Fernão Ferro - Juntos pelo Cemitério e Quartel de Bombeiros

«A Vida está intimamente ligada à morte. Todos os que nascem, morrem um dia. Não há nada mais certo do que isto. Se o hospital do Seixal faz falta para tratar de nos manter vivos, não há dúvidas de que quando a morte chega é o cemitério que nos acolhe.
Entre a vida e a morte, muitas vezes, são os bombeiros que nos salvam. Numa freguesia que tem um elevado e assustador índice de sinistralidade rodoviária, o quartel de bombeiros é uma necessidade premente, tal como o cemitério é uma necessidade incontornável. Há mais de 9 anos que a Câmara Municipal do Seixal anda a prometer à população a construção de um cemitério municipal para servir as freguesias de Fernão Ferro e da Arrentela, equipamento que não tem qualquer comparação com a dimensão técnica e financeira de um hospital, nomeadamente em engenharia, equipamentos sofisticados e recursos humanos, que envolvem questões complexas que não se resolvem de um dia para o outro e que requerem avultados investimentos e pessoal com formação específica e altamente qualificado.
Em 1999, o Plano e Orçamento da Câmara do Seixal contemplava uma verba de 75 mil euros (15 mil contos) para o projecto do cemitério e execução da 1.ª fase. O presidente da Junta de Freguesia de Fernão Ferro, Carlos Pereira, andou por Montemor-o-Novo e Espanha a observar as novas técnicas de nos enterrarem. O Boletim, Informativo n.º 7 da Junta de Freguesia de Fernão Ferro, publicado em Janeiro de 1999, dava conta disso mesmo. Qualquer um dispensaria o cemitério, mas, infelizmente, é lá que vamos todos parar. Por conseguinte, da mesma forma que estamos juntos pelo hospital do Seixal, temos também que estar juntos pela construção do cemitério municipal do Seixal e pelo quartel dos bombeiros em Fernão Ferro, equipamentos que são fundamentais para a população da área pois, como já dizia o Marquês de Pombal, é preciso cuidar dos vivos e enterrar os mortos.
A construção destes equipamentos é uma reivindicação antiga da população e uma promessa que a Câmara tem vindo a fazer sucessivamente, que não pode ser mais adiada. Há muito tempo que fazem falta.
Considero ainda que é necessário que o cemitério seja moderno, ecológico e arborizado para se integrar harmoniosamente no meio ambiente e que tenha crematório, para poder dar resposta à vontade dos que optam pela cremação, uma prática que tem vindo a aumentar significativamente.»

Fernando Reis - «Jornal Notícias da Zona», Edição de Segunda-feira 31 de Março a 13 de Abril de 2008

2 comentários:

Gramsci disse...

http://youtube.com/watch?v=wSYpJyCDOaU

Operário Corrosivo disse...

acho bem que sim, com tanto amianto nas canalizações bem que vão precisar de cemitérios com fartura

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