Marinha Grande assinala passagem dos 75 anos sobre a revolta do movimento operário

Marinha Grande assinala hoje passagem dos 75 anos sobre a revolta do movimento operário
O dia 18 de Janeiro de 1934 ficou marcado em Portugal por uma greve geral revolucionária, resultante de um longo processo de luta social e sindical pela melhoria das condições de vida da classe trabalhadora, mas também como movimento nacional de contestação à ofensiva corporativa contra os sindicatos livres. O movimento sai para a rua e desenrola-se, mas a falta de apoio militar e a fraca adesão e repercussão nacional condenou-o ao fracasso. Registaram-se greves gerais de carácter pacífico em várias cidades e manifestações operárias, um pouco violentas, na Marinha Grande, Seixal, Alfeite, Cacilhas e Setúbal. Foram sabotadas estruturas de transportes, comunicações e de energia entre Coimbra e o Algarve (com destaque para Leiria, Martingança e Póvoa de Santa Iria), e confrontos armados com forças policiais em Lisboa e Marinha Grande, onde o movimento atingiria grandes repercussões.
Quando em finais de 1933 se iniciam os preparativos da insurreição e Greve Geral do dia 18 de Janeiro de 1934, o centro industrial vidreiro da Marinha Grande não ficaria de fora: em articulação com as organizações sindicais nacionais, o movimento foi liderado por José Gregório, Teotónio Martins, Manuel Baridó, António Guerra, Pedro Amarante Mendes, Miguel Henrique e Manuel Esteves de Carvalho.
O número de detidos na Marinha Grande ascendeu a mais de uma centenas de pessoas.
O último sobrevivente da revolta morreu em Janeiro de 2007. João Sousa 'Bacharel', que trabalhava numa pequena empresa vidreira, foi preso e passou 12 anos encarcerado em Peniche, Angra do Heroísmo e Trafaria. Morreu aos 95 anos

A todos os homens inconformados e que têm a coragem de lutar contra o sistema aqui fica a minha sentida homenagem.

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