Uma boa ideia!

Este post é a prova que para mim uma boa ideia não tem côr nem ideologia, escusado será dizer que a incompetência e a preguiça também não.
A ideia chega de Vila Real de Santo António, uma Câmara PSD que apresentou uma ideia original. Este municipio assinou um acordo de cooperação com o município da Playa, situado na área urbana de Havana, segundo este protocolo, o município de Vila Real subsidia o município da Playa em 50.000 Euros anuais e este, em troca, presta serviços oftalmológicos gratuitos aos habitantes de Vila Real. Espera-se que seja em especial nas operações às cataratas que este protocolo tenha uma utilidade acrescida.
Reconheço pois as carências do nosso Sistema Nacional de Saúde, nesta área, e aplaudo a excelência dos cuidados de saúde prestados em Cuba.
Também a Câmara Municipal do Seixal tem, na área da cooperação, vários acordos assinados, a saber:

Protocolos de Geminação e Acordos de Cooperação

- Câmara Municipal da Boa Vista, em Cabo Verde
- Distrito Municipal de Lobata, em S. Tomé e Príncipe
- Conselho Municipal da Beira, em Moçambique
- Administração Municipal do Lobito, em Angola
- Prefeitura Municipal de Assis Chateaubriand, no Brasil

Carta de Intenções de Cooperação

- Farim, na Guiné Bissau
- Baucau, em Timor-Leste

Acordo de Cooperação

Havana, em Cuba

Nestes dois anos que já levo de Cãmara Municipal, à excepção de um subsidio de 100 euros (Cem euros) para comprar livros escolares para Timor, não me recordo de nenhuma actividade relacionada com estes protocolos...
No entanto no acordo de Cooperação entre a cidade de Havana e a Câmara Municipal do Seixal, pode-se ler: ".../...a Assembleia do Poder Popular na cidade de Havana e a Câmara Municipal do Seixal concordam em desenvolver um trabalho em conjunto orientado pelos seguintes objectivos:
.../...
3. Estudar as possibilidades existentes em ambas as comunidades para desenvolver um plano de cooperação e intercâmbio de experiências no campo da Medicina, pela importância do melhoramento dos níveis de saúde dos nossos respectivos povos."

Estamos à espera do quê?
Talvez se a Câmara Municipal do Seixal se preocupasse menos com o trabalho do Governo, e se se deixa-se de representar o triste papel de agitadora nata, e preocupa-se mais em desempenhar o seu papel, talvez os municipes do Seixal já tivessem uma solução para o seu problema.

1 comentário:

ex-militante disse...

Sentindo chegar sua hora, Major, um velho porco, reúne os animais da fazenda para compartilhar de um sonho: serem governados por eles próprios.

Sob o comando dos inteligentes e letrados porcos, os animais aprenderam os 7 Mandamentos, que, a princípio, ganhava a seguinte forma:

1. Qualquer coisa que ande sobre duas pernas é inimigo.

2. Qualquer coisa que ande sobre quatro pernas, ou tenha asas, é amigo.

3. Nenhum animal usará roupas.

4. Nenhum animal dormirá em cama.

5. Nenhum animal beberá álcool.

6. Nenhum animal matará outro animal.

7. Todos os animais são iguais.

Para os animais menos inteligentes, os porcos resumem os mandamentos em apenas “Quatro pernas bom, duas pernas mau!” que passou a ser repetido constantemente pelas ovelhas.

Cria-se um mito em torno do porco Napoleão

Os porcos passam a viver na antiga casa da QUINTA e começam a modificar os mandamentos que estavam na porta do celeiro, que, espantosamente, recebeu estas alterações:


4. Nenhum animal dormirá em cama com lençóis.

5. Nenhum animal beberá álcool em excesso.

6. Nenhum animal matará outro animal sem motivo.

E mais uma:

7. Todo animal trabalhará no mínimo 18 horas por dia, exceto o Rei Napoleão e os incríveis porcos. É nítida a ostentação dos porcos e o descaso para com os demais, bem como o cuidado de mantê-los na completa ignorância. Além disso, foram realizadas reuniões de execuções dos animais que haviam contestado alguma regra, mesmo que em sonho.

Napoleão, os outros porcos e os agricultores da vizinhança celebram, em conjunto, a produtividade da Quinta/Granja dos Animais. Os outros animais trabalham arduamente em troca de míseras rações. O que se assiste é um arremedo grotesco da sociedade humana.

No final, os animais, ao olhar para dentro de casa já não conseguem distinguir os porcos dos homens. O slogan das ovelhas fora modificado ligeiramente, “Quatro pernas bom, duas pernas melhor!”, há poucos dias.

O último mandamento, que havia sido considerado o mais importante, tornou-se único e a máxima:


Todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais do que outros.


Análise:

A obra constitui não só uma alegoria para a revolução Soviética, mas também para todas as revoluções, e como os ideais acabam sendo corrompidos pelo poder e dinheiro.

O resultado é uma situação em tudo semelhante ou pior ao que existia antes da revolução. Para isto, contribui o fato de a história ser contada por um narrador neutro, na terceira pessoa, passando-se numa localização indefinida, que acaba por dar um senso critico ao leitor .

O sonho de um velho porco de criar uma granja/quinta governada por animais, sem a exploração dos homens, concretiza-se na Revolução.

E como costuma acontecer com as revoluções, a dos bichos também está fadada à tirania, com a ascensão de uma nova casta ao poder.



O Triunfo dos Porcos no a-sul

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