Os moradores dos Redondos são Seixalenses de segunda?


A pergunta que faço hoje é: os moradores dos Redondos (Fernão Ferro) são seixalenses de segunda?
Passo a explicar a razão de ser de tão esranha questão.
É que recentemente foi distribuido nesta zona um comunicado, que pode ler clicando na imagem, assinado pelo Vereador Carlos Mateus, onde em síntese se diz, instalámos um novo sistema de recolha de lixo, que é muito mais cómodo para si, por favor dirija-se à sua associação de moradores para pagar o seu contentor do lixo que foi ela que os ofereceu à Câmara.
Ora a primeira questão que se coloca é, porque é que todos os habitantes de Fernão Ferro que usufruêm deste sistema de recolha de lixo não pagaram o seu contentor e os habitantes dos Redondos têm que o pagar?
A resposta é simples, esta é uma discricionariedade inaceitável, não há justificação possível!
E a segunda questão é, o pagamento destes contentores não está já incluído no pagamento da TRS (Taxa de Resíduos Sólidos) que todos os meses é uma (das muitas)taxas que nos é apresentada na factura da água?
A resposta é SIM, este serviço está incluído na TRS,´pois é o art. 12.º n.º 1 do Regulamento Municipal sobre Resíduos Sólidos Urbanos que nos diz: "Para a deposição de resíduos urbanos a Câmara Municipal directamente ou mediante contrato, põe à disposição dos utentes os seguintes tipos de recipientes:" descrevendo de seguida os vários tipos de contentores disponíveis.
Resta-me apelar aos moradores dos Redondos para dizerem basta à continua pedinchice da Câmara Municipal do Seixal. Não paguem nada até que tenham aquilo a que têm direito, e que neste caso é um moderno sistema de recolha de resíduos sólidos urbanos, sendo que para isso devem ser instalados nos locais onde vivemos sistemas enterrados ou semi-enterrrados de recolha de resíduos (vulgo moloks).

P.S: Como nota de rodapé diga-se que também não deixa de ser estranha esta promiscuidade entre a Câmara Municipal do Seixal e a Associação de Moradores dos Redondos, em que uma entidade privada oferece à Câmara aquilo que devia ser esta a pagar e depois é um Vereador da Câmara que vem apelar (usando os meios municipais) ao pagamento aquela entidade privada. Que grande confusão!

5 comentários:

Anónimo disse...

Confusão é algo a que o Vereador Carlos Mateus já nos habituou. Admito que tenha tomado uma decisão ou melhor, assinado de cruz um papel, que veio a dar no que é sabido. O Vereador deve corrigir esta informação uma vez que, como já mencionou, todos os municipes já pagam a TRS.

Seixalense Atento disse...

A noticia a seguir, penso que era objecto de discussão, até porque retrata bem o partido comunista actual, ainda bem que há homens e mulheres, mesmo sendo tarde ainda conseguem ter coragem de bater com a porta, a um partido totalitário.
No Seixal, alguns já o fizeram, outros tem medo e receio das represálias, nomeadamente de perderem e serem perseguidos no emprego.




Presidente da câmara de Sines desvincula-se do PCP


Manuel Coelho, presidente da Câmara Municipal de Sines, desvinculou-se do PCP devido a “recriminações e acusações absurdas, idiotas, insuportáveis e intoleráveis”. Segundo o edil, a decisão foi baseada numa “sucessão de factos” que o levaram a “uma análise rigorosa sobre os fundamentos ideológicos, a estrutura, os programas e as práticas políticas” do partido, concluindo que “não estavam reunidas condições” para continuar a identificar-se com elas.




Em resposta, o PCP entende que Manuel Coelho “devia pôr o cargo à disposição da força política que o elegeu”. Em declarações à agência Lusa, o responsável pela direcção regional do Litoral Alentejano do PCP, Manuel Valente, entende que, “quem ganhou as eleições em Sines foi a CDU e não o senhor Manuel Coelho”, pelo que, “do ponto de vista ético e político, pôr o cargo à disposição seria o mais correcto”.



O presidente sineense acusa o PCP de estar “impregnado de um conjunto de características típicas de organizações dogmáticas, com disciplina de caserna”, que o tornam “uma organização estalinizada, com práticas reaccionárias, envolvidas de um discurso pretensamente progressista, mas, de facto, retrógrado”. Manuel Valente rejeita essas palavras, defendendo que o PCP é “um partido de prática democrática e de funcionamento colectivo”. “Estas afirmações não nos surpreendem, porque já foram feitas por outros militantes que se desvincularam e alguns foram até parar ao PSD”, conclui.



Manuel Coelho critica o “clima de esquizofrenia” criado quando assumiu o contrato de execução com o ministério da Educação, “ousando levá-lo à reunião de Câmara Municipal de Sines para ser ratificado”. Segundo o edil, “primeiro tentou-se que os vereadores votassem contra, deixando o presidente isolado e desacreditado perante o ministério da Educação e a organização política”, e, de seguida, os eleitos da Assembleia Municipal foram “pressionados” para reprovarem as decisões da autarquia.



Além disso, o presidente sineese dá ainda exemplos de “algumas manifestações de desconfiança e suspeições” do PCP em decisões tomadas, nomeadamente a comparência nos “actos de cerimónia do senhor primeiro-ministro”, o convite a Cavaco Silva para “os actos inaugurais do Castelo”, a “demissão de determinados quadros superiores da câmara” ou sobre “o que disse, ou quis dizer, em entrevistas sobre o interesse dos investimentos em Sines”. Para Manuel Valente, a decisão de Manuel Coelho culmina “um processo de repetidos actos de tomada de decisões contrárias ao projecto” do partido para o concelho e uma “injustificada aproximação às políticas do governo para a região”.



Devido ao facto de ter votado contra o contrato de execução assinado pela câmara com o Governo, a propósito das competências acrescidas em matéria de educação, “em obediência às directrizes do partido”, o vereador Albino Roque foi desprovido das competências delegadas, na alteração das competências da autarquia. Manuel Coelho justificou a reorganização com o facto de considerar que Albino Roque não cumpre critérios que aponta como “razões fundamentais” para a constituição de uma equipa, nomeadamente o concurso para a “coesão da equipa, a lealdade” e a capacidade de distinguir planos partidários com o poder local.



Manuel Valente acusa o presidente sineense de “má-fé, saneamento político e retaliação, ao propor numa reunião camarária extraordinária, a alteração de pelouros, retirando o também eleito pela CDU, Albino Roque, da vice-presidência que tem exercido”. Para o dirigente comunista, estas medidas são uma “necessidade de poder pessoal, contrária à gestão participada e descentralizada” que o seu partido defende.



Agora, o presidente da câmara fica com responsabilidade directa sobre o serviço de empreitadas, a vereadora Carmen Francisco assume o pelouro das finanças e a vereadora Marisa Santos passa a desempenhar o cargo de vice-presidente. Manuel Coelho garante que a sua decisão não é “o passaporte para o ingresso em qualquer partido ou organização do quadro actual do nosso país”, realçando que quer sentir-se “liberto e livre” para agir politicamente de acordo com as suas convicções. Manuel Coelho está, actualmente, a cumprir o terceiro mandato na autarquia de Sines, eleito pela CDU.

Seixalense Atento disse...

A noticia a seguir, penso que era objecto de discussão, até porque retrata bem o partido comunista actual, ainda bem que há homens e mulheres, mesmo sendo tarde ainda conseguem ter coragem de bater com a porta, a um partido totalitário.
No Seixal, alguns já o fizeram, outros tem medo e receio das represálias, nomeadamente de perderem e serem perseguidos no emprego.




Presidente da câmara de Sines desvincula-se do PCP


Manuel Coelho, presidente da Câmara Municipal de Sines, desvinculou-se do PCP devido a “recriminações e acusações absurdas, idiotas, insuportáveis e intoleráveis”. Segundo o edil, a decisão foi baseada numa “sucessão de factos” que o levaram a “uma análise rigorosa sobre os fundamentos ideológicos, a estrutura, os programas e as práticas políticas” do partido, concluindo que “não estavam reunidas condições” para continuar a identificar-se com elas.




Em resposta, o PCP entende que Manuel Coelho “devia pôr o cargo à disposição da força política que o elegeu”. Em declarações à agência Lusa, o responsável pela direcção regional do Litoral Alentejano do PCP, Manuel Valente, entende que, “quem ganhou as eleições em Sines foi a CDU e não o senhor Manuel Coelho”, pelo que, “do ponto de vista ético e político, pôr o cargo à disposição seria o mais correcto”.



O presidente sineense acusa o PCP de estar “impregnado de um conjunto de características típicas de organizações dogmáticas, com disciplina de caserna”, que o tornam “uma organização estalinizada, com práticas reaccionárias, envolvidas de um discurso pretensamente progressista, mas, de facto, retrógrado”. Manuel Valente rejeita essas palavras, defendendo que o PCP é “um partido de prática democrática e de funcionamento colectivo”. “Estas afirmações não nos surpreendem, porque já foram feitas por outros militantes que se desvincularam e alguns foram até parar ao PSD”, conclui.



Manuel Coelho critica o “clima de esquizofrenia” criado quando assumiu o contrato de execução com o ministério da Educação, “ousando levá-lo à reunião de Câmara Municipal de Sines para ser ratificado”. Segundo o edil, “primeiro tentou-se que os vereadores votassem contra, deixando o presidente isolado e desacreditado perante o ministério da Educação e a organização política”, e, de seguida, os eleitos da Assembleia Municipal foram “pressionados” para reprovarem as decisões da autarquia.



Além disso, o presidente sineese dá ainda exemplos de “algumas manifestações de desconfiança e suspeições” do PCP em decisões tomadas, nomeadamente a comparência nos “actos de cerimónia do senhor primeiro-ministro”, o convite a Cavaco Silva para “os actos inaugurais do Castelo”, a “demissão de determinados quadros superiores da câmara” ou sobre “o que disse, ou quis dizer, em entrevistas sobre o interesse dos investimentos em Sines”. Para Manuel Valente, a decisão de Manuel Coelho culmina “um processo de repetidos actos de tomada de decisões contrárias ao projecto” do partido para o concelho e uma “injustificada aproximação às políticas do governo para a região”.



Devido ao facto de ter votado contra o contrato de execução assinado pela câmara com o Governo, a propósito das competências acrescidas em matéria de educação, “em obediência às directrizes do partido”, o vereador Albino Roque foi desprovido das competências delegadas, na alteração das competências da autarquia. Manuel Coelho justificou a reorganização com o facto de considerar que Albino Roque não cumpre critérios que aponta como “razões fundamentais” para a constituição de uma equipa, nomeadamente o concurso para a “coesão da equipa, a lealdade” e a capacidade de distinguir planos partidários com o poder local.



Manuel Valente acusa o presidente sineense de “má-fé, saneamento político e retaliação, ao propor numa reunião camarária extraordinária, a alteração de pelouros, retirando o também eleito pela CDU, Albino Roque, da vice-presidência que tem exercido”. Para o dirigente comunista, estas medidas são uma “necessidade de poder pessoal, contrária à gestão participada e descentralizada” que o seu partido defende.



Agora, o presidente da câmara fica com responsabilidade directa sobre o serviço de empreitadas, a vereadora Carmen Francisco assume o pelouro das finanças e a vereadora Marisa Santos passa a desempenhar o cargo de vice-presidente. Manuel Coelho garante que a sua decisão não é “o passaporte para o ingresso em qualquer partido ou organização do quadro actual do nosso país”, realçando que quer sentir-se “liberto e livre” para agir politicamente de acordo com as suas convicções. Manuel Coelho está, actualmente, a cumprir o terceiro mandato na autarquia de Sines, eleito pela CDU.

Anónimo disse...

Aqui há negócio e o presidente dos redondos é que sabe.

konami disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
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