Viva a Carbonária


Republico hoje um dos primeiros Posts deste Blog.
A 5 de Outubro comemora-se a queda da monarquia e a consequente instauração do regime Repúblicano no nosso país, tal facto ocorreu no ano de 1910.
Para além do novo regime e do feriado, a República legou-nos também os seus simbolos. É hoje o art. 11.º da Constituição da República Portuguesa que nos diz que os símbolos nacionais são a Bandeira, símbolo da soberania da República, da independência, da unidade e integridade de Portugal e o Hino Nacional que é "A Portuguesa".
A bandeira tem um significado republicano e nacionalista. A comissão encarregada da sua criação explica a inclusão do verde por ser a cor da esperança e por estar ligada à revolta republicana de 31 de Janeiro de 1891. Segundo a mesma comissão, o vermelho é «a cor combativa, quente, viril, por excelência. É a cor da conquista e do riso. Uma cor cantante, ardente, alegre (...). Lembra o sangue e incita à vitória.»
No seu centro, acha-se o escudo de armas portuguesas (que se manteve tal como era na monarquia), sobreposto a uma esfera armilar, que veio substituir a coroa da velha bandeira monárquica e que representava o Império Colonial Português e as descobertas feitas por Portugal.
Os cinco pontos brancos representados nos cinco escudos no centro da bandeira fazem referência a uma lenda relacionada com o primeiro rei de Portugal. A história diz que antes da Batalha de Ourique (26 de Julho de 1139), D. Afonso Henriques rezava pela protecção dos portugueses quando teve uma visão de Jesus na cruz. D. Afonso Henriques ganhou a batalha e, em sinal de gratidão, incorporou o estigma na bandeira de seu pai, que era uma cruz azul em campo branco.
Tradicionalmente, os sete castelos representam as vitórias dos portugueses sobre os seus inimigos e simbolizam também o Reino do Algarve. No entanto, a verdade é que os castelos foram introduzidos nas armas de Portugal pela subida ao trono de Afonso III de Portugal. Este rei português não podia usar as armas do pai, D. Afonso II, sem «diferença» por não ser seu filho primogénito.

Quanto ao Hino Nacional "A Portuguesa", nasceu como uma canção de cariz patriótico em resposta ao ultimato britânico para que as tropas portuguesas abandonassem as suas posições em África, no denominado "Mapa cor-de-rosa".
Em Portugal, a reacção popular contra os ingleses e contra a monarquia, que permitia esse género de humilhação, manifestou-se de várias formas. "A Portuguesa" foi composta em 1890, com letra de Henrique Lopes de Mendonça e música de Alfredo Keil, e foi utilizada desde cedo como símbolo patriótico mas também republicano. Aliás, em 31 de Janeiro de 1891, numa tentativa falhada de golpe de Estado que pretendia implantar a república em Portugal, esta canção já aparecia como a opção dos republicanos para hino nacional, o que aconteceu, efectivamente, quando, após a instauração da República a 5 de Outubro de 1910, a Assembleia Nacional Constituinte a consagrou como símbolo nacional em 19 de Junho de 1911 (na mesma data foi também adoptada a bandeira nacional).
A Portuguesa, proibida pelo regime monárquico, que originalmente tinha uma letra um tanto ou quanto diferente (mesmo a música foi sofrendo algumas alterações) — onde hoje se diz "contra os canhões", dizia-se "contra os bretões", ou seja, os ingleses — veio substituir o Hymno da Carta, então o hino da monarquia.
Em 1956, existiam no entanto várias versões do hino, não só na linha melódica, mas também nas instrumentações, especialmente para banda, pelo que o governo nomeou uma comissão encarregada de estudar uma versão oficial de A Portuguesa. Essa comissão elaborou uma proposta que seria aprovada em Conselho de Ministros a 16 de Julho de 1957, mantendo-se o hino inalterado deste então.
Nota-se na música uma influência clara do hino nacional francês, La Marseillaise, também ele um símbolo revolucionário.
O hino é composto por três partes, cada uma delas com duas quadras (estrofes de quatro versos), seguidas do refrão, uma quintilha (estrofe de cinco versos). É de salientar que, das três partes do hino, apenas a primeira parte é usada em cerimónias oficiais, sendo as outras duas partes praticamente desconhecidas. Sendo esta a sua Letra completa:

"I
Heróis do mar, nobre povo,
Nação valente e imortal
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memória,
Ó Pátria, sente-se a voz
Dos teus egrégios avós
Que há-de guiar-te à vitória!
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!
II
Desfralda a invicta Bandeira,
À luz viva do teu céu!
Brade a Europa à terra inteira:
Portugal não pereceu
Beija o solo teu, jucundo,
O oceano, a rugir de amor,
E o teu Braço vencedor
Deu mundos novos ao mundo!
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!
III
Saudai o Sol que desponta
Sobre um ridente porvir;
Seja o eco de uma afronta
O sinal de ressurgir.
Raios dessa aurora forte
São como beijos de mãe,
Que nos guardam, nos sustêm,
Contra as injúrias da sorte.
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!"


É sempre bom recordar...
Fonte: Wikipedia

Só falta dizer uma coisa: Viva a Carbonária!

18 comentários:

luis disse...

Boa recordação e bela lição.Obrigado Samuel.

PS a esta hora o Aldeia pp deve andar a perguntar aos seus amigos como se canta as segunda e terceiras partes do hino.

Anónimo disse...

Senhor vereador, é verdade o conteudo deste comentário publicado no a-sul:
"Meus senhores este post é ridiculo, a publicação dos anuncios a repor a verdade dos factos custou menos do que o valor que o vereador Samuel gasta em telemóvel por mês!!! Este senhor vereador deve andar o dia inteiro agarrado ao telemóvel, pois as suas contas em telemóvel são um verdadeiro exagero. Mas como se não chegasse a conta de telemóvel este senhor é o que mais gasta em combustivel, sendo o seu passatempo favorito passear até ao Norte em carrinho da Câmara, sem estar ao serviço da câmara, um verdadeiro escândalo."
É verdade senhor vereador que você gasta balurdios do erário público em telemóvel e em gasolina? Não me diga que é a telefonar para os caezinhos para eles se portarem bem e a dar voltas ao concelho à procura de cães abandonados?

Samuel Cruz disse...

Caro anónimo,

Quanto às facturas de tlm se não sabe informo-o, que existe um regulamento de utilização dos tlm da Câmara Municipal do Seixal, correspondendo um plafond a cada utilizador. Nunca me foi comunicado que tenha excedido tal plafond.
Quanto á utilização da viatura municipal nunca fiz nenhum uso abusivo da mesma pelo que considero difamatório o que aqui é escrito e lamento que não se identifique.
Percebo no entanto as razões de preocupação dos apoiantes da CDU no Seixal, lamentando no entanto esta forma de fazer política.
Acrescento que o Pelouro que dirijo é muito mais que o Canil Municipal, integra toda a área de Saúde e bem-estar animal assim como a área de Higiene e Segurança Alimentar e a Defesa do Consumidor. Era ao meu trabalho que gostava de ouvir criticas, mas aí ambos sabemos que não é fácil!

Anónimo disse...

Samuel
os comunas andam desnorteados.
Porque será?
Deixa-os falar porque nem dizem o que sabem nem sabem o que dizem.

Anónimo disse...

Plágio.

Samuel Carreira!

Anónimo disse...

A bandeira é china, tem pagodes em vez de castelos.

Filipe de Arede Nunes disse...

Não apoio, nem dou vivas a grupos terroristas!

Cumprimentos,
Filipe de Arede Nunes

Samuel Cruz disse...

Caro Filipe,

É verdade que os primos tinham um bocadinho de terroristas mas que diabo, já lá vão quase cem anos e as causas eram justas... Ou não me digas que és monarquico, que isso é que é uma coisa que eu tenho dificuldade em perceber!
Abraço,

Filipe de Arede Nunes disse...

Exmo. Senhor Vereador,

Não sou monarquico - embora também não seja republicano por convicção - mas não acho que o terrorismo se justifique em qualquer que seja a ocasião.

A violência como forma de atingir um objectivo é contrária às minhas convições. Admitir excepções, é abrir a caixa de Pandora.

Cumprimentos,
Filipe de Arede Nunes

Samuel Cruz disse...

Caro Filipe,

Espero que não leves a mal a ousadia do tratamento informal, o qual espero ver retribuído em futuras ocasiões, como é próprio entre colegas, não só de profissão mas também bloguistas.
Tens razão no que afirmas e não se justificaria a existência de uma organização como a Carbonária nos dias de hoje, no entanto penso que é importante enquadrar a acção Carbonária, da qual Buiça ficou como personificação máxima, no contexto histórico e sócio-politico da época.
Cumprimentos,

Anónimo disse...

Um militante do PS apoiante de terroristas!

manuel disse...

Dr Arede Nunes,

Em minha opinião esteve muito bem e marcou a diferença entre colegas.

pactum

esteves disse...

Com esta do Dr. Arede, alguém vai precisar de DEPURALINA.

Anónimo disse...

Alguém aqui é como o constantino.

"A a fama que vem de longe"

Anónimo disse...

A verdade é que embora não se apoie em regra geral os actos de violência, e aqui não considero apenas os terroristas mas todos os actos de violência (seja ela civil, militar ou para-militar, organizada ou gratuita), foi sempre através desta que se atingiu as grandes vitórias da liberdade dos povos, seja a revolução francesa, a revolta do chá, o outubro vermelho ou a implantação da republica em Portugal todas elas foram consideradas actos terroristas e revoltosos contra os regimes dominantes, e no entanto, sem eles jamais haveria liberdade, fraternidade e igualdade,justiça para todos, a ditadura do proletariado ou A PORTUGUESA.

É fácil depois dos actos recriminá-los mas é muito mais fácil usufruir daquilo que nos trouxeram, ainda que com actos terroristas.
HSEREJO

joaquim disse...

Ao anónimo do HSREJO o cerejo ou seja lá como se chama é um lunático.
Terroristas são terroristas e a diferença entre um Tigre e um Home está na capacidade intelectual.
Quando não se consegue pela vonta e astucia, lá vai porrada.

Anónimo disse...

A bandeira é china, tem pagodes em vez de castelos.

JS Seixal disse...

Hoje em dia tudo serve para deturpar palavras...

Tristes e descontextualizados, alguns comentários, para além de moraistas. Bem prega...

Bom, a reter também, foi na margem sul que o movimento foi alavancado, com especial relevo para a Aldeia Galega (Montijo), Barreiro e Seixal. Mais uma parte da história do Seixal ignorada e desprezada.

PS. Esta coisa de terroristas tem que se lhe diga. Aqui com os nossos botões, ocorreu-me que D. Afonso Henriques terá sido também um grande terrorista, para não falar dos opressores descobridores,etc. Ou não compreendem o conceito de história e contexto ou então somos muito imaturos culturalMENTE.

O que me faz sentir, é que a história de portugal está cheia de "terroristas" fantásticos!

Viva todos eles!

Google