Dirigente sindical não pode ser profissão.

Foi um feriado. O trabalhador gostou do descanso. Foi tema de abertura de jornais, fizeram-se retrospectivas várias, mas que balanço fazer destes trinta e quatro anos de liberdade na comemoração do dia do trabalhador?
Não duvido que muito foi conquistado, mas também não ignoro que a liberdade na sua acepção mais ampla e nomeadamente a liberdade sindical criou uma nova elite. Os chamados dirigentes sindicais.
Como é possível haver dirigentes sindicais que não são apeados dos sindicatos há mais de 20 anos? A democracia sindical não permite a regeneração?
Claro que muitos dirigentes das associações patronais continuam a ter uma visão do tecido empresarial na perspectiva do primado do direito de propriedade como um direito absoluto; mas que pensar dos dirigentes sindicais que continuam agarrados ao conceito de categoria profissional na visão da industria típica do século XIX?
À cerca de meia dúzia de anos acompanhava profissionalmente a negociação de uma convenção colectiva entre uma associação sindical e uma associação empresarial; em representação do sindicato apresentava-se a negociar alguém que trabalhava para o sindicato a recibo verde há mais de 15 anos, segundo me confidenciou esse negociador.
Pergunto.
Que credibilidade pode merecer um sindicato assim representado?
É tempo de haver uma revolução dentro das actuais estruturas sindicais com o rejuvenescimento da classe dirigente para que o dia do trabalhador tenha mais significado e conteúdo.

4 comentários:

Anónimo disse...

Na camara do seixal há uma casta de parasitas que se dizem delegados sindicais e outros dirigentes sindicais à decadas que não fazem nada.

Anónimo disse...

Haja coragem e acabem com os sindicatos.

fonseca gil disse...

Tenho por princípio não me manifestar sobre os comentários aos posts que publico; mas permita-me o anónimo que fez a afirmação anterior que lhe diga que não posso subscrever essa sua visão radical da actividade sindical.
Os sindicatos, enquanto estruturas representativas dos trabalhadores, são muito importantes na sociedade; o que lamento é que essa representatividade seja por vezes aparente do ponto de vista da democraticidade e, os dirigentes sindicais em vez de se preocuparem num debate sério sobre os verdadeiros problemas sectoriais ou nacionais em que intervêm, analisando objectivamente as suas causas e o modo como se pode tornar o sector mais interessante do ponto de vista economico com benefícios para todas as partes, estejam muitas vezes acorrentados às estruturas partidárias. Veja-se o exemplo, neste momento, em que se discutem algumas alterações ao Código do Trabalho como o Partido Comunista amarrou a CGTP que se mostra incapaz de evoluir para uma visão mais moderna das relações laborais seguindo o exemplo de sociedades mais equilibradas do ponto de vista económico e social.
O imobilismo é um conceito revolucionário para muitos que esquecem que a mutabilidade faz parte da evolução.

Anónimo disse...

Até tu fonseca gil te esqueces que a mutabilidade faz parte da evolução.Evolui rapaz.

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