A boa gestão passa por auditar o funcionamento dos serviços.

O munícipe, no inicio de Janeiro, olha incrédulo para a factura da água que recebeu em casa e verifica que lhe estão a cobrar duas taxas ilegalmente - a taxa de saneamento e a taxa de efluentes. São ilegais pela simples razão que o munícipe em questão não é servido pela rede municipal de saneamento e, assim sendo não está obrigado a pagar a prestação de um serviço do qual não beneficia.

Utilizando as novas tecnologias de comunicação, no dia 12 de Janeiro, o munícipe, por mail, explica aos serviços que não sendo servido pela rede de saneamento, o valor das taxas que lhe estavam a cobrar lhe deveria ser devolvido; esperando que nos meses seguintes já tivesse a factura corrigida.

Os serviços ignoraram por completo essa comunicação e, além de não lhe devolverem os valores cobrados ilegalmente, continuam a debitar o valor das duas taxas.
Já lançaram de forma ilegal o valor das taxas nas facturas referentes aos meses de Dezembro, Janeiro, Fevereiro e Março.
Até quando o munícipe vai assistir mensalmente "a mãozinha da Câmara" no seu bolso?
Senhor Presidente da Câmara, para quando a realização de auditorias internas ao funcionamento dos serviços?
Não é admissível que o município trate os munícipes deste modo.
É necessário exigir responsabilidades quando os serviços funcionam mal.

O mau funcionamento dos serviços é, para nós, da inteira responsabilidade do Senhor Presidente da Câmara e Vereação que, em nosso entender, não têm tido uma politica séria e credível de gestão de todos os recursos, nomeadamente, os recursos humanos.
A Câmara do Seixal para responder convenientemente às necessidades da população precisa urgentemente de uma profunda reestruturação interna, onde a acção e motivação dos funcionários, não pode e não deve obedecer à lógica da filiação partidária ou sindical, mas sim à competência e dedicação à causa pública.

É preciso acabar com o clima de medo que muitos nos têm transmitido.
É triste vivermos num concelho em que, por exemplo, fazer greve não é um direito, mas um dever exercido como forma de evitar a discriminação.
Até quando?

Acorda Seixal


2 comentários:

Anónimo disse...

Muitos trabalhadores destinam-se às actividades partidárias da CDU os que querem trabalhar são mal tratados. É esta a motivação que os trabalhadores têm.

ana disse...

Há quem diga que os extremos se tocam, e que no meio é que está a virtude, e eu na minha opinião penso que é capaz de estar certo.
Isto para dizer que passamos da proibição de fazer greve para a obrigação de o fazer, pergunto onde fica a liberdade que supostamente o 25 de Abril nos trouxe? Lembrando uma canção que diz que "a liberdade está a passar por aqui", parece que pelo Seixal passou e não ficou.
Tenho alguma experiência nesta matéria de greves onde assisti "in loco" ao clima de medo que era transmitido aos trabalhadores não aderentes com ofensas verbais e até alguns encontrões intimidatórios.
Quando é que haverá respeito pela "cabeça" de cada um de nós, eu não preciso que ninguem pense por mim, tenho essa capacidade e como eu dezenas, centenas, milhares, milhões de outras pessoas.

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