Seixal não aplica o seu Plano de Arquitectura de Paisagem

Quem o diz é Gonçalo Ribeiro Telles, unanimemente reconhecido como um dos maiores arquitectos paisagistas nacionais. Em entrevista ao DN de 25 de Novembro passado, este notável arquitecto alertava para o perigo da construção nos leitos de cheias, afirmando estar convencido que se têm "repetido e acumulado" os mesmos erros cometidos no passado, acrescentando que "a única diferença é que, entretanto, foram criados planos municipais para salvaguardar a circulação das águas das chuvas."
Mas isso de pouco vale porque boa parte destes projectos ainda "não saiu da gaveta", disse ainda o arquitecto afirmando ser este o caso do concelho do Seixal.
Tudo isso tem consequências, avisa o especialista e, enquanto não se aplicarem estes planos, será possível continuar a construir nos leitos das cheias, reduzir a reserva agrícola - que graças aos seus solos orgânicos retêm mais água em caso de inundações - ou edificar junto ao litoral onde o terreno seria mais permeável às chuvas. Segundo o arquitecto, o problema não está nas chuvas fortes que serão cada vez mais frequentes e inevitáveis num clima mediterrânico: "A questão central passa por garantir a circulação das águas tanto nos meios rurais como urbanos."
Na mesma entrevista, José Luís Zêzere, especialista em dinâmica de cheias do Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa, defendeu que a região da Grande Lisboa continua "perigosamente" vulnerável às inundações repentinas, "Nestes últimos 40 anos continuou-se a construir demasiado e perigosamente nos leitos de cheias", advertiu o especialista.
Estamos à espera do quê?

2 comentários:

Filipe de Arede Nunes disse...

Caro Sr. Vereador.
No Seixal controi-se em todo o lado, é só preciso os projectos aparecerem que logo se aprovam as licenças!
Leitos de cheias! Quem é que liga a isso?
Cumprimentos,
Filipe de Arede Nunes

Sónia Tavares disse...

Sr. Vereador Samuel eu já sinto o peso de um prédio às costas. É que temo que a gestão comunista depois de deixar construir todos os palmos de terra deste concelho nos construa em cima da cabeça para fazer receitas de contribuições. Se isto não fosse dramático até me daria vontade de rir. Mas é grave porque com o excesso de construção faltam as infraestruturas de apoio estradas zonas verdes e outras e além disso a saúde duma população que vive num espaço onde os jardins são de pedra onde só há cimento armado, alcatrão carros e uma fossa gigante a céu aberto que é a baia do seixal está em risco. Precisa-se de uma administração com competência para a Câmara do Seixal. Esta que lá está mais NÃO! CHEGA!

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