Esquerda/Direita - Comente para o jornal Comércio do Seixal e Sesimbra

É uma frase do Ex-Presidente da República Jorge Sampaio que esta semana desafio os leitores a comentar, para posterior publicação no jornal Comércio do Seixal e Sesimbra.

“No nosso século XXI, esquerda e direita tornaram-se conceitos ambíguos. Por isso, sempre que ouço esse género de comentários, interrogo-me, «mas o que significa mais à esquerda ou mais à direita em termos de políticas concretas e sustentáveis?». A meu ver não podemos ficar reféns de debates ideológicos, cujo conteúdo deixou de ser claro. Importa, sim, contribuir para a renovação da prática governativa e dar-lhe novos conteúdos.”

Jorge Sampaio

4 comentários:

Daniel Geraldes disse...

Eu não consigo ser de Esquerda, por isso considero que sei o que é a Direita, mas esta dicotomia ainda serve para se ir ganhando votos, talvez se os politicos em Portugal fossem sérios, a discussão era o País e não a ideologia dos Partidos.

Mas o meu modelo de sociedade é obviamente o liberal e inter classicista onde haja espaço para a mobilidade social, e não apenas uma classe social unitaria como a esquerda apregoa e é a sua genese.

Jorge Pieta disse...

Costuma-se dizer que se ganha eleições quando se conquista o centro. É uma forma de mostrar que os portugueses não alinham em esquerdas e direitas mas sim em projectos, ideias, pessoas. O português sabe o que faz, por vezes engana-se, ás vezes dá o benificio da dúvida, mas corrige atempadamente os seus erros.

Anónimo disse...

Pois bem ora aí está o que é necessário (ou não) para se definir os variados enquadramentos ideológicos/políticos das mais variadas pessoas que aqui intervêm.
Quem me conhece sabe que me considero como um homem de esquerda, de uma esquerda pluralista, democrática, inteligente actual, que não se resguarda na facilidade da demagogia e que tenta acompanhar a preocupação com area social (educação, cultura, saúde,ambiente, defesa do consumidor, direitos dos trabalahadores,etc.), com a problemática gerada pela globalização à qual é impossível fugir(economia, produtividade, blocos económicos, tendencias para a especialização das actividades produtivas de acordo com as capacidades produtivas de cada país, econmia de mercado,etc.).
Como bom homem de esquerda e democrata,considero quetudo isto deve ser pensado e realizado de acordo com o respeito pelo outro e da forma mais representativa pois só assim se atinge o progresso sustentável(justiça,admnistração interna, admnistração local,finanças públicas, obras públicas,etc.)
Não sou, nem de perto, um anti-comunista primário, rejeito liminarmente o rótulo de liberal porque acredito que em algumas matérias o Estado deve manter o seu direito/dever de intervir e regular por forma a criar um desenvolvimento sustentável, diminuindo as desigualdades sociais.
Na realidade acredito que, nos dias de hoje, o lugar onde se sentaram os representantes dos cidadãos na Comuna de Paris já não revela um ideal social ou politíco. Infelizmente a história já nos mostrou que a utopia não é alcançável porque para o ser tinha que obrigar toda esta aldeia global a agir da mesma forma, restringindo assim a liberdade individual de cada um.
Sem pretender afectar ninguém posso até seguir a linha de pensamento de Karl Marx e dizer que da mesma forma que a Anarquia é uma doença infantil do Comunismo, este último é, hoje em dia, uma doença infantil da Democracia... se bem que melhor que outras que tivemos(pelo menos na sua ideossincrasia)como o fascismo, o nacional socialismo, etc.
A utopia de esquerda cai por Terra quando acredita na teoria do bom selvagem, e ao mesmo tempo contradiz-se indicando que caso seja necessário para a implementar deve restringir-se a liberdade individual em nome dum bem maior.
Eu por mim acredito na Liberdade(que acaba quando a do outro começa), na Igualdade(de direitos e deveres) e na Fraternidade porque também acho que somos filhos de Deus.
Por fim, e depois desta dissertação, se quiserem rotular-me digam que sou um Social- Democrata na linha do saudoso Olof Palm.

HSEREJO

Anónimo disse...

Esquerda e direita não tem nos nossos dias o peso que foi tendo ao longo dos tempos. A esquerda esteve e está ligada aos ideais de solidariedade igualdade e fraternidade. A direita mais ligada ao capital sem que por isso tenha de deixar de ter preocupações sociais. Com o andar dos tempos e pelo comportamento dos eleitos representantes do povo o sentido de esquerda e direita foi-se perdendo até porque e dando como exemplo a Câmara do Seixal as posições assumidas pela maioria eleita CDU/PCP, logo de esquerda, passaram a ser muito estranhas. A Câmara do Seixal não trata com igualdade nem os seus trabalhadores nem os seus munícipes, solidariedade e fraternidade temos o exemplo do que aconteceu com a morte do menino na tampa de esgoto em que a Câmara do Seixal foi de uma grande frieza no tratamento que deu a este caso. A Câmara do Seixal PCP, logo de esquerda, está muito mais próxima dos interesses das empresas capitalistas de construção do concelho do que do povo em geral. Mais estado ou menos estado conforme esquerda ou direita, a Câmara do Seixal, de gestão comunista, logo esquerda, entrega serviços da Câmara a privados, e acusa os outros partidos de o fazerem e serem de direita. É uma baralhada, os políticos assumem-se de esquerda mas depois as posições que tomam não têm nada a ver com esquerda. Hoje a escolha dos representantes na política deve fazer-se pela honestidade pela competência e pelo carácter das pessoas e menos por mais esquerda ou menos esquerda ou mais direita sob pena de se escolher gato por lebre como é o caso da actual maioria CDU na Câmara do Seixal que se intitula defensora de princípios que não pratica.
Independentemente de mais direita ou mais esquerda Dr. Samuel Cruz continuamos a contar consigo para em 2009 dar novo rumo ao Seixal.

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