Piscicultura no Sapal de Corroios


Pediram-me que difundisse o seguinte comunicado do Grupo Flamingo, faço-o, com a nota que na minha qualidade de Vereador da Câmara Municipal do Seixal, não fui, ainda, informado sobre nada que se relacione com esta matéria.


"Nova Tentativa de destruir o Sapal de
Corroios está em preparação!"


Quando em Julho de 2003 foram,por Despacho do Secretário de Estado do Ordenamento do Território, anuladas as licenças de construção dos tanques para a engorda de peixes no Sapal de Corroios, a população de Miratejo/Corroios não cruzou os braços. O passo seguinte foi exigir o cumprimento do respectivo Despacho, no que dizia respeito à reposição, ao seu estado natural, da área destruída. As acções que imediatamente foram desencadeadas junto da Comissão de Coordenação do Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDRLVT) e da Câmara Municipal do Seixal (CMS), nomeadamente a entrega de um abaixo assinado e a exigência do cumprimento da lei caíram em saco roto por parte das entidades oficiais. O silêncio não foi obra do acaso. Tratou-se de um laxismo concertado para arregimentar estratégias de voltar à carga numa altura mais favorável.
Agora passados mais de quatro anos, aparecem numa Frente Unida contra os interesses da população numa nova tentativa de destruir o que a natureza entretanto repôs. Foram quatro anos de estudos e pressões para contrariar a vontade popular. “Desenterraram” o mesmo projecto, a mesma área, o mesmo método, utilizando argumentos rebuscados por mentes habilidosas, para obterem a aprovação da Câmara Municipal do Seixal.
A população não se esquece que, tal como ela, também as Autarquias do Seixal (Câmara Municipal e Assembleia Municipal) repudiaram o atentado contra o Sapal de Corroios e exigiram a reposição do mesmo no seu estado natural, uma aprovando por unanimidade, em Agosto de 2001, um embargo às obras, a outra aprovando também por unanimidade uma moção, em Setembro de 2001.
Este projecto não beneficia minimamente a economia local, como querem fazer passar. A população local sai prejudicada, em benefício de interesses privados que se predispõem a criar 8 postos de trabalho, a meio tempo, e para tal necessitam de 17 hectares de um ecossistema natural. Em suma a população só tem a perder, nada a ganhar!
Continuemos todos, em uníssono, a lutar pelo Sapal de Corroios no seu estado natural, exigindo ao Sr. Presidente da Câmara Municipal do Seixal que cumpra a sua palavra, não licencie este projecto, atente à vontade popular e de uma vez por todas considere o Sapal de Corroios/Restinga do Alfeite (Ponta dos Corvos) como a mais importante área natural e de grande biodiversidade do Concelho do Seixal, devendo assim ser considerada nos Planos Municipais de Ordenamento do Território.
Subscreva e divulgue o abaixo-assinado!
Juntos, o nosso protesto terá mais força! Novembro de 2007".

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