Marinha do Tejo

Marinha do Tejo é o nome como ficou conhecida a comunidade de marítimos, por vezes designados fragateiros, que habitavam ao longo das margens do Tejo.
Homens de trabalho, com a sua acção definiram a geografia um País e moldaram uma Nação. É já dessa Nação o regimento de barqueiros de 1527, antepassados remotos desta marinha...
Mas é bem mais recente a sua união em torno da defesa da identidade Nacional e da expulsão dos invasores. A comunidade ribeirinha, de Maio a Novembro de 1810 enfrentou regimentos de fuzileiros que vinham com Massena, o general francês. Tal como na província, os agricultores enfrentaram as tropas napoleónicas, constituindo-se numa verdadeira guerrilha do varapau, também os maritimos enfrentaram a frota invasora, destruindo as suas embarcações e os portos que o exército invasor entretanto construíra em muitos pontos do Tejo.
No dia 12 de Outubro de 1810 estes verdadeiros "guerreiros do rio" aniquilaram o invasor, liderados pelo Gen. Saint-Croix que pretendia, pelo Tejo, ultrapassar as linhas de Torres.
Em Novembro de 1810 Massena já se retirava, capitulando assim face à linha defensiva de Lisboa, na qual fazia parte a nossa Marinha do Tejo.
Em 1820 a profundidade da defesa marítima de Portugal, a defesa da estepe Portuguesa que é o Atlântico, ia de Vila Velha de Ródão a Cascais e Trafaria. Havia cerca de três mil e seiscentas embarcações, de operários do Tejo enquadrados militarmente, por forma a defenderem a capital e a integridade do território se necessário.
Em 1860 chamaram-lhes “Marinha do Tejo”.
É essa a história de preservação e continuidade da nossa identidade que se pretende perpetuar, integrando as embarcações tradicionais do Tejo no Museu da Marinha, como o seu núcleo vivo, e isentando os proprietários de algumas taxas maritimo-portuárias em contrapartida.
Uma excelente medida que aplaudo.

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