Planeamento coerente, precisa-se!

Recordo hoje aqui o texto do meu camarada e deputado à Assembleia República, Alberto Antunes, publicado em 5 de Fevereiro de 2007, no jornal on-line Setúbal na Rede:

".../... As desclassificações de áreas de Rede Ecológica Nacional na Moita e em Almada para passarem a solos urbanizáveis. Ou a transformação de solos de clara vocação industrial em terrenos destinados a habitação prefiguram errados modelos de desenvolvimento.
Não basta ter habitações a esmo e preços acessíveis para se estar em presença de um bom desenvolvimento.
Era, quanto a nós, imprescindível dispor de terrenos destinados à localização de actividades industriais ou de serviços para que possamos atrair investimento e criar emprego.
A solução de reproduzir empreendimentos tipo “Santa Marta do Pinhal” por toda a margem sul e depois exigir meios de transporte que se desloquem apinhados nas horas de ponta para realizarem a viagem inversa vazios não é desenvolvimento. Muito menos sustentável, nem gerador de qualidade de vida.
Necessitamos de um debate que olhe a nossa realidade objectiva e reflicta-as sobre as soluções de qualidade ainda atingíveis."


Tem toda a razão o meu camarada nestas suas afirmações, é pois urgente que TODOS nos oponhamos ao projecto em marcha de vender a actual sede da EP - Estradas de Portugal, situada em terrenos actualmente identificados no PDM como zona consolidada de uso industrial (e de facto ainda em funcionamento para tal fim), para os converter em zona urbanizável.

Da mesma forma TODOS devemos unir os nossos esforços para evitar o verdadeiro atentado que é o projecto Almada Nascente (antiga Lisnave) também ele situado em solo classificado como sendo de uso industrial, onde se prevê criar habitação para quinze mil pessoas, numa zona sem nenhuma hipótese minimamente viável de criação de acessibilidades condignas.

Estas são questões relevantes para o concelho do Seixal, pois a concretizarem-se tais planos, tal pressão sobre a ponte 25 de Abril vai funcionar como uma verdadeira rolha nos acessos a Lisboa para quem se desloca do nosso concelho, assim é urgente que este debate inter-concelhio se realize, e desde já demonstro a minha disponibilidade para o mesmo.

4 comentários:

Orwell disse...

De facto urge mudar mentalidades em Portugal.
Desenvolvimento não pode continuar a ser sinónimo de construção sem rumo e sem norte.
Cada vez mais o desenvolvimento das cidades e das regiões tem de ter um plano estratégico por trás,que enquadre o tipo de desenvolvimento económico, urbanístico, paisagístico, social e ambiental que se pretende.
Não é minimamente sustentável promover a construão de grandes empreendimentos sem termos em conta os acessos e equipamentos necessários para servir as pessoas, sem ter em conta os problemas sociais que podem derivar de um crescimento desmesurado da população num determinado território, sem ter em conta a harmonia estética das urbanizações, sem ter em conta os problemas ambientais que podem advir de um mau planeamento ou falta dele, bem como e não menos importante dos problemas económicos por não se ter planeado convenientemente ou não se ter planeado de todo o tipo de investimento que se pretende para um determinado território.
Olhemos para o Seixal e Almada e vemos que nada disto foi pensado ao longo destes anos todos.
A única coisa que foi pensada foi deixar crescer estas cidades em termos populacionais, com os ganhos de IMI que daí advêm.
No caso do Seixal olhemos para este e tentemos perceber qual o tipode desenvolvimento que se pretendeu obter:
Um desencvolvimento assente no Turismo?
Não! A Baía do Seixal o maior trunfo neste aspecto continua e vai continuar completamente desaproveitada, assim como ambas as margens desta, que podiam ser um pilar económico importente para o Concelho.
Em termos urbanísticos o pouco que há de característico, na Amora e no Seixal, está completamente desaproveitado e não preservado, sendo que as urbanizações que foram crescendo ao longo dos anos não obedecem a qualquer tipo de harmonia arquitectónica e a autarquia pode e deve ter uma palavra a dizer em relação a este aspecto.
Em termos económicos não se compreende o que é que a autarquia pretende, pois se olharmos para o parque industrial do Seixal não se compreende qual o tipo de empresas que o município quer atrair, pois há de tudo um pouco, sendo que nos dias de hoje a especialização é cada vez mais importante, em linguagem empresarial designa-se core business.
Depois da desmantelação da antiga Siderurgia Nacional era importante o Seixal saber que tipo específico de empresas quer atrair, nã tendo necessáriamente de passar por Indústria pesada.
É importante ter um rumo!
Vereador Samuel Cruz reflectir para agir impõe-se.
Bem Haja!

Ponto Verde disse...

100% de acordo!

Ponto Verde disse...

...e só mais o seguinte:

A crer no anunciado com o PP da Torre da Marinha e os recentes avisos (de publicacão obrigatória na imprensa) de alteracão do PDM para a zona ribeirinha da Amora , mostra que a quase totalidade da envolvente da Baía está em avaliacão e em alteracão ...

Mas como é discreta e inexistente essa divulgacão...onde estão os projectos publicados na imprensa regional ou no boletim, ou no site da CMS?

Onde estão outdoors no local a mostrar e explicar o que pretendem fazer ?

É que é SÓ a envolvente da Baía e os terrenos que ali ainda exitem que estão em causa!!!

Anónimo disse...

Meu Deus quantos arranha céus vão crescer junto à baia? Será que é para construir tudo o que falta? A população tem o direito de conhecer as ideias dos senhores autarcas e têm direito a ter a sua opinião e defender o seu territorio. A Amora é vitima dum abandono total. Está completamente descaracterizada é uma amalgama de betão não preservaram a zona histórica e até a destruiram deixaram nascer no centro onde era um bairro simples mas habitavel e aceitavel deixaram nascer dezenas de anexos abarracados que constituem neste momento o centro da cidade da Amora. A escola primária mais antiga do concelho também no centro de Amora propriedade da Camara está em completa degradação quando devia ser uma casa de cultura que preservasse a história que aquele edificio tem. A sua arquitectura muito antiga devia também ser preservada. Os amorenses querem ser respeitados. Os amorenses tal como todos os habitantes das outras freguesias do concelho merecem respeito por parte dos nossos autarcas.Agradeço ao comércio do Seixal e à Conceição Lousada pela entrevista. Todos juntos Amora, Seixal, Arrentela Fernão Ferro, Paio Pires e Corroios vamos tirar a CDU da Camara do Seixal, vamos libertar o nosso territorio do desgoverno comunista, da corrupção da gestão danosa. Votaremos diminuiremos a abstenção e lutaremos para fazer do seixal uma terra aprazivel e de bem estar esse bem estar que se foi perdendo com a CDU desde há 30 anos para cá.

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