A bordo no «Comércio do Seixal»

Hoje na integra, eis os temas da semana para o «Comércio do Seixal».



Tema Nacional:
Anda a preocupar todos os utilizadores de automóvel, principalmente por não se ver fim à vista. Falo obviamente do constante aumento do preço dos combustíveis. Uma escalada exorbitante dos preços (que dificilmente voltarão aos valores – já de si altos – do início deste ano). A consequência directa destes aumentos deve-se a uma crescente procura e a uma menor oferta. Entre os motivos desta situação, do lado da procura, estarão o encerramento de poços na Nigéria por razões políticas, e as restrições impostas pelos EUA à sua produção. Do lado da procura, o facto da China estar a consumir imenso petróleo, pelo surpreendente crescimento das suas indústrias, o que está a transformar uma sociedade que era agrícola, em industrial, muito rapidamente.
Contudo, tais aumentos podiam ser atenuados em Portugal. O Governo deve tomar o pulso ao país, pois se o fizer sentirá que, caso nada seja feito para baixar o preço final dos combustíveis, o país não vai aguentar muito mais tempo. Urge aliviar as famílias, bem como diminuir os custos de produção das empresas, de maneira a torná-las competitivas.

Tema Local:
Preparam-se para ser aprovados importantes Planos de Pormenor e projectos urbanísticos no Concelho do Seixal, a saber:

- Plano de Pormenor Área Desportiva e Recreativa da Amora

- Plano de Urbanização da Zona Ribeirinha da Amora

- Plano de Pormenor Baía Sul

- Plano de Pormenor da Fábrica de Lanificios da Arrentela

Este será o tema a lançar para discussão desta semana, com o intuito de ver debatidas algumas ideias.

O Plano de Pormenor da Fábrica de Lanificios da Arrentela prevê a desafectação de importantes zonas RAN (Reserva Agricola Nacional) e REN (Reserva Ecológica Nacional).
A RAN compreende toda a faixa do lado direito da baía, que vai desde a Ponte da Fraternidade até ao início do núcleo urbano antigo da Arrentela.
A REN é toda a zona junto ao leito do Rio Judeu, que vai desde a Ponte da Fraternidade até ao nó da A2 do Fogueteiro, estando prevista a construção de um prédio de 15 andares nos semáforos do Fogueteiro, bem como outras duas torres de 12 andares no espaço das Antigas Oficinas da Câmara Municipal do Seixal.

Quanto ao Plano de Urbanização da Amora, este prevê a continuação da via rápida agora inacabada em Corroios (alternativa à EN10), e que atravessando a quinta da Princesa e junto à quinta da Atalaia (festa do Avante) irá até uma nova rotunda na zona do estádio da medideira e daí ligará à actual rotunda do Leclerc, atravessando toda a actual marginal da Amora. A consequência será, inevitavelmente, a separação da Amora do rio, aumentando seguramente os níveis de tráfego e poluição naquela zona.
No entanto, aquilo que sobressai é o facto desta intervenção ir separar, quase por completo, as pessoas do rio, já que a referida via rápida o vai isolar da população da Amora. Ao invês do que sucede em Lisboa onde a autarquia tenta aproximar as pessoas do rio, aqui não se olha pelo mesmo prisma. Esta é, na minha opinião, a maldade final que a autarquia se prepara para fazer aos Amorenses.

[Os comentários a serem publicados no «Comércio do Seixal» têm de dar entrada até 5ª feira às 12h00. Quem não quiser ver os seus comentários publicados, faça o favor de o referir.]

3 comentários:

Ponto Verde disse...

1)Mais uma vez em primeiro lugar parabéns aos autores dos blogues Rumo a Bombordo e Revolta das Laranjas por esta aposta desde já ganha, pena que com menos comentários do que gostaria, mas espero que em crescendo.

2)Comento, não por pretender a publicação do meu comentário, aliás, espero que não o façam, pois tenho espaço próprio na blogoesfera onde tenho dado a minha opinião. Aliás, o facto de serem comentários para publicação, inibe-me mais do que motiva, pois acho que outros devem utilizar este espaço, e aconselho a fazê-lo:

3) Só que os temas propostos são tão importantes que não resisto, a deixar algumas provocações.

Vamos então à proposta concreta:

Sobre o preço dos combustíveis, é certo e sabido que o welfare da sociedade ocidental dos preços baixos e da fórmula lowcost acabou! Isso inplica uma reformulação e reorganização social que gerará a breve prazo uma verdadeira revolução no mundo que nos rodeia.

Pelo que acabo de afirmar, o segundo tema, PDM do Seixal de Segunda Geração está profundamente ultrapassado, primeiro porque é exemplar que um qualquer Plano de Pormenor altera a letra do PDM e a sua filosofia e as mudanças descritas só anunciam mais betão, mais concentração de pessoas, mais dormitório e movimentos pendulares.

Ou seja, um erro do passado, num mundo em mudança onde o preço dos combustíveis e dos alimentos é um factor cada vez mais de enorme peso.

Depois, estamos a destruír "filet mignon" como diz Luisa Schmidt transformando solo com aptidão agrícola que possivelmente nos fará falta para esse fim básico, para pôr, mais , maiores e desnecessários mamarrachos...

Uma tal quantidade de Planos de Pormenor leia-se , novas urbanizações, em pré época de eleições, parecem querer dar razão a quem diz que a CDU não está segura da continuidade e quer deixar algumas clientelas devidamente servidas...e os cofres confortáveis para a campanha eleitoral que se aproxima.

Por tudo isto, não é sério o que se está a fazer no Seixal, e carece de um Movimento de fundo contra estas decisões que vão implicar com a vida das gerações futuras...é que para esta CDU, o tempo e o espaço parece que vão acabar amanhã...e se calhar vão mesmo!!!

Mas o mundo continua e vão ser os nossos netos, filhos, ou nós mesmos que vamos "apagar a luz"...mas em que mundo?

Post Scriptum - Entretanto temos Futebol e Férias para que tudo seja "tácitamente" aprovado...como sempre!

Ana disse...

TEMA NACIONAL
Torna-se cada vez mais urgente saber-se o que nos irá dizer o relatório pedido pelo Sr. Ministro da Economia à Autoridade da Concorrência, e a partir daí sabermos efectivamente qual o valor da carga fiscal que incide sobre os combustíveis. Depois é preciso saber qual o valor orçamentado pelo Governo em matéria do imposto e quanto já se encontra arrecadado, para que assim se possa projectar o resto do ano. Porque se se toma uma medida sem base de suporte correremos o risco de prejudicarmos as contas. Sou de opinião que como está, está muito mal, mas não devemos correr riscos, porque se taparmos de um lado iremos de certeza destapar de outro.
TEMA LOCAL`
Se alguma dúvida havia, aqui está mais umas quantas decisões deste poder autarquico para acabar com ela. Destruir tudo o que de bom recebemos dos nossos antepassados e não deixarmos nada para os nossos descendentes.
Parece incluisavamente existir preocupação em deixar o Seixal de tal maneira, que quem vier a seguir não tenha espaço de manobra para qualquer obra de qualidade.
Retirar o Rio às populações é para mim,a cereja no bolo da governação CDU (PCP), uma governação que se pauta por interesses que nada têm a ver com os habitantes deste concelho, nomeadamente o direito a terem uma vida com qualidade.
Vamos continuar a deixar-nos (des)governar por cerca de um quarto da população?

Anónimo disse...

O concelho do Seixal há muito que excedeu a lotação. O caos urbanístico é visível resultado duma gestão irresponsável da CDU.Os 34 anos de gestão CDU foram anos de ouro para os construtores civis que em qualquer cantinho de terra construiram um prédio. Com estes planos de pormenor que ai vêm de Amora e Arrentela, nos quais se prevê mais construção por atacado vai acabar por forrar todo o solo com betão e alcatrão. A marginal de Amora é uma obra deprimente, de gosto duvidoso,de pouca qualidade, inacabada e que agora a camara pretende com o plano em curso inviabilizar qualquer aproveitamento da marginal como zona de lazer que beneficia da proximidade do rio. Temos uma camara a ser governada por uma maioria CDU que ao contrário do que diz não houve nem se preocupa com os anseios e bem estar da população. O desrespeito por parte da maioria CDU no que se refere à Reserva Ecologica e Reserva Agricola permitindo que nestes terrenos se continue a construir terá de ter um julgamento muito sério nas próximas eleições.

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