Mensagem de Ano Novo do Presidente do PS Seixal

Os anos são como os rios, nascem, crescem e morrem; tumultuosos, por vezes serenos, para no final da marcha se esvanecerem. Os rios perdem-se nos oceanos, os anos morrem sós, para darem lugar a um novo ser.
Desapareceu 2007, nasce 2008 e com este o ser humano renova sonhos e esperanças; alguns acreditam que o que nasce é sempre melhor do que foi “o morto”.
Ser positivo é acreditar que o futuro é sempre mais risonho do que foi o passado, já que o presente é uma ficção.
Ser pessimista é acreditar que o futuro é sempre pior, pela incerteza da orientação dos ventos ou pelo temor do oculto, já que o futuro é uma mancha negra que se ilumina a cada momento pelo presente.
Ser pragmático é ser sensato, é aceitar que o passado nos ilumina a cada instante para podermos ter fé no futuro.
A sociedade é a convergência forçada de uma infinidade de egos e por isso é o mal ou bem que todos constituímos.
O determinismo só existe porque há vontades, sendo que estas são a essência da vida, sem nos esquecermos que a vontade colectiva não é a confluência ou o resultado das vontades individuais.
Ser pragmático é reconhecer que há vontades que se impõem gerando consensos, orientações ou imposições.
Ser pragmático é saber quais são as nossas reais capacidades e quais são os nossos verdadeiros contributos para que o criticável deixe de o ser.
Passamos a vida a auto elogiar-nos e a apontar os defeitos de todos os outros, esquecendo-nos que a perfeição só poderá existir quando não for possível fazer comparações. O único é perfeito mas o colectivo, ainda que imperfeito, é o possível.
Prefiro o possível, já que abomino os que se dizem únicos.
É tempo dos partidos políticos não se considerarem únicos. É tempo das lideranças partidárias saberem reconhecer com humildade que o erro faz parte de quem age e só não erram os sem vontade.
É tempo de clarificar ideais e agir em conformidade.
Se o poder é um instrumento para implementar ideais, deve ser usado assente nos princípios defendidos e divulgados e que permitiram, democraticamente, alcançá-lo e, não como um fim a defender a qualquer preço.
Com responsabilidade política no concelho do Seixal não posso deixar de questionar um poder instalado no meu concelho assente no poder como um fim, sem qualquer ideal que o suporte, já que se assim não fosse, das duas uma, ou tínhamos um concelho onde se sentisse o exemplo da matriz ideológica que arrebataria e atrairia ou pura e simplesmente estaria apeado porque não aceite pelas populações.
Não arrebata nem atrai, já que uma minoria da população se digna sustentá-lo, e diga-se em abono da verdade, não se encontra na gestão do município nenhuma matriz que o identifique com os apregoados ideais comunistas.
Compete-nos a nós socialistas do Seixal, demonstrar junto da população que somos diferentes e não queremos o poder como um fim a perpetuar, mas assente num ideal e num modelo social democrático que gostaríamos de implementar no Seixal.
Queremos um modelo de gestão em que as receitas devem ser canalizadas para a sustentabilidade de um concelho harmonioso, sem guetos, com um tecido empresarial dinâmico, com um turismo sustentado nas potencialidades do concelho, mas induzido por novas realidades.
O património ambiental, histórico edificado e a arqueologia industrial não são, de “per si” factores bastantes e suficientes de indução turística; precisam de âncoras que podem assentar na história do concelho, mas que devem aproveitar o conhecimento e as tecnologias do presente.
Há cerca de 2 anos o Município do Seixal gastou largos milhares de euros com estudos para a elaboração de um “Plano Estratégico de Desenvolvimento do Turismo no Concelho do Seixal” que aprovou, mas que, com alguma propriedade podemos apelidar de “pobreza franciscana”.
Na realidade, é um plano estratégico que assenta, praticamente, só no histórico edificado, notável, sem dúvida mas insuficiente. É necessário criar pólos dinâmicos capazes de se projectarem nos mercados e catapultem para o Seixal valor acrescentado.
O Seixal está fortemente ligado a um período nobre da nossa história; a época dos descobrimentos. Era importante criar no nosso concelho um parque temático alusivo a esse período; mas, infelizmente, não vemos na proposta do PDM apresentado pelos comunistas qualquer visão estratégica que o contemple.
Iremos ter um novo PDM sem inovação, amarrado ao passado, nada inovador na estratégia do desenvolvimento, já que esta gestão municipal se limita à sua evidente preocupação de manter o poder como um fim e não como um instrumento de implementação de uma ideologia.
O ano de 2008 será para nós socialistas e para a população do concelho do Seixal um ano de primordial importância.
Aos socialistas competirá dar a conhecer um projecto inovador de gestão para a autarquia, à população inteirar-se da realidade e perceber que o Seixal, a continuar amarrado à gestão dos comunistas, cada vez mais se tornará num concelho atrofiado, amorfo, embutido na demagogia propagandística, mas sem alma e sem orgulho de identidade.

Acorda Seixal

Votos de Bom Ano

Fonseca Gil, Advogado
Presidente da Comissão Politica Concelhia do Partido Socialista do Seixal.

4 comentários:

Gramsci disse...

Estou a ponderar viciar-me em nicotina. Isso mesmo: fumar tanto que, como diria certo idiota,....
.....Será o meu primeiro acto de verdadeira rebeldia.

http://coisas-2.blogspot.com/2006/09/24-de-agosto-estou-ponderar-viciar-me.html

Anónimo disse...

Os rios são como os sapais, vitais.
Não ajudes a matar o sapal de Corroios.
Ou já ajudas-te?

Filipe de Arede Nunes disse...

Exmo. Senhor Vereador,
Sobre as palavras do Exmo. Sr. Presidente do PS Seixal, Dr. Fonseca Gil, tomar em atenção o texto hoje publicado em:
www.juventudeseixal.blogspot.com.
Cumprimentos,
Filipe de Arede Nunes

Ponto Verde disse...

Decepcionante a proposta de um Parque Temático.

Google