Pensamento do dia


«Acredito que as instituições bancárias são mais perigosas para as nossas liberdades do que o levantamento de exércitos. Se o povo Americano alguma vez permitir que bancos privados controlem a emissão da sua moeda, primeiro pela inflação, e depois pela deflação, os bancos e as empresas que crescerão à roda dos bancos despojarão o povo de toda a propriedade até os seus filhos acordarem sem abrigo no continente que os seus pais conquistaram.» Thomas Jefferson, 1802

P.S: Não deixa de ser irónico ser este o rosto das notas de dois dólares e da moeda de 5 cêntimos (ou nickel). ...

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O tema que vos trago aqui hoje não é novidade para quem me ouve com alguma regularidade, o caos urbanístico, o excesso de construção e a consequente perda de qualidade de vida da população do Seixal. Aliás para quem nunca me escutou tal também não será novidade, tal realidade certamente saltará à vista, mesmo do mais distraído.
Se não, pense porque é que os cuidados de saúde que lhe prestam não são os que merece, porque é que os seus filhos não têm a escola que deviam, porque é que os transportes públicos não o levam onde deseja ou o local onde vive não dispõe dos espaços verdes que lhe prometeram…
Tudo isto, no concelho do Seixal tem um nome e uma razão de ser, e essa razão é o mau ou, em certos casos mesmo, inexistente planeamento urbanístico. E assim foi, e ainda é, porque a maioria PCP/CDU que governa o nosso município há mais de trinta anos, há falta de bem saber gerir, criou um monstro com infinitas necessidades nutritivas (entenda-se uma máquina municipal que consome em despesas correntes e nos mais variados folclores e fogos de artificio todos os recursos de que dispõe).
Ora para alimentar este gigante que se chama Câmara Municipal do Seixal, a solução encontrada foi a emissão de papel-moeda autárquico, e esta emissão de papel-moeda consiste nada mais nada menos que emissão de alvarás de loteamento, licenças de construção, Planos de Pormenor, e toda uma panóplia de instrumentos que, mais ou menos legalmente, permitiram transformar um concelho rural no inicio da década de 70 do século passado, com menos de 40.000 eleitores, num subúrbio descaracterizado com cerca de 200.000 habitantes hoje em dia, uma das maiores taxas de crescimento demográfico do nosso país portanto.
Ao mesmo tempo também a autarquia cresceu, e de que maneira! Se o município sobre a gestão comunista, iniciada em Abril de 1974, viu a sua população quintuplicar de menos de 40.000 habitantes para os actuais 200.000, já a máquina camarária multiplicou por 14 os seus 120 funcionários de 1974, chegando assim aos seus quase 1700 empregados actuais.
Poder-se-ia pensar que o pior já passou, mas, infelizmente não é assim, temos em plena fase de desenvolvimento os empreendimentos Seixal Baía com 300 novos fogos; a Quinta da Trindade (vulgarmente conhecida por urbanização do Benfica) com mais 1516 novas casas, e isto a somar a todos os pequenos empreendimentos que todos os dias nascem como cogumelos nas nossas ruas.
Depois há ainda projectos imobiliários já autorizados pela Câmara Municipal mas ainda não executados, dos quais destaco o Campo de Golf na Flor da Mata, 196 lotes destinados a moradias, moradias em banda, apartamentos turísticos e hotel, num total de 57.375m2 de nova construção; o loteamento do Alto da Verdizela que por si só se destina a 30.000 novos habitantes, o Plano de Pormenor da Torre da Marinha com 1.200 novos fogos e o Plano de Pormenor da Siderurgia com mais 1.500 novos fogos.
Ou seja já na forja tem esta Câmara autorizados a construção de 20.000 novos fogos, com uma população estimada de 60.000 novos habitantes!
Mas para quê este desenfreado licenciamento de nova construção se só no nosso concelho há cerca de 5.000 imóveis usados para venda?
Como já disse a explicação é só uma, inexistente planeamento urbanístico condicionado pela absoluta necessidade de financiamento da Câmara Municipal do Seixal, senão pensemos, o que justifica o licenciamento de 20.000 novos fogos, quando existem neste momento cerca de 5.000 disponíveis no mercado e é indesmentível que as infra-estruturas existentes não correspondem às necessidades de quem já cá habita?
Muito provavelmente a resposta encontra-se no 1.333.038,85€ já pagos pelo promotor do novo campo de golf em taxas urbanísticas (TRIU – Reforço e Infra-estruturas Urbanísticas e RMTEU – Edificação e Urbanização) ou nos 7.576.408,02€ devidos pelo promotor da urbanização Alto da Verdizela apenas como Caução para garantia da execução das obras do loteamento.
Já sabe, se quiser pode comentar este post, os comentários escolhidos serão publicados posteriormente no jornal Comércio do Seixal e Sesimbra. Também o poderá fazer no Blog Revolta das Laranjas de Paulo Edson Cunha.

Socialistas acusam câmara do Seixal de não nomear Comandante Operacional

Notícia do Jornal Sol

A vereação socialista acusa o executivo municipal do Seixal de violar a lei, ao não ter ainda nomeado o Comandante Operacional Municipal, incumbido de coordenar situações de crise como a do simulacro deste fim-de-semana

«A Câmara Municipal do Seixal não nomeou ainda um Comandante Operacional Municipal (COM), sendo que devia tê-lo feito até 180 dias depois da publicação da lei que obriga a essa nomeação, o que não veio a acontecer», explicou à agência Lusa o vereador socialista do município, José Assis.

«Há cerca de três meses interpelámos o presidente da Câmara do Seixal, Alfredo Monteiro da Costa, numa reunião municipal, que nos respondeu na altura que o processo estava pendente», acrescentou.

Para José Assis a situação é grave não apenas pelo incumprimento da lei, mas porque se põe em causa a segurança dos cidadãos.

«A nomeação do COM é imprescindível uma vez que se trata de uma figura da hierarquia de comando e que se pode revelar fundamental em situações de excepcional gravidade, como aquela criada pelo simulacro de sismo que aconteceu este fim-de-semana em vários pontos do país», defendeu o vereador socialista da Câmara Municipal do Seixal.

A agência Lusa tentou entrar em contacto com o presidente da Câmara Municipal do Seixal, mas não obteve resposta em tempo útil.

A 12 de Novembro de 2007 foi publicada em Diário da República a lei 65/2007 que define o enquadramento institucional e operacional da protecção civil no âmbito municipal, estabelece a organização dos serviços municipais de protecção civil e determina as competências do COM.

A mesma lei estabelece que a cada município deve corresponder um COM, que depende em termos hierárquicos e funcionais do presidente da Câmara Municipal, a quem cabe a sua nomeação.

Entre as funções do COM estão o acompanhamento de operações de protecção e socorro que ocorram na área do concelho para o qual é nomeado, assim como elaboração dos planos prévios de intervenção com vista à articulação de meios face a cenários previsíveis.

Lusa/SOL

O Conservadorismo sentado à esquerda do PS


Nas coisas concretas conseguimos determinar e colher a visão efectiva que os partidos têm sobre o mundo e o que realmente são.
O PCP não concorda com a construção de um novo estabelecimento prisional no Sul do Distrito de Setúbal.
Consegue imaginar o que seria se fosse o PCP no Governo a decidir essa construção e os outros partidos discordassem?
No mínimo dir-se-ia que a oposição seria insensível à condição dos indivíduos reclusos; que não respeitaria os direitos humanos e que seria sectária, promovendo
diversos abaixo assinados a favor da melhor condição dos reclusos, seus familiares
e guardas prisionais que tinham, de resto, direito a condições de trabalho condigno, lembrando, se necessário fosse, Guantanamo e outros casos assim, já num clima de despropósito total, com queixa às organizações internacionais e às ONG.
Pois bem. O PCP está contra a construção de um novo estabelecimento prisional, classificando o dinheiro gasto nessa construção como um investimento que não tem incidência no desenvolvimento.
O que dizer ?
E se o BE governasse o país e o Primeiro Ministro fosse a uma cimeira e conseguisse
vender alguns produtos nacionais de uma forma diferente mas eficaz, mas a sua oposição estivesse contra essa acção?
O BE diria que a oposição seria imobilista; que a oposição estava parada no tempo e que não acompanhava a dinâmica e a acção da governação, que seria ultrapassada porque tinha uma visão rígida e estanque do mundo económico, que seria do século passado institucionalizadora por excesso num mundo em mudança.
Pois bem. O BE criticou severamente a acção de José Sócrates na cimeira Ibero-Americana, onde o Primeiro Ministro, com um modo descontraído, suave e inovador apresentou o Magalhães aos seus colegas governantes.
O que dizer?
Os partidos sentados à esquerda do PS, no hemiciclo da Assembleia da República e segundo o modelo resultante da Revolução Francesa, abusam da retórica e desligaram-se da realidade. São conservadores na medida em que não pró agem para o avanço social, criticam o pragmatismo e usam os fantasmas da sua própria consciência politica para sobreviver politicamente.
São insuficientemente dialécticos e, portanto, a uma ideia do adversário politico
respondem sempre contra, formando a antítese mas esquecendo-se de participar na síntese.
O que dizer?

José Assis
Vereador do PS na CM Seixal

Projecto-Lei do Divórcio

Este post por uma ou outra razão foi ficando esquecido nos rascunhos, foi escrito ainda antes da aprovação da Lei como facilmente reparará, no entanto porque considero esta medida acima de tudo civilizacional e uma daquelas que ficará indelevelmente com a marca PS não quis deixar do publicar. (E já agora adoro a imagem).
O projecto-Lei do Divórcio, que o PS apresentou na Assembleia da República, consiste numa tentativa de simplificar todo o processo de obtenção do divórcio. Ou seja, até aqui os casais que pretendiam divorciar-se litigiosamente tinham que provar em Tribunal a violação dos deveres legais por um dos cônjuges (fidelidade, cooperação, cohabitação ) ou que se encontravam separados de facto há três anos consecutivos. Agora, o PS quer alterar este estatuto e os casais que se pretendem divorciar litigiosamente basta que o requeiram ao Tribunal, comprovando com a apresentação de testemunhas que estão separados, de facto.
Este projecto-Lei conduz a várias questões, que merecem reflexão. Cada vez mais o divórcio é encarado como algo muito natural. O conceito de casamento perdeu o estatuto que outrora detinha. O conceito de sacrifício pessoal, pela manutenção da harmonia familiar, foi algo que se perdeu com a evolução dos tempos. Considero, no entanto, e fruto da minha experiência como Advogado, a medida positiva pois visa que as pessoas não estejam presas a algo que já não querem sem ter de apresentar provas de nenhum incumprimento marital. A Liberdade é um bem que todos devem possuir. E, quem pensa em se divorciar, não é por a Lei estar mais fácil que o vai fazer. Se o faz é porque o sente. Ou melhor dizendo, porque já não sente.

Análise das GOP´s e Orçamento 2008

A análise das Grandes Opções do Plano e Orçamento para 2008, que o PS fez aquando da apresentação destes documentos, foi que da análise das receitas se poderia constatar que os impostos directos tinham uma projecção de receitas correcta para 2008, contudo as restantes receitas a que respeitam o urbanismo e à alienação de património demonstravam excessivo optimismo, e que, em consequência, a sua concretização seguramente se guardaria bem abaixo do que foi proposto.
Dissemos ainda que quanto à despesa, tal como no exercício de 2007, a sua realização não atingiria 75% dos valores orçamentados o que politicamente iludirá, a expectativa de muita gente.
Porém pior do que isso na perspectiva do PS é que não se vislumbra um esforço de racionalização da vida económica e financeira do Município cujos custos fixos comprometidos absorvem de tal forma as receitas que o esforço de modernização e desenvolvimento do Concelho será completamente negligenciado.
A meio de Novembro o que não foi feito dificilmente o será, a execução deste orçamento está a chegar ao fim, e apesar da aprovação das contas acontecer lá mais para Março, já é seguro dizer que infelizmente tínhamos razão.
Por mim resta-me a consolação de no Pelouro que dirijo a execução orçamental ser neste momento já de 99,9%, melhor é impossível, o meu muito obrigado a todos os que comigo colaboraram.

A malta vai começar a trabalhar, Pá.

Há pois é!
Que chatice...
Parece que a malta dos sindicatos vai ter que mudar de vida e ainda bem.

"Trabalhadores tinham até agora isenção total de horário
Os CTT comunicaram esta quarta-feira a cinco sindicatos representados na empresa que, a partir de 1 de Dezembro, 81 dos seus dirigentes sindicais terão de voltar a apresentar-se nos seus postos de trabalho.

Este número faz parte de um total de 103 dirigentes sindicais que, em média por mês, usufruem de isenção total de horário de trabalho nos Correios e deriva da aplicação do Código do Trabalho na empresa.

«Só no ano passado, o total de horas não trabalhadas por estes dirigentes sindicais nos CTT somou 28 mil dias. Trata-se de dias pagos pela empresa através dos seus ordenados. Um número superior aos 26 mil dias pagos pelos CTT para funções de natureza social de todos os seus 12.500 trabalhadores, incluindo licenças por luto, licenças de maternidade e paternidade, licenças para trabalhadores-estudantes e licenças de casamento, somadas», diz a empresa.

Com o retorno destes dirigentes sindicais aos seus postos de trabalho, os CTT esperam reforçar as suas equipas, num período de aumento do tráfego postal motivado pela quadra natalícia.

«Adicionalmente, e considerando que alguns dirigentes sindicais não desempenham funções operacionais na empresa há dez anos ou mais, os CTT estão totalmente disponíveis para, através dos seus mecanismos internos de apoio, auxiliar estes dirigentes na adaptação aos postos de trabalho e na formação adequada ao bom desempenho das suas funções», acrescentam os Correios.

A empresa sublinha que os direitos da actividade sindical não serão afectados com este retorno.

A medida deriva da caducidade do antigo Acordo de Empresa dos CTT, ocorrida no passado dia 7 de Novembro, e da consequente aplicação do Código do Trabalho.

"

Tribunal condenou militantes da JCP por pintarem mural

O Tribunal de Viseu condenou dois militantes da JCP por estes terem pintado um mural partidário num viaduto. A multa a pagar cifra-se em 350 euros e remonta a acção praticada em 2006, quando estes resolveram pintar o mural anunciando o congresso da JCP. Na ocasião, os jovens foram detectados pela PSP que agiu em conformidade. Não sei se a Câmara de Viseu também pagará a renda da esquadra...
Os dois jovens foram ainda condenados a pagar à câmara, além dos 350 euros, o valor gasto pela câmara para limpar as pinturas - 102 euros.
Segundo a juíza, as autarquias destinam locais para o efeito (propaganda política), que não era o caso do viaduto, sendo também a elas que cabe decidir a altura em que as pinturas são removidas.
Por outro lado, frisou que "a liberdade de expressão não é um direito absoluto" e que o seu exercício não pode colidir com outros também previstos constitucionalmente, designadamente o direito de propriedade.
Durante o julgamento, a defesa dos dois jovens, feita pela advogada e ex-deputada do PCP, Odete Santos, alegou o direito à liberdade de expressão, contudo a juíza realçou que não se trata de um direito "absoluto", pelo que não poderá sobrepor-se a outros, previstos na Constituição, nomeadamente o direito à propriedade.
O mais hilariante nisto tudo foi o que Odete Santos disse a seguir. Além de acusar o concelho de Viseu de ser o único no país onde se condena por inscrições murais (ela lá saberá), a ex-deputada comunista disse ainda esta "pérola": "Nos concelhos do sul liderados pela CDU não se encontra esta perseguição política". Sem comentários...
Quanto ao advogado do município de Viseu, apesar de dizer que esperava esta decisão do Tribunal, referiu que houve "toda uma tentativa de trazer ao processo judicial elementos políticos", aos quais afirmou ser alheio. Ou seja, a CDU no seu melhor, ao jeito "fazemos mal, mas temos esse direito porque somos nós".
Aliás neste campo já nada me admira, na mesma edição do jornal onde foi publicada esta noticia, era denunciada a situação irregular por parte dum advogado do município Lisboeta que acumulava um lugar no departamento jurídico da autarquia e exercia a advocacia, situação esta que como se sabe é proibida à luz dos estatutos da Ordem dos Advogados.
Ora no Seixal já tivemos a extravagância da Presidente da Delegação da Ordem dos Advogados acumular o lugar com a direcção dos serviços jurídicos da autarquia e NO PASA NADA! O Seixal deve ser uma região autónoma estou quase, quase convencido e o símbolo máximo disso é a bandeira do PCP sempre hasteada bem acima de tudo na Quinta da Atalaia.
Mais curioso ainda é que levantei estas duas questões na última reunião do executivo camarário e da parte da maioria CDU nem uma palavra.
TRANKILOS NO PASA NADA!

Notícia Público.

A avaliação dos professores

Este é o tema da semana que os caros leitores poderão comentar, para posterior publicação no jornal Comércio do Seixal e Sesimbra. Consultem também o Blog Revolta das Laranjas do meu colega (de página no caso) Paulo Edson Cunha.
Caros leitores, para que possam dar a vossa opinião, deixo-vos este texto sobre um dos temas do momento, a educação. Mais concretamente a avaliação dos professores. Tenta-se neste texto esclarecer as dúvidas de quem, como eu, afastado do processo, tenta descortinar a razão que assiste a cada uma das partes envolvidas. Comecemos então pela questão fundamental, porque é importante avaliar os professores?
A avaliação do desempenho docente é fundamental para o desenvolvimento profissional dos professores e, desse modo, para a melhoria dos resultados escolares, da qualidade do ensino e da aprendizagem e para o reforço da confiança das famílias na qualidade da escola pública. A avaliação de desempenho inscreve-se num conjunto de medidas de valorização da escola pública, como a introdução do inglês no 1º ciclo, a escola a tempo inteiro ou as aulas de substituição. Permite ainda reconhecer o mérito dos melhores professores, servindo de exemplo e de incentivo para a melhoria global do exercício da função docente em cada escola.
Este sistema vem substituir o anterior processo de avaliação que era constituído por um relatório de auto-avaliação e reflexão crítica entregue pelos professores aos órgãos de gestão da escola, apenas quando estavam em condições de progredir na carreira. A quase totalidade dos professores era classificada com Satisfaz. Para ter uma nota superior, era necessário que o docente requeresse a apreciação desse relatório por uma comissão de avaliação. De qualquer forma, essa classificação não tinha nenhum efeito, uma vez que todos os professores mesmo os que não faziam estes relatórios ou não davam aulas progrediam na carreira em igualdade de circunstâncias.
Este é o modelo de avaliação que a FENPROF reproduz, atendendo a que na sua proposta é defendido que do processo de avaliação não sejam retiradas quaisquer consequências para a progressão na carreira.
Actualmente e desempenho dos professores é avaliado em duas vertentes distintas: a organizacional (cumprimento dos objectivos individuais, assiduidade, participação na vida da escola, entre outros) e a científico-pedagógica.
A avaliação da componente organizacional, de natureza hierárquico-funcional, é da responsabilidade da direcção executiva da escola; a dimensão cientifico-pedagógica é avaliada por professores coordenadores de departamento curricular (ou outros professores titulares em quem tenha sido delegada a competência de avaliação).
É importância de avaliar duas dimensões distintas decorre da especificidade deste grupo profissional e é única forma de respeitar a sua complexidade. Com efeito, a vertente científico-pedagógica do desempenho docente, de grande exigência, aconselha a que a avaliação não seja efectuada apenas com base em registos administrativos, mas que se baseie na observação directa da relação pedagógica professor/aluno. É desta exigência que decorre a necessidade de a avaliação ser assegurada por um professor com maior grau de senioridade.
Ao contrário do que sucede com o pessoal não docente das escolas, cuja avaliação é apenas assegurada pelo órgão de gestão, é importante que, no caso dos professores, a avaliação respeite a sua especificidade e nível de qualificação.
Esta avaliação de desempenho é feita no interior da cada escola, assumindo o órgão executivo e os professores coordenadores de departamento as funções de avaliador. Não se trata, pois, de pares que se avaliam uns aos outros, mas de professores mais experientes, investidos de um estatuto específico, que lhes foi conferido pelo exercício de um poder hierárquico ou pela nomeação na categoria de professor titular.
Em respeito pela autonomia das escolas, são estas que definem os objectivos individuais dos professores, os calendários da avaliação, os instrumentos de observação, e são elas que procedem efectivamente à avaliação. É, de resto, um procedimento normal serem as organizações a avaliar os seus próprios recursos humanos.
Cada uma das duas componentes, a avaliada pela direcção executiva e a avaliada pelo coordenador de departamento, vale 50% no resultado final da avaliação.
Um professor avaliado intervém no processo em dois momentos distintos: na definição dos seus objectivos individuais e na auto-avaliação. A definição dos objectivos, que inicia o processo de avaliação, decorre de acordo com as orientações definidas, com autonomia, por cada escola. É em função destes objectivos individuais que cada professor avaliado preenche, no fim do ciclo avaliativo, a sua ficha de auto-avaliação, com base num portefólio constituído ao longo do período em avaliação.
Os professores avaliadores têm um volume de trabalho maior. A direcção executiva tem que validar os objectivos individuais e assegurar o preenchimento de uma ficha de avaliação por cada professor avaliado; e o avaliador das áreas curriculares tem de garantir, para cada avaliado, a observação de aulas e preencher a respectiva ficha de avaliação científico-pedagógica.
É por este motivo que estão definidas condições especiais de horário para os professores avaliadores, designadamente, a redução de horas lectivas, bem como a atribuição às escolas de um volume de horas para serem geridas de acordo com as necessidades decorrentes do processo de avaliação.
O modelo de avaliação de desempenho definido não é burocrático. As escolas têm liberdade de elaborar os instrumentos de registo de informação e indicadores de medida que considerem relevantes para a avaliação do desempenho, devendo estes ser simples e claros.
Uma das críticas mais ouvidas prende-se com o facto de um professor avaliar outro que não seja da mesma disciplina, efectivamente tal pode acontecer mas trata-se duma situação excepcional, a regra será a avaliação por professores que leccionem a mesma disciplina, de qualquer forma a avaliação incidirá sempre sobre questões pedagógicas transversais a todas as matérias.
Outra das polémicas muito escutada prende-se com o facto dos resultados escolares dos alunos serem tidos em conta na avaliação dos professores, isto acontece porque é importante reconhecer o mérito dos professores que, em resultado do seu trabalho com os alunos, mais contribuem para a melhoria dos resultados escolares e da qualidade das aprendizagens no contexto particular da sua escola. Qualquer avaliação, para o ser verdadeiramente, deve englobar a actividade, o esforço, o trabalho e, necessariamente, os resultados. Por isso, impensável seria que a avaliação dos professores dissesse respeito apenas ao processo de ensino, sem qualquer referência aos resultados.
Pode-se ainda questionar porque existem quotas no processo de avaliação? Qual a necessidade de definir percentagens máximas para a atribuição de Muito Bom e Excelente?
A experiência mostra que a inexistência de quotas na avaliação de desempenho resulta numa menor capacidade de reconhecer e diferenciar o mérito no interior de uma organização. A existência de quotas significa também um critério de exigência e um padrão de avaliação. Em nenhuma organização todos são excelentes. Se assim for, é porque o padrão de excelência é incorrecto, isto é, está errada a própria definição do que é excelente.

Fonte: Acção Socialista

COISAS DO CIRCO - PROFESSORES AGITADOS

O texto não é meu é de Emidio Rangel mas não resisto a reproduzi-lo, pois trata duma forma divertida aquilo que é o nosso sindicalismo, e aquilo que é a instrumentalização do PCP dos movimentos sociais.

"Hoje, Mário Nogueira, entra em cena de novo. Nos últimos dias tem prometido uma manifestação de professores maior do que aquela que se realizou a 8 de Março, em Lisboa, com cerca de 100 mil pessoas, na contagem de Mário Nogueira. Com a prosápia que é comum a todos os especialistas em agitação, Mário Nogueira assegura que a passeata de hoje será um acontecimento a nível mundial. “Nunca aconteceu no Mundo inteiro” diz o agitador. E estou mesmo convencido de que milhares de jornalistas de televisão, rádio jornais do Planeta não quererão perder um evento único como este. Pessoas inteligentes a cumprir as ordens, os gestos, os gritos do pastor Mário Nogueira. Notável este homem. É secretário-geral da Federação Nacional dos Professores, a estrutura sindical dominada pelo Partido Comunista. Grosso modo, Mário Nogueira já não dá aulas há mais de 22 anos. Ou seja já não é capaz de exercer a sua profissão. ‘Transferiu-se’ da escola para o sindicato e em consequência, ‘comanda a vida’ dos professores há mais de 22 anos. Era um professor, hoje é um agitador. O que faz? Faz manifestações “únicas no Mundo”, como, a que anuncia para hoje, Consegue, para só falar nesta manifestação, mais de 700 autocarros alugados em Portugal e em Espanha para trazer o seu rebanho, faz espera ao primeiro-ministro quando este se desloca pelo País para o invectivar, humilhar, insultar, desde que tenha as câmaras de televisão pela frente. No caso em apreço, uma ira porque não concorda com a avaliação dos funcionários. Se não fosse a avaliação, era uma qualquer outra coisa. O que o motiva é a agitação, em prol da estratégia do PCP. Não há nada com que concorde. Ano após ano. Em consonância com a estratégia do seu partido, nunca houve um Ministro da Educação razoável. São todos estúpidos, passam a maior parte do mandato a congeminar medidas contra professores. Se o ministro fosse militante do PCP, aí sim, todos os problemas acabavam resolvidos por um truque de magia. Mas como esse cenário é longínquo, quase impossível, Nogueira terá de continuar a cumprir tarefas de destabilização para o ‘povo’ das escolas não adormecer. Francamente ele merece a ‘ordem de Lenine e Estaline’. Tem sido um militante incansável e todos os louvores lhe são devidos. Os professores que não aceitaram uma venda nos olhos e não vão amanhã à manifestação vão poder assistir pela televisão ao maior espectáculo do Mundo – ‘o circo de Nogueira’."

Emídio Rangel
Jornalista

O que custa mais a fazer - Um Hospital ou Recuperar um Moinho?

Tem sido uma constante nestes últimos tempos o aproveitamento politico que o PCP tenta fazer sobre a já anunciada decisão de construção dum Hospital no Concelho do Seixal. Decisão tomada por este Governo de maioria absoluta PS.
O Hospital do Seixal foi assim definido pelo Despacho n.º 12891/2006 do Ministro da Saúde Dr. Correia de Campos a 31 de Maio de 2006, onde são determinadas as prioridades dos hospitais de 2ª vaga, na qual o Hospital no Seixal surge.
E se é verdade que nenhuma verba aparece atribuída para o Hospital no Seixal no PIDDAC 2009 para o Concelho do Seixal, e neste sentido todos devemos continuar a apelar para que este seja uma realidade próxima, pois o equipamento é de enorme importância para a população do Seixal, também não menos verdade é que a Sra. Ministra já afirmou que “houve ritmos diferentes de fazer o processo, ... , houve umas equipas que funcionaram mais depressa, ... , no entanto, a primeira reunião deste último grupo está marcada para este mês, com os representantes das três autarquias envolvidas, é um primeiro ponto e pensamos que será um processo relativamente célere», sublinhou a Ministra.
Só por isto já era difícil entender toda esta tentativa de aproveitamento politico que o PCP faz, mas vejamos apenas um exemplo, quando tantos outros poderiam ser referidos, do diferente que é sobre aquilo que o PCP exige e aquilo que o PCP faz, ou melhor daquilo que NÃO FAZ!
O executivo de maioria PCP que gere a CM do Seixal, decidiu no ano de 2000 realizar intervenções na estrutura, na caldeira, e também reabilitar o interior do Moinho de Maré de Corroios. Decidiu e bem, dado que o património museológico deverá ser preservado.
Contudo aquilo que não se compreende é que uma obra orçamentada num 1,5 Milhões de Euros, depois de estar prevista a sua conclusão em 2002, em final de 2004 e estarmos já em 13 de Novembro de 2008 e ainda não estar concluída!
Parece mesmo tempo a mais para obra a menos!
Aliás nas comemorações dos 600 Anos do Moinho de Maré, em 13 de Novembro de 2003 já o Sr. Presidente da CM do Seixal disse ao Boletim Municipal, como demonstra a edição de 21 Novembro de 2003 ser desejo da Câmara Municipal “reabrir o Moinho de Maré ao público em 2004, visto estar na fase final de recuperação, uma obra que representa um elevado investimento, superior a um milhão e meio de euros.”
Para quem (sempre) tanto exige aos outros, não custava fazer um bocadinho mais pelo Património no Concelho do Seixal.
Imaginem os Srs. leitores que o Governo executava o Novo Hospital do Seixal à mesma velocidade que a CM do Seixal executa a Recuperação do Moinho de Maré de Corroios!
Certamente não era para este século que existia Hospital no Seixal.
O 605.º Aniversário, que hoje (13 Novembro 2008) o Moinho de Maré comemora, merecia mais respeito!
Até parece que é mais difícil construir um Hospital do que recuperar um Moinho!

Nuno Tavares

Qual será o grau de preocupação que o executivo da Câmara do Seixal terá dos seus trabalhadores!

Todos os anos por esta altura, há uma enorme efervescência entre governo e sindicatos, tudo se deve porque ambos se sentam há mesa para discutir as actualizações dos salários ao maior detalhe.
Ambas as partes apresentam, as suas propostas, cientes que são as melhores, mas como sempre, um menu de números variados.
A FESAP (afecta UGT) apresenta uma proposta de 3,5%, o STE (afecto à UGT) 4%, e a Frente Comum (afecta à CGTP) 5%.
Feitas as contas, o aumento de 2,9% para todos os funcionários públicos custa 420milhões de euros aos cofres do Estado e as propostas dos sindicatos implicariam uma despesa adicional ao Estado de 87 milhões de euros a proposta da FESAP; 159 milhões
a proposta do STE e a mais elevada apresentada pela Frente Comum 304 milhões de euros.
Segundo os dados disponíveis pelo Governo, aceitar a proposta mais alta, implicaria um agravamento do défice público em 0,18 pontos percentuais.
Os sindicatos argumentam recordando os sucessivos anos de perda de poder de compra por parte dos trabalhadores e que o aumento de 2,9% representa só 29€ a mais para o funcionário médio, evidentemente insuficientes para compensar a perda acumulada de poder de compra dos últimos anos – entre 7% e 10% desde 2000.
Esta guerra de números habitual é necessária, mas é preciso ser coerente com as propostas que se apresenta e estar mergulhado numa consciência negocial, mas é obrigatório não esquecer o mais importante os trabalhadores.
Feitas as contas a nível nacional, vamos às contas locais que também merecem uma análise preocupada. Como já disse aqui, a melhoria de vida dos trabalhadores da autarquia do Seixal para o próximo ano, também passa pela progressão da sua carreira
profissional, que depende das verbas (dos euros) que o Município do Seixal vai ou não disponibilizar no seu orçamento para o próximo ano.
Estou curioso para conhecer o montante que a Câmara Municipal do Seixal vai disponibilizar para despesas com o pessoal e assim melhorar a vida dos seus trabalhadores. Depois dos números tornados públicos, já se poderá avaliar o grau de preocupação que o executivo tem dos seus trabalhadores.

Anibal Moreira

Pensamento de fim-de-semana



"If the global crisis continues, by the end of the year, only two Banks will be operational, the Blood Bank and the Sperm Bank.
Logically those two banks will merge and they will be called The Bloody Fucking Bank!"

Um bom exemplo

O Seixal F.C. prestou uma justa homenagem a Luís Silveira, treinador de basquetebol, agradecendo-lhe tudo o que fez em prol da causa que abraçou, primeiro como jogador e posteriormente como treinador. Este é um bom exemplo de apego ao Seixal.

Após se ter despedido da sua carreira de treinador (por motivos de saúde), em Março passado, num encontro que terminou com a vitória do Belenenses (equipa que orientava) sobre a Ovarense, Luís Silveira, com 67 anos, 43 dos quais dedicados a orientar equipas de basquetebol, garantia que a sua decisão era irreversível.
O fim da carreira de treinador foi, também pelo resultado da partida, um momento especial, pois o Belenenses triunfou sobre a então bicampeã nacional, Ovarense. Na ocasião, todos os jogadores da equipa do Restelo fizeram questão de, um a um, abraçar o treinador Luís Silveira.

Na história da Liga dos Clubes de Basquetebol, Luís Silveira orientou, além do Belenenses, as formações do Atlético, Gaia, Montijo e, do "seu" Seixal.
Contudo, esta despedida não foi radical e Luís Silveira voltou ao Seixal, onde se dedica aos escalões de formação.
Numa prova de dedicação ao clube e à modalidade, Luís Silveira orientou a equipa de Mini 12 que participou no torneio Minicesto 2008, no Funchal, durante o passado mês de Julho. Aproveitando este regresso ao Seixal, Luís Silveira realizou ainda, nesse mesmo mês, uma clínica de treinadores que teve lugar no pavilhão do Seixal.
Agora, que lhe foi prestada esta justa homenagem, resta-me enderçar-lhe um "Obrigado, Luís Silveira!"

Boas iniciativas de uma autarquia PS

Ao abrigo do programa Leonardo Da Vinci, a Câmara Municipal de Montijo está a aceitar inscrições para a realização de estágios profissionais em Inglaterra, Irlanda e Alemanha, com os objectivos de impulsionar a aprendizagem de qualidade ao longo da vida e promover a criatividade, a competitividade, a empregabilidade e a diversidade linguística.

Os estágios profissionais têm a duração de seis meses e decorrem sobre a orientação de um tutor que define os objectivos e o plano de estágio, insere o estagiário no respectivo ambiente de trabalho e efectua o seu acompanhamento técnico-pedagógico.
Todos os estagiários têm direito a uma bolsa mensal de formação, alojamento, seguro de acidentes pessoais, passes sociais para os transportes locais e passagens aéreas de ida e regresso.
Este projecto é financiado pelo Programa de Aprendizagem ao Longo da Vida – Programa Sectorial Leonardo da Vinci, da Comissão Europeia.
Se acabas-te o 12º ano e queres estagiar nas cidades de Londres, Dublin ou Leipzing, contacta a Câmara Municipal de Montijo, através do Gabinete de Desenvolvimento Associativo e Cidadania:
Telefone: 21 232 78 78
E-mail: associativismo@mun-montijo.pt


Voluntariado

A Câmara Municipal de Montijo está aceitar inscrições para um projecto de voluntariado na Argentina. A autarquia apresentou uma candidatura ao Programa Juventude em Acção, da Comissão Europeia, com o intuito de enviar oito jovens, durante nove meses (a partir de Janeiro de 2009), para a editora Eloísa Cartonera.

O objectivo desta candidatura é impulsionar a mobilidade dos jovens cidadãos montijenses, promovendo o voluntariado como uma ferramenta essencial no exercício de uma cidadania activa e solidária.
Os voluntários irão optimizar o funcionamento da Eloísa Cartonera, através da análise, do diagnóstico e da implementação de estratégias de melhoria organizacional, divulgando a editora, organizando eventos e prestando apoio ao funcionamento diário da loja.
A Eloísa Cartonera foi criada em 2003, em Buenos Aires, no âmbito do “Design Socialmente Responsável”, um movimento de designers que pretende fazer do design uma ferramenta de inclusão social.
Em resposta a crise económica que assolou a Argentina no início do novo milénio, que levou a um aumento substancial de desempregados e a situações de pobreza extrema, surgiu o fenómeno dos “cartoneros”, uma nova classe que subsistia apanhando cartão e revendendo-o a preços muito baixos.
É neste contexto que nasce a Eloísa Cartonera, como um projecto artístico, social e comunitário, sem fins lucrativos, em que os artistas envolvidos produziam manualmente os seus próprios livros, em tiragens que não ascendiam as três dezenas. Hoje, o catálogo da editora conta com 85 títulos.
Na editora trabalham jovens, ex-cartoneros, que começaram a fazer estes livros recebendo três pesos por hora. Hoje recebem dez pesos, comprovando o impacto cultural, económico e social deste projecto. Para os cartoneros, o trabalho da editora possibilitou-lhes vender o seu cartão por um preço cinco vezes superior ao anterior.
Sob o slogan "Muito mais que livros", esta rede editorial dedica-se a outros projectos, como workshops literários e concursos, tendo sido galardoada com diferentes prémios artísticos e sociais.
Recordamos que, tal como em outros projectos, o programa Juventude em Acção assegura o pagamento de 100 por cento dos custos da passagem de avião, tal como todas as despesas com alojamento e alimentação.
Para mais informações e inscrições contacta o Gabinete de Desenvolvimento Associativo e Cidadania:
Telefone: 21 232 78 78
E-mail: associativismo@mun-montijo.pt

Há quem se ponha a jeito...

O facto de no concelho do Seixal os níveis de abstenção nas eleições autárquicas ser elevadíssimo (o maior do país mesmo), levou o PS a apresentar uma moção na Assembleia Municipal, moção essa que recomendava à Câmara Municipal o tomar de algumas medidas no que concerne ao recenseamento, tendo em vista o combate à abstenção e a inscrição de novos eleitores (incluindo aqui os jovens ainda não inscritos e os novos moradores que ainda não actualizaram o seu recenseamento).
No entanto, e apesar da importância do tema, parece que amesma não fdoi levada a sério, pelo menos tendo em conta o "nivel" da discussão acerca da mesma que transcrevo (retirado da acta da Assembleia Municipal n.º 3/2008):

"I.8. Nuno Tavares (PS), procedeu à leitura de uma proposta propondo que a Assembleia Municipal prepare a realização de uma campanha para sensibilizar os eleitores do dever / direito constitucionalmente consagrado de sufrágio e muito especial no que se refere aos recenseamentos dos novos moradores/eleitores.
(Documento anexo à Acta com o número 8).
O Presidente da Assembleia Municipal, “(…) Quem se quer pronunciar? Há uma inscrição, Sr. Paulo Silva faz favor.”
Paulo Silva, afirmou que “(…) todos nós, já, sabemos das profundas divisões que existem no PS, mas agora o Sr. Nuno Tavares como Presidente da Comissão Politica Concelhia do PS que venha aqui dizer no segundo parágrafo que: o PS está partido, não era necessário, nós sabíamos disso. (…) Penso que o que está aqui é da competência da Comissão Nacional de Eleições. Portanto, a Comissão Nacional de Eleições é que tem essa competência, não é a Câmara Municipal. A Câmara Municipal irá fazer a divulgação como costuma fazer (…)”.
O Presidente da Assembleia Municipal, “Sr. Nuno Tavares e depois passamos à votação, faz favor.”
Nuno Tavares (PS), declarou que “(…) sobre divergências internas não falamos sabe porquê? Porque temos conceitos ideológicos completamente diferentes, de homens livres provavelmente a serem exemplo de divergência. Segunda situação: sobre as campanhas (…) acho muito bem que se façam campanhas e é com alguma regularidade que se faz algumas. Quero destacar a que foi feita, relativamente à adopção de animais em que vi mais que um outdoor sobre esse trabalho. E por isso, não vejo o porquê de não se utilizar o Boletim Municipal que já tem uma verba astronómica (…) e que faça referência sobre o recenseamento.”
Rejeitado por maioria e em minuta com:
􀂃 Dezasseis (16) votos a favor dos seguintes eleitos:
– Do Grupo Municipal do PS: Alberto Sardinha José, Helena Domingues, João Lopes, José Chora, Luís Pedro Gonçalves, Margarida Teixeira, Nuno Tavares;
– Do Grupo Municipal do PSD: António Galrinho, Duarte Correia, Luís Rodrigues, Maria Clara Carneiro, Miguel Rente Martins, Paulo Edson Cunha;
– Do Grupo Municipal do BE: Eduardo Grelo, Maria de Fátima Barata, Vítor Cavalinhos.
􀂃 Vinte e dois (22) votos contra dos seguintes eleitos:
– Do Grupo Municipal do PCP: Adelino Tavares, Américo Costa, António Afonso Rodrigues, António Matos, Carlos Pereira, Eduardo Rochinha, Eduardo Pereira, Eduardo Rosa, Fernando Guerra, Fernando Gomes, João José Sampainho, Joaquim Porfírio, Joaquim Judas, José Viegas, José Manuel Oliveira, Maria Leonor Monteiro, Odete Gonçalves, Paulo Silva, Raul Machado, Teresa Nunes, Victor Paulo Silva, Vítor Gonçalves."

Rejeitada esta moção pela maioria PCP, estranhei a campanha entretanto iniciada na freguesia de Fernão Ferro (e apenas nesta freguesia em todo o concelho) apelando ao recenseamento...
Obtive a resposta ao abrir o "Boletim Informativo nº 19", da referida freguesia, onde na respectiva introdução, subscrita pelo actual presidente de Junta, Carlos Pereira, este se afirmava preocupado com o recenseamento.
Deixo aqui parte do que lá é escrito:
«Finalmente está consolidado o objectivo de ultrapassar a barreira dos 10.000 recenseados, sinal que mais famílias vieram residir na área da Freguesia e que a qualidade de vida que vamos implementando é uma premissa que os atrai e que as nossas campanhas de sensibilização para o recenseamento estão a dar resultados. É altura de diligenciar junto da DGAL a transferência dos honorários do Presidente da Junta directamente do Orçamento de Estado.»

É pois, mais estranho ainda, o senhor presidente de Fernão Ferro vir aqui falar em «nossas campanhas de sensibilização», quando o PCP, e ele próprio, rejeitou veementemente essa proposta do PS. Apenas a freguesia de Fernão Ferro usou essa (nossa) ideia. Contudo, como Carlos Pereira faz questão de logo a seguir referir, passando a sua freguesia os 10.000 eleitores inscritos, o seu vencimento será agora duplicado. Realmente assim é. O senhor presidente passará a auferir o dobro daquilo que ganhava até então, mas tal nem está em causa. O que é no minimo cariacato é vir publicitá-lo, explicitamente, no Boletim Informativo, reivindicando algo que, parece, seria o seu único objectivo. Combater a abstenção é algo que, por acaso, vem por tabela.

Por fim e para os que desconhecem os números da abstenção no concelho do Seixal, as últimas eleições autárquicas deram a conhecer um número recorde de abstenção (dentro do panorama nacional): 53,38%, correspondente a 62.177 eleitores que não votaram, num total de 116.478 eleitores inscritos.
Nas legislativas de 2005, que aqui no Seixal deram uma esmagadora maioria ao PS, os números da abstenção cifraram-se em 34,28%, correspondentes a 39.469 eleitores.
[Fonte: STAPE]

Contudo, perante os resultados da abstenção seixalense, e perante a recusa (pelo PCP) da moção por nós (PS) apresentada para combater esse mal, não deixam de ser curiosas, no minimo, as declarações de Jerónimo de Sousa, demonstrando preocupação pelo fenómeno abstencionista, no Avante: “O Secretário-geral do PCP falou ainda da abstenção, que atingiu a taxa mais alta de sempre em eleições regionais nos Açores, chegando aos 53,24 por cento, num sufrágio em que cerca de 100 mil açorianos não votaram.
«O aumento da abstenção não pode deixar de ser lido como um sinal do crescente descontentamento que a política dos governos do PS da República e da Região Autónoma vem gerando e do desencanto face ao agravamento das condições de vida da população, à ausência de resposta para os seus principais problemas e à asfixia da vida democrática nos Açores», afirmou.”


Ora, se Jerónimo de Sousa proferiu estas declarações referindo-se aos Açores, o que diria ele se se referisse ao concelho com maior taxa de abstenção do país? Precisamente o Seixal, governado pelo PCP!

Espero que estas palavras de Jerónimo de Sousa não sirvam só para onde lhe convém pois, no concelho de Seixal, é necessária uma saudável reflexão sobre a tão alta abstenção. Por cá, foram pouco mais de 24.000 votos que decidiram a governação de 116.478 eleitores, ainda para mais com uma maioria absoluta que tem permitido ao PCP, além de ser o único decisor num longo período de 30 anos, o facto de se dar ao luxo de gastar verbas, pagas por todos os munícipes, para se manter no poder.
É que, tal como Jerónimo de Sousa referiu, a abstenção, como medida do descontentamento da população, perante a ausência de respostas e a asfixia da vida democrática, é bem o espelho do que se passa neste concelho, liderado pelo "seu" PCP...

Dê-nos a sua opinião, os seus comentários serão publicados no jornal Comércio do Seixal e Sesimbra. Pode também, para esta mesma rúbrica consultar o Blog Revolta das Laranjas, de Paulo Edson da Cunha, aka Obama.

PS - Pelo Seixal

Porque o que se passa no interior dos Partidos e da vida partidária, na medida em que se destina aos cidadãos, deve ser do conhecimento de todos, aqui deixo (apesar da sua extensão) a moção sectorial PS - Pelo Seixal que apresentei, no passado fim-de-semana, no XIII Congresso Distrital de Setúbal do Partido Socialista.

INTRODUÇÃO

O PS/Seixal sempre foi, e é, o motor de um pensamento ideológico de esquerda democrática, convicto e ciente das necessidades e anseios da população no nosso concelho.
Na nossa estrutura partidária há largos anos que sabemos o que está errado no Seixal e apresentamos soluções para melhorar esses desacertos da eterna liderança comunista. Infelizmente, até hoje, a população não reconheceu esse esforço e não nos deu a oportunidade de poder fazer, mais e melhor.
Estamos contudo, convictos de que hoje estamos mais capazes do que nunca, e que a população do nosso concelho para além de sentir essa necessidade de mudança, acredita também nas nossas capacidades. Estão pois criadas as condições para conseguirmos fazer frente àqueles que julgam a sua liderança eterna.
Mas para que a desejada mudança aconteça teremos que ter a sagacidade de sabermos apresentar-nos ao eleitorado não só como uma força capaz mas também, e fundamentalmente, como uma força una e coesa.

DA ORGANIZAÇÃO INTERNA
É necessário criar condições para que tal aconteça, e essa responsabilidade cabe-nos antes de mais a nós que somos PS. As mudanças estatutárias preconizadas na Moção Global de Estratégia: Servir Setúbal – Pelas causas do Socialismo, são imperiosas. Subscrevemo-las por inteiro e estaremos ao lado Camarada Vítor Ramalho na sua defesa intransigente.
Mas para a que desejada vitória aconteça, também a nível local é necessário que interiorizemos as mudanças necessárias. «Brecht disse, um dia, que o socialismo era uma coisa muito boa, mas que fazia os pés frios. Porque os socialistas reuniam-se à noite com os operários, em salas frias, sem aquecimento, e tinham de estar sentados, sem actividade, ficando, normalmente, com os pés frios. Eu lembro-me, muitas vezes, de ficar com os pés frios em muitas reuniões.» Tal como o Camarada José Sócrates, autor da frase que transcrevi, todos sabemos o que isso é, no entanto não nos devemos resignar. Urge criar uma estrutura concelhia única, forte e dotadas de meios. Se o conseguirmos fazer sem roturas mas com a determinação necessária, poupamos dinheiro, racionalizamos os meios, ganharemos em criatividade e no debate de ideias.
Neste desafio contamos com a solidariedade distrital que se impõe, sentimos em consciência que o concelho do Seixal é merecedor de uma maior importância e representatividade no panorama distrital e nacional do PS. Somos o segundo concelho que mais votos dá ao partido no distrito e segundo os resultados deste Congresso Distrital, a estrutura concelhia mais participada.
Assim, o sentido biunívoco da palavra Solidariedade adquire nesta matéria, mais do que o seu sentido ético incontestável, um significado de inteligência imperioso. Convém, sobre esta matéria, não esquecer que a Câmara Municipal do Seixal é a Câmara de poder comunista com maior orçamento em todo o país e que é no concelho do Seixal que está sedeada a Festa do Avante. Por isso é também no Seixal que segundo as contas publicadas das últimas eleições autárquicas o PCP mais dinheiro e meios investe!
Conhecemos o nosso contributo para o resultado final, experimentamos o empenho e esforço necessário para o atingir diariamente, pedimos, pois o sentimos como justo, o merecido reconhecimento.
Não podemos neste momento deixar de lamentar a falta de um deputado eleito pelo distrito de Setúbal, oriundo da estrutura Socialista Seixalense, não o fazemos por qualquer sentimento de despeito, apenas o referimos porque sentimos a necessidade dessa representatividade no nosso combate político, quer pela capacidade de intervenção reforçada que tal realidade confere, como pela facilidade de acesso aos canais de comunicação que concede.

DO COMBATE POLITICO
Não assumimos uma posição sectária sobre a luta da esquerda no nosso concelho, mas sabemos que há duas maneiras diferentes de fazer as coisas: a realidade actual e o fazer bem. Hoje, mais do que nunca, devemos cerrar fileiras e isso não é mais do que revermo-nos todos nas políticas a curto prazo que devem ser adoptadas e nas prioridades que teremos de passar a cuidar de forma permanente. E estas prioridades não são mais do que a boa gestão da coisa pública sem esquecer os mais fracos e oprimidos, não com politicas de facilitismo ou clientelistas, mas com políticas de justiça e responsabilização.
Cientes do nosso objectivo temos que agregar o partido em torno de um objectivo comum, convergindo esforços para conseguir mobilizar os cidadãos, criando a necessária dinâmica de vitória municipal e porque não, distrital.
O PS é um partido estruturante da democracia portuguesa, portador de princípios, valores e objectivos que se mantêm mais vivos do que nunca. Há que mobilizar o PS para os desafios que se aproximam e lutar pelas causas do socialismo democrático e pelo seu ideário. É necessário dignificar a política, pois o futuro é hoje, mais do que nunca, o do Socialismo democrático e é para ele que trabalhamos.
Nesse sentido, há que criar uma plataforma capaz de entender e debater os problemas, privilegiando a voz construtiva daqueles que saibam explanar e justificar as escolhas, preferencialmente trazendo até nós todos aqueles que empenhados, declinam a lógica partidária tradicional. A atenção às novas tecnologias e a criação de fóruns de discussão supra partidários é pois uma necessidade emergente.
Da obra já feita ou anunciada e que veio beneficiar o concelho do Seixal, convêm destacar o novo Aeroporto; a travessia do Tejo Chelas-Barreiro; a plataforma logística do Poceirão e o metro sul do Tejo, entre outros, de menor dimensão, mas de não menos importância, nomeadamente na área social.
A um nível mais directo no concelho, destacamos a construção da Escola Dom Nuno Alvares Pereira e do Centro de Saúde Moinho de Maré, assim como o compromisso, já assumido, da criação do novo Centro de Saúde Corroios - Extensão de Vale de Milhaços e, é claro, do novo Hospital do Seixal, que sendo originariamente uma reivindicação Socialista será também certamente uma realização Socialista.
Há que incutir nos eleitores a ideia de que, nas eleições a única alternativa ao PCP no distrito é o PS, visto que a direita nunca ganhou nenhuma Câmara e os votos do BE nas autárquicas são votos perdidos (como, por exemplo, se viu em 2005, em Sesimbra, onde obteve 10,6% de votos, mas não conseguiu eleger um só vereador), é esta ideia explanada na moção global que hoje aqui discutimos e a nossa adesão a ela é, como não podia deixar de ser, total.
A prova mais clara de que no Seixal é possível mudar a tendência de voto autárquico, desde sempre maioritário para o PCP, é o quadro do resultado das eleições legislativas de 2005. O PS conseguiu obter mais do dobro dos votos do PCP (ver quadro). Então, se assim foi, este eleitorado existe e é recente. Como se explica então que estas mesmas pessoas que assim destinaram o seu voto não o usem de igual modo para mudar tudo o que de mau vai por este Seixal. E tanto há para mudar. É por isso que apelamos aos eleitores para que não se abstenham no dia das eleições autárquicas e dirijam o seu voto para a alternativa democrática socialista. É fácil, basta quererem ter uma qualidade de vida melhor no sítio onde realmente interessa: onde vivem!
O adversário do PS no Seixal é mais do que o PCP/CDU a abstenção, a maior do país aliás em eleições autárquicas.

Resultados 2005 Votos Seixal

PS 32899 43,48%
PCP-PEV 14011 18,52%
PPD/PSD 12666 16,74%
B.E. 7990 10,56%
CDS-PP 4267 5,64%
PCTP/MRPP 763 1,01%
PND 390 0,52%
PH 220 0,29%
PNR 206 0,27%
POUS 96 0,13%

Acreditamos pois que estão reunidas as condições para que o Partido Socialista seja poder no concelho do Seixal já no próximo ano e o arranque dessa caminhada faz-se aqui hoje, com a aprovação desta Moção.
Seixal, 7 de Novembro de 2008

Manutenção do actual cruzamento da EN10, ao Km 10,700 que dá acesso ao Bairro dos Lírios.

Estou solidário com esta luta:
"A Câmara Municipal do Seixal decidiu bloquear o acesso à Rua Estácio da Veiga.
Desde a semana passada que nos deparámos com obras na via em questão, mas ao contrário daquilo que pensámos não se trata apenas de trabalhos de manutenção e melhoramento da via.
Trata-se também do bloqueio do actual cruzamento que é utilizado diariamente por centenas de condutores que vêm de sul e acedem aos seus destinos através da Rua Estácio da Veiga.
Tal bloqueio vem prejudicar todos os moradores e empresários da zona.
Os automóveis vindos de sul, e que utilizam a Rua Estácio da Veiga para acederem aos seus destinos, vão ter que percorrer um trajecto longo, lento e congestionado, até à rotunda de Paivas.
Estes automobilistas que animam o comércio e serviços locais vão desaparecer.
Deste modo as inúmeras pequenas empresas sediadas no Bairro dos Lírios e zonas adjacentes vão sentir um decréscimo acentuadíssimo de clientela e equacionam já deslocalizar-se ou encerrar, com todos os inconvenientes que isso acarretará.
Além disso o bloqueio do cruzamento, com a colocação dum separador central, vai impedir o acesso rápido das forças policiais, bombeiros e viaturas de emergência médica, prejudicando fortemente a população da zona.
Vai transformar o bairro dos lírios num gueto.
Vai aumentar a insegurança.
Vai provocar a falência das pequenas empresas, que vivem já dias difíceis, e consequente aumento do desemprego.
Estes encerramentos vão provocar mais desemprego.
Acresce o facto de a CMS e as Estradas de Portugal estarem a usar o dinheiro dos nossos impostos, que pagamos já com muita dificuldade, numa obra que apenas nos acarreta prejuízos.
Aceitamos que a decisão da Divisão de Trânsito tenha sido tomada de boa-fé, mas pode e deve ser repensada e melhorada, ajustada à realidade, até porque existem alternativas viáveis e de fácil execução, que em vez de prejudicarem a nossa zona poderão até beneficiá-la.
Informamos Vª Exªque entretanto está em curso desde sexta feira uma campanha de recolha de assinaturas - baixo assinado – contra a obra em curso, e que conta já com centenas de assinaturas.
Assim, pelo exposto, solicitamos a Vª Exª o seu apoio nesta nossa legitima pretensão.
Contamos consigo!


P’ Um Grupo Cidadãos

M. Calheiros"

Mudar só é possível com a força de todos

O período eleitoral, que se avizinha, vai ser também marcado pelas eleições presidenciais nos Estado Unidos da América. Com um sistema eleitoral e de governação diferente do nosso - totalmente presidencialista - a marca que fica é a da conquista, por parte de Barak Obama, da presidência, num claro sinal de mudança.
A mudança nos EUA deve-se à ausência de politicas e à atitude completamente negativa, unilateral e fechada em si próprio e nos seus - ou seja na seita que o suportava - que Bush teve nos oito anos que governou. Com a guerra do Iraque à cabeça, recordando o impulso que Durão Barroso deu, com a cimeira dos Açores, para essa aventura que mudou negativamente o correr da história, o mundo livre ficou aprisionado no arbítrio Americano ultraliberal, provocando uma ausência de rumo no desenvolvimento justo, que só beneficiou os especuladores de Wall Street e os neocons, inspirados na crença da sua supremacia perante os outros, retirando-se, deste modo, os EUA do figurino dos países das Liberdades e do desenvolvimento.
Tanto ou mais que a mudança ideológica, que se saúda, para os Democratas, aliás na senda da realidade do Congresso desde 2006, o facto de Obama querer governar para o Povo, naturalmente provir do povo, com uma historia de vida transparente e assumida , fez regressar o interesse à politica e daí o nível elevado de participação nas eleições. A acção politica de Bush, em oito anos, atrofiou o mundo, parecendo que a sua governação durou várias décadas.
Em Portugal, as eleições legislativas irão sufragar a acção do Governo. Num quadro de crise globalizada o Governo não tem parado. O Primeiro Ministro desdobra-se na procura de soluções. O Governo no seu conjunto meteu as contas públicas em ordem em dois anos e não se ficou só por isso. Lançou investimento público, tão criticado pelos partidos da direita, não se deixando manietar por questões laterais e tem levado um rumo firme e de progresso, sem medo das reformas e com sensibilidade social, sendo a prova disso os 18 milhões de euros em equipamentos sociais no distrito de Setúbal, permitindo, no nosso Concelho em parceria com o Poder Local, a construção e a requalificação de escolas como a Nuno Álvares em Arrentela, a José Afonso no Seixal ou a Escola Secundária de Amora, e de creches (Centro Paroquial de Amora , Cooperativa pelo Sonho é que Vamos, Centro Paroquial de Corroios e Santa Marta de Corroios e Centro de bem estar em Fernão Ferro ),o lar de idosos do Seixal, bem como equipamentos para a prática desportiva como o bom exemplo é o mini campo na freguesia de Corroios. O hospital do Seixal foi uma decisão irreversivel do Governo. As eleições autárquicas, depois das legislativas, trarão a oportunidade da mudança, se o povo assim quiser. Cada uma das forças politicas locais apresentará os seus candidatos e os seus programas. Mais do que nunca, com os novos paradigmas na economia, alguns deles recuperados, em bom tempo diga-se, e retocados, com a velocidade dos acontecimentos, é preciso pensar o modelo de governação, em especial quando se trata de uma maior próximidade junto dos cidadãos como é o caso do Poder Local. É preciso não assentar a governação num só pilar e numa só pessoa. A acção politica é uma acção colectiva e não se pode resumir e esgotar num projecto de satisfação pessoal de quem se candidata a governar . Essa foi a mudança nos EUA. A realização de Obama será a realizaçao do povo Americano e, com ele, do mundo livre com uma prática multilateral e solidária. O povo deu um sinal forte de mudança e quis reafirmar que o poder reside na sua vontade e que é a sua força que pode mudar o rumo dos acontecimentos.
Numa palavra: Democracia.

José Assis - Vereador do PS na C.M. Seixal
[in «Comércio do Seixal e Sesimbra» @ 07 Novembro de 2008]

Governo diz que Hospital do Seixal é para avançar

O Ministério da Saúde garante que o processo para a construção do hospital do Seixal «não está parado», contrariando o autarca local, que afirmou esta manhã que o compromisso assumido pelo governo foi «metido na gaveta».
Em comunicado enviado à imprensa, o ministério de Ana Jorge referiu que «as críticas» levantadas hoje pelo autarca do Seixal «são infundadas», alegando já ter sido «nomeada uma comissão para reavaliar o programa funcional que existia para o hospital do Seixal» e já ter sido «marcada, para o próximo dia 12, quarta-feira, a primeira reunião entre a comissão e os representantes das três autarquias envolvidas».

Esta manhã, as câmaras do Seixal, Sesimbra e Almada e as comissões de utentes dos três concelhos exigiram ao Governo o lançamento do concurso público para a construção do hospital do Seixal, o mais depressa possível, que entendem estar «parado».

«Dois anos e meio depois de o governo assumir o compromisso da construção do hospital do Seixal, o processo está, infelizmente, parado, sem qualquer explicação, não tendo o ministério da Saúde assumido as suas responsabilidades e compromissos perante os concelhos, instituições e populações», afirmou o presidente da Câmara do Seixal, Alfredo Monteiro (CDU), durante a conferência de imprensa.

No encontro com os jornalistas, Alfredo Monteiro acusou o governo de ter «metido o projecto inexplicavelmente, na gaveta», sendo a população «quem sofre com isso no dia-a-dia», disse.

O autarca lembrou que a edificação do hospital do Seixal foi a terceira prioridade assumida pelo governo a nível de construção hospitalar, em 2006, dada a incapacidade de resposta do Hospital Garcia de Orta, em Almada, - que serve os três concelhos -, derivado ao aumento populacional.

«O hospital Garcia de Orta vai fazer no mês que vem 17 anos. Na altura, os três concelhos tinham cerca de 165 mil habitantes e, actualmente, têm cerca de meio milhão, atingindo no Verão o milhão», reforçou o representante da comissão de utentes de Almada, acrescentando que estes números revelam por si só «que o hospital deveria ter sido construído há, pelo menos, 10 anos».

O apelo dos governantes dos três municípios e das comissões de utentes surgiu na sequência do «incumprimento» das medidas acordadas com o ministério da Saúde, de onde destacam o facto de o hospital não constar no Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC) de 2009 para o Seixal, bem como pelo anúncio do lançamento dos concursos para os hospitais de Póvoa de Varzim/Vila do Conde e Évora, colocados respectivamente em sexta e quarta prioridades, antes do hospital do Seixal.

Os responsáveis alegaram ainda não ter sido constituído até ao momento, um novo grupo de trabalho para acelerar o processo, medida «reconhecida pela ministra da Saúde, numa reunião com os três municípios, decorrida em Julho», onde ficou igualmente estabelecida a realização de uma nova reunião em Setembro, «que não chegou a acontecer e que não se sabe se chegará a acontecer», frisou o presidente da câmara do Seixal.

No final da conferência, que teve lugar no dia em que o Seixal celebra o seu 172º aniversário para «demonstrar o drama que as populações vivem no dia-a-dia», Alfredo Monteiro prometeu que as entidades do poder local, comissões de utentes, escolas, entre outras instituições, não vão «cruzar os braços», até que seja anunciada uma data para o lançamento do concurso público do novo hospital, estando a preparar um conjunto de iniciativas para «pressionar o governo», que não especificou.


[Diário Digital / Lusa, 6 de Novembro de 2008 | 21:17]

O Seixal também pode mudar!

Com números inéditos de participação dos eleitores, felizmente (digo eu) Barack Obama venceu as eleições presidenciais de 2008, tornando-se no 44º Presidente dos Estados Unidos da América, com mais de 63,25 Milhões de votos aproximadamente 60% numa eleição com abstenção abaixo dos 50%, segundo o site da BBC.
Foi o resultado das inúmeras filas que se estenderam em torno das secções de voto por pessoas que esperaram três e quatro horas, muitas pela primeira vez na sua vida, porque acreditavam que desta vez tinha de ser diferente, que vale a pena participar na política por causas.
O povo americano percebeu que pode e deve ter uma voz activa nas decisões do seu Presidente. Todos nós podemos (we can!) se quisermos! Os eleitores deviam perceber que se tem menos do aquilo que queriam deveriam votar para mudar.
Sabem que o Concelho do Seixal, é gerido por uma autarquia que exerce o poder em maioria absoluta PCP mas apenas com o apoio duma minoria de eleitores e habitantes deste concelho. É verdade que parece um contra-senso mas na verdade o PCP só teve nas últimas eleições cerca de 20% dos votos dos eleitores recenseados (116.000) e se a percentagem fosse calculado com base no indicador de residentes do concelho (170.000) baixaria então para valores próximos dos 14%.
Desde 1993 que os resultados nas eleições autárquicas no Concelho do Seixal tem mais de 50% de abstenção e que eleição atrás de eleição o PCP tem sistematicamente perdido eleitores, perdeu até às eleições de 2005 mais precisamente 6.017 votantes segundo a Marketest, i.e., 20% de votantes a menos, passou de 30.310 votos para 24.293 enquanto o PS desde essa altura tem vindo sistematicamente a crescer, quer absoluta quer percentualmente, crescendo o seu eleitorado em mais de 20% de 1993 a 2005, passou de 10.511 votantes para 12.950.
É pois fácil perceber porquê que o executivo PCP se recusa a fazer campanhas de apelo ao recenseamento da população residente no Concelho do Seixal, preferindo perder receita pelos impostos dos novos recenseados a aumentar o número de eleitores no Concelho que sabem bem, dificilmente votarão PCP.
Naturalmente um dia o PS será o poder no Concelho do Seixal para bem das populações, com o declínio do número de votantes do PCP e com o aumento sistemático de votantes no PS.

Nuno Tavares
Presidente da Comissão Politica do Partido Socialista.
Líder da Bancada do PS na Assembleia Municipal do Seixal

Pintar a parede dum privado não é liberdade - ou - A Democracia em Risco
























Comente para o jornal «Comércio do Seixal e Sesimbra».

Acerca da pintura de graffitis, por parte da Juventude Comunista Portuguesa (JCP), na parede (privada) da fábrica de lanifícios da Arrentela já muito foi dito. Não vou pois, hoje, maçá-los com mais do mesmo, apenas volto ao tema pela forma como este foi abordado na sessão pública de Câmara, tendo mesmo esperado pela respectiva acta, para que não restassem equívocos. Quando se discutia o assunto, o presidente da edilidade disse «estar preocupado com a liberdade de exercício dos direitos por parte dos partidos políticos. Aproveitou para referir, no que à segurança diz respeito, que no concelho do Seixal tem sido a câmara a financiar todas as instalações da PSP e igualmente as da GNR de Fernão Ferro.»

Perante isto, que dizer? É incrível a estranha concepção de Estado que o Presidente de Câmara, Alfredo Monteiro, possui.
Dizer que quem paga a renda da PSP «somos nós» é uma afirmação imbuída de uma prepotência atroz! Mas que Estado de direito é este em que um Presidente de Câmara diz que paga a renda à PSP, como que imputando nessa acção a detenção de direitos? Estará por isso em posse de uma regalia?
Mais. O que é que uma coisa tem a ver com a outra?
A PSP identificou militantes da JCP que pintavam um muro privado e o que o Sr. Presidente tem para dizer acerca do assunto é que está preocupado com a Democracia e, que quem paga a renda da PSP é a Câmara?
Pois, não admira que esteja preocupado com a Democracia... De facto, esta é uma realidade contra a qual muito o PCP combateu no pós-25 de Abril!
Mas para falar assim, o Sr. Presidente, que é um homem inteligente, saberá porque o faz...
O que é um facto é que, enquanto esta discussão era tida nos Paços do Concelho, os Jotinhas Comunistas (sob escolta de comunistas mais graúdos), acabaram o que dias antes tinham iniciado, sem que desta vez as autoridades os incomodassem.

Ainda sobre o mesmo assunto interveio o Sr. Vereador Jorge Silva que tentou branquear a situação, referindo que os jovens haviam antecipadamente caiado o muro, como que tentando justificar a má acção com uma supostamente boa. Contudo, o muro é pertença de um privado que poderia não querer essa pintura. Portanto, qualquer tentativa de aqui encontrar uma boa acção cai por terra.
Mas há mais. Este mesmo vereador diz ter visto um aparato policial causado por «cinco rapazes e raparigas que tinham umas latas de tinta no chão». Continuando, chega a afirmar que o pintar de paredes «não se pode confundir com vandalismo, por se tratar de transmitir uma mensagem política. A repressão desta forma de mensagem é que não está correcta». Ora, aqui a questão não é a mensagem mas antes o suporte utilizado para o mesmo - Um muro privado! Por algum motivo a publicidade de outdoors colocada em terreno de outrem se paga, ou talvez até tenha sido por este mesmo motivo, que esta mesma Câmara, notificou a JSD para retirar um cartaz em Corroios...
Mas o cerne da questão aqui é outro, é que o Sr. Vereador continuou afirmando que o dono do muro é que «teria que levantar alguma questão .../... situação que até hoje não se verificou...». Estranha afirmação esta, o Vereador do Urbanismo assegura que o dono do muro não se queixou... Será ele o dono do muro? Não é. Conhecerá o Sr. Vereador o que consta dos autos, por via de informação privilegiada? Não creio. Terá o Exmo. Sr. Vereador poderes adivinhatórios? Também não creio. Então resta-me uma hipótese, o Sr. Vereador falou desta situação com o legitimo proprietário daquele espaço.
Assim sendo, devo lembrar o senhor vereador do Urbanismo que para aquele local, com sérias restrições à construção, nomeadamente porque é atravessado pelo rio Judeu e está em zona de Reserva Ecológica Nacional (REN) e de Reserva Agrícola Nacional (RAN), está a Câmara a elaborar um Plano de Pormenor, o qual, em sendo aprovado, valorizará aqueles terrenos em muitos milhões de Euros, até porque este plano de pormenor tem uma densidade construtiva bastante elevada.
Neste momento, se calhar o leitor está a pensar que este facto não tem nada a ver com os miúdos pintarem paredes. Se calhar não tem, mas a Câmara pagar a renda da PSP também não tinha...
Pintar uma parede de um privado não é liberdade.

[Esta rúbrica é conjunta com Paulo Edson d'A Revolta das Laranjas.]

De pé...

A chuva regou
O vento abanou
O calor abrasou
Até que um dia
Cansado de tanto suportar
Secou
As folhas voaram pelo horizonte
Douraram o chão que abraçaram.
A morte espera
Mas também desespera
O "velho" sobreiro
teima em manter-se firme.

A CM Seixal tem 60 dias para promover, reconverter e reclassificar os trabalhadores que possuam os requisitos

A partir de Janeiro de 2009, o paradigma da AP – Administração Pública vai sofrer profundas mudanças, prende-se pelo facto da entrada em vigor de novos diplomas.
• Regime de vínculos, carreiras e remunerações – Lei n.º 12-A/2008
• Regime de contrato de trabalho em funções públicas – Lei n.º 59/2008
• Estatuto disciplinar dos trabalhadores que exercem funções públicas – Lei n.º 58/2008
• Regime de carreiras – Decreto-lei n.º 121/2008
Algumas coisas passarão a se processar de forma diferente, as carreiras, e a sua evolução e o posicionamento na nova tabela remuneratória única. Acaba os operários semi-qualificados e qualificados, assistentes administrativos; técnicos profissionais, as carreiras verticais; horizontais e as promoções; reconversões; reclassificações segundo o actual método.
Nesse seguimento era extraordinariamente importante que a Câmara Municipal do Seixal, estivesse sensibilizada e interessada a utilizar as possibilidades que ainda dispõe até ao fim do ano para resolver e melhorar a posição indiciária de um número considerável de trabalhadores.
A Câmara Municipal do Seixal se quiser pode perfeitamente promover, reconverter e reclassificar os trabalhadores que possuam os requisitos.
As questões orçamentais não se devem colocar porque é do conhecimento público a excelente saúde financeira da autarquia. Temos a plena consciência das dificuldades e constrangimentos financeiros que se vive, mas não queremos acreditar que a Câmara Municipal do Seixal vai perder a oportunidade de melhorar a vida dos seus trabalhadores.

Aníbal Moreira
SINTAP - Secretário Nacional

Existe investimento nos Concelhos para lá do PIDDAC!

O orçamento PIDDAC de 2009, atribui ao distrito de Setúbal cerca de 180 milhões de euros, colocando o distrito em terceiro lugar no que respeita a investimentos no âmbito do PIDDAC, apenas ultrapassado pelos distritos de Lisboa e Porto. Sinal da importância positiva que o Governo dá às populações deste distrito. Este investimento focalizado no distrito de Setúbal é de enorme importância para o concelho do Seixal pelos efeitos positivos que implicará.
Os investimentos já desenvolvidos e/ou projectados pelo governo socialista no distrito de Setúbal, donde se destacam:
- O novo aeroporto;
- A travessia do Tejo Chelas-Barreiro;
- A plataforma logística do Poceirão;
- O metro sul do Tejo;
- O ramal ferroviário do parque siderúrgico do Seixal.

Demonstram efectivamente que governo PS está a colocar o distrito de Setúbal na rota do desenvolvimento, e pelos seus efeitos de envolvência o concelho do Seixal. Os investimentos anunciados no PIDDAC 2009, que beneficiam directamente o concelho do Seixal ascendem a cerca de 1,7 milhões de euros, que serão distribuídos pela criação da Escola Básica 2, 3 de Santa Marta do Pinhal, pela substituição da escola Básica Nuno Álvares, pela remodelação do parque Judicial do Seixal e infra-estruturas e equipamentos para o Centro de Formação Profissional do Seixal.
E como hoje já todos percebemos que existe vida para lá do défice, também devemos tomar consciência que existe investimento nos Concelhos para lá do PIDDAC. Um bom exemplo disso foi a recente cerimónia de assinatura de 18 contratos com instituições do distrito de Setúbal – 3 das quais do Concelho do Seixal - no âmbito da III Fase de Candidaturas ao Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais (PARES), que correspondem à contratualização de centenas de lugares em creche, i.e. centenas de famílias que vão encontrar novas respostas no âmbito do PARES III. Só para exemplificar, no distrito de Setúbal, antes do PARES, havia uma taxa de cobertura na ordem dos 21 por cento, e no final do programa vai ser possível atingir uma taxa de 33, 3 por cento, o que demonstra, que o Programa PARES III como outros programas governamentais complementam o PIDDAC no investimento feito pelo Governo Socialista nas populações do nosso distrito. É ainda de sublinhar que existem outros investimentos no distrito que são transversais a todos os concelhos, que ascendem a cerca de 37 milhões de euros. Todos estes investimentos originarão benefícios para o concelho do Seixal, de salientar o programa Prime Nacional de modernização e investimento empresarial no montante de cerca de 4,4 milhões de euros e investimentos referentes ao metro sul do Tejo no montante de 1 milhão de euros.
Contudo, o Partido Socialista no Concelho do Seixal mentor da proposta da construção do Hospital do Seixal, verifica no entanto com desagrado que a construção do Hospital não está prevista para o ano de 2009, neste sentido vamos continuar a apelar para que este seja uma realidade próxima, pois o equipamento é de enorme importância para a população do Seixal, e a população é a nossa motivação. Reconhecemos que a conjectura económica obriga a criteriosos métodos de aplicação do investimento do Estado, ainda assim é fácil concluir que o distrito de Setúbal será objecto de grandes investimentos nacionais, que implicará benefícios a todos os agentes económicos distritais e em especial as famílias.

Nuno Tavares
Presidente da Comissão Politica do Partido Socialista.
Líder da Bancada do PS na Assembleia Municipal do Seixal

Comando de Elíte Belga desembarca numa Baía...

Para animar este fim-de-semana de tempo algo cinzentão, deixo-vos um hilariante video, que me enviaram, que se chama Comando de Elite português em exercícios, mas segundo esclarecimento que recebi, amavelmente, da Marinha Portuguesa, se passa com as forças armadas belgas em local não identificado. A tentativa não é portanto simular o desembarque na Baía do Seixal, perante presença inimiga. As imagens contam o resto...



Bom domingo!
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