Notícia DN - Novos Paços do Concelho

O novo edifício municipal do Seixal, com conclusão prevista para o primeiro semestre de 2009, já está a ser construído e custará 25 milhões de euros (o mesmo que custou o último troço do Eixo Norte-Sul).

O presidente da autarquia (CDU), Alfredo Monteiro, garante que a concentração de todos os serviços técnicos e administrativos num só edifício permitirá "uma poupança de cerca de 70 mil euros/mês, ganhando-se ainda com a libertação de 20 edifícios camarários". Mas a oposição critica a "engenharia financeira" encontrada para custear o edifício, em resultado da qual a autarquia irá pagar 150 mil euros de renda por mês.

O contrato de arrendamento do futuro edifício é a 20 anos (cinco mandatos autárquicos) com opção de compra de dois em dois anos. A obra foi concessionada à Assimec, do grupo A. Silva & Silva, proprietária do edifício. Se a autarquia não adquirir o imóvel antes dos 20 anos, o custo final poderá atingir os 36 milhões de euros. Mas Alfredo Monteiro garante que o " objectivo é a amortização", à semelhança do que aconteceu com o já construído edifício dos serviços operacionais (uma obra também da A. Silva & Silva), cuja passagem para arrendamento com amortização está no Tribunal de Contas.

Para José Assis, vereador socialista, este é um modelo financeiro "que a autarquia não pode suportar e no qual o construtor é o mais beneficiado". Já Vítor Cavalinhos, deputado à assembleia municipal pelo BE, considera que a concentração de serviços é necessária, mas afiança que o modelo encontrado "é um negócio ruinoso" e duvida que a autarquia poupe tanto quanto afirma com esta concentração. Manuel Pires, vereador do PSD, frisa que "o concurso poderia ter sido mais aberto, para se conseguirem melhores preços" e apesar de considerar necessário concentrar os serviços num mesmo edifício, tal poderia ser realizado numa altura em que a situação financeira da autarquia fosse melhor.

Alfredo Monteiro sublinha que, além do edifício, o investimento contempla também o estacionamento, arranjos exteriores e o prolongamento da Avenida dos Bombeiros até à baía. A construção do novo edifício municipal já se iniciou, encontrando-se em fase de movimentação de terras, muros de contenção periférica e execução de estrutura.

Ao centralizar todos os serviços "poupar-se-á em comunicações, equipamento informático e tempo", defende o presidente. Por outro lado, a câmara vai ficar com património livre, o que "quase paga o novo edifício", nota Alfredo Monteiro. Alguns edifícios serão vendidos, outros manter-se-ão na posse da autarquia, como a sede dos Paços do Concelho, onde ficarão serviços culturais e de turismo.

Fonte: Jornal Diário de Notícias 2007.10.16

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