilidade tem nomes e rostos no Seixal e o Partido Comunista pretende repeti-las nas próximas eleições.
Vamos fechar os olhos e esperar que a bomba rebente nas nossas mãos?

SÉRGIO PAES
Coordenador concelhio da Juventude Socialista do Seixal

PS pelo Hospital do Seixal

A ministra da Saúde, Ana Jorge, esteve hoje no Seixal onde revelou que o acordo estratégico, respeitante ao Hospital do Seixal, vai ser cumprido dentro do prazo estabelecido, pois, tal como previsto, a assinatura irá ocorrer ainda neste 1º semestre do ano.
A ministra adiantou ainda que o perfil do Hospital do Seixal está determindado, havendo já uma equipa pronta para desenvolver todo o programa funcional, no sentido da celeridade no avanço do mesmo.
Assim, tal como sempre foi defendido pelo PS, o nascimento do Hospital do Seixal irá trazer uma lufada de ar fresco às necessidades da população do concelho, sinónimo de melhor qualidade de vida.
Segundo a ministra Ana Jorge, até ao Verão estarão criadas as condições para a assinatura do acordo, algo que só não ocorre imediatamente porque, na localização prevista, o Governo quer dedicar mais espaço, em termos de terreno, a este Hospital.
A questão da localização vem, aliás, sendo colocada pelo PS local, de algum tempo a esta parte. Apenas o executivo CDU não via incoveniente nenhum no local escolhido mas, apesar de tudo, devemos congratularmo-nos com as notícias hoje vindas a público e gritar bem alto:

Todos pelo Hospital do Seixal!

Emprego 2009

Esta semana, o texto que aqui deixo para posterior publicação no jornal «Comércio do Seixal e Sesimbra», é um artigo de opinião de Maria José Esteves, membro do secretariado da Federação de Setúbal do PS.
Como habitualmente, poderá comentar aqui e no blog "Revolta das Laranjas".

«Perante a crise económica mundial e que atingiu também Portugal, o Governo lançou um conjunto de Medidas para fazer face ao desemprego que se agravou com esta crise, com o objectivo de responder aos problemas dos cidadãos, das empresas e do sector social e local e que denominou “Emprego 2009”.
Ao nível das cidadãos estas medidas pretendem contribuir para facilitar a entrada no mercado de trabalho, apoiar a manutenção do seu emprego ou promover a formação profissional.
Ao nível do Sector Social e Local estas medidas pretendem promover actividades realmente úteis, incentivos de apoio ao emprego, de estímulo à contratação e também opções para a realização de estágios.
Ao nível das empresas são apresentados incentivos de apoio ao emprego, de estimulo à contratação e, também, opções para a realização de estágios na sua empresa.
Sendo o Sector Social e Local aquele que responde ao trabalho socialmente útil prestado pelas entidades públicas ou privadas sem fins lucrativos, é nele que os desempregados inscritos nos Centros de Emprego devem ser inseridos para satisfazer as necessidades sociais ou colectivas temporariamente prestado por estas entidades à comunidade.
No sentido de envolver todas as Autarquias, quer as Juntas de Freguesia quer as Câmaras Municipais, assim como as entidades sem fins lucrativos, o Ministro do Trabalho e da Solidariedade, assinou protocolos com um elevado número de autarcas e de responsáveis por estas instituições com vista a uma responsabilização partilhada no esforço de integração dos desempregados inscritos nos Centros de Emprego.
No dia 7 de Abril o Ministro Vieira da Silva deslocou-se ao Centro de Formação Profissional do Seixal onde estiveram representadas a maioria das Câmaras Municipais da Península de Setúbal e um elevado numero de Juntas de Freguesia e entidades privadas sem fins lucrativos. Nesta cerimónia realizaram-se dois actos: o primeiro em que as entidades assinaram protocolos de compromisso com o Sr. Ministro do Trabalho em como irão apresentar candidaturas para inserir desempregados em Contratos de Emprego Inserção e em Estágios Profissionais e um segundo acto em que algumas entidades assinaram termos de responsabilidades com os directores dos Centros de Emprego relativamente a candidaturas já aprovadas para a integração de desempregados em Contratos de Emprego Inserção.
Assim, nesta fase pública de partilha de responsabilidade, as autarquias locais e o sector social da Península de Setúbal comprometeram-se em integrar 1027 desempregados, sendo que destes, 480 foram assumidos por autarquias, nomeadamente:




De salientar o facto de que das 9 Câmaras Municipais da Península de Setúbal, apenas não esteve presente a Câmara Municipal de Almada, embora o poder autárquico deste concelho tenha estado representado pelas 3 Juntas de Freguesia que não são governadas por autarcas do Partido Comunista, nomeadamente as Juntas de Freguesia da Charneca de Caparica (PS), da Trafaria (PS) e da Costa de Caparica ( PSD).
O concelho do Seixal foi o único em que a totalidade das freguesias e a Câmaras Municipal não se comprometeram em integrar qualquer desempregado.
De realçar o facto da Câmara Municipal do Montijo ser a autarquia que se comprometeu com o maior número de integrações, juntando-se assim ao esforço de todos para melhorar a vida das famílias e atenuar as consequências do desemprego, permitindo também, com este reforço de recursos humanos, prestar um melhor serviço à comunidade.
Congratulamo-nos também com as instituições sem fins lucrativos Misericórdias, Bombeiros, Centros Sociais e Paroquiais, Associações de Reformados e outras que se comprometeram em integrar 547 desempregados revelando o seu espírito solidário no combate às consequências da crise.
Em contrapartida é de lamentar, a falta de interesse do poder autárquico de Almada e Seixal em se juntarem a esta partilha de combate à crise não dando oportunidade de integrar os desempregados dos seus concelhos nesta fase delicada da economia, não dando oportunidade a centenas de famílias de melhorarem a sua situação financeira.
Não são apenas as empresas que têm a obrigação em investir neste esforço nacional de criação de emprego. As autarquias enquanto entidades públicas deverão ser as primeiras a participar neste esforço nacional e contribuir para que os desempregados e as respectivas famílias tenham uma ajuda.
Conforme referiu Vieira da Silva “é decisivo criar novas oportunidades para as pessoas que precisam”.»


Maria José Esteves
[Membro do Secretariado da Federação de Setúbal & Deputada Municipal na Assembleia Municipal de Almada]

Mandatário e Director Distrital da Campanha das Eleições para o Parlamento Europeu do PS

O Secretariado da Federação deliberou nomear o Senhor Prof. Leopoldo Guimarães, independente, ex-reitor da Universidade Nova de Lisboa e personalidade bem conhecida dos meios intelectuais e universitários para mandatário distrital da campanha eleitoral para o Parlamento Europeu, que terão lugar no próximo dia 7 do mês de Junho.

O Secretariado regista com grande satisfação e aceitação da deliberação por parte do Senhor Prof. Leopoldo Guimarães que já proferiu uma importante intervenção numa iniciativa que a federação do PS levou a efeito no passado dia 19 do corrente mês de Maio no Hotel Esperança, em Setúbal.

Para director da campanha do distrito o Secretariado deliberou nomear o militante socialista de Sesimbra José Reis, ex-Presidente da Federação e ex-Deputado e personalidade profundamente ligada ao PS há longos anos.

O facto de José Reis ter aceite este desafio é um facto também muito encorajador para o bom êxito da campanha.

O Presidente da Federação

Vítor Ramalho


Setúbal, 13 de Maio de 2009.

Solidariedade com os trabalhadores

«ESTE ano, por influência da recessão, o aumento do desemprego e da pobreza ensombra, em todo o mundo, as comemorações do 1.º de Maio.
Apesar do esforço que tem sido feito para diminuir os efeitos, a verdade é que quando as sociedades mais ricas adoecem, a nossa pequena e débil economia entra em letargia. Embora já haja alguns sinais de retoma nos EUA, os indicadores revelados pelo Banco de Portugal e pelo Instituto Nacional de Estatística sobre o estado da nossa economia são deveras preocupantes. Mas não nos podemos resignar perante a adversidade.
Se a saída da crise tem de ser feita pela sociedade civil, através da revitalização do tecido económico, da inovação e com o empenho de todos para se poder aumentar a competitividade do país, não é, todavia, com empresários manhosos e oportunistas, que deixam de pagar salários e fazem despedimentos sem qualquer fundamento, nem com as milionárias remunerações e escandalosas mordomias dos nossos gestores, que são dos mais bem pagos da Europa, que poderemos ter esperança no futuro. Pelo contrário, só contribuem para aumentar o fosso das desigualdades sociais, além de ser chocante e uma afronta aos mais desfavorecidos ver alguns desses gestores reclamarem o congelamento dos salários dos trabalhadores, que são dos mais baixos da Europa, quando eles próprios recebem milhões e não abrem mão deles.
Parafraseando o ex-presidente americano John Kennedy, é preciso que os empresários e gestores «não perguntem o que é o país pode fazer por eles, mas o que eles podem fazer pelo país». Sem uma atitude empreendedora e socialmente mais justa, não se pode concretizar a mudança de paradigma que o país precisa.
Enquanto lá fora o que conta é o mérito, a capacidade e a vontade de trabalhar, cá dentro até para guardar cabras já pedem licenciados! Com mais de 30 anos é-se velho e com mais de 50 quem ficar desempregado estará entregue à caridade porque simplesmente ninguém lhe dá trabalho para poder viver honestamente. E esta situação já começa a ter consequências com o aumento dramático da pobreza.
Apesar de o Governo já ter investido muitos milhões de euros no apoio a empresas e instituições sociais, esta crise é grave e não se resolve durante a noite com uma varinha mágica. É preciso, pois, que os agentes económicos e os parceiros sociais passem das palavras aos actos para ajudar quem mais necessita e mostrar que a solidariedade social não pode ser uma palavra vã.»


[Fernando Soares Reis, in Notícias da Zona]

Mais Europa

Com o convencimento da importância do orçamento europeu, para o investimento público na Europa livre e para a recuperação económica alavancada nesse investimento, a União Europeia não deve perder esta oportunidade para se reorganizar e passar, definitivamente, a uma entidade que, mais do que unida por um conjunto de tratados e normas comunitárias, seja efectivamente portadora de uma governação económica comum, eficaz e assumidamente europeísta, com os valores plurais e da pluralidade democrática, representativa dos povos, bem marcados na sua acção.
Apesar de nunca ter sido um adepto convencido do federalismo, por questões de natureza óbvia de acreditar que é possível concretizar a Europa Unida sem o modelo clássico do federalismo,e face o comprometimento desse modelo por força dos sucessivos alargamentos, sendo a entrada em vigor do Tratado de Lisboa o culminar do "Europeísmo não Federal" na medida em que, quanto mais for considerado o Tratado Constitutivo da União Politica mais afasta o sistema federal puro, o que é certo é que hoje não se pode deixar para trás o debate, aberto,alargado e franco sobre a Europa comum, em especial em época de decisões importantíssimas para a Europa como as eleições do próximo dia 7 de Junho.

Com a Alemanha a contrair 5,4% em 2009, a Espanha com 20% de desemprego em 2009, a Irlanda a contrair 9% em 2009 , Portugal e a França abaixo da contracção da Filândia que ficará pelos 4,7% e os déficites públicos europeus a disparar acima dos 5%,com as previsões para 2010-porventura revistas em baixa em tempo oportuno-que evidenciam uma recuperação mas quase sempre na casa do crescimento negativo, é tempo de se reflectir sobre o futuro económico da Europa, avaliar a "experiência euro", sem a qual aliás não teria sido possível resistir à crise global, e partir para o patamar seguinte de concretização do modelo social europeu, com especial incidência em politicas comuns de emprego.
A Europa não está numa encruzilhada, está sim num desafio. E os povos da Europa devem responder positivamente a esse desafio, participando o mais possível e, deste modo, comprometendo as famílias políticas representadas no Parlamento Europeu. Mais do que uma entidade que distribuí fundos ou que acaba com fronteiras, a União só conseguirá sobreviver se assumidamente consolidar o seu processo politico.Para isso é preciso que Lisboa não seja apagada, nem da estratégia, nem do Tratado, definidos por Presidências Portuguesas, primeiro sob a égide de Guterres, depois com Sócrates.
Tanto mais que economias como a Norte Americana e a Brasileira dão sinais de recuperação e no Médio Oriente o Irão quererá ocupar o vazio deixado pela retirada dos Americanos, ocupação essa que se poderá transformar numa cruzada de índole económica, na base do mercado do petróleo e no nuclear energético, agora que o ministro dos estrangeiros deste recente governo de Israel já redefiniu e apontou o "eixo do mal".
Face a tudo isto, com a Europa a não se definir, os EUA a recuperar e a concentrar a sua recuperação numa cooperação de interesses com a América Latina- nem que para isso Obama tenha de, mesmo que parcialmente, desembargar Cuba- uma solução de governação europeia que melhore este estado de coisas e que permita fazer as pontes para o resto do mundo só pode ser uma solução que integre uma participação reforçada da esquerda democrática e dos seus ideais na Europa. E, nesse campo, é preciso saber qual o papel que a esquerda democrática quer desempenhar na Europa, em conjunto com todos os democratas humanistas europeus.

Alguns governantes de democracias Sul Americanas, à sua maneira, como Lula da Silva, claramente vão querer abalançar-se como referência para uma alternativa e uma nova ordem e vão tentar conversar melhor com Obama do que com Barroso ou Sarkozy. Novos blocos económicos informais poderão constituir-se e nós europeus não podemos ficar a falar para dentro.
É preciso mais Europa, com uma articulação mais eficaz na economia comum e sem complexos do social europeu comum.

Em Portugal, lamentávelmente, os partidos que se sentam à esquerda do PS, no hemiciclo parlamentar, representam o conservadorismo face à Europa. Não querem a Europa política e económica, como nunca quiseram. Matérias como o ambiente, as energias renováveis, as liberdades, o personalismo, não são defendidas nem por comunistas, nem pelos verdes e são mesmo abafadas pela sua postura euro-céptica ou anti-europeísta. Anti-sistémica como muito bem sintetizou Vital Moreira. Estão radicalizados e já demonstraram a sua intolerância face à Europa, escolhendo a Alameda em Lisboa para essa manifestação de intolerância e deixaram claro que estão predispostos à intolerância.

Só a esquerda democrática, solidária e social poderá conduzir a uma Europa Unida. A esquerda conservadora é um obstáculo. A direita descolorida, que maioritariamente integra a família do PPE, é uma desilusão.
Eu sei o que o PS quer e sei que Vital Moreira acompanha os ideais socialistas, partilhados por todos os socialistas que se candidatam ao Parlamento Europeu. E sei que os socialistas que vão para o Parlamento Europeu não deixarão de dialogar com todos os democratas.

José Assis

HINO MARIA DA FONTE

Estamos em Maio comemore-se pois a Liberdade e recorde-se a Maria da Fonte. Por estes dias assinalam-se os 163 anos da Revolta.



Viva a Maria da Fonte
Com as pistolas na mão
Para matar os cabrais
Que são falsos à nação

É avante Portugueses
É avante não temer
Pela santa Liberdade
Triunfar ou perecer

É avante Portugueses
É avante não temer
Pela santa Liberdade
Triunfar ou perecer

Viva a Maria da Fonte
A cavalo e sem cair
Com as pistolas à cinta
A tocar a reunir

É avante Portugueses
É avante não temer
Pela santa Liberdade
Triunfar ou perecer

Lá raiou a liberdade
Que a nação há-de aditar
Glória ao Minho que primeiro
O seu grito fez soar

É avante Portugueses
É avante não temer
Pela santa Liberdade
Triunfar ou perecer

É avante Portugueses
É avante não temer
Pela santa Liberdade
Triunfar ou perecer

Seixal recebe 1.º Encontro do Poder Local Democrático

O Seixal organiza, hoje, dia 9 de Maio, a partir das 10 horas, no restaurante Quinta Valenciana, em Fernão Ferro, o 1.º Encontro do Poder Local Democrático.

O Encontro, que vai reunir actuais eleitos das autarquias locais e outros que já deixaram de exercer funções, leva a debate: Os 35 anos de Poder Local Democrático em Portugal.

O 1.º Encontro do Poder Local Democrático é uma iniciativa que integra as comemorações dos 35 anos de Abril: um projecto de rosto humano.

Programa:
10 horas - Recepção aos participantes
10.15 horas - Inicio do Encontro com entrega da Medalha Comemorativa dos 35 anos de Abril
10.30 horas - Assinatura de protocolos entre a Câmara Municipal do Seixal e as Juntas de Freguesia do concelho do Seixal

10.45 horas - Intervenções dos representantes das forças políticas com assento na Assembleia Municipal:
- Coligação Democrática Unitária - CDU
- Partido Socialista - PS
- Partido Social-democrata - PSD
- Bloco de Esquerda - BE
- Centro Democrático Social - Partido Popular - CDS-PP

- Membro dos órgãos representativos dos Trabalhadores das Autarquias do Concelho do Seixal
- Carlos Pereira, Presidente da Junta de Freguesia de Fernão Ferro, em representação das Juntas de Freguesia do Concelho do Seixal
- Miguel Boieiro - anterior Presidente da Assembleia Municipal do Seixal
- Joaquim Oliveira - anterior Presidente da Assembleia Municipal do Seixal
- Eufrázio Filipe - anterior Presidente da Assembleia Municipal e da Câmara Municipal do Seixal
- Joaquim Judas - Presidente da Assembleia Municipal do Seixal

11.45 horas - Encerramento
- Alfredo Monteiro, Presidente da Câmara Municipal do Seixal

12 horas - Animação Musical

12.30 horas - Almoço
Local: Restaurante Quinta Valenciana, Fernão Ferro

O porquê da CM Seixal não querer criar um SMAS

A Câmara Municipal do Seixal tem vindo, desde sempre, a manter directamente a gestão dos serviços de Água e Saneamento do município. Acontece que, esta suposta sobrecarga de trabalho de coordenação e gestão não é ingénua e tem os seus frutos para a Câmara Municipal e os seus custos para os munícipes.
Se tantas Câmaras Municipais pelo país optaram já pela criação de um serviço próprio que gira as Águas e Saneamentos - os SMAS (Serviço Municipalizado de Águas e Saneamento) -, caso do concelho vizinho de Almada (ao passo que outras até entregaram esse encargo a terceiros, como Setúbal, por exemplo), aqui no Seixal optou-se por nada fazer nesse sentido.
E porquê? - perguntarão os mais interessados.
A resposta é simples. Este é um sector que dá bastante lucro aos cofres da autarquia. Para isso basta atentar nos números do último Orçamento de 2009.

Vejamos:

Despesa:
a) Águas 3.619.192,00€
b) Esgotos 5.626.957,00€
- Sector Águas - o valor apresentado já inclui os gastos com pessoal: 1.970.928,00€
- Sector Esgotos - o valor apresentado já inclui os gastos com pessoal: 862.476,00€

Total: a) + b) = 9.246.149,00€


Receita:
a) Em impostos indirectos:
- tubos condutas e similares 3.500.000,00€
- manutenção infraestruturas e esgotos 3.000.000,00€
- tratamento de efluentes 3.000.000,00€

b) Em vendas de bens e serviços correntes:
- consumo de água 11.000.000,00€
- saneamento 66.000,00€
- águas 656.400,00€
Total: a) + b) = 21.222.400,00€


Perante estes valores depreende-se o porquê da Câmara não querer criar os SMAS. Este é um sector bastante lucrativo, que não convém delegar em outrem. Fazendo as contas são quase 12 milhões de Euros de lucro - 11.976.251,00€, mais concretamente - que esta Câmara CDU retira a seu favor, quando o que devia fazer era baixar as tarifas praticadas, porque A ÁGUA É DE TODOS!
Ao invés o que a Câmara Municipal fez foi aumentar a factura da água em mais 50%, quando institui-o a recente taxa de tratamento de efluentes que, recorde-se, o PS contesta em Tribunal neste momento.
Na realidade, se consultarmos o Anuário Estatístico da Região de Lisboa, quando se aquilata o abastecimento de Água por município em 2006, o Seixal é aquele que capta mais água, quer na Península de Setúbal, quer na Grande Lisboa. Em números, o Seixal capta água de origem subterrânea na ordem dos 30.440 m3, mais do dobro do que é captado em toda a Grande Lisboa (13.853 m3) e quase metade do que é captado em toda a Península de Setúbal (67.599 m3).

É caso para dizer que, face aos factos, a CDU não sabe ou não quer aproveitar os bons recursos naturais de que o nosso concelho dispõe.

Em suma, esta Câmara CDU não quer que se crie um SMAS (Serviço Municipalizado de Águas e Saneamento) no Seixal, porque desse modo ficaria demonstrado (através da criação de centros de custo próprios) que, actualmente, os que lideram os destinos da autarquia, vivem à custa do esforço dos munícipes neste sector tão importante e essencial.

Outra coisa que devemos saber é, qual a diferença entre Imposto e Taxa?
Pois bem, ambas são formas de tributar, mas há diferenças específicas, senão vejamos:
Imposto é uma quantia paga obrigatoriamente por pessoas ou organizações para um governo, a partir de uma base de cálculo, para que esses valores sejam revertidos em benefícios públicos.
Já a Taxa é a exigência financeira, à pessoa privada ou jurídica, para usar certos serviços fundamentais, ou pelo exercício do poder de fiscalização, imposto pelo governo ou organização governamental.
Ao contrário do imposto, que é uma prestação pecuniária devida pelos contribuintes por via autoritária, a título definitivo e sem contrapartida, com vista à cobertura dos encargos públicos, a taxa pressupõe sinalagma, ou seja, dá origem a uma contra-prestação específica (e não uma mera utilidade geral), resultante de uma relação concreta entre o sujeito passivo e um bem ou serviço público.

Ora, vem isto a propósito do valor da tarifa da água cobrada no município do Seixal. Sempre que se fala deste assunto, o argumento da maioria PCP/CDU que gere os destinos da autarquia é que os valores estão nivelados com os praticados pelos restantes municípios da Área Metropolitana de Lisboa. Todavia, mesmo aceitando que assim é - porque é quase impossível comparar os tarifários praticados pelas diferentes Câmaras Municipais - quem afirma isto, aqui no Seixal, esquece-se de algo de importância bastante relevante nesta questão: existe aqui um aquífero (local de extracção de água para consumo) de grande capacidade e qualidade que permite a exploração directa e a custos reduzidos deste importante recurso. É fácil depreender que aqui a exploração é muitíssimo mais barata pelo simples facto da captação ser realizada a uma grande profundidade, e a água se encontrar desde logo apta ao consumo, ao passo que, noutros concelhos, por não disporem da igual fonte no seu subsolo, têm de encetar vários procedimentos até à sua chegada ao consumidor. Imagine-se o custo que é, por exemplo, captar a água na Barragem de Castelo do Bode (Ribatejo), transporta-la até nós, tendo ainda de se gastar dinheiro no seu tratamento, tudo isto antes de chegar ao consumidor final, como acontece com aqueles com quem nos queremos comparar.
Ou seja, a Câmara Municipal do Seixal o que faz através da factura da água não é cobrar-nos uma taxa como seria devido, mas antes sobrecarregar os Seixalenses com mais um Imposto.
É caso para dizer: Acorda Seixal!

Comente aqui e no blog Revolta das Laranjas, sendo que os comentários escolhidos serão publicados no jornal «Comércio do Seixal e Sesimbra».

Abandono do Centro Histórico

«Infelizmente, é com muita tristeza minha que encaro a situação do centro histórico do Seixal, praticamente ao abandono, e a degradar-se mais a cada dia que passa.
A diminuição da população nas últimas décadas na Freguesia do Seixal é um dado assente.
É uma população envelhecida e maioritariamente carenciada, que não possui rendimentos suficientes para reabilitar os edifícios. Não irão ser os condomínios privados que se constroem nas periferias que vão combater a desertificação. É necessário aproveitar as infra-estruturas já existentes, para assim podermos remodelar e dar vida nova ao centro histórico do Seixal. Urge dar a conhecer a todos os cidadãos do Seixal, que o seu centro histórico irá ser entregue ao abandono, com a saída dos serviços camarários, para o novo edifício administrativo situado na Arrentela, que juntamente com o parque oficinal, irá custar cerca de 250 mil euros mensais à autarquia e consequentemente aos munícipes.
Qual será o futuro dos pequenos comerciantes que na sua maioria sobrevivem ao dia a dia graças aos funcionários camarários? São eles que irão notar a diferença, que irão sofrer com a mudança.
É por tudo isto que temos a obrigação de apostar nas obras de conservação e no cada vez maior mercado de arrendamento dos edifícios do centro histórico.
É urgente utilizar todos os mecanismos possíveis para a recuperação urbana do centro histórico do Seixal. É necessário trazer os jovens de novo para o centro histórico, e para isso há que criar novos fogos para habitação jovem.
Há que adquirir e recuperar os prédios do centro histórico e disponibilizalos para fogos de habitação jovem. Um dos nossos objectivos será a criação de um programa de habitação jovem nos núcleos de formação histórica. Alguns dos edifícios do centro histórico são de grande dimensão, como T4 ou T5 ou até alguns T6, o que permite a sua reconversão, aumentando o número de casas disponíveis.
Desta forma, cada fogo pode permitir construir pelo menos 3 novas casas, requalificando e transformando-se, em grande parte, em casas mais pequenas, de maior interesse para os jovens. Não nos podemos esquecer, que para o executivo camarário da CDU, o Seixal histórico está oficialmente “aniquilado”.
Devemos igualmente lembrar que com o projecto que a câmara tem, e que a junta apoia, nada será feito em prol dos Seixalenses que habitam no centro histórico, e de todos os seus comerciantes, pelo contrário, arriscamo-nos a ver perecer, perante os nossos olhos o centro histórico do Seixal.
Seixalenses, tenham consciência de que a única aposta da CDU hoje, como durante estes mais de 30 anos de poder no Seixal, é, única e exclusivamente a manutenção do poder autárquico.
Seixalenses, uma coisa vos garanto, o meu mandato à frente dos destinos da Junta de Freguesia do Seixal será movido pela causa de fazer Renascer o Seixal.»


[por Rui Miguel Brás]
Membro da Assembleia de Freguesia da Secção do PS Seixal/Arrentela

JS pela verdadeira solidariedade...

... e contra o estendal colectivo (ridículo e de génese ultrapassada), esbanjando umas quantas centenas de euros em t-shirts, dinheiro esse que podia ser aproveitado de forma mais solidária, que não esta opção propagandista do elenco CDU.

Estaleiro da Quinta da Fidalga

- O único estaleiro da região do Seixal construído em alvenaria.
- Várias embarcações dos Descobrimentos ali poderão ter sido construidas. Se assim foi, agora, nada resta desse passado. A Câmara do Seixal destruiu-o.

Para relembrar, ouvir aqui, o trabalho jornalístico efectuado pela "Antena 1", em Fevereiro de 2008.

«Está destruído o Estaleiro da Fidalga no Seixal. Era um edifício degradado, mesmo na baía daquela cidade. As opiniões dividem-se quanto à importância deste estaleiro naval. Alguns historiadores defendem a ideia de que várias embarcações do tempo dos Descobrimentos foram ali construídas. No entanto, a Câmara do Seixal garante* que o edificio não tinha qualquer relevância histórica. Seja como for, as máquinas avançaram recentemente para dar continuidade à construção do passeio marítimo. A reportagem de Mário Galego relata os sentimentos contraditórios de quem assiste à demolição do estaleiro.»

*As garantias dadas pela Câmara são de sua livre inciciativa, não tendo tido qualquer parecer técnico externo.

Europa Colorida e Amiga

«São diversos os factos que vão ajudando a um certo aligeirar da discussão europeia, em torno das eleições para o Parlamento Europeu. As lamentáveis ocorrências da Alameda, no dia Primeiro de Maio de 2009, fazendo reviver momentos históricos, vividos nos tempos do após 25 de Abril de 1974, curiosamente vividos fora do 1º de Maio, que foi um momento de unidade nacional em 1975 com o desfile conjunto e gigantesco determinante para a consolidação da viragem para a democracia, ocuparam, em desabono dessa democracia, o panorama político. Em homenagem a essa unidade nacional e ao salutar convívio entre forças sociais e politicas, o PS, o PCP a UGT e a CGTP IN têm a boa prática de apresentarem cumprimentos no 1º de Maio, apesar de desfilarem em locais distintos. Este ano a coisa não correu bem e houve quem não gostasse de ver Vital Moreira, homem reconhecidamente de enorme craveira e prestígio, que fará um excelente mandato no Parlamento Europeu. Uma demonstração de intolerância que, felizmente, só foi exercida por meia dúzia de indivíduos, que mereciam mais forte reparo por parte do PCP.

As eleições europeias, que se realizam sensivelmente daqui a um mês, são importantíssimas para o futuro do Velho Continente e, por isso, para todo o globo. Com a inevitabilidade de, mais tarde ou mais cedo, se ratificar plenamente o Tratado de Lisboa, o Parlamento Europeu, orgão que, contrariamente à tradicional arquitectura das democracias, não foi, desde logo, o referencial de funcionamento e de poder da Comunidade Europeia e da União, na medida em que não possuía muitas competências, deixando à Comissão e ao Conselho a tarefa normativa, ficará, com essa ratificação, reforçado nos poderes e no papel da construção Europeia. Por isso, como em todas as eleições, é importante reflectir sobre quem se elege e quais as ideias e os ideais sobre a Europa que se apresentam a sufrágio.

Por outro lado, com a crise instalada e sinais de mudança na Europa,como recentemente a eleição Islandesa que afirmou a esquerda como força sólida para recuperar um país que, tendo sido uma referência de bem estar e desenvolvimento, faliu, é imperativo que essa força de desenvolvimento - a esquerda democrática - se multiplique no Parlamento Europeu e daí se expanda para os outros orgãos europeus, fazendo fluir o bom sentimento social europeu. Sabemos que as forças conservadoras e pouco coloridas teimam em continuar instaladas na Europa livre, obstruindo a construção de uma União comum com uma governação forte e a caminho de um estádio social comum que permita o bem estar dos povos. E nessas forças conservadoras incluo as que estão contra a Europa comum, radicais nesse como noutros aspectos, como sejam os marxistas, a maioria dos comunistas e os direitistas do costume. A Europa colorida, amiga dos povos,livre, solidária e tolerante é a Europa da esquerda democrática. Disso não tenho a menor dúvida.

Avigdor Lieberman, ministro Israelita dos Estrangeiros visita a Europa. Depois do fracasso que foi a iniciativa de diálogo com os Palestinianos para a "solução dos dois Estados", com os Israelitas a exigirem, como condição prévia, que o Estado Israelita fosse reconhecido como um Estado Judaico e, portanto, do género apartheid, exigindo, mais ainda, que o Irão assumisse o seu desarmamento completo sem reciprocidade, coisa que, e muito bem, Hillary liminarmente rejeitou como condições prévias de negociação, o ultranacionalista ministro de um governo de direita, mas com o apoio dos trabalhistas de Israel, virá tentar convencer, alguns europeus,da bondade das suas ideias quanto ao futuro do Médio Oriente. Entretanto as investidas militares por Gaza recomeçaram. Com vozes contra o ultranacionalismo deste governo Judeu, vozes essas europeias, o ministro, porventura com o apoio da direita europeia radicada em governos como o de Sarkozy e Berlusconi, já advertiu que a União poderá deixar de ter o papel de intermediador para a paz entre Israel e a Palestina. O ministro está preocupado com o Irão. Nós europeus também estamos. E estamos preocupados com o terrorismo. Mas Avigdor parece que quer ser parte do problema e contribuir para a pressão e o conflito mais do que contribuir para a paz. Nós estamos preocupados com o ministro, defensor acérrimo do ataque a alvos civis em Gaza,e, se caso disso, ao uso do nuclear em Gaza, sendo considerado um radical do Israel Beiteinu.

Mais tarde ou mais cedo os trabalhistas Israelitas sairão do governo e a Internacional Socialista tem que intervir nesse sentido. O Presidente Shimon Peres encontrar-se-à com Obama e desse encontro poderá sair reforçado o ideal de paz, como reforçado o papel da nova Administração Norte Americana para a paz.
A Europa tem de se chegar à frente e não pode perder-se em novelas ou desmandos. A nossa amiga colorida é gira demais para ficar a ver passar os comboios e, para já, deve mandar o tal ministro para casa com uma mensagem : aqui nós queremos a paz.»


[por José Assis]
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