Consciência cívica

6 comentários:

Anónimo disse...

Maria Keil




Maria Keil (gosta que a tratem apenas por Maria) nasceu na cidade de Silves, em 1914. Partilhou a maior parte da sua vida com o arquitecto Francisco Keil do Amaral, com quem se casou, muito jovem, em 1933.
De lá para cá fez milhares de coisas, sobretudo ilustrações, que se podem encontrar em revistas como a “Seara Nova”, livros para adultos e “toneladas” de livros infantis, os de Matilde Rosa Araújo, por exemplo, são em grande quantidade. Está quase a chegar aos 100 anos de idade de uma vida cheia, que nos primeiros tempos teve alguns “sobressaltos”, umas proibições de quadros aqui, uma prisão pela PIDE, ali... as coisas normais para um certo “tipo de pessoas” no tempo do fascismo.

Para esta “história”, no entanto, o que me interessa são os seus azulejos. São aos milhares, em painéis monumentais, espalhados por variadíssimos locais. Uma das maiores contribuições de Maria Keil para a azulejaria lisboeta, foi exactamente para o Metropolitano de Lisboa. Para fugir ao figurativo, que não era o desejado pelos arquitectos do Metro, a Maria Keil partiu para o apuramento das formas geométricas que conseguiram, pelo uso da cor e génio da artista, quebrar a monotonia cinzenta das galerias de cimento armado das primeiras 19, sim, dezanove estações de Metropolitano. Como o marido estava ligado aos trabalhos de arquitectura das estações e conhecendo a fatal “falta de verba” que se fazia sentir, o Metro lá teve de pagar os azulejos, em grande parte fabricados na famosa fábrica de cerâmica “Viúva Lamego”, mas o trabalho insano da criação e pintura dos painéis... ficou de borla. Exactamente! Maria Keil decidiu oferecer o seu enorme trabalho à cidade de Lisboa e ao seu “jovem” Metropolitano.
Os pormenores das estações do “Intendente” (1966) e “Restauradores” (1959), são bons exemplos.
Parêntesis: Qualquer alteração na “Gare do Oriente” do Arq. Calatrava, ou nas Torres das Amoreiras, do Arq. Tomás Taveira, só a título de exemplo, têm de ser encomendadas ao arquitecto que as fez e mesmo assim, ele pode recusar-se a alterar a sua obra original. Se os donos da obra avançarem para a alteração sem o acordo do autor, podem ter por garantido um belo processo em tribunal, que acabará numa “salgada” indemnização ao autor.

Finalmente, a história! Recentemente a Metro de Lisboa decidiu remodelar, modernizar, ampliar, etc, várias das estações mais antigas e não foram de modas. Avançaram para as paredes e sem dizer água vai, picaram-nas sem se dar ao trabalho de (antes) retirar os painéis de azulejos, ou ao incómodo de dar uma palavra que fosse à autora dos ditos. Mais tarde, depois da obra irremediavelmente destruída, alguém se encarregaria de apresentar umas desculpas esfarrapadas e “compreender” a tristeza da artista.
A parte “realmente boa” desta (já longa) história é que ao contrário de quase todos os arquitectos, engenheiros, escultores, pintores e quem quer que seja que veja uma sua obra pública alterada ou destruída sem o seu consentimento, Maria Keil não tem direito a qualquer indemnização.
Perguntam vocês “porquê, Samuel?” e eu tão aparvalhado como vós, “Porque na Metro de Lisboa há juristas muito bons, que descobriram não ser obrigatório pedir nada, nem indemnizar a autora, de forma nenhuma... exactamente porque ela não cobrou um tostão que fosse pela sua obra!!!

Este país, por vezes consegue ser “ainda mais extraordinário” do que é o seu costume! Ou não?

Este post é um paste de um mail que recebi e que espelha a postura de desonestidade intelectual e de falta de civismo dos quadros superiores deste país, e assim sendo que esperar da atitude do cidadão em geral?

HS

Anónimo disse...

A poilitica já caiu em descrédito que o povo nem com feriados e dias santos vota.

Jorge Pieta disse...

Provavelmente seria verdade. A taxa de abstenção baixaria. Ou então arranjar-se-ia alguma desculpa. De verão de certeza que se aproveitaria para dar um pulino á praia. Os portugueses não votam porque não querem!

Luís Leandro disse...

Caro Vereador,

Serve o presente para chamar a atenção de V. Exa, para o que se está actualmente a passar com os espaços verdes do concelho que estão a ser liminarmente limpos, por parte da autarquia a coberto de pretensas queixas de municipes ou de doenças das árvores.
Como municipe e como habitante de uma rua onde hoje arrasaram com o jardim e cortaram qualquer coisa como 6 árvores para dar lugar a um espaço pavimentado a cimento com 2 bonitas palmeiras (assim o diz o comunicado da Câmara), venho por este meio dar-lhe conta da minha indignação perante esta situação uma vez que, não fui consultado, não conheço reclamações dos habitantes da minha rua sobre o jardim mas sim sobre o não tratamento do mesmo pela CMS, nem me pareceu a mim que as árvores estivessem doentes. Estou profundamente indignado com o que se passou na Rua de Binta na Cruz de Pau e que vem demonstrar mais uma vez que este executivo camarário abomina tudo o que é verde e só vê betão à frente.
É de facto incrível o concelho onde vivemos e onde, no séc.XXI e numa altura em que se discute tanto as questões ambientais e o desenvolvimento sustentável do planeta, que estas coisas se passem. Nesta lógica do salvemos a Amazónia e acabemos com o verde à porta de nossa casa, é pois, muito natural que nem uma nem outra coisa se façam e continuemos neste caminho que vai parecendo cada vez mais negro.

Um bem haja.

Luís Leandro

Filipe disse...

Boa noite senhor Luis Leandro,
Comungo a sua exposição e como morador de Fernão Ferro a suposta freguesia florida dentro do palaceto do Carlos Pereira Presidente da Junta, com arvores e flores da junta, mantida pelos jardineiros da junta, está tudo dito.
Como os jardineiros da junta fazem trabalhos por conta própria e com maquinaria e produto do municipio não resta tempo para manter poucos os espaços verdes do concelho.
Assim há que cimentá-los para que os cães vádios façam ali as suas necessidades e nós as pisarmos. A titulo de exemplo do que referi, ´já que o vereador diz que enumera sempre factos, então também lhe enumero um facto publico e notório; lembram-se do chefe dos Jardineiros, senhor Janeiro, recebia 150 contos, ou melhor 750€ para plantar um canteiro com 30m2 de relva da câmara e 100€ por mês para a manter.
Se a praticar contabilizar preços destes evidentemente que se encontraria numa situação de falência.
Atenção que isto foi publico, já que esse senhor hoje ~já não é funcionário.
Também sei que em Fernão Ferro se passa algo de semelhante com a conivência do Carlos Pereira.
Sr. vereador levante essa questão na proxima assembleia e questione quedm paga os arranjos florestais da manção do Carlos Pereira.

Anónimo disse...

Sr. Vereador Samuel Cruz é aflitivo ver destruir as poucas arvores que vão crescendo neste concelho. Não se percebe a lógica do corte de árvores por parte da Câmara indiscriminadamente em sítios onde as árvores não estão a fazer mal a ninguem. Sabe como é importante ter verde nas nossas cidades nós também sabemos, mas no concelho do seixal com quase 200 anos de existência como concelho as árvores não têm mais do que meia dúzia de anos. Umas cortam-nas outras secam-nas com herbicida nos canteiros. Porque será? Será que as cortam para terem lenha para as lareiras? Será porque sentem prazer em ver o desespero dos moradores quando assistem a este corte de árvores? Será que quem manda cortar as árvores é completamente ignorante? No jardim do seixal apenas os militantes comunistas têm direito a sombra, cortaram as árvores quase todas e agora os militantes comunistas têm dentro da sede do partido chapéus de esplanada quando querem ter sombra vão buscá-los e encaixam-nos num ferro colocado nos bancos pela camara apropriados para encaixar os chapéus, quando já não querem sombra arrecadam-nos. Nem na sombra do jardim este concelho tem democracia, se é comunista tem sombra se não é não tem. Por favor Senhor Vereador Samuel Cruz pela população deste concelho ajude a salvar as poucas árvores que nos restam mesmo raquiticas.

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