Enviaram-me este texto com o pedido da sua publicação - Aqui fica, com um grande bem haja à sua autora

AOS PORTUGUESES

- Ao publicar este texto vou arriscar-me a perder amigos, o emprego e, até ficar de relações alteradas ou cortadas com elementos da minha própria família. Mesmo assim, por justiça a um homem que a merece, e porque me preocupo e gosto do meu país, não hesitei em fazê-lo.
Não tenho o objectivo de manipular as pessoas e nem estou a ser paga ou pressionada para o fazer. Trata-se, apenas, de alertar e apelar ao bom senso, lucidez e inteligência dos portugueses para uma situação muito séria para o nosso país e para todos nós.
Mesmo respeitando a ideologia e forma de estar na vida de cada um, devemos de o exercer com consciência, responsabilidade e, volto a repetir, lucidez. É nessa base que o faço porque no fundo, todos nós contribuímos para o país que temos nem que seja, apenas, num pequeno gesto de civismo no mesmo quotidiano. Em conjunto, nós somos o “cartão de visita” da nossa sociedade.
Sempre tive uma noção muito firme do que deve ser o dever, comportamento e responsabilidade de um político, acima de qualquer outra pessoa. Afinal, o bem-estar de um povo, de um país e, no seu todo, do mundo está nas suas mãos. O seu cargo exige um exercício de funções honesto, determinado, empenhado, transparente e interessado no desenvolvimento do país e condições de vida do seu povo, acima de interesses pessoais.
Ao longo da vida fui observando e contando que o exercício dos políticos, na sua maioria, não corresponde ao padrão ideal. Decepcionam pelo seu mau ou péssimo desempenho do cargo e, muitos deles, com agravante de se deixarem corromper por interesses indignos, o que tem originado num justificado descrédito, generalizado, pela classe.
Tudo isto levou a concluir, entre outros casos, que a maioria deles ingressam na política pela ambição do estatuto, privilégios e outras coisas… e não por “vocação” ou interesse pelo próximo. Mas, como em tudo na vida há excepções!
Quando há quatro anos se aproximaram as eleições legislativas eu encontrava-me numa fase de grande decepção e desmotivação. Todos nós nos apercebíamos que o país se encontrava numa estagnação e inércia impressionante, sem perspectivas, mais precisamente “afundado”.
Fui assistindo a toda a campanha eleitoral e escolhi o meu eleito. Apercebi-me que se tratava de um político correcto, honesto, firme, determinado, corajoso e lutador, ou seja, o perfil do homem que o país precisava. A minha decisão estava tomada. Logo de início tive a percepção de que ia ganhar com maioria absoluta. Abençoada maioria! Muitos de nós não terão noção do valioso contributo que deram ao país com o vosso voto.
Depois do governo estruturado e composto por elementos muito bem escolhidos, a acção passou à prática, sempre com o mesmo empenho, interesse e determinação, tendo como objectivo melhorar as condições de vida dos portugueses, procurando saídas e alternativas para os problemas existentes e os que vão surgindo e, em simultâneo, tomando medidas para modernizar, reestruturar e promover o país, em todas as áreas, no território e além fronteiras.
Ao contrário de muitos políticos, o nosso governante não tem decepcionado, tem-se mostrado à altura do seu cargo, mantendo as qualidades que vi nele como pessoa, político e, acima de tudo, governante.
O nosso primeiro-ministro e o seu governo têm demonstrado e exercido todas as suas capacidades de políticos e executivos “vocacionados”, pelas qualidades já referidas e por tomarem as melhores medidas para o país, algumas até impopulares, sujeitando-se a criar numa ala considerável de inimigos e pondo em causa a sua própria popularidade a bem da Nação, das quais cito, entre outras, talvez, as mais marcantes:
a) A liquidação das dividas ao Fisco – que sabia bem a muita gente, mas estava a danificar as finanças do Estado, contribuído para o desequilíbrio e “afundamento” do país.
b) A avaliação dos professores – que é mais do que evidente – NÃO QUEREM SER AVALIADOS. A relutância desde o início, as alternativas apresentadas pela classe, sem nexo, a agressividade e espírito vingativo denuncia isso. Para muitos, os mais convencidos e/ou inseguros, uma avaliação representa uma afronta ao seu ego, uma humilhação ao seu estatuto, é essa a base do conflito, embora não queiram admitir, mesmo tendo em consideração qualquer alteração ou correcção que o próprio contexto de avaliação necessita. E, como sempre, esta e todas as outras situações que se apresentam, são aproveitadas e trabalhadas pelas forças da oposição.
c) O combate à corrupção – numa “contrariedade” para muitos que vêm frustrados os seus “programas” para subirem na vida à custa de danificarem as dos outros.
Esta é, sem dúvida, numa manifestação de coragem e competência de grandes governantes: “mexer” com pessoas que não querem ser “mexidas”.
Ainda há muito para fazer, claro que há. O país está em crise, é evidente que está. Os nosso problemas já existentes, de há muito, e o programa de recuperação do governo foram agravados pelo “caos” que, entretanto, “explodiu” nas super potências com repercussões trágicas e gravíssimas para todo o mundo. Ainda estamos longe de condições de vida ideais para todos nós (se é que isso é possível em algum país), agora ainda mais.
É necessário, contudo, que tenhamos consciência e uma pequena noção, que seja, da dimensão e tudo o que implica um projecto de reestruturação e modernização de um país que se encontrava na situação do nosso.
É um processo demorado que exige medidas complexas, por vezes até, desagradáveis mas necessárias e que só podem ser conseguidas com um governo à altura, como este tem sido, e a colaboração e compreensão do povo.
Tendo-me decepcionado com as manifestações de rua e outras que, embora próprias de um país livre e democrático, são injustas e instrumentalizadas pela oposição, não a bem da nação, mas por interesses partidários e/ou deles próprios. A falta de respeito, de consciência, de justiça e de reconhecimento por um governante e um governo que há quatro anos andam a lutar, arduamente, e a dar o seu melhor, pelo seu povo e pelo seu país, é lamentável.
Neste período de governação já tanta coisa boa foi realizada! Tantas medidas já foram tomadas, umas grandes, outras pequenas, o que a conjuntura de um país em profundas mudanças permite. O que é possível fazer, mas que parte do povo insiste em não reconhecer, não valorizar. A todas as medidas que são tomadas e/ou postas em prática para beneficiar ou ajudar a vida dos portugueses, as reacções são sempre negativas, de crítica e insatisfação. Estarão longe de satisfazer as carências da maioria das famílias portuguesas, é certo, mas essas medidas ao serem tomadas, dentro das possibilidades do país, já denúncia o interesse, boa vontade e preocupação do seu governante, mesmo reconhecendo as situações de vida dramáticas de algum de vós.
Sem menosprezar o que de bom tenha sido feito pelos anteriores governos, não tenho dúvidas ao afirmar: “o País está em boas mãos, no rumo certo e esta é a melhor governação de sempre!”
Sejamos justos e gratos para com este governante que tomou a liderança de um país decadente e atrasado, em relação ao resto da Europa, empreendendo um projecto ambicioso, trabalhoso, de grande dimensão e valorização para o país – a sua modernização, reestruturação e dinâmica – que tanto precisava!
Só ele teve essa coragem!
Hoje já somos uma sociedade em desenvolvimento, em progresso, admirado e elogiado além fronteiras, pelos seus esforços e medidas correctas, certas e apropriadas que têm sido tomadas.
Novas eleições se aproximam, para as quais aqui fica o meu apelo à vossa consciência cívica, ponderação e reflexão. Está em causa o presente e o futuro das nossas vidas e do nosso país.
NÃO SE ILUDAM!
- MAIS À “DIREITA”
A “Direita” nunca serviu, serve ou servirá os interesses do povo. Ávidos pelo poder só têm como objectivo, acima de tudo, os interesses individuais e promover a ascensão oportunismo e mordomias da sua própria elite, que só se interessa por dinheiro, pela sua conta bancária, pelo seu capital e estatuto. Mais ainda, uma viragem dessas, nesta altura, ia ser um recuar no tempo, um desfazer do que está a ser bem feito (nem que fosse para pretenderam mostrar que são melhores), um “desastre” para o país. Até porque, nas oportunidades que já tiveram de governação não conseguiram fazer melhor, pelo contrário, a sua inércia e incompetência (entre outras coisas) contribuíram para o país que tínhamos.
- Mais à “Esquerda”
A sua ideologia bem intencionada, justa e humana, que eu própria partilho e concordo, não corresponde à realidade. Basta constarmos as péssimas condições de vida dos chineses, cubanos, albaneses e outros, agravado com a brutal violação dos direitos humanos e democráticos para concluir que , na prática não funciona como seria de esperar. É uma ideologia bem intencionada, mas utópica.
Cito uma frase do escritor brasileiro Augusto Cury, numa das suas obras: “O sonho da igualdade só cresce no terreno do respeito pelas diferenças”, o que me parece não ser aplicável a esta ideologia pela incoerência entre a teoria e a prática por eles próprios praticada. Esse equilíbrio jamais será possível pela sua complexidade e pelas suas próprias características, tão diversas, do ser humano.
O socialismo parece-me ser o ponto de equilíbrio político e social do interesse para qualquer país. Dado que parte do mundo já vive em democracia, as outras forças políticas serão necessárias para troca de ideais, pontos de vista, contrapor opiniões, de forma construtiva, positiva e útil, mas não para governação. É fundamental para o reequilíbrio do mundo que todas essas forças unam os seus esforços, de forma civilizada, superando as diferenças, isenta de egoísmo e interesses pessoais, tendo como objectivo comum e supremo – qualidade de vida, com tudo o que isso engloba, em todas as sociedades, para que possamos usufruir um mundo (lindo e fantástico que já é) saudável a todos os níveis e mais justo para todos.
As próximas eleições “sem maioria” vai levar a alianças ou ingerências das outras forças politicas que se vão aproveitar para dificultar o bom rumo do programa do governo e criar instabilidade. Não é isso que nós queremos para o nosso País!
Vamos dar ao Eng. José Sócrates um segundo voto de confiança, com a maioria que ele precisa para continuar a sua excelente e dinâmica governação, assim como do seu governo, como prova de gratidão e justiça para com este governante que tem lutado com “gana”, como ninguém, por todos nós. É a forma de lhe dizermos: “Obrigada/o Sr. Primeiro-Ministro!”
Não posso terminar sem agradecer a todos os portugueses – seria injusto – que há quatro anos votaram em maioria absoluta, pelo valioso contributo que deram ao país e porque contribuíram, também, para que eu deixasse de sentir vergonha de ser portuguesa. Obrigada Portugueses!
A cidadã,

Maria Cristina Grácio

6 comentários:

Anónimo disse...

Belo tacho que deve ter esta senhora

Anónimo disse...

Perguntas

Porque é que o cidadão José Sócrates ainda não foi constituído arguido no processo Freeport? Porque é que Charles Smith e Manuel Pedro foram constituídos arguidos e José Sócrates não foi? Como é que, estando o epicentro de todo o caso situado num despacho de aprovação exarado no Ministério de Sócrates, ainda ninguém desse Ministério foi constituído arguido? Como é que, havendo suspeitas de irregularidades num Ministério tutelado por José Sócrates, ele não está sequer a ser objecto de investigação? Com que fundamento é que o procurador-geral da República passa atestados públicos de inocência ao primeiro-ministro? Como é que pode garantir essa inocência se o primeiro-ministro não foi nem está a ser investigado? Como é possível não ser necessário investigar José Sócrates se as dúvidas se centram em áreas da sua responsabilidade directa? Como é possível não o investigar face a todos os indícios já conhecidos? Que pressões estão a ser feitas sobre os magistrados do Ministério Público que trabalham no caso Freeport? A quem é que o presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público se está a referir? Se, como dizem, o estatuto de arguido protege quem o recebe, porque é José Sócrates não é objecto dessa protecção institucional? Será que face ao conjunto de elementos insofismáveis e já públicos qualquer outro cidadão não teria já sido constituído arguido? Haverá duas justiças? Será que qualquer outro cidadão não estaria já a ser investigado? Como é que as embaixadas em Lisboa estarão a informar os seus governos sobre o caso Freeport? O que é que dirão do primeiro-ministro de Portugal? O que é que dirão da justiça em Portugal? O que é que estarão a dizer de Portugal? Que efeito estará tudo isto a ter na respeitabilidade do país? Que efeitos terá um Primeiro-ministro na situação de José Sócrates no rating de confiança financeira da República Portuguesa? Quantos pontos a mais de juros é que nos estão a cobrar devido à desconfiança que isto inspira lá fora? E cá dentro também? Que efeitos terá um caso como o Freeport na auto-estima dos portugueses? Quanto é que nos vai custar o caso Freeport? Será que havia ambiente para serem trocados favores por dinheiros no Ministério que José Sócrates tutelou? Se não havia, porque é que José Sócrates, como a lei o prevê, não se constitui assistente no processo Freeport para, com o seu conhecimento único dos factos, ajudar o Ministério Público a levar a investigação a bom termo? Como é que a TVI conseguiu a gravação da conversa sobre o Freeport? Quem é que no Reino Unido está tão ultrajado e zangado com Sócrates para a divulgar? E em Portugal, porque é que a Procuradoria-Geral da República ignorou a gravação quando lhe foi apresentada? E o que é que vai fazer agora que o registo é público? Porque é que o presidente da República não se pronuncia sobre isto? Nem convoca o Conselho de Estado? Como é que, a meio de um processo de investigação jornalística, a ERC se atreve a admoestar a informação da TVI anunciando que a tem sob olho? Será que José Sócrates entendeu que a imensa vaia que levou no CCB na sexta à noite não foi só por ter feito atrasar meia hora o início da ópera?

Mário Crespo, in JN

Anónimo disse...

Concordo plenamente com o texto que a Maria Cristina Grácio escreveu e ainda bem Samuel que o publicaste ,pois não há duvida que o País há quatro anos estava na desgraça e que se tinha que por medidas que nós sabiamos que iam ser impopulares.
Eu fui um dos que lutei para que alguma coisa se fizesse afim de haver para bem de todos alterações neste País que já estava há deriva .
Vamos agora dar mais um mandato de maioria ao Sócrates a bem dos Portugueses .
VIVA PORTUGAL

Anónimo disse...

O Portugueses só darão a maioria ao Socrates se forem esquecidos, porque têm sido as grandes vitimas das sua politicas de direita, que tem estrangulado a classe média e enriquecido mais ainda os ricos.
Acordem Portugueses, e mostrem que querem um Portugal melhor, mais digno da sua história.

Anónimo disse...

Este texto tem muita grácia, realmente a senhora deve ser astronauta, é que escreve bem mas só deve vir á terra de vez em quando, para quem cá está todos os dias a sofrer, a opinião é muito diferente.

Anónimo disse...

Não votei PS nas últimas legislativas, mas nas próximas o meu voto vai para eles!!!
Acrescento ainda que em termos gerais concordo com a apreciação feita pela Srª Maria Cristina Grácio, tenha ela um grande "tacho" ou não.
José Tavares - Amora

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