Jornal do Seixal - Sessão de Câmara do passado dia 11 de Junho


Aqui fica extracto da reportagem publicada no Jornal do Seixal referente à Sessão de Câmara realizada no passado dia 11.
"No período antes da Ordem do Dia o vereador Samuel Cruz do PS colocou a questão de um pedido do Sintap (Sindicato os trabalhadores da autarquia afecto à UGT) que havia pedido autorização para um plenário e não obtivera resposta, sabendo que o STAL (Sindicato afecto à CGTP) o havia formulado depois e já obtivera a resposta. A vereadora Corália garantiu que efectivamente lhe havia chegado um pedido do Sintap que tinha despachado favoravelmente, ficando de averiguar o que se passou.
Samuel Cruz colocou ainda outra questão relativamente a uma queixa do Grupo Flamingo a quem teria sido impedido de fazer circular um abaixo-assinado sobre o Sapal de Corroios, na Feira da Terra.
Alfredo Monteiro e Carlos Mateus esclareceram que a iniciativa saia fora do contexto da actividade a qual eticamente não seria muito correcta, numa actividade de parceria
com a Câmara, recolher assinaturas num abaixo-assinado contra a Câmara. Samuel Cruz,
disse considerar-se “esclarecido, mas não convencido” e ir guardar esta questão para
quando se promovam parcerias de outras actividades com a Câmara e possam surgir subscrições sobre assuntos alheios a essa actividade, “como já tem acontecido”.
Actas blogs e jornais
Samuel Cruz pediu à Câmara que a acta da anterior sessão fosse descritiva e não interpretativa, percebendo-se que pretende que aí figure a troca de animosidades que Joaquim Santos lhe proferiu na anterior sessão. Foi possivelmente o ponto mais delicado da sessão, onde Alfredo Monteiro propôs uma solução intermédia para superar a questão. Jorge Silva que assumiu estar a fazer um esforço para não se pronunciar, acabou por trazer à liça o seu desapontamento e mágoa por ver no blog do vereador Rumo a bom bordo) e reproduzido
em jornais, terminologias também insultuosas e até ofensivas da sua pessoa e da autarquia, numa prática que não condiz com a cortesia com que usa tratar as relações com as outras pessoas, sejam ou não adversários políticos.
Os restantes pontos da Ordem de trabalhos foram (até porque o relógio não parava)aprovados por unanimidade sem grande discussão. Com excepção da aceitação de peças rectificadas e abertura para discussão pública do Plano de Pormenor de Vale de Chixaros, sobre a qual Samuel Cruz levantou a questão de a empresa parceira no plano URBANGOL, ter sede em Gibraltar (zona offshore) e ser das maiores empresas com dividas ao fisco, desprovida de credibilidade para ter protocolo com a autarquia. Alfredo Monteiro e Jorge Silva esclareceram que se trata para já apenas de uma fase preliminar do processo, cabendo na fase seguinte a averiguação dessas situações e a devida apreciação.
Os vereadores do PS, no entanto, votaram contra."


Algumas notas apenas:
- O título da notícia é "Uma rapidinha pelo Europeu", pela minha parte e como se pode constatar pelo teor da notícia, tal não aconteceu.
- Quanto ao triste acontecimento que envolveu o Grupo Flamingo já aqui o relatei mais pormenorizadamente.
- No que respeita ao Plano de Pormenor de Vale de Chícharos (vulgarmente conhecido como Bairro da Jamaica) o PS absteve-se, e fê-lo porque reconhece a necessidade de resolver aquele verdadeiro cancro do concelho do Seixal e a decisão a tomar era apenas a de se iniciar o período de discussão pública. Pesando do lado negativo o facto de se tratar de uma empresa Off-shore (de fachada), com elevadas dívidas ao fisco e que ainda não cumpriu o protocolo celebrado com a Câmara. Recordo que em consequência deste protocolo a autarquia isentou esta empresa do pagamento de bem mais de 500.000 (quinhentos mil euros)em taxas urbanísticas.
Terminei a minha intervenção dizendo que esta empresa é representada pelo cidadão Carlos Ramildes, ex-deputado eleito pelo PCP e ex-membro da Comissão Política e do Comité Central deste Partido.

3 comentários:

outsider disse...

Cuidado Sr. Vereador

Nem todos os negócios são justificáveis, e o seu partido tem uma história de curiosa sintonia com os interesses de Luanda (sempre que tem dado jeito). Importa resolver o problema do bairro da Jamaica de forma definitiva, mas que não tenha sobre ele ónus de mais uma jogatana On/OffShore, de contrário é mais do mesmo...

Saudações democráticas...

Anónimo disse...

Dou os meus parabéns ao Samuel, principalmente por defender a UGT, é preciso ter coragem para a defender depois desta viabilizar as más feitorias que o governo quer fazer sem perguntar nada aos trabalhadores que diz defender. Não é por acaso que são cada vez mais os trabalhadores que saem da UGT e se filiam na CGTP.

Anónimo disse...

Mas que grande confusão vai na cabeça deste vizinho de cima...Só pode ser por falta de informação...ou porque tem estado parado no tempo...
Acorde...já estamos em 2008e actualize a informação...

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