A minha solidariedade com o PS Madeira

Ouvir do Presidente da Assembleia da República o rasgado elogio que fez ao Dr. Alberto João Jardim e à sua obra, assumindo, entre outras inadmissíveis considerações elogiosas , que ele é "...um exemplo supremo na vida democrática do que é um politico combativo" é, no meu entender, um ataque e uma ofensa à classe politica séria deste País.

O elogio de um homem que a todos nos tem ofendido, que apelida todos os continentais de cubanos, quando a vila de Cuba tem só uns escassos milhares de habitantes; que não hesita em ridicularizar as instituições, os símbolos nacionais, os órgãos de soberania.

O elogio de um homem que é o símbolo máximo da valorização do caciquismo e da prepotência anti democrática e quando esse elogio vem da segunda figura do Estado Português, obriga-nos a reflectir, afinal, porque valores se pauta quem assume tão rasgado elogio e porque valores se pauta quem nos governa.

Senhor Presidente da Assembleia da República será que não sabe que o desenvolvimento da Madeira, no patamar que se encontra, se deve ao constante vergar dos governantes nacionais às pressões inadmissíveis desse que em tempos apelidou de Bokassa?

Afinal pretende que o nosso País se encha de políticos com a postura ética, ou falta dela, que o Dr. Alberto João tem revelado ao longo destes 30 anos? Será que gostaria de ver políticos combativos neste País, de Trás os Montes ao Algarve a utilizar, ainda que camufladamente, a bandeira e o papão do separatismo para conseguirem para si melhores fatias da riqueza nacional? Será que gostaria de ver os Presidentes de Câmara da Guarda ou de Bragança, ou qualquer outro do interior, a referirem-se ao Primeiro Ministro ou ao Presidente da República com o desdém de quem tem o "rei na barriga", como esse senhor, sistematicamente, tem feito?

Senhor Presidente da Assembleia da República, não quero acreditar que seja esse o perfil do político que lhe merece o seu respeito e admiração. Quero acreditar que a homenagem que fez ao Dr. Alberto João Jardim, não tenha passado de um dia infeliz da sua vida e, tal como os meus camaradas do PS Madeira, gostaria que viesse a público reconhecer que errar é humano e que naquele dia sua Excelência errou.

Não me revejo no silêncio dos mais altos responsáveis do meu Partido.

É por estas e por outras que o povo se sente afastado dos políticos e, neste caso o silêncio é um sinal de fraqueza da democracia e um grito de vitória dos ditadores camuflados de democratas.

1 comentário:

Anónimo disse...

É verdade amigo é isto os politicos deste País já não dão credibilidade nenhuma a ninguem .
Hoje são de uma cor amanha são de outra.
Eu também subescrevo que esse senhor devia pedir desculpas a quem o elegeu e a todo o povo deste país que não se revê nas politicas desse atrazado mental madeirense.

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