Conhece a origem da superstição "sexta-feira, 13"?

Reza a história que o rei francês Filipe, o Belo, fortemente endividado perante a Ordem Templária, em 13 de Outubro de 1307, uma sexta-feira, ordenou a sua extinção e a perseguição de todos os seus membros.
Assim, na madrugada de 13 de Outubro de 1307, por toda a França, por ordem do seu soberano Filipe, as residências dos Cavaleiros do Templo foram arrombadas e os seus membros capturados. Entre eles estava Jacques de Molay, seu derradeiro e último Grão-Mestre. À prisão suceder-se-ia inquéritos e julgamentos sumários e a maioria seria condenada à morte pelo fogo. Foi também o que aconteceu a Jacques Demolay, quando os sinos da Catedral de Notre Dame tocavam ao anoitecer do dia 18 de Março de 1314 o último Grão-Mestre Templário foi queimado vivo no pelourinho, numa pequena ilha do Rio Sena. Conta-se que antes de morrer o Mestre Templário terá convocado a comparecer em menos dum ano perante o Criador os seus carrascos, afim de acertarem contas com a justiça divina, a saber: o Papa, o Rei e o Chanceler Régio. E assim aconteceu, o Papa Clemente V morreu em Roquemaure na madrugada de 19 para 20 de Abril, por causa de uma infecção intestinal. O Rei Filipe IV faleceu em 29 de Novembro de 1314, com 46 anos de idade, quando caiu de um cavalo durante uma caçada em Fountainebleau. Guillaume de Nogaret acabou falecendo numa manhã da terceira semana de Dezembro, envenenado. Ao rei de França sucederam no trono os seus três filhos, e os três morreram em plena juventude, com eles terminando a dinastia dos Capetos. A seguinte, dinastia dos Valois, viria de ser contestada pelos ingleses, começando assim a Guerra dos Cem Anos.
É pois este o motivo porque, desde então, a sexta-feira 13 está associada a um dia de azar.
Os Templários foram a vítima provável de um tempo melindroso. O século começara trágico por toda a Europa, com os maus anos agrícolas a sucederem-se e, com eles, a inevitável fome e a morte. Os monarcas europeus andavam em aflições, sem saberem o que fazer para deitar mãos a tamanha miséria e, se às vezes tinham sucesso, outras vezes acrescentavam-na. Dos campos fugia-se para as cidades pois acreditava-se que os seus ares eram benéficos, mas tamanho afluxo amontoou multidões que, por isso mesmo, morriam mais e revoltavam-se mais. Qualquer boato era verdade certa, inflamavam-se os ânimos e qualquer coisa servia de rastilho neste barril de pólvora.
Nesta conjuctura aqueles que foram designados como os primeiros banqueiros da história despertaram a cobiça dos monarcas em aflição. De facto devido à sua dispersão por várias regiões, era normal que os Templários necessitassem de deslocar dinheiro de uns lugares para outros e que muitos mercadores pedissem os seus serviços. Tinham, pois, uma escrituração organizadíssima e inovadora, sendo eles os pioneiros da utilização da conhecida "letra de câmbio" Mas apesar de tudo, na Península Ibérica, nem mesmo o processo movido pela Cúria Romana foi bastante para convencer os seus monarcas que, entre si, combinaram comum actuação e, apesar de todos acatarem a decisão de extinção da Ordem, decidiram que os seus bens reverteriam para as respectivas coroas. Além disso, pelo menos em Portugal e Aragão, esses bens seriam usados para a fundação de "novas" ordens religiosas nacionais, cujos primeiros membros seriam antigos templários. Em Portugal, seria a Ordem de Cristo, ornada com a mesma cruz templária, que será também aquela que identificará, mais tarde, as caravelas e as naus dos Descobrimentos.
Em Portugal, o primeiro Grão-Mestre da Ordem do Templo foi Gualdim Pais, companheiro de D. Afonso Henriques na batalha de Ourique. Foi nele que o nosso fundador depositou a responsabilidade, nunca desmerecida, de defender as terras conquistadas para Sul. Na luta contra os sarracenos, os Templários estavam sempre na linha da frente. A Gualdim Pais devemos a fundação de Tomar (está aí sepultado na igreja de Santa Maria do Olival), e a construção do castelo de Almourol, tendo os seus cavaleiros sido os responsáveis por nunca, depois de conquistada, termos perdido a linha do Tejo. Ao recusar entregá-los à fogueira, inocentando-os de todas as acusações, D. Dinis soube reconhecer o seu enorme contributo para a nacionalidade. Tendo desse acto lúcido nascido a possibilidade da epopeia.
Por fim diz-se que os que não estavam na Peninsula Ibérica mas mesmo assim lograram escapar à fogueira, refugiaram-se na Escócia, tendo aí formado a Ordem Maçónica, mas isso já é outra história...

4 comentários:

Anónimo disse...

Ironia do destino teres sido escolhido pelos teus camaradas para liderar a equipa de candidatura à Câmara, também numa sexta feira 13.

Espero que seja sinónimo de azar para os comunistas e desejo-te as maiores felicidades neste hercúleo combate.

Anónimo disse...

Esta poderia também chamar-se a sexta-feira negra em termos de liberdade.
Sabem que hoje houve uma reunião/comício com a população na Torre da Marinha. Entrava eu logo a seguir ao Alfredo Monteiro, e ouço isto: era o que faltava campanha politica aqui!! Tirem isso daí.
Isso era o jornal comércio em cima de uma mesa, ao lado de panfletos da camara.
Não agradou ao presidente ter ali, na reuniao/comício, a cara dos oponentes.
Pensem disto o que quiserem...

Anónimo disse...

Vereador Samuel Parabéns pela sua candidatura a Presidente da Câmara.
Sei que fará uma excelente campanha eleitoral tal como até aqui tem feito um excelente trabalho em Vereador na Câmara do Seixal. O concelho do Seixal tem o candidato que há muito necessitava ter.
Felicidades e um abraço ao futuro Presidente da Câmara do Seixal, Dr. Samuel Cruz.

Daniel Geraldes disse...

Se sabe isso tudo, sabe tambem porque é que o Dr. Jorge Sampaio fez aquela operação ao coração para colocar um pacemaker.

Parabens pela sua nomeação, e como é obvio desejo-lhe o melhor resultado possivel mas atras do PSD.

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